Um Novo Mundo.

10 Capítulo 10 - Ok, isso não é um sapo.


Notas iniciais
PESSOAS!! Desculpem-me a demora, tipo serio!! Eu estava de mudança e agora neste exato momento eu estou na biblioteca municipal, sim!

Os cara da internet parecem que nem gostam de trabalhar, por que a demora que mdses.

Espero que nao tenham me abandonado :c quase um mês sem postar e sem entrar no Nyah! TO TIPO SUPER ANSIOSA OPKSAOPSKOA

Se tiver algo confuso na leitura ou erros me desculpem serio, essa é minha única fanfic que eu estou postando, por que eu to tipo super amando escrever ela.

Não sei se demorarei par apostar o proximo cap, ok? Bom... Bjs e até!

Eu acabei por tirar algumas coisas assim para chegar o mais rapido possivel na prisão, estou tendo super ideias para o terceira temporada rs eai fortes emoções na series OSKAPOSKA

Beijoooooooooooooooooooooooooooooos S2 pra vcs asopkas

Narração Mariana

Depois de tudo aquilo ter acontecido, todos do acampamento esperavam pelo pior... Eu preciso dizer o que era “o pior”? Daryl, ele era o pior, ninguém sabia como seria sua reação, muito menos o que ele faria.

Daryl é uma caipira, criado com suor escorrendo pela testa, acho eu... Não sei nada da vida dele, apenas sei que ele tem um gênio forte, e quem mexe com ele nem sempre sai ileso.

Eu queria sim saber o que havia acontecido lá na cidade, como está, se tudo voltou ao normal, se... As coisas estão melhores lá.

Neste exato momento eu estou no acampamento junto com todos, ninguém está na pedreira ou fora do acampamento, com exceção de Daryl e... Merle.

De uma forma, Merle merecia aquilo, merecia ser deixado para trás, hunf! Merle é um cara nojento, sem nenhum respeito, explicitado em tudo em que fala, mas na verdade eu nem o conheço, nem sei se o cara vale a pena, nem sei se ele é o que parece ser, mas em minha opinião... Pelo que eu vivenciei com ele nesses pouquíssimos dias, eu o deixaria para trás, argh! Eu devo parar de ter esses pensamentos confusos e ser tão bipolar em minhas ideias.

Mas talvez se ele pedisse com jeito eu deixaria viver, mas apenas se eu tivesse todo esse poder em mãos, o que aconteceu... Aconteceu e o que passou, passou, é, literalmente eu devo parar com essas ideia “bipolares”.

Mas não é tão simples quanto eu penso, certas coisas nos atormentam para sempre.

De repente todos começaram a discutir novamente quem iria contar para ele, resolvi deixar de lado, se eu me metesse no meio, capaz de eu acabar batendo em alguém.

Áh! Como eu sinto falta de ir à faculdade, de entrar na internet, de ter uma vida normal.

Meu olhar se desfocou novamente, já havia pensado se eu tinha déficit de atenção, mas nunca tive a oportunidade de ir a um medico, mas acho que é coisa normal, não posso dizer nada, não sou uma doutora.

Quando voltei ao normal Daryl estava furioso gritando aos quatro ventos que não podiam deixar o irmão dele assim para trás, T-Dog acabou por soltar que ele havia deixado cair à chave das algemas de Merle, Daryl sem pensar duas vezes saltou no pescoço do T, mas ainda bem – assim dizer – que os outros impediram... Uma futura morte.

Suspirei levantando e caminhando em direção a Daryl, ok isso é uma total loucura, mas é a única coisa que eu posso fazer... Tentar acalmar o nervosismo dele, ou apenas aumentar, isso eu verei brevemente.

Ele olhou para cima e me analisou com o cenho franzido de tamanha irritação, ele limpava as flechas de sua besta e parecia que fumaça saia de suas orelhas.

– Posso falar com você? – Perguntei gaguejando um pouco, eu estava com medo, isso estava bem claro.

Eu esperava uma resposta, mas acabei por não receber. – Então tá! – Disse que nem uma derrotada, mas sentei no seu lado um pouco receosamente, passei a mão em minhas pernas e continuei quieta.

– Err... – Comecei com a palavra do ano. – Muito obrigada pelo livro... – Era o único assunto que eu tinha em mente por agora, continuou silencio, eu esperava que ele falasse mais, homem de poucas palavras... Legal. – Eu gostei. – Disse receosamente, não sabia se estava a irritar mais ele ou se não estava surgindo nenhum efeito.

Apoiei minha cabeça em meus joelhos e fechei os olhos, estava sendo difícil, não sei lidar com “gente assim”, resolvi então arriscar, e falar algo não tão... Daryl. – Você não sabe falar? – Bufei e rolei os olhos, ele parou no mesmo instante de passar o pano em suas flechas, meu coração falhou uma batida, era hoje o dia em que eu morria.

Ele olhou para mim sem mostrar nenhuma reação, jogou o pano longe e apoiou os braços em seus joelhos, tentei ao máximo mostrar nenhuma reação também, e eu acho que consegui com sucesso.

– Eu só não quero falar agora. – Ele disse um tanto calmo que cheguei até estranhar, pensei que ele iria partir para cima de mim e me bater, mas ele parece ser homem que não faz isso.

Bufei. – Mas deveria. – Rolei os olhos e sentei que nem um índio. – Às vezes é bom desabafar com as pessoas. – Ok, agora eu havia perdido a mente.

– Eu não irei fazer o que pensa. – Disse seco, entortei a boca.

– Eu não estava pensando em nada. – Falei como alguém desinteressada.

– Sim... Você estava. – Olhei diretamente para ele.

– Então... Senhor Daryl, em que eu estava pensando? – Ele riu pelo nariz, o que me deixou um pouco sem graça, o silêncio reinou novamente no lugar.

– Eu e Merle sempre fomos muito próximos, verdadeiros irmãos. – Ele disse. – Ele sempre acabava preso por algumas coisas que fazia, eu de uma estranha maneira me orgulhava dele, talvez por ele for meu irmão mais velho ou por ele ter coragem de fazer tudo sem ao menos se importar com as consequências. – Daryl estava olhando para as mãos que mexiam com uma de suas flechas, sorri de canto.

Pelo menos ele estava desabafando comigo, eu acho... – Quando nossa mãe morreu em um incêndio, as coisas ficaram difíceis, sabe...? Ele começou a sair mais e eu como uma criança sozinha em casa e com um pai sempre ausente que estava sempre trabalhando para conseguir sustentar nós três, saia também.

– Eu saia, entrava em bares e ficava com os caras que Merle costumava sair, um dia acabaram por me embebedar, mas nada de mais aconteceu... Teve também uma vez em que eu saí de casa e me perdi na floresta. – Eu estava começando a me interessar pela historia.

– E o que aconteceu?

– Fiquei dias comendo frutas e me limpando com folhas venenosas, me assei todo. – Dei risada, ele sorriu de canto e eu apoiei meu braço em uma pedra e fiquei olhando para ele. – Nem deram falta de mim, eu cheguei a casa e a primeira coisa que eu fui fazer foi um sanduiche.

– Que droga. – Eu ri, ele suspirou. – Sua vida tem cara de ser bastante agitada. – Ele assentiu e fez um gesto com a mão.

– Conte-me sobre você. – Arregalei um pouco os olhos, eu não esperava essa “resposta”, estávamos tendo um conversa, legal...

– Bem... Eu estudava advocacia, eu queria ser juíza... – Ele arqueou as sobrancelhas. – Eu sempre quis ser justa, por ambas as partes, sabe...? Eu sempre via aqueles programas na televisão, eu sempre achei injusto apontar para um e dizer que ele é o culpado sem ao menos saber a sua versão da historia. – Eu ri pelo nariz e continuei. – Acho que meus casos durariam anos.

– Eu tenho 18 anos, se eu tivesse um calendário poderia te apontar minha data de aniversario... Nunca conheci meu pai biológico. – Suspirei mordendo o lábio inferior. – George é meu padrasto, mas gosto de denomina-lo meu pai. – Daryl assentiu. – Acho que é só isso mesmo...

Ele assentiu novamente. – Quantos anos você tem? – Perguntei franzindo o cenho.

–31. – Arregalei os olhos.

– Serio? Pensei que você era mais novo. – Ele entortou a boca na hora em que Rick chegou perto, ao longe Amy o olhava que nem uma boba apaixonada.

– Eu vou ali. – Disse dando espaço a eles, provavelmente eles iriam atrás do Merle, por causa do Daryl, se não eles não iriam, segundo Lori.

Rick assentiu e eu levantei passando a mão na bunda tirando a terra caminhei um pouco e arrisquei olhar para trás, lá estava ele olhando para mim, senti minhas bochechas ficarem quentes e olhei para frente antes que eu fizesse alguma cagada.

– O que tanto olha para lá? – Perguntei a assustando... Novamente.

– Nada.

Rolei os olhos e ri bagunçando seus cabelos. – Quando você seca um homem, principalmente um como o Rick, você deve ser discreta, alias. – Olhei para trás e Lori olhava um tanto desconfiada para nós. – Ele tem uma esposa.

– Yeah... – Amy disse abaixando o olhar, eu sei que ela se sentia mal por gostar de um homem que tem a esposa e pensar que pode ter chances com ele, mas eu acredito que ela tenha sim.

Daryl, Rick Glenn e T-Dog entraram em um caminhão, Rick veio e conversou com o grupo, bem... Mais com a Lori do que o grupo, Daryl se exaltou e apertou a buzina com o pé e gritou para Rick voltar que não tinham tanto tempo assim, creio que o tempo que tinha ele havia gastado comigo, abaixei o olhar e voltei a falar com Amy.

– E você e o Daryl? Eu vi vocês dois conversando... O que rolou? – Rolei os olhos e respondi sarcasticamente.

– Nós nos beijamos e rolamos na grama fazendo sexo selvagem, não está vendo como eu estou tremendo. – Ela gargalhou tombando a cabeça para trás.

– Não... Agora fala serio.

– Nós apenas conversamos, ele me contou uma historia e perguntou sobre mim. – Amy colocou um sorriso malicioso na boca e me empurrou com o cotovelo.

– Perguntou sobre você? Contou-te uma historia? – Ainda com o tom divertido e malicioso ela falava, rolei os olhos e ri.

– Apenas, certamente. – Respondi.

– Por que não o beijou? Era a oportunidade certa. – Corei violentamente.

– Retardada, eu não sou como você, que fica secando homens indefesos. – Ela colocou a mão no peito se fazendo de ofendida e rolou os olhos.

– Rick não é nada indefeso. – Sussurrou para que ninguém escutasse, eu ri baixinho.

– Que tipo de pensamentos é esses, dona Amy? – Ela corou e sorriu, mas não respondeu, suspirei novamente. – O que aconteceu com o marido da Carol?

Ela me olhou e olhou para cima e depois para os lados. – Ele ia bater na Carol lá na pedreira. – Franzi o cenho. – Você estava dormindo... Nós estávamos conversando e começamos a rir, Ed começou a intimidar dizendo que era para estarmos trabalhando e depois chamou a Carol para sair dali, provavelmente para bater nela ou até a violentar, Andrea quis bater peito com ele dizendo que ela não precisava ir, então ele deu um soco nela.

– Na sua irmã?

– Não... Na Carol, começou uma confusão e o Shane chegou e o derrubou no chão batendo nele, a Carol chorava e agente segurava ela, quando o Shane terminou o que estava fazendo deu um aviso para ele e saiu dali... Carol foi direto consolar o marido dela, acho que ela tinha medo do que poderia acontecer com ela caso ela não fizesse isso, ou ela é só uma idiota.

– Provavelmente ela tem medo do que pode acontecer com ela. – Amy assentiu.

– O rosto dele realmente ficou destruído, depois que saímos dali, eu olhei para o rosto dele, e parecia que ele havia ficado cego de um de seus olhos, mas não...

– Carol é batalhadora, isso se vê de longe... – Amy assentiu novamente.

– Ei, garotas! – Disse Jacqui passando a mão na camisa, deixando onde tocava molhado.

– Fala!

– Venham aqui ajudar a estender as roupas. – Assentimos.

– Nunca trabalhei tanto em minha vida inteira. – Resmungou Amy ao meu lado, eu ri e passei a mão ao redor de seus ombros.

– Vai ter que se acostumar Amy! – Disse brincalhona.

– Pois é. – Caminhamos e chegamos ao lugar desejado.

– Eu e as outras iremos à pedreira terminar de lavar as roupas, você podem ficar para estender essas roupas? – Apontou para um balde cheia de roupas, assentimos juntamente. – Perfeito!

Jacqui saiu e caminhou junto com o resto das mulheres para a pedreira, fiz um bico de canto e peguei alguns grampos e duas peças de roupa e comecei a estender junto com a Amy.

I like the sound of the broke pieces, I like the lights... – Amy começou a cantarolar baixinho. – We got machines but the kids got Jesus!... – Começei a cantarolar junto com ela. – God can hear you, they will fight you! Watch they build a friend just like you, morning sickness, XYZ, teenage girl with ESP!

– Gosta de eletrônica? – Perguntei.

– Sim, meu estilo favorito na verdade. – Arqueei as sobrancelhas.

– Gostava de ir às baladas?

– Não, preferia escutar em casa. – Ela deu de ombros.

– O que eu daria para escutar música alta agora... – Resmunguei e Amy me acompanhou com um “uhum”.

She’s just a girl and she’s on fire! – Começei a cantar. – Hotter than a fantasy, lonely like a highway, she live in a world and is on fire!... – Amy então começou a me acompanhar enquanto estendiamos a roupa. – Oh! She got both feet on the ground and she’s burning it down! Oh! She got her head in the cloud and she not backing down!

– Parece que vocês gostam de cantar… — Disse alguém logo atrás de nós, Amy virou um pimentão, antes que eu virasse para ver quem era a certa pessoa caminhou para a nossa frente, bom... Não era ninguém de mais, era Dale, eu gosto dele, é como um avô para mim. – No meu tempo nós não cantávamos essas músicas... Era tudo puro romance, as garotas usavam saias compridas e lindas blusas, os homens sempre de terno, eu sinto falta daquele tempo...

– Parece ser bom. — Falou Amy passando a mão nos cabelos.

– E é, bem, era. – Dei de ombros pegando um prendedor.

– O tempo passou, e sinceramente eu acho que as pessoas perderam o respeito próprio, eu queria morar naquela época, em que tudo era bom... Tudo uma maravilha, claro, com algumas exceções.

Dale assentiu e arrumou o chapéu na cabeça saindo dali e indo em direção à estrada para a pedreira, isso me fez lembrar o dia em que eu segui Daryl para a pedreira, suspirei alto com um tom apaixonado, será que eu estava começando a... Gostar do Daryl?

Não, não pode, eu mal o conheço, eu mal sei quem ele é!

Áh... Se eu pudesse saber a maldita resposta!

Narração Isobel

Estava tão bom sentir a pele do braço de Carl batendo contra a minha, e o seu braço ao redor de minha cintura, suspirei sem querer, apesar de tudo eu ainda continuava a gostar de Carl, e eu gostava disso.

Puxei os ombros dele, o abraçando fortemente, áh! Como era bom abraçar ele, sentia tanta falta dele, nem sei como conseguiria sobreviver sem ele, desvencilhei-me do abraço, Carl riu baixo.

– Por que fez isso? – Perguntou então eu passei meu braço pelo seu braço, andando assim, de braços dados.

– Não sei... – Ele riu e tirou meu braço do seu, pegando minha mão, olhei para baixo com as bochechas vermelhas, ele também tinha as suas, ele sorriu sem mostrar os dentes, retribui do mesmo jeito, um sorriso tímido.

Continuamos a andar em direção a pedreira, os outros estavam lá também, vulgo crianças.

Ainda tínhamos as mãos dadas, mas tiramos antes que alguém visse... Sophia ao longe virou e sorriu meigamente com seu ursinho em mãos, eu gostava dela, gostava muito, era praticamente minha melhor amiga.

– Querem pegar sapos conosco? – Perguntou ela com as pernas dentro d’água, “os outros” estavam ao lado dela com um balde. – Shane mostrou como fazer... Mas acho que é só para diversão. – Ela riu melodiosamente sendo seguida pelos outros, menos eu e Carl que não rimos, talvez por não estivermos presentes. – Vocês não estavam aqui, mas garanto que vão gostar não é Bel? – Fez menção com meu mais novo apelido, assenti calmamente com a cabeça, ainda queria estar de mãos dadas com Carl.

Áh! Eu realmente gosto dele, gostaria de beijá-lo agora, ops! Pera, que pensamentos são esses Isobel?

Nós assentimos novamente e ela pegou um balde, e foi para dentro da água. – Shane disse que tem que mandar os sapos para aí, então vocês pegam com os baldes, vem aqui. – Chamou o menino do Morales, ele assentiu e foi para o lado da Sophia, impressão minha ou estava rolando um clima ali? Ri mentalmente, meu Deus, eu estou começando a ficar como o Cupido ou estou apenas ficando louca?

Preparei o balde na mão como os outros no balde. – Ok. – Disse Sophia, então eles começaram a bater na água e a empurrar fazendo ondas para o nosso lado, Carl tinha em mãos uma rede, eu um balde e a menina ao meu lado também, começamos a buscar na água, algo entrou no meu balde, pensei logo de inicio que era um sapo, falei para pararem e então trouxe calmamente para cima o meu balde, todos olharam para dentro, e viram uma bota com água e algumas algas dentro.

– Ok, isso não é um sapo. – Disse So com a voz risonha, nós rimos, olhei para baixo e a minha calça estava molhada, fiz um barulho com a boca e disse:

– Pois é pelo menos pegamos alguma coisa... Que tal ensopado de bota? – Eles gargalharam. – Deve ser bom, ué! – Eles continuaram a rir, eu sorri seguindo de um riso, eu com certeza estava feliz.

Eles saíram da água, eu continuei com o balde em mãos. – Que tal... Enterrar ele? – Perguntou Louis, assentimos e então começamos a cavar com as mãos, quando um buraco já grande o suficiente para botar a bota se formou, Carl tirou ela de dentro do balde e despejou a água que tinha dentro dela no balde também, colocou cuidadosamente dentro do buraco e começamos a jogar a terra novamente.

Levantamos e começamos a bater o pé em cima da terra. – Agora quando formos aqui novamente, vamos desenterrar e vai ser como “caça ao tesouro” ou... Qualquer outra coisa, tanto faz. – Eu disse novamente, com uma brilhante ideia, com licença, mas eu sou diva! Ok, isso foi um tanto exagerado, é...

Eles assentiram e saíram dali subindo novamente para o acampamento, olhei de canto para Jim que tinha a cara pálida, Jacqui havia descobrido que ele tinha uma mordida, bem na barriga, com certeza todos estavam com medo de qualquer coisa que pudesse acontecer bom... Ele pode virar uma daquelas coisas, certo? Ou eu perdi alguma coisa?

Sentamos nós quatro ao redor da fogueira que, obviamente, estava apagada e com os resíduos da madeira queimada noite passada, fechei os olhos e respirei fundo pelo nariz e depois soltando pela boca, olhei para trás esperando o caminhão chegar e nada.

O tempo passou, conversa vai conversa vem e nada deles chegarem, eu estava preocupada sim, não pelo pai do Carl e nem por Daryl ou Glenn e T-Dog, mas sim por que eles são do grupo, e são importantes, claro.

Eu pensei que ninguém iria tomar partido, que ninguém iria falar alguma coisa sobre. – Eles não irão voltar? — Perguntou minha irmã com cara preocupada com Amy ao seu lado, a mesma cara que todos tinham...

Cheguei até a lembrar do Jim mais cedo, quando Jacqui descobriu que ele tinha uma mordida, ele cavava covas, muitas até, todos ficaram pasmos, mas depois passou e agora ele está sentado embaixo de uma cadeira com um guarda-sol que não sei donde tiraram.

Começou a anoitecer, e nada deles chegarem, aconteceu tão rápido que nem sei exatamente o que haviam feito, um tiro? Estava faltando comida na cidade?

Dale tinha sobre um de seus ombros uma espingarda, talvez. Uma arma, apenas sei disso, zumbis começaram a vir, a primeira a perceber foi Carol, infelizmente, que estava recolhendo as roupas, ela gritou atraindo a atenção de todos.

Não tínhamos armas, apenas Dale e os homens que estavam ali correram para o lado de meu pai e de Mariana, George me empurrou para dentro do trailer e me trancou dentro do pequeno banheiro que tinha ali, depois disso... Não sei o que aconteceu.

Apenas gritos agonizantes e barulhos vindos da lateral do trailer, subi em cima da tampa do vaso tentando ver, e apenas o que eu consegui ver, foi alguém ser mordido, não sei exatamente que era, tirei minha cabeça rapidamente da pequena janelinha e me encolhi ao lado da porta.

Alguém bateu na porta. – É a Sophia! – Gritou do lado de fora, abri rapidamente e ela entrou com seu ursinho em mãos, fechei a porta novamente e sentei no lugar onde estava.

Eu estou preocupada com Mariana, George, Carl, todos do grupo. – Eles estão bem? – Ela abaixou o olhar, será que minha família havia morrido?

Narração Mariana

Depois de George ter posto Isobel dentro do banheiro do trailer, fiquei um pouco tranquila, ela estava a salvo, suspirei profundamente e peguei umas ferramentas que estavam no chão, havia já e separado de meu padrasto, olhei para trás bem na hora em que um deles se aproximava.

Hesitei mas consegui mata-lo, não estava sendo divertido como os velhos jogos, peguei outra chave de fenda no chão e corri em direção a Amy que tentava entrar no trailer, enfiei a ferramenta na cabeça do zumbi antes que ele mordesse ela. – Aqui, pega.

Ela assentiu pegando o outro instrumento que tinha em minha mão.

– Cuidado! – Disse, ela se virou para trás e também hesitante matou o walker, sorri para ela e sai de lá, uma bala cortou o ar, olhei em direção e era Dale que sorriu para mim, olhei para o lado e ele havia matado um deles.

Olhei ao redor, alguns tentavam se defender e outros simplesmente estavam sendo devorados.

Foi tão rápido, um deles caiu em cima de mim, arregalei os olhos, ele tinha a metade da boca estraçalhada e o bafo era horrível.

Senti meus olhos ficarem marejados, uma de suas mãos tentou rasgar a minha camisa, era o meu fim, eu ia morrer, queria dizer que eu amo a minha família primeiramente.

Fechei os olhos e deixei uma lagrima escorrer, e pensar que eu estava tão feliz hoje de manhã, suspirei profundamente, ainda tinha a chave de fenda na mão, mas não tinha força o suficiente para conseguir enfiar na cabeça daquela coisa.

Tiros e mais tiros, e um peso sobre meu corpo, abri os olhos e vi Daryl se aproximando e tirando a flecha da cabeça do walker, tirei aquilo de cima de mim e assenti agradecendo ele, levantei sozinha e peguei a chave do chão, olhei para a minha camisa e ela estava um pouco desgasta onde ele tentara rasgar.

Corri para dentro do trailer novamente seguindo um zumbi, ele batia na porta do banheiro onde Isobel gritava, e talvez mais alguém.

Depois de matar ele, e tudo finalmente ter se resolvido, com algumas mortes indesejadas, nos sentamos no chão e esperamos amanhecer e por enquanto isso não acontecia...

Eu olhava meus pés e minhas pernas que estavam sujas de sangue e provavelmente a raiz de meu cabelo já estava mostrando a cor natural, o preto.

Levantei a cabeça de supetão, eu sei que não era o assunto apropriado para o momento, mas eu precisava, eu preciso saber disso. – Então... Algum sinal do Merle?

Todos olharam para mim, senti minhas bochechas ficarem quentes. – Sim. – Disse Rick. – Nós encontramos a mão dele, provavelmente ele cortou com a cerra que tinha no lado dele, seguimos uma trilha de sangue e entramos em uma cozinha de apartamento, acho eu... E parece que ele cicatrizou a ferida.

Franzi o cenho. – Deve doer. – Ri com meu comentário estupido, que depois se transformou em uma gargalhada, todos me olhavam estranhos, limpei minhas lagrimas e suspirei. – Desculpa.

O silencio reinou novamente, suspirei pesadamente, e comecei a mexer com as minhas unhas, brincar. Eu estava começando a ficar com tedio, esses sempre foram os meus sintomas do tedio.

Se eu tivesse um livro... Qual seria o tema? Romance? Há...

Como sempre, quando estou com tedio, começo a pensar em uma música, e dessa vez foi Need You Now, rolei os olhos enquanto a melodia se passava em minha mente, eu realmente gosto de música, como todos na minha família, meus olhos ficaram marejados por que eu comecei a pensar em coisas tristes, como sempre.

Apoiei minha cabeça em meu braço que estava apoiado em meu joelho, provavelmente estava de madrugada, pois estava ficando frio, passei as minhas mãos em meus braços, cheguei perto de Isobel e a abracei de lado, ela apoiou a cabeça em meu peito e fungou, acariciei seus cabelos.

– Você é muito retardada, sabia? – Falou Isobel fazendo um gesto com as mãos.

– Uhum... Tu também. – Ela riu baixo e se aninhou mais no meu peito e bocejou. – Quer ir deitar?

– Não... Quero ficar aqui. – Ela disse baixo, assenti e esperei o tempo passar, eu escutei um ronco baixo, e percebi que ela dormia, mexi os lábios para meu padrasto dizendo “vou leva-la para a barraca, ok?” Ele assentiu e eu levantei com ela no colo. – Gorda. – Reclamei baixo, ela se mexeu e murmurou algo que mal pude escutar, depois de colocá-la cuidadosamente no colchão e a tapar devidamente, voltei para a roda, passando por alguns corpos.

Sentei dessa vez ao lado de Daryl, pois meu lugar estava ocupado por Carol, que “misteriosamente” conversava novamente com meu pai, há! Mas ai tem coisa.

Daryl como sempre limpava as suas flechas com a cara seria, cocei a minha nuca e olhei para o lado, estava realmente muito frio ali, meu corpo todo estava arrepiado, bocejei levando a mão até na boca. – Que dia é hoje? – Perguntei para Andrea.

– 20.

– De que mês?

– Fevereiro. – Levantei as sobrancelhas e sorri de canto, hoje era o meu aniversario, que linda comemoração.

– Por quê? – Ela perguntou.

– Por nada não. – Ela deu de ombros, e o silencio novamente reinou.

O sol começou a nascer, meus olhos provavelmente estavam vermelhos por não ter dormido, não estava mais frio como antes e a maioria estava já em suas barracas, passei a mão em alguns fios rebeldes, eu deveria estar um lixo.

– Pode ir dormir se quiser... – Disse Lori, neguei e levantei cocando os meus olhos e caminhando pela trilha que eu havia feito aquela vez com Daryl, quando cheguei lá, tirei a minha roupa ficando apenas de lingerie, entrei na água fria, e isso foi o suficiente para me acordar.

Mergulhei indo um pouco mais fundo, sentei com a cabeça de baixo d’água, fiquei olhando para alguns peixes que passavam por ali, emergi novamente e sai da água sentando em uma pedra, passei a mão em meu nariz e funguei, estremeci quando um vento gelado passou, só falta eu ficar gripada.

Vesti minhas roupas e fui para o acampamento, estava tudo calmo, Daryl se mordia para não fazer besteira, comecei a ajudar com os corpos, acabou por acontecer uma discussão e Daryl fazendo uma cara muito fofa.

– Ei, Amy... Quer ajuda? – Perguntei, ela assentiu, limpei as mãos na roupa molhada e fui a sua direção a ajudando com um corpo, Jim disse algo muito estranho sobre o sonho dele, sobre isso, cheguei até a ficar com medo, mas logo passou.

Depois de tudo estar em seu devido lugar, ou melhor... Todos os corpos estarem em seu devido lugar, Rick deu a ideia de ir ao CCD. – Mas que garante que ainda tem vida lá, cara? – Perguntou T-Dog. – A cidade já está um caos...

– Ele tem razão, devemos ficar. – Falou Shane.

– Devemos arriscar. – Eu disse um pouco apreensiva. – Alias o acampamento já foi atacado, não sei o que pode acontecer mais pra frente...

– Ela tem razão. – Rick pôs a mão em sua pistola e pesou uma de suas pernas, olhei para o chão e chutei uma pedra.

– Então vai ser assim? – Perguntou Shane com cara de poucos amigos, continuei com o meu olhar baixo, suspirei.

– É o melhor que eu posso pensar, acho que vai ser bom para o grupo. – Disse Rick.

– Mas quem garante que vai ter pessoas lá? Que não vai ser uma armadilha mortal? Como o T disse, cara... Não é uma boa ideia. – Meu padrasto disse, tive vontade de mandá-lo calar a boca.

– É a nossa única opção. – Eu falei sorrindo tímida.

– Não, não... Podemos ficar. – Lori disse, rolei os olhos.

– Olha... Eu, sinceramente, não quero ficar aqui, eu pensei que seria um ótimo lugar, nem sabia a quão perigosa àquelas coisas são. – Fiz um gesto com as mãos. – Mas agora temos que pensar que... Uma hora ou outra isso iria acontecer e se nós ficarmos aqui, provavelmente vai acontecer de novo, então... Eu estou do lado do Rick. – Falei como se fosse uma coisa obvia.

– Então nós iremos?

– Acho que sim.

– Nós não iremos então. – Falou Morales abraçando sua esposa e filhos. – Temos uns amigos e parentes numa cidade perto, iremos tentar a sorte. – Assentimos.

– Nem nós. – Disse George, arregalei os olhos.

– O que? – Disse eu e Isobel ao mesmo tempo.

– Não quero arriscar, já perdemos pessoas o suficiente.

– Você tem certeza disso? – Perguntou Rick.

– Não...

– Te darei tempo para pensar, iremos amanhã de manhã. – Ele virou e saiu dali, eu quero ir com eles, mesmo que seja minha sentença de morte ou não, meu pai havia sentando em um tronco de árvore, cheguei perto dele e coloquei minha mão em sua testa, quente.

– Você está febril.

– Eu estou me sentindo mal, não se preocupe, eu não fui mordido. – Suspirei aliviada.

– Seria uma boa nós irmos, pai...

– Eu sei, eu só tenho medo de que eu perca vocês.

– Você não vai, e se eu prometer que nós iremos viver e que eu irei sempre estar de olho na Isobel?... Você iria então? – Ele riu e me abraçou de lado.

– Sim...

– Você mudou de ideia mais rápido do que eu esperava... – Ele riu um pouco mais alto.

– É por que eu confio em vocês. – Rolei os olhos e levantei o puxando.

– Então senhorzito, vai lá falar com Rick que iremos com ele. – George passou a mão nas calças limpando as mãos, o entreguei uma garrafinha d’água que logo depois ele bebericou toda a água que continha dentro, sorri de canto.

– Você realmente quer ir, ham?- Ele riu bebendo o último gole d’água. – Por acaso, senhora Mariana. – Ele riu sarcástico chegando mais perto e fazendo gracinhas, áh! Como eu adoro esse jeito dele. – Você está gostando de alguém? — Paralisei no mesmo instante, ele saiu dali indo em direção a Rick e gargalhando muito alto, que situação engraçada, não?