Notas iniciais
Olá, eu voltei. Espero que gostem. Boa leitura.

Remus decidiu que festas de aniversário infantis para os Malfoy eram acontecimentos gigantescos. Ele tinha pensado que Lucius faria algo simples e alegre no jardim, mas tinha se enganado redondamente. O loiro tinha dito que iria chamar uma organizadora de festas, uma puro-sangue cuja família tinha perdido o dinheiro, mas não o orgulho ou o nome, mas Remus detestou a ideia quando ouviu o nome de Adélia Farberson, aquela mulher era a pessoa mais desagradável que ele conhecia.

– Não podemos fazer isso nós mesmos? – Remus perguntou.

– Claro que poderíamos, mas ela é uma profissional. – Lucius disse.

– Uma profissional em ser esnobe, você quer dizer. – O lobisomem disse.

– Isso também, você a conhece? – Lucius perguntou, interessado no motivo da hostilidade do lobisomem.

– Tive o azar de trabalhar para ela durante alguns verões enquanto estudei em Hogwarts, fui garçom, precisava do dinheiro.

– Oh, e a achou tão ruim assim?

– Sim, ela é uma feitora de escravos. – Remus disse, cruzando os braços. – Pode ser mais detalhista que você, os talheres não podem estar nem uma polegada fora do lugar, os copos absolutamente transparentes…

Lucius riu.

– Está exagerando. Ela é uma mulher muito forte, o avô perdeu a maior parte da fortuna da família nas mesas de jogo, o pai foi um tolo que os levou a miséria tentando recuperar o dinheiro com investimentos fantasiosos. Ela poderia ter se casado com algum velhote rico, mas preferiu trabalhar. Salvou a mansão da família transformando-a num local para eventos e trabalhando duro com o que tinha. Não te soa muito corajoso?

Remus franziu a testa, ele nunca tinha pensado nisso.

– A vida tem muito matizes de cinza, pensei que já teria aprendido isso a essa altura.

O lobisomem sorriu, e puxou o loiro para seus braços.

– Eu sei, mas não venha me dizer que ela não se diverte aterrorizando os garçons e todo o pessoal que trabalha pra ela.

– Ela é uma slytherin, claro que se diverte. – Lucius disse, revirando os olhos.

– Serpentes muito malvadas. – Remus murmurou, beijando os lábios macios do loiro.

– Sr. Remus está beijando o meu papai. – Os dois ouviram a voz chocada de Draco.

– Não, o sr. Lucius está beijando o sr. Remus. – Harry discordou do amiguinho.

– Papai, quem está beijando? – Draco exigiu atenção de seu progenitor.

Os dois homens tinham a esperança de não ter que responder aquela pergunta, se desgrudaram cuidadosamente e olharam para os dois meninos.

– Na verdade, nós dois nos beijamos. – Remus disse. – Então, os dois estão certos.

Lucius estava tentado a contestar essa afirmação, mas deixou passar. Estava mais interessado em porque Harry fez uma caretinha e cruzou os braços.

– Então, agora eu vou ter dois papais igual ao Theo? – Draco perguntou, interessado.

Remus pensou em negar, mas ele não tinha planos de deixar seu companheiro de vida escapar de suas garras nunca mais, e Draco fazia parte do pacote.

– Se você quiser posso ser seu papai também, já que eu e seu pai estamos namorando. – Remus disse.

– Posso contar aos meus amigos? Eles vão ficar com inveja porque agora tenho dois papais que gostam de mim, e uma mamãe que manda presentes. – Draco disse. – O papai da Pansy não manda presentes e nem gosta muito dela.

– Draco! Não pode falar uma coisa dessas da sua amiguinha. – Remus disse, horrorizado.

– Mas é verdade! – O menino protestou, cruzando os bracinhos.

– Sim, mas Pansy pode ficar triste se você falar disso. – Lucius disse. – Não fique repetindo essas coisas, entendeu?

– Mesmo quando ela for uma chata?

– Sim, mesmo assim. – Lucius disse. – Fale do cabelo dela se for o caso, aquele penteado é horrível.

– Sim! – Draco comemorou, deixando Remus perplexo com os loiros.

– E você Harry, por que essa carinha? – Lucius perguntou, se abaixando para poder os olhos do menino.

– Por que eu não tenho nenhum papai e nenhuma mamãe? – O menino perguntou, com lágrimas nos olhos.

– Não seja tolinho, menino bonito. Você tem um papai e uma mamãe, só que eles não estão aqui, eles morreram, estão no céu.

– Por quê?

– Porque às vezes, coisas ruins acontecem. Remus vai te mostrar as fotos deles e você vai ver como se parece com os dois, tudo bem?

– Sim!

– Eu vou também. – Draco disse.

Lucius olhou para Remus, esperando que ele pegasse os meninos para ir mostrar as fotos dos Potter.

– Sim, vamos lá garotos. – O lobisomem disse numa voz forçada, e Lucius soube que ele estava sofrendo pela lembrança da morte dos amigos.

X~X~X

Sirius estava cansado quando chegou a Grimmauld Place naquela noite. Ele e seu grupo tinham tido um dia horrível, caçando um mago que tinha se especializado em roubar arte trouxa, tinha sido difícil capturar o idiota. Ele ficava aparatando de uma cidade a outra, e como conhecia o mundo trouxa melhor que eles, sempre escolhia aparecer num lugar lotado, impossibilitando uma prisão discreta e escapando por entre a multidão de civis. Tinha sido um jogo irritante de gato e rato, claro que eles o pegaram no final, mas tinha sido um saco e ele tinha corrido praticamente uma maratona.

– Sei que está ai Moony, mas estou um caco pra brincar de te procurar. – O auror disse, caindo pesadamente no sofá.

– Ficando velho para o trabalho Sirius? – Remus perguntou.

– Eu sou um Black, nós não fomos feitos para correr atrás de ladrõezinhos estúpidos. – Sirius disse, calmamente. – O cara era um fanático por arte que resolveu usar magia para roubar museus trouxas.

– Algo de bom gosto? – Remus perguntou, Lily o tinha arrastado por vários museus em sua época de escola.

– Não conheço os artistas, mas ele invadiu o Louvre, o Prado, o Reina Sofia… o pegamos aqui em Londres… no museu de cera! É um idiota, com tantos bons museus ele queria roubar justo o Madame Tussauds. É uma afronta.

Remus sorriu.

– Vai ver ele queria dar vida a uma estátua específica.

– Como você sabia? – Sirius perguntou, chocado.

– Quem?

– Um tal de Michael Jackson, ele queria que a forma animada cantasse pra ele. – Sirius disse. – Cada ser bizarro que me aparece nesse trabalho.

– Imagino. – Remus disse, estendendo um copo de uísque ao amigo.

– Hum. Está me dando bebida, o que está passado pela sua mente Moony? Não precisa me embebedar para propor um trio.

Remus deu-lhe um tapa na cabeça.

– Posso perfeitamente cuidar do meu companheiro sozinho, muito obrigado.

– Pena… ele tem uma bela bunda. – Sirius disse, sorrindo descaradamente, e se encolhendo ao ouvir Remus rosnando. – Não precisa ficar territorial Moony, juro que serei um cachorro comportado.

– É bom pra você. – Remus disse, seriamente. – Mas vim falar do Harry.

– Algum problema? – Sirius perguntou, se sentando e ficando sério imediatamente.

– Não sei, hoje ele e Draco viram quando eu e Lucius nos beijávamos. Draco ficou alegre porque agora vai ter dois papai e uma mamãe. – Remus disse com carinho. – E Harry se deprimiu porque não tem nenhum, eu mostrei a ele fotos de Lily e James, mas não foi a mesma coisa.

– Entendo, deve ser difícil pra ele entender.

– Sim, por isso tive uma ideia, mas resolvi falar com você primeiro porque afinal, você é o padrinho.

– E você o cria. – Sirius disse, suavemente. – Melhor do que eu poderia, com certeza.

– Queria dizer ao Harry que pode me chamar de pai se ele tocar no assunto de novo.

Sirius sorriu.

– James não se importaria Moony. Ele me escolheu para ser padrinho, mas tenho certeza que ele e Lily sabiam que você faria todo o trabalho duro, os dois sempre acharam que íamos nos casar. – Sirius disse, com malícia.

– Verdade, acha que ele está se revirando no túmulo pela minha escolha? – Remus perguntou sorrindo.

– Sim! E Lily está rindo dele, dizendo que é bem-feito.

– Sinto falta deles. – Remus disse, deprimido.

– Eu também, eu também. – Sirius disse, engolindo o resto de seu uísque.

X~X~X

Alguns dias depois, Remus estava colocando Harry para dormir, quando o menino interrompeu a história para perguntar:

– Por que papai e mamãe não tem um quadro que fala?

– Porque eles não tiveram tempo de mandar fazer um. – Remus disse, sorrindo. – Mas posso dizer que eles te amam e que estariam orgulhosos de como você cresceu tanto!

– Você me ama Moony?

– Claro que sim! Você é meu filhotinho bonito. – Remus disse, beijando uma bochecha rechonchuda. Harry realmente tinha recuperado sua saúde e o aspecto de um menino saudável. Draco era magro, ágil e alto para a idade, Harry tinha crescido, mas era mais baixo que o loiro e agora tinha o aspecto de um querubim, com bochechas salientes e grandes olhos pidões.

– E se vai ser papai do Draco, pode ser meu papai também?

– Claro que sim, pode me chamar de papai quando quiser.

Harry corou e sorriu.

– Já é hora de dormir filhote, feche os olhos e tenha sonhos bonitos. Boa-noite Harry.

– Boa-noite papai. – O menino disse baixinho, corando de timidez de novo.

Remus desceu para jantar sorrindo como um bobo.

– Os meninos dormiram? – Abraxas perguntou.

– Sim, Draco sempre dorme tão facilmente que me assusta. – Remus comentou.

– Em compensação, Harry luta contra o sono até o último momento e depois não quer acordar de manhã. – Lucius disse, sorrindo. – Pequeno leão preguiçoso.

– Já se conformou que ele será um gryffindor?

– Ainda tenho esperanças, mas nem pense em converter meu filho. – Lucius disse, ameaçadoramente.

– Draco é mais sly que vocês algumas vezes.

– Verdade. – Abraxas disse, orgulhoso. – E os convites da festa dele já foram enviados. Adélia os fez em formato de dragão, uma coisa muito interessante.

– Sim, ela é muito eficiente. Nós vamos precisar ajustar a proteção da mansão para o grupo de trabalhadores que vem montar a festa.

– Só depois que investigarem os empregados. – Abraxas disse.

– Pensei que ela fizesse isso. – Remus disse.

– Todo mundo mente Lupin, segurança nunca é demais. – Severus disse.

– Você pode voltar a me chamar de Remus, sabe? Não tenho culpa que um jornalista fique seguindo o Sirius.

– Não, mas quem insistiu em tirar o vira-lata da cadeia? – Sevrus perguntou.

– Você concordou! – Remus disse, incrédulo.

– Mudei de ideia. Podemos prendê-lo de novo? – O pocionista pergunta a Abraxas, com um olhar muito sério.

– Agora não, é um aliado contra o velho e até que um auror eficaz. – Abraxas respondeu, seriamente, para esconder seu divertimento.

– Droga de vida! – Severus resmungou. – Vou ter que me casar com Anthony, porque juro por Merlin que não aguento mais ouvir risinhos e sussurros de como tenho sorte em ter a atenção do babaca Black.

– Isso não é motivo para se casar. – Lucius disse. – Ele pelo menos tem bons atributos?

– Ele não discute comigo. – Severus disse, dando de ombros.

– Ele é o último da linhagem Sev, ele deve querer alguns filhos, talvez um time inteiro de quadribol. Já falaram disso? – Lucius provocou o amigo.

– Não seja desagradável. – Severus disse, com uma careta. – Ele é um homem educado.

– Ele pelo menos te beijou, certo?

Severus apenas corou, o que foi resposta suficiente para Lucius, que gemeu.

– Que raio de namoro é esse? Vocês dois tem saído juntos quase todas as noites, o que ficam fazendo? – Lucius questionou o amigo.

– Nós fomos ao teatro, jantamos e ele me levou para conhecer a propriedade da família.

– E ele não fez nada? Isso é estranho, Sirius disse que ele era famoso por suas preferências muito específicas, se é que me entende. – Remus disse.

– Ele é um homem muito educado, e Black deve estar pensando que todos são pervertidos como ele. – Severus resmungou.

– Normalmente são. – Abraxas disse, desconfiado. Ele tinha deixado esse namoro evoluir porque Black tinha ficado verde de ciúmes, mas se o auror não fizesse nada em breve, ele faria.

– Ele vem a festa de Draco, então vocês vão poder ver como ele é adequado. – Severus disse.

– Me parece boa ideia. – Lucius disse.

– Muito boa. – Abraxas disse.

X~X~X

Harry detestava quando tinha que usar uma túnica completa, não que ele tivesse usado antes, mas quando seu papai Remus terminou de arrumá-lo, ele estava desconfortável.

– Isso atrapalha. – O menino reclamou, puxando a gola da roupa formal.

– Eu sei, mas é o aniversário de Draco, não quer ficar bonito e impressionar os convidados? Vai conhecer os amiguinho de Draco hoje e eles vão estar usando roupas assim também.

– Tudo bem, mas como vamos brincar desse jeito? – Harry perguntou.

– Tenho certeza que vão dar um jeito. – Remus disse, mesmo que concordasse com o pequeno, era absurdo ter as crianças em roupas tão formais, eles iam sujar ou rasgar as túnicas, e ele sabia que tinham custado uma pequena fortuna, claro que Sirius e Lucius tinham tido ataques de horror quando ele disse que era besteira gastar tanto numa roupa que Harry só ia usar uma vez.

– Estou bonito? – Harry perguntou.

– Lindo!

E era verdade, claro. A túnica azul tinha ficado perfeita no menino e as botinhas brilhantes de couro de dragão completavam o traje.

– Sim, mas não está mais bonito que eu. – Draco disse, entrando no quarto do amiguinho, seguido por seu pai.

Remus sorriu, Draco estava usando uma túnica verde e prata e estava lindo realmente. Lucius não tinha colocado gel no cabelo do menino, que caía lindamente pelo rosto.

– Você está bonito Draco. – Harry disse, sorrindo. – E cheiroso.

Draco corou, mas abraçou o amiguinho.

– Papai me deixou usar o perfume dele. – Draco contou, todo orgulhoso para Remus.

– Sim, percebi. – Remus disse. – Agora, vamos descer meninos, porque Draco tem que receber todos os convidados. E se lembram, certo? Ainda é segredo que eu e Lucius somos namorados.

– Não podemos contar. – Os meninos recitaram, obedientemente.

– Isso mesmo, bons meninos. – Lucius elogiou. – Agora, desçam sem correr.

Os meninos deram as mãos e saíram do quarto sorrindo.

– Harry é meio lobisomem e ninguém sabia? – O loiro brincou.

– Claro que não, ele só gosta de bons perfumes. – Remus disse, agarrando a cintura de Lucius e beijando-o.

– Seja um bom lobinho e não comece nada que não pode terminar pelas próximas horas.

– Tudo bem, mas espero ganhar um prêmio por aguentar esse bando de puro-sangue esnobes hoje.

– Vou pensar no seu caso.

X~X~X

Sirius chegou a festa depois que todos os convidados estavam lá. Ele usava sua túnica auror de gala e arrancou suspiros das jovenzinhas tolas, o que o fez sorrir. Elas não estavam nem perto de serem escolhidas por ele, pobrezinhas. Ele ouviu as crianças rindo no jardim e foi diretamente para lá, depois de apenas dar um aceno para os Malfoy.

– Ei crianças! – Ele gritou, ao ver o grupo que era observado por dois jovens adolescentes.

– Padin! – Harry gritou, correndo para abraçá-lo.

– Tio Sirius. – Draco fez a mesma coisa.

Sirius ergueu um menino em cada braço, beijando ambas as bochechas.

– Olá rapazes! Estão muito bonitos hoje. Estão brincando bastante?

– Tem um carrossel ali, gosto do hipo… hipo…

– Hipogrifo. – Sirius ajudou o afilhado. – Também gosto dele Harry, e deixei seu presente lá na porta Draco.

– O que é? – O loirinho perguntou, excitado.

– Uma surpresa, vai ver quando abrir os outros. Agora, o que acham de ajudar o Sirius numa brincadeirinha com o homem que está com Severus?

– Eu não gostei dele, ele nem me disse como estou bonito. – Draco disse, cruzando os bracinhos.

– Viu só? Ele é chato e quer tirar o seu padrinho de mim.

– Você gosta do meu padin? – Draco perguntou.

Sirius franziu a testa, ele não queria mentir para as crianças, isso era algo ruim.

– Eu não quero que ele se case com aquele chato.

– Ok, o que temos que fazer? – Draco perguntou, animado.

– Papai Remus vai ficar bravo, não vai? – Harry perguntou, mas tinha os olhinhos brilhando.

– Sim, mas é só correr e se esconder no colo do vovô Braxas. – Draco disse, sacudindo a mãozinha, tirando importância disso.

– Isso mesmo! O que temos que fazer Pad? – Harry perguntou.

Sirius sorriu, esses dois dariam excelentes marotos. E Remus, que viu Sirius cochichar e conspirar com os meninos sabia que nada de bom estava por vir daquilo.

– Sirius vai aprontar alguma. – Remus disse, se aproximando de Abraxas.

– Acho bom, já estou me cansando de ver aquele lordezinho andando por ai como se Severus pertencesse a ele.

Remus olhou boquiaberto para o homem mais velho.

– O quê? Sou sly, deixo o trabalho sujo para vocês leõezinhos.

X~X~X

Draco e Harry lideraram uma comitiva de crianças para onde Severus e Antonhy estavam sentados, conversando com alguns amigos.

– Qual é o problema Draco? Já não querem brincar? – Severus perguntou, estranhando ver todos as crianças por ali.

– Sim, mas precisamos de um adulto pra brincar com a gente. – O loirinho disse.

– Para isso estão os recreadores. – Severus disse, com cara de poucos amigos.

– Mas eles disseram que não podem fazer magia! – Draco protestou, batendo o pézinho e sendo apoiado por vários amiguinhos.

Severus suspirou. Os recreadores eram menores de idade e só estavam lá para controlar as crianças nos brinquedos.

– Do que diabos você quer brincar que não tem nesse jardim? – Severus perguntou, porque todo o jardim estava cheio de brinquedos, um carrossel, uma casinha de bonecas, um pula-pula mágico e até uma pequena pista de corrida de vassouras.

– Não seja mau comigo no meu aniversário padrinho! – Draco disse, cruzando os bracinhos. – Vou pedir ao tio Sirius, ele sim vai querer brincar.

– Ouvi meu nome? – Sirius disse, aparecendo ao lado dos meninos.

– Padin Severus… – O pocionista soube que estava encrencado nessa hora. – … não quer brincar comigo. – Draco disse na maior cara de pau para o animago.

– Sev, querido, não pode ser tão mau com as crianças. Assim vou pensar que você não vai ser um bom portador para nossos filhos. – Sirius disse, carinhosamente, fazendo Sevrus fechar a cara em desgosto puro.

– Não seja atrevido, vira-lata! – Severus grita.

Sirius viu quando Harry se esgueirou e verteu o pó no cálice de Anthony, sem que nenhum adulto notasse, o garoto tinha futuro.

– Não seja rancoroso Sev, já te disse que aquelas fofocas sobre mim e Lady Sybil eram só fofocas. Lady Zabinni estava na festa, diga a ele que foi só uma dança inocente. – Sirius pede, com um olhar suplicante.

A lindíssima mulher sorriu por trás de seu champanhe e piscou para Sirius, ela sabia muito bem que ele estava fingindo, mas seguiu o jogo.

– Ele está certo Severus, foi só uma dança e a garota se derreteu toda. Não fique ciumento por causa dessa tolice.

Sirius se esforçou para não rir quando viu Severus engasgar de raiva e franzir os lábios fortemente, se esforçando para não praguejar feio na frente das crianças, que seguiam a conversa muito animadas.

– Lord Black está sendo muito fantasioso. Severus é meu prometido e não teria motivos pra ter ciúmes dele, é uma pena que fique correndo atrás do que já tem dono. – Lord Anthony disse, puxando Severus pela cintura mais para perto dele.

Dessa vez Sirius sabia que a careta de ódio não era pra ele. Qualquer pessoa com dois neurônios saberia melhor que se dizer “dono” de Severus Snape, mas o pocionista fez um grande esforço para não amaldiçoar seu suposto prometido.

– Black deve estar sofrendo de alucinações pós- Azkaban, eu nunca teria ciúmes de você, vira-lata.

Sirius faz cara de cachorrinho sem dono, mas por dentro sorri, já que Lord Anthony, muito orgulhos da declaração do pocionista dá um gole em seu champanhe e aumenta mais ainda sua pose presunçosa.

– Seu padrinho está bravo comigo Draco, do que queria brincar mesmo? – O animago pergunta ao loirinho.

– Queremos que encante os bichos do carrossel para andarmos pelo jardim. – Draco disse, conforme o combinado.

– Para sorte de vocês, sou um discípulo muito eficiente da Minnie McGonagall e sei fazer isso perfeitamente. – Sirius disse, sorrindo. – Está anotando Sev? Seu futuro esposo tem vários predicados.

Severus trincou os dentes, ou seria incapaz de se impedir de amaldiçoar o vira-lata e fazer um escândalo na festa de seu afilhado.

– Isso… – Anthony começou a dizer, mas parou quando percebeu que de sua boca saíam várias bolhas de sabão em diferentes formatos.

– Vejam só crianças, tio Tony está fazendo bolhas bonitas para vocês brincarem! – Sirius disse. – Vão lá brincar com ele.

Lord Anthony mal podia abrir a boca para começar a amaldiçoar porque só saíam bolhas, e as crianças o rodeavam pulando e gritando felizes por terem bolhas de diferentes tamanhos e formatos para brincar. Os adultos começaram a rir, enfurecendo ainda mais o homem, que não via maneira de se livrar das crianças ou das bolhas, que agora se acumulavam em sua boca, obrigando-o a falar para se livrar delas.

– SIRIUS BLACK! Isso é coisa sua vira-lata sarnento. – Snape gritou.

– Claro que não! Nem cheguei perto dele, mesmo que meu coração me dissesse pra me livrar do atrevido. – Sirius disse, descaradamente.

Severus ficou lívido e saiu de perto da confusão, sua capa esvoaçando dramaticamente atrás dele.

– Senhoras, acham que devo ir atrás dele para acalmá-lo?

O grupo de puro-sangue riu e Lady Zabinni disse:

– Vá, mas proteja-se. – Ela disse, apontando para suas partes baixas com a mão que segurava a taça de champanhe.

– Ele não prejudicaria nossos futuros filhos desse jeito. – Sirius garantiu, enquanto se virava para ir atrás do pocionista. Ela podia ser uma viúva-negra, mas pelo menos era divertida.

X~X~X

Severus encontrou Abraxas jogando cartas com os patriarcas Nott, McNair e Greengrass.

– Está uma festa muito animada, não acha Severus? Posso ouvir as crianças rindo daqui.

– Imensamente, posso animar ainda mais com a morte do Black, o que acha?

– Não, os meninos gostam dele. – Abraxas disse, distraidamente, comprando duas cartas.

– Problemas com pretendentes atrevidos, Severus? – Nott perguntou, sorrindo por trás de suas cartas.

– Eu não me casaria com Black nem se ele fosse o último bruxo na face da terra, antes um trouxa.

Os quatro velhos estremeceram, e ele contente, foi para a biblioteca procurar paz para a dor de cabeça que estava sentindo nesse momento. Assim que ele saiu da sala de jogos Sirius entrou e se inclinou sobre Abraxas.

– Me dê dez minutos e invada a biblioteca, se o Lorde Antonto estiver junto e os velhotes ai também, é melhor.

Abraxas assentiu, ele já imaginava o que o herdeiro Black faria e achava uma manobra muito sly da parte dele.

– McNair, estou te vendo usar esse encanto para ver as cartas de Greengrass . – Ele advertiu o amigo.

– Estraga-prazeres. – McNair murmurou, desativando o encanto. – Vamos flagrar jovenzinhos em maus lençóis?

– É o que parece, e vocês façam caras indignadas e exijam reparação. – Abraxas instruiu.

– Como se nenhum de nós tivesse sido pego com as calças frouxas. – Nott disse.

– Os jovens não precisam saber disso. – O patriarca Malfoy disse, sorrindo.

X~X~X

Severus estava sentado na cadeira preferida de Abraxas, com a cabeça jogada para trás e com os olhos fechados. Ele estava amaldiçoando Black mentalmente quando sentiu um par de mãos fortes massageando seus ombros.

– Eu vou arrancar as suas mãos, não vai ser um auror muito útil sem elas, certo? – Severus disse, abrindo os olhos e cravando-os em Sirius Black.

– Não seja mau humorado, vim te confortar e você nem me agradece. – Sirius disse, fazendo beicinho.

– Eu vou te agradecer, arrancando suas mãos por me tocarem sem permissão. – Severus disse.

– Mas você está tão tenso, viu só? – Sirius argumentou, massageando um nó nos ombros de Severus, fazendo-o soltar um gemido.

O som fez Sirius morder os lábios, porque era sexy como o inferno e fez seu pau se animar demais para o gosto do animago. O auror se inclinou e alcançou os lábios de Snape, ele estava com gosto de vinho e isso fez Sirius deslizar sua língua para a boca do pocionista, que chocado demais nem se lembrou de resistir. A língua atrevida de Black encontrou a de Severus e o fez pensar em coisas muito pecaminosas, mais ainda quando o animago sugou sua língua e gemeu dentro de sua boca, coisa que o fez dar um pulo e sacar sua varinha.

– Seu… seu…

Sirius riu, o beijo tinha deixado Severus mais lento, porque ele teve tempo de arrancar a varinha da mão do pocinista e empurrá-lo de encontro a mesa de madeira maciça da biblioteca de Malfoy Manor. O animago segurou os braços de Severus junto ao corpo do pocionista, evitando que ele seguisse dando-lhe dolorosos socos nos braços e um até acertou seu queixo, fazendo-o morder o lábio e arrancando um fio de sangue.

– Gosto de homens assim: ariscos e gostosos. – Sirius murmurou de encontro aos lábios do pocionista.

– Não se atreva, não sou uma das suas putas que pode sair tocando quando quiser. – Severus protestou, quando viu o animago se aproximar de seus lábios de novo.

– Claro que não, você é muito melhor. – Sirius garantiu.

O auror capturou os lábios do pocionista novamente, postando-se entre as pernas abertas dele e sentando-o totalmente em cima da mesa para ter melhor acesso ao corpo do moreno. Sem soltar os lábios com gosto de vinho doce, Sirius impulsionou seu quadril de encontro ao de Severus, que percebeu o membro palpitante e endurecido de Black de encontro ao seu, coisa que o fez corar como um menino de escola. Severus sentiu alguns de seus botões serem desfeitos, mas ele estava mais interessado na língua de Sirius junto da sua, entrando e saindo de sua boca de forma depravada e deliciosa, era algo inebriante que ele nunca tinha experimentado antes. Talvez tenha sido culpa dessa nova sensação que ele deixou o infame Sirius Black deslizar uma mão dentro de sua túnica e descobrir que ele era um tradicionalista que não usava roupa intima debaixo das camadas de tecido negro.

– Sim Lorde Anthony, tenho certeza de que tenho uma solução para seu problema por aqui na biblioteca, ainda que penso que isso vá parar em algumas... – A voz de Abraxas morreu quando ele abriu a porta e se deparou com Sirius e Severus se esfregando em cima de sua mesa. – Mas que diabos é isso Black?!

Sirius estava meio hipnotizado com o gosto de Severus, por isso levou um tempo para reacionar e tirar a mão de dentro da túnica do pocionista e se afastar do homem, que trêmulo começou a fechar os botões que ele tinha aberto.

– Peço imensas desculpas Lord Malfoy, eu deveria ter me controlado melhor.

– Isso é para dizer o minímo rapaz. – McNair soltou, com acidez. – Espero que saiba que isso não é o comportamento de um herdeiro puro-sangue.

– Sei. – Sirius disse, realmente envergonhado, ele não tinha planejado deixar Severus tão exposto, eram pra ser um par de beijos.

– Seu… seu ordinário! Esse tempo todo se esfregando com Black como uma puta de rua debaixo do nariz de todo mundo. – Lorde Anthony começou, mas foi atingido tão rápido pelo punho de Sirius, que caiu no chão com o nariz sangrando.

– Meça suas palavras com meu prometido, seu bastardo. – Sirius sibilou.

– Eu te odeio! – Severus murmurou para o animago. – Se queria me humilhar de novo, parabéns, você conseguiu.

Sirius ficou meio espantando quando percebeu que mesmo de cabeça baixa e com os cabelos cobrindo parte do rosto, Severus estava chorando quando saiu da biblioteca.

– Lord Malfoy, poderia lidar com esse imbecil? Meu prometido ficou abalado, sabem como é… ninguém gosta de ser pego em flagrante.

Os anciões assentiram e deram sorrisos sádicos, eles iam ter uma conversinha com Anthony sobre como falar com Severus.

Notas finais
E então, o que acharam? Me digam por favor! ;)
E eu tenho uma nova fic, já passaram por lá?
Bjo