Um Novo Mundo.

6 Capítulo 6 - Você gosta de livros?


Notas iniciais
Oi! Eu ia fazer maldade com vocês e trocar quem ela ia falar... Mas!
Uma perguntinha... Que tal deixar a Amy viva? Eu fiquei pensando nisso... A LadyGrimes me deu a ideia, mesmo não dando ideia '-' vocês entenderam euheu .-.
Boa Leitura!

Narração Mariana

- Não conseguiu dormir? – Perguntou alguém secamente atrás de mim, virei à cabeça para trás e vi que era o tal Daryl, segurava a besta na frente de seu corpo fazendo uma bela pose, mas não propositalmente.

- Não... – Virei minha cabeça para frente e continuei na mesma posição de antes, ele andou indo em direção as árvores. – Para onde você vai?- Perguntei levantando e andando um pouco atrás dele.

- Para a floresta, não está vendo? – Rolei os olhos com a grosseria dele, mas continuei mesmo assim a andar junto com ele.

- Bom... Eu vou junto. – Disse determinada, nenhuma palavra a mais foi dito, um sorriso brotou em meus lábios, mas logo se desmanchou. – Merle... Ele é seu irmão? – Ele parou e virou ficando de frente para mim.

- Sim. – Respondeu curto e grosso, virando e andando novamente, percebi que esse era o tom normal dele, o silencio se instalou novamente, mas não dei bola, continuei a andar com ele, só que dessa vez ao seu lado.

Passamos por várias... Árvores, até chegar á pedreira, mas não era do outro lado, onde nós pegávamos a estrada e ‘vinhamos’ para aqui, tinha uma cachoeira e umas pedras bem grandes, ele começou a tirar a roupa, senti minhas bochechas corarem, ajeitei o casaco em meu corpo, de repente começou a ficar calor, não?

Ele entrou na água, eu fiquei observando, sem saber o que fazer, resolvi que entraria também, ele só estava de cueca para não molhar as roupas, também não queria molhar as minhas, então fui tirando-as, não queria parecer abusada, mas a água parecia realmente boa.

Fiquei apenas de lingerie, uma calcinha preta e um sutiã azul escuro e entrei na água, me arrepiei por estar gelada, mas logo me acostumei, Daryl virou e ficou de frente para mim, senti seu olhar em meu corpo, mas não dei bola.

- Você gosta de livros? – Ele perguntou com o mesmo tom de sempre, assenti. – Eu tenho um livro, estava na moto do Merle, mas nenhum de nós gosta de ler. – Assenti.

- Qual o nome? – Perguntei indo um pouco mais para o fundo.

- Veronika Decide Morrer, é de um escritor brasileiro. – Sorri.

Depois de um longo tempo, eu saí da água, coloquei minha roupa e esperei Daryl sair, provavelmente me perderia se fosse sozinha de volta, ele saiu e colocou sua roupa, tentei desviar meu olhar dele, mas foi um pouco que impossível, voltamos para o acampamento – as pontas do meu cabelo estavam molhadas, a roupa que eu usava sugou a água do meu corpo.

- Aqui. – Ele chegou com um livro em mãos, a capa parecia uma obra antiga, peguei de suas mãos e passei minha mão em cima tirando a pouca poeira, sorri novamente para ele.

- Obrigada. – Agradeci ele assentiu e saiu indo em direção a uma das barracas, quando ele fechou o zíper eu sentei novamente em um dos pedaços de madeira, fiquei observando o livro, não iria o ler agora está muito escuro, o abri e foliei, acabei parando em uma que tinha um queimado provavelmente de cigarro.

Suspirei e levantei do tronco caminhando em direção à barraca, entrei e coloquei o livro de lado deitando na minha mais nova cama e finalmente adormeci.

Acordei com alguém me balançando, abri os olhos e dei de cara com Lori.

- Acorda dorminhoca, temos coisas a fazer. – Sorri e levantei coçando os meus olhos, percebi que tinha dormido com a roupa molhada, tomara que eu não fique gripada, abri a mala e peguei a calça jeans e uma das blusas de minha mãe, servia em mim, isso é bom, a blusa é floral e soltinha nos ombros, saí da barraca sem acordar Isobel, estava tão fofa dormindo.

Todo o acampamento já estava de pé, incluindo as crianças. – Exceto Isobel, que dormia. – os homens mexiam em algumas armas e as mulheres faziam outro tipo de trabalho, o tipo de trabalho que mulheres – segundo os homens – devem fazer.

- O que estão fazendo? – Perguntei chegando perto.

- Dobrando roupas e... – Andrea não completou a frase.

- Quer ajuda, então? – Perguntei, ela sorriu e assentiu indo para outra coisa, comecei a dobrar as roupas até que Carl chega perto de mim.

- Onde está Isobel?

- Dormindo... – Eu sorri e ele virou de costas indo em direção a Sophia, dei um sorriso malicioso pela pergunta dele.

- Isso é pedofilia, sabia? – Falou Jacqui chegando ao meu lado, eu ri.

- Não é o que está pensando. – Me apoiei em cima das roupas. – Eles ainda vão ficar juntos. – Ela riu.

- Sophia e Carl? Não tenho muita certeza... – Rolei os olhos.

- Não é deles que eu estou falando! É da Isobel... – Ela arqueou as sobrancelhas, sorri meigamente e ela riu.

- Também acho... Eles já se conheciam antes, certo? – Assenti, suspirei.

Depois de terminar de dobrar todas aquelas roupas, Isobel acordou e reclamou por eu não ter a acordado, foi à pedreira, eles ficaram brincando lá e eu subi junto aos outros.

Entrei na barraca e peguei o livro, li o prologo e o fechei.

- Vem aqui. – Chamou Amy fazendo um gesto com as mãos, caminhei até ela e começamos a papear.

- Seu cabelo é natural? – perguntou-me, peguei uma mecha e brinquei com ela.

- Sim... Parece que não, mas é... Sempre gostei dessa cor, de ser ruiva. – Ela sorriu.

- Qual é a cor verdadeira? – Suspirei.

- Castanho escuro, quase preto. – Ela arregalou os olhos.

- Eu daria de tudo para ter a cor dos seus olhos e o seu cabelo “real” – Fez aspas no ar, sorri.

- Eu pintei a raiz para que fizesse parecer que é real... E parece, não é? Esse vermelho é muito bom. – Ela riu. – Bom... Morra de inveja. – Nós rimos, ela fingiu que caia morta.

- Óh! Por que faz isso comigo? – Fez drama, rolei os olhos.

- Gente que curte o próprio status! – Ela gargalhou e bateu de leve no meu ombro.

- Só você mesmo!

Notas finais
Então vocês param e pensam... O cabelo dela não é ruivo natural? ueheuheuoa não.
'-'
Bom... Beijos e até o próximo!