Um Novo Mundo.
20 Capítulo 20 - Rápido como um relâmpago.
Notas iniciais
Narração Mariana
Seguir caminho sem se preocupar com Isobel estava bem difícil. Depois de ter perdido a minha mãe a única coisa que eu conseguia pensar era no pior.
Eu sei que com eles, ela estaria segura. Mas ela continua sendo a minha irmãzinha e as preocupações estão em alta. É difícil mudar de pensamento, ainda mais com o coração acelerado.
O pequeno grupo seguia caminho, Andrea mantinha em seu rosto uma carranca. – Sinceramente eu sempre pensei em Andrea como uma pessoa de bom coração, mas se mexer com ela, bom... Você pode acabar saindo sem um olho. Amy é bem ao contrario dela, mesmo sendo irmãs e coisas. Mas Amy tem a fala mais calma, é mais jovial e mais agitada. O que faz parecer que ela não pertence a esse mundo feito de caos.
Dale o mesmo.
– Podemos dar uma vasculhada por ali... – Daryl começou a falar. – Mas como já deve estar por volta das 15 horas e daqui algumas horas o sol irá se por, seria melhor nos separarmos...
– Acha que é uma boa ideia? – George interrompeu. O olhar penetrante de Daryl foi direcionado a meu pai.
– É isso ou demoraremos mais uma semana. – Carol colocou a mão na boca ameaçando a chorar novamente. – Isso já estava dando nos nervos, eu sei que ela está sofrendo por que sua filha está perdida em uma floresta cheia de zumbis, mas depois do chilique dela com o Rick, eu sei lá...
– Se é o que temos que fazer. – Andrea continuava com a mesma carranca e o olhar duro. – Mas como iremos separar os grupos?
– Nós temos várias mulheres aqui, mas isso não é sinônimo de fraqueza... – Glenn pronunciou. – Acredito que elas sabem se cuidar, então podemos dividir os grupos facilmente, sempre em um deles tendo o “mais forte”.
– Três grupos? Somos três homens. – Me sentei em um tronco enquanto eles discutiam. Acredito que eu não estava incluída no grupo dos mais fortes. Eu ainda tenho que aprender a usar uma arma, tanto de fogo como manual. É... As ideias mudam com o tempo.
Eu não sou fraca, eu tenho pulso e consigo aguentar fortes pancadas. – Grande propaganda de mim mesma. – Mas o problema é que eu nunca acho uma arma que se encaixe perfeitamente em minhas mãos, como se tivesse sido criada especialmente para mim. Nem mesmo a katana que tínhamos em casa, incrível como a vida sempre está a favor de mim.
– Então está resolvido, está dividido... – Meu pai mal conseguiu terminar a frase. Porque como uma guerreira brava uma mulher com um taco de beisebol em mãos, montada em um cavalo, ofegante disse:
– Quem é Lori Grimes? Eu preciso urgentemente de Lori Grimes! – Glenn parecia obcecado por ela. Acredito que eu também estaria. Por que ela é linda.
– Sou eu. – Lori apareceu rápido como um relâmpago.
– Seu filho foi baleado e agora está na fazenda do meu pai. Seu marido me mandou te buscar. – Ela subiu rápido no cavalo, enquanto Daryl dizia que a mulher era uma estranha e não deveríamos confiar nela. O cavalo deu meia volta. – Há uma fazenda, naquela direção. – Ela apontou para direita de onde estava. – Não é difícil de encontrar. Meu pai estará esperando por vocês, o nome dele é Hershel. Venham antes do anoitecer... É muito perigoso à noite. – E então ela e o alazão sumiram entre as árvores.
– O que? – Daryl parecia, não, estava indignado. – Como ela pode ser tão burra? Caralho! E se aquela mulher está mentindo? – Direcionei meu olhar a ele. Eu poderia muito bem dar um sermão, mas acho que nem mesmo o Hulk se atreveria a trocar “palavras amigáveis” com Daryl agora.
– Se acalma, Daryl. – Amy arriscou. – Alias como uma estranha vai saber o nome da Lori e que ela tem um marido e um filho? – Ri pelo nariz e a puxei pelo braço para mais perto de mim.
– Ela tem razão, e como a Lori foi com aquela mulher, devemos voltar para o trailer e arriscar ir para essa tal fazenda... Só espero não nos perdermos no caminho. – Glenn arrumou o seu boné na cabeça.
– Mas e a Sophia? – Carol tinha a voz sofrida.
– Iremos continuar amanhã. Parece que temos um novo problema em mãos... E o T e o Dale estão no trailer, e realmente é perigoso a noite. – Andrea colocou a mão na cintura. – Parece que nós temos um novo problema em mãos... – Resmungou as mesmas palavras.
– Você acha que Sophia é um problema? – Carol estava a ponto de desabar novamente.
– Não foi o que ela quis dizer, Carol. — Falei. – Sophia nunca será um problema. Só que agora parece que temos outra criança ferida. – Ela abaixou o olhar... Carl baleado?
Uma pontada no coração. Agora essa... E Isobel, e Shane, e Rick como será que eles estão?
– Acho que é melhor nós continuarmos, é uma longa caminhada. – Pronunciei-me. Começamos a andar até chegar ao trailer, onde Dale estava sentado em uma cadeira no teto com uma espingarda em mãos.
– Acharam alguma coisa? – Neguei assim como outros.
– Parece que iremos nos mudar... Segundo uma estranha Carl foi baleado e está junto com Rick e Shane em uma fazenda com um tal cara chamado Hershel.
Cheguei perto de Glenn, era a minha chance de brincar com ele. – Não leve isso para o lado malicioso, só que depois daquele intenso olhar para a guerreira do cavalo castanho...
– Tu xonou nela, não? – Ele corou e arrumou o boné, como um tique nervoso.
– Em quem? – Falou desentendido.
– Naquela mulher que apareceu perguntando da Lori. Você não me engana, Glenn! – Ele riu e me empurrou amigavelmente.
– Ela é bem bonita, mas ela nunca iria gostar de mim. – O olhei estranho.
– Que pessimista, vocês mal se falaram, foi tipo, “oi, tchau, vim chamar a Lori, e apenas a Lori” e você fala que nunca terá chances com ela?
– Ah, qual é, Mariana, vai dar uma de Cupido agora?- Ele riu e eu corei.
– E se eu der...? – Glenn me olhou assustado.
– Não, não, não. – Eu gargalhei e joguei a cabeça para trás. – Eu só estou brincando, japa, eu sou horrível com essas coisas.
– Eu sou coreano.
– Tanto faz. – Eu rolei os olhos e ri novamente.
Fale com o autor