Um Novo Mundo.

19 Capítulo 19 - Isso não... Por favor!


Notas iniciais
HHAHAHAHAHAHA viu, eu disse que nunca iria abandonar essa fanfic? Então, demorei novamente, mas de qualquer jeito estou aqui!
Esse capitulo era para ter saído ontem na verdade, mas enfim.
Muuuuuuuuuuuuuuuuuuito obrigado pela recomendação Amy Weasley, tipo uou, tipo UOU MESMO! AauhuHAIUHuah amei *u*
Como sempre, se tiver algo muito confuso ou algum erro de ortografia me avisem!
Entom! Chegamos na fazenda! (bom, pelo menos só uma pequena parte do grupo)
sabe... tenho muuuitas ideias para a fazenda, mas para isso... uehueheu ainda falta a chegada do grupo todo (oxi, spoiler minimo)
Enfim, boa leitura!

Narração Isobel

Pela primeira vez em um curto período, eu me separei de minha família... Sabe quando você tem aquela sensação que algo vá acontecer? Algo muito ruim vai acontecer? – Não é toda hora que sentimos algo como isso, por exemplo, você nunca irá sentir quando um walker está por vir, ou até mesmo quando você vai tropeçar em uma pedra e cair no chão.

É quando tem algo muito grande, muito ruim. Quando sentimos isso, é como se fosse um aviso, e ele estivesse dizendo “se mantenha a alerta, o perigo está por perto”. Como eu poderia me sentir com isso, contudo pode ser um “alerta falso”, como mesmo pode ser mais do que verdadeiro, mais do que perigoso.

Falando como se fosse um jogo, já foi a minha mãe, já foi o Jim, e mais uma porrada de gente, hmm... Desculpem-me pelo palavreado, mas, e agora? – Você me deixa mal quando fica com esse olhar. – Carl sorriu para mim e continuou a olhar para frente.

- Pois não fique, Grimes. – Fingi estar irritada. Ele me deu um empurrãozinho no ombro e me olhou.

- Hmm, não parece estar de TPM, o que há? –Falou com um tom divertido. Prendi-me, mas não consegui segurar a risada.

- Não, Carl, nem TPM, nem nada... – Suspirei. – Só estou com um mau pressentimento, nada de mais. – Dei-lhe um sorriso encorajador. Deu de ombros e com toda calma possível disse:

- Então tá beleza, pensei que fosse algo mais importante. – E bocejou. Bufei e lhe dei um tapa na cabeça.

- Nossa, Carl, você sempre sendo um ombro amigo! – Sorriu para mim e depois prensou os lábios.

- Deixa... Pra lá, tenta não ficar pensando muito nisso, sabe... Deve melhorar. – Soou mais como uma pergunta do que convicto. Dei meu melhor sorriso e enganchei seu braço no meu.

Ele está certo, se eu parar, assim sabe, não preciso abandonar isso, não preciso dizer que tudo vai ficar bem, por que não vai, por que eu sei, pode parecer, não sei... Uma conversa normal que temos no parque, só que, olha nós estamos no apocalipse zumbi! Sabe, eu não previa isso, eu não sabia que realmente poderia acontecer, eu pensei que seria apenas aqueles filmes, jogos e imaginação, deu, fim da linha.

Mas como sempre a vida tem uma nova surpresa... Pois é. Não posso me lamentar agora, né.

- Pai, olha ali! – Carl apontou para um cervo. Conseguia sentir meus olhos brilharem. Ok, isso é meio estranho, mas... – Posso...? – Ele perguntou olhando para Rick, ele assentiu. Parei no lugar onde estava e fiquei olhando Carl ir em direção ao cervo.

Seu rosto estava iluminado, alegre.

Uma das poucas experiências que podemos ter nos dias de hoje, ver essa magnitude.

Carl andava em passos pequenos até o cervo, que parecia estar atento a cada movimento de todos nós. Algumas vezes o animal mexia a perna e as orelhas, outras os olhos. Uma beleza inigualável.

Carl chegou bem perto, a ponto de encostar os dedos no animal. Então. Um tiro.

Carl caiu no chão apagado, o rosto angelical estava com aparência dolorida. Soltei um grito fino e corri em direção a ele me agachando ao seu lado, juntamente com Rick que chorava ao seu peito. – Não, não, não. – Rick repetia varias vezes com lagrimas nos olhos.

O cervo estava caído no chão, morto. Ah, qualquer coisa, mas não faça isso com meu pobre Carl. Estava doendo ver ele caído no chão, desacordado e com uma mancha de sangue no peito. De repente lembrei de uma vez, em que um menino tentou roubar meu lanche e ele tentou me defender, infelizmente ele acabou indo para a lata de lixo, mas mesmo assim foi uma das coisas mais bonitas que um menino fez para mim.

Ele não pode morrer. Isso não... Por favor!

Rick levantou com ele nos braços e me olhou. – Vai ficar tudo bem. – Disse como uma promessa. Um homem saiu de uma moita e nos olhou.

-

Rick começou a correr em uma direção e eu fui atrás dele.

Um tempinho depois estávamos em um campo aberto, e uma casa estilo fazenda estava ao longe. Bom, aquilo era uma fazenda. Eu estava ofegante e meus olhos ardiam. Rick falhava algumas vezes ao carregar ele.

Ao meu lado, ou melhor, do lado de Shane, estava um cara “com ossos largos” com diz minha irmã. Shane parecia que ia arrancar a cabeça dele a qualquer momento, e caso deixassem eu mesmo fazia. Mas... Vamos pensar pelo lado consciente e inteligente, veja, ele estava caçando o cervo e atingiu Carl, mesmo eu querendo chutar a canela dele, ele estava apenas caçando e acabou por atingir o meu pequeno anjo.

Ele nos mostrou a direção da fazenda, e cada vez que falavam com ele era aos berros. Olhei para eles e continuei a correr com Rick quando o homem parou de correr com cansaço.

Rick parecia que ia cair a qualquer momento, ainda não sei como ele conseguiu correr toda a essa distancia, com um menino de mais ou menos 40 quilos.

Uma mulher na porta da casa branca gritou por seu pai. Meus pulmões imploravam por ar e minhas pernas por um descanso. Parei de correr junto com o homem de farda policial ao meu lado.

Uma senhora, um senhor e um adolescente – mais ou menos — e uma mulher saíram da casa. – Ele foi mordido? – Perguntou com feições seria o senhor chamado Hershel.

- Baleado, por um dos seus. – Falou em apenas um suspiro.

- Otis? – Esse o nome do homem que baleou Carl.

- Ajude meu garoto, por favor. – Carl tinha a cabeça jogada para trás e Rick parecia que ia desabar novamente.

- Traga-o para dentro. – Entramos na casa e Hershel já começou a pedir os instrumentos necessários.

- Você pode sentar aqui. – A senhora disse para mim. – Meu nome é Patricia e seu? – Ela foi até a cozinha e voltou com um copo d’água.

- Isobel. – Disse enquanto ela corria em direção a Hershel com os instrumentos pedidos, nem sei se ela escutara o que eu disse.- Olhei para o copo e bebi a água rapidamente. — Mas... Mal me importo, só quero Carl são e salvo.

Notas finais
Beijooos e até, comentem! - Como agora é feriado, terei mais tempo para escrever! Então sai pelo menos uns dois capitulos, vamos ver né!