Um Novo Mundo.
5 Capítulo 5 - O que aconteceu noite passada?
Notas iniciais
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Narração Isobel
Se eu mudei? Não, ok, foi uma loucura responder meu pai daquele jeito... Respeito por seus pais acima de tudo, mas aquele papo já estava me dando nos nervos, mesmo eu nunca sendo tão “estressadinha”.
Fiquei feliz por dormir no mesmo lugar que o Carl, já disse que eu tenho uma “paixonite” por ele certo? Não me importou que Sophia estivesse ali, aliás, ela é minha nova amiga! Eu acho... Ela também olha de um jeito um tanto estranho para o Carl, mas vou deixar esses pensamentos de lado.
Eu deitei no colchão inflável que afundou um pouco, mas ficou bem equilibrado por ter três pessoas, fechei os olhos, mas não consegui dormir, depois de um tempo percebi uma movimentação na barraca e percebi também que minha irmã saia do mesmo, tive vontade de rir, parece que alguém também não estava com sono, resolvi não a seguir e a deixar sozinha para pensar um pouco.
Fechei os olhos e pensei, eu deveria estar de luto, sem rir ou fazer qualquer piada, mas eu simplesmente não conseguia, e ainda tem que Michelle não gostaria de saber que eu estou sofrendo, acho que ela morreu como uma heroína poderia ser qualquer um no lugar dela, tanto quando eu, minha irmã ou até mesmo George, que foi um anjo em nossas vidas... Sem perceber acabei adormecendo.
Não sonhei com nada, como sempre.
Acordei com a luminosidade que o sol causou dentro da barraca, abri os olhos e não havia ninguém dentro do mesmo, bufei, nem para se dar ao trabalho de me acordar.
Eu estou usando a mesma roupa de ontem, pensando bem deveria ter pegado mais roupas, mas acho que duas mudinhas já é o necessário, não tenho que ficar pensando assim.
Levantei do colchão e dobrei o cobertor deixando em cima do mesmo, prendi meu cabelo em um coque preso pelo próprio cabelo, sim, essas coisas são úteis muitas vezes.
Sai da barraca e encarei o grupo inteiro, ali estavam apenas às mulheres e as crianças, me aproximei de Mariana que tinha um sorriso no rosto.
– Por que não me acordou? – Perguntei chegando perto, ela dobrava algumas roupas, olhei para o que ela estava fazendo e franzi o cenho.
– Você parecia um anjo dormindo e também você precisava descansar. – Respondeu animado, a olhei estranho.
– Por que você está assim...
– Assim como? – Parou de dobrar as roupas e me olhou.
– Tão animada, tão feliz. – Ela rolou os olhos e bufou continuando a dobrar as roupas.
– Melhor do que estar chorando, certo? E alias, quando Shane voltar com os outros iremos à pedreira! – Ri com tamanha animação.
– Legal... E o que vamos fazer lá? – Ela rolou os olhos novamente e riu, não deu tempo dela responder, Shane chegou e já começou a falar.
– Não tinham muitos deles lá na pedreira, alias não é um lugar que muita gente frequenta... Já dá para irem à pedreira, mas cuidado no caminho. – Todos nós assentimos.
– Dá para ir brincar lá? – Perguntou Sophia com um ursinho em mãos.
– Claro, mas alguém tem que ir junto, ainda pode ter walkers por lá. – Colocou a mão na fivela de seu cinto.
– Eu vou, já tem homens o suficiente aqui. – Dale disse.
– Vocês também podem ir junto, já tem pessoas para cuidar do acampamento. – Apontou para as mulheres, franzi o cenho.
– Quer vir brincar conosco, Bel? – Perguntou Sophia chegando perto de mim, sorri com o apelido e assenti, ela pegou minha mão e me arrastou seguindo Dale e o resto das pessoas que estavam indo para a pedreira.
Ao chegar lá deu para ver o quão lindo era, mas lindo ainda de perto, daria belas fotos se isso tudo não tivesse acontecido.
– Não sujem tanto suas roupas, crianças. – Disse Andrea. – Não temos as coisas suficientes para lavar as roupas à mão. – Todas assentiram, pera, para... O que? Estamos voltando aos tempos primitivos? Poupem-me.
– Aqui, trouxemos isso quando saímos de casa. – Carol chegou com uns brinquedos em mãos, ali estava eu, Sophia, Carl e mais um menino que não sabia o nome.
– O que faremos com isso? – Perguntou Carl olhando para os brinquedos.
– Por que não fazemos um castelinho?- Dessa vez que falou foi o menino “desconhecido”.
– Pode ser, por que não fazemos uma disputa? – Sophia falou.
– Qual será o premio? – Perguntei, eles pararam e pensaram.
– Que tal... Aquela pedra? – Olhei em direção aonde ela apontava, era uma pedra branca, um pouco suja por causa da terra.
– Pode ser. – Respondemos juntamente, começamos a montar com a pouca areia que tinha perto dali castelinhos pequenos, o meu, bem... O meu, só desmoronava, mas eu mal dava bola, continuei a fazer até que consegui. Bem... Até, por que ficou apenas um montinho com umas duas janelas e uma porta.
– Acabaram? – Perguntei eles assentiram, começou a olhar, meu olhar parou no do menino que não sabia o nome.
– Acho quem ganhou foi você. – Falou Carl se referindo ao menino. – Qual seu nome?
– Louis. – Ele abaixou a cabeça, outra menina provavelmente sua irmã chegou perto.
– Posso brincar também?
– Claro. – Sophia disse.
– Meu nome é Eliza. – Disse envergonhada, sorri.
– Meu nome é Isobel.
– E o meu Sophia.
– Sou Carl, prazer. – apertaram as mãos em formalidade.
– Querem brincar de pega-pega? – Eu neguei e disse que ia perto de minha irmã, eles começaram a brincar, acabaram se molhando um pouco, mas estavam felizes.
– Por que não brinca com eles? – Perguntou Dale.
– Eu vou ir para o acampamento. – Ele assentiu as mulheres já haviam se ido, estava ali apenas Dale cuidando deles, subi a estrada de terra e cheguei ao acampamento ficando ao lado de minha irmã que conversava com Amy.
– Onde estão eles? – Perguntei me intrometendo no assunto.
– Eles foram à cidade pegar suprimento e algumas coisas para nós podermos lavar as roupas e cozinhar. – Respondeu Amy, vi Mariana fazer uma carranca nervosa.
– Tudo bem? – Perguntei para ela, mas em vez Amy me respondeu.
– Ela não gostou da ideia de estarmos fazendo esse tipo de coisa...
– Machismo, acho isso machismo! – Falou se exaltando. – Só por que somos mulheres não podemos pegar em uma arma? – Levantei as sobrancelhas e rolei os olhos.
– Agora não é preciso, faremos isso por enquanto, verão que brevemente eles irão precisar de nós para esse tipo de coisa, eles vão apelar para o nosso lado.
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