Um Novo Caminho

2 Descobrimentos e reflexões


Notas iniciais
Olá, eu voltei! Muitoooooooo obrigada pelos comentários. Espero que gostem.

A floresta nunca era muito escura para um lobisomem, através dos olhos de Fenrir, Remus podia reconhecer a floresta que ficava próxima a casa de seus pais e sentimentos de uma infância feliz inundaram o homem. Bufando interiormente, Remus recriminou-se e colocou sua atenção nas recordações que analisava.

A lua estava alta no céu e Fenrir corria com seu clã, até que o cheiro de sangue atingiu seu olfato sensível. Rosnando uma ordem para que seus lobos ficassem onde estavam, ele seguiu o cheiro e o que o recebeu perto do riacho, nas pedras pontiagudas e escorregadias do local foi a figura de um filhote, um filhote humano sangrando e choramingando. Sem perder tempo, o imenso lobisomem se aproximou da criança, percebeu que havia um pequena vassoura e entendeu que a criança era um mago, coisa que estranhou, já que não sabia de um povoado mágico perto daquela floresta. Fenrir deduziu que o filhote deveria ter caído da vassoura, e olhando para as árvores, deve ter batido em vários galhos antes de atingir o chão, mas para o azar do pequeno, uma haste afiada tinha entrado em seu pescoço, causando uma hemorragia. Os olhos do pequeno eram lindos, mas pareciam desfocados de dor, penalizado, Fenrir se aproximou e com os dentes puxou a haste de madeira, fazendo o menino soltar um alarido de dor, e fazendo mais sangue sair da ferida. Fenrir tentou limpar o local com sua língua, torcendo para que as propriedades cicatrizantes de sua saliva funcionassem no pequeno mago. Foi inútil, o pequeno de cabelos castanhos já tinha perdido muito sangue e parecia ter muita dor pelas fraturas da queda. Fenrir olhou para o céu, onde a deusa brilhava em todo seu esplendor, aumentando seus poderes e abençoando seu clã. Esse rápido vislumbre foi o suficiente para que ele se decidisse, com um pouco de pesar, mas com resolução arreganhou seus dentes e mordeu o pequeno mago no ombro, focando-se em deixar o sangue do pequeno entrar dentro dele, ativando a ligação e também passando para corrente sanguínea do mago, a força de sua raça.

Através dos olhos de Fenrir, Remus viu como seu pequeno corpo teve uma convulsão, a transformação tinha começado e ele ouviu seus ossos quebrando e se recolocando pela audição sensível de Fenrir, ouviu seu coração começar a bater num ritmo enlouquecido e viu como o se tornou um pequeno lobisomem castanho, um ferido e frágil lobisomem que começou a ganir baixinho. Fenrir se aproximou de sua forma encolhida e excessivamente fragilizada, usando suas poderosas mandíbulas, o alfa carregou-o pela pelagem do pescoço para uma caverna, longe da umidade do rio. Fenrir se enroscou ao redor de Remus, esperando que seu calor e seu cheiro acalmassem o filhote. A ligação entre o alfa e o novo filhote eram perceptíveis através da recordação e ele podia ver como dormia tranquilamente, enquanto Fenrir voltava a lamber suas feridas recentes, adquiridas na forma humana, mas que saravam rapidamente devido ao sangue licano que agora era parte dele e também pelo cuidado de Fenrir ao limpar cuidadosamente cada machucado.

Remus saiu da recordação, sabendo que essa parte tinha terminado. Tremendo pela nova perspectiva de sua transformação em lobisomem. Derramou a outra lembrança na penseira.

Fenrir era um homem alto e muito, muito forte. Sua forma humana era de um homem de cabelos negros bagunçados e longos, olhar férreo e braços fortes. Braços que carregavam um pequeno menino, ainda adormecido, mas sem rastro de sangue ou maus-tratos. Ele chegou perto de seu beta principal, que segurava suas roupas numa das mãos.

- O que é isso, alfa? – Martin perguntou, cuidadosamente, apontando para Remus.

- Um filhote.

O beta revirou os olhos.

- Eu posso ver isso, mas por que está com ele? Sabe que não é uma boa ideia, estamos fugindo, procurando um local permanente e…

- Pode parar com o sermão! – Fenrir disse, cortante. – Ele estava ferido, não tive outra saída. Ele é um pequeno mago, deve ter tido uma queda feia da vassoura.

- E vamos tê-lo conosco, agora?

- Eu… gostaria disso. Mas presumo que ele deve ter pais, uns imbecis para deixá-lo voar sozinho, mas ainda assim…

- Ele é um dos nossos agora. Devia ficar conosco para aprender. Magos são… como você sabe. – O beta insistiu.

Fenrir sabia como a maior parte dos magos era preconceituosa e feroz em relação aos lobisomens. Por isso aconchegou Remus mais junto a si, ele tinha planejado ter um herdeiro logo, talvez esse lindo menino fosse sua resposta. Sentindo o movimento, o pequeno Remus abriu seus olhos, agora de um dourado cristalino.

- Bom-dia pequeno. – Fenrir disse.

- … dia. – Remus disse, preguiçosamente, se aconchegando melhor ao peito de Fenrir. – Mamãe vai brigar se eu me atrasar, só podemos brincar mais um pouquinho, lobo.

Dizendo isso, o pequeno voltou a dormir, provavelmente pensando que aquilo não passava de um sonho. Fenrir suspirou. O filhote ainda dormiria horas, devido ao processo de cura.

- Acha que pode averiguar quem são os pais dele? Se estiverem procurando, vamos devolvê-lo. – Ele não queria ter na consciência a separação do pequeno de seus pais, além disso, ele não era pequeno o suficiente para esquecer dos genitores com facilidade.

- E se não?

- Ele vai conosco. – Fenrir foi assertivo, apesar de lamentar levar o filhote para vida dura que seu clã estava levando.

Martin assentiu, feliz e saiu correndo para cumprir sua missão. Fenrir levou o pequeno para uma caverna oculta com magia dessa vez, onde mais lobisomens descasavam depois da corrida da noite. Recostou-o numa cama de peles e ficou por perto. Quando Martin voltou, a noite já tinha caído e Remus estava acordado, olhando entre fascinado e assustado para o grande homem diante dele.

- Você demorou! – Fenrir rosnou.

- Trabalhos de reconhecimento e infiltração levam tempo, alfa. – O beta se defendeu.

- O que descorbiu sobre a família de Remus.

O menino corou ao ser olhado pelo beta e escondeu o rosto nos braços de Fenrir.

- Os pais são amigos de Dumbledore. O velhote já apareceu para pedir buscas pelo menino, a mãe estava na cidade e parecia bastante preocupada. – O beta disse, conformado, ele preferia que os pais fossem relapsos e puristas, isso os faria ficar com o pequeno.

- Entendo… devia se animar, filhote. Vai voltar para os seus pais, logo.

- Você vem também? Posso pedir uma cama pra você no meu quarto.

Fenrir sorriu, era horrível ter que se separar do pequeno. A ligação entre um alfa e um lobisomem transformado era de pai e filho e isso o matava, mas no momento era mais estável que Remus voltasse para sua família.

- Veremos pequeno, veremos.

Eles esperaram até a noite estar alta para levar Remus até sua casa. Fenrir tinha enrolado o menino em sua capa, as roupas que tinha usado estavam em frangalhos. O pequeno tinha adormecido de novo, depois de passar horas olhando os lobisomens e fazendo mil perguntas. Fenrir sabia que não tinha ninguém na casa, seus sentidos não mentiam sobre isso. Deixou o pequeno na varanda, no sofá que tinha ali e foi se esconder na floresta. De longe, se trasnformou e ficou observando. Ficou ali até que viu Dumbledore aparecer na varanda, ao lado da porta, provavelmente buscando novidades sobre Remus com os pais dele. Quando o velho acordou o menino com um enervate, Fenrir rosnou, mas quando viu Remus se sentar e começar a falar com o mago de barba branca animadamente, obrigou-se a relaxar. Seus sentidos gritavam para ir arrancar seu filhote de perto do velho, mas ele sentia uma aversão por magos que sempre o fazia manter distância e pelo que sabia, era aquela figura meio ridícula que defendia alguns direitos dos lobisomens e dos mestiços contra os puristas. Engolindo a sensação de derrota, Fenrir virou as costas e foi embora.

Remus saiu da recordação tonto e com o coração na mão. Ele não se lembrava de nada disso, seus pais o tinham encontrado na floresta, sangrando, machucado e com muitos indícios de violência. A teoria dos aurores era de que ele tinha sido atacado por um bando de lobisomens, o bando desgarrado de Fenrir Greyback, e ele tinha reconhecido a foto do temível alfa do clã. Sua transformação tinha desencadeado uma onda de ódio contra os lobisomens, que foram acuados para fora do país ou caçados e mortos por turbas enlouquecidas. Ele ainda tinha sonhos onde via os olhos frios de Fenrir antes de ser acuado contra uma árvore e mordido. Sonhava com garras rasgando sua roupa, ferindo-o. Sonhava com gritos de desespero e o cheiro dele, se lembrava dos gritos, da decepção. Física e emocionalmente exausto, Remus deixou-se cair no chão do luxuoso quarto.

X~X~X

Fenrir entrou no quarto onde estava seu filhote, encontrou-o abraçando os joelhos e podia sentir o cheiro das lágrimas.

- Eu chamei você e você não apareceu. – Remus murmurou, com os olhos marejados e mirando o grande alfa, vestido com apenas uma calça de couro, a sua frente. – Ele me achou e me fez contar sobre o que tinha acontecido, sobre você. Depois disse que ia me levar para os meus pais, mas não fez. Ele me levou para a Floresta Proibida e me entregou para o Filch, ele me deixou sozinho com ele e… ele me machucou. Muito. – O lobisomem castanho contou, estremecendo de nojo.

- Você se lembrou. – Fenrir constatou.

- É muito simples na verdade. Suas memórias ativaram a minha, os obliviates funcionam mal em crianças, o cérebro está em formação e…

- Poupe-me da explicação teórica, filhote. Do que mais se lembra?

- É nebuloso, eu era muito novo. Me lembro das mãos dele, ele é um squib, ele odeia os magos, e Merlin, ele é retorcido. – Remus disse, se sentindo sujo. – Dumbledore me deixou lá com ele e só voltou depois de horas, eu gritei, pedi socorro, mas ninguém apareceu.

O lobo interior de Fenrir rosnou alto, o animal sempre soube, Dumbledore não inspirava confiança.

- Foi ele que te violou?

- Sim, ele é nojento… por Deus, Dumbledore o deixa trabalhar com crianças, dá detenções pra elas estarem com um pedófilo! – Remus disse, desesperado. – Tenho que avisar os aurores e…

- Tal alfa, tal filhote. Ele é tão impulsivo quanto você. – Lucius disse para Fenrir. – Dumbledore não é tolo, é claro que ele mantém Filch numa coleira curta, duvido que o deixe usar esse tipo de método em alunos da escola, só com os órfãos que não tem para quem recorrer.

- Justamente por isso! – Remus teimou.

- O que vai dizer aos aurores? Que o grande Dumbledore, anos atrás não te resgatou, mas te sequestrou e torturou para fazer de você o fantoche perfeito? – Lucius disse. – O Controle de Criaturas Mágicas vai te trancar e jogar a chave fora.

- O que sugere, então? Que eu deixe isso assim?

- Vingança requer tempo, e planejamento. – Luciu disse.

- Eu vou te ajudar, vamos te fazer forte e você vai poder arrancar a pele desse filho da puta. – Fenrir disse, segurando o ombro de Remus, para apoiá-lo.

Remus olhou para o lobisomem, pela primeira vez não resistiu ao impulso e mostrou seu pescoço para o alfa, feliz quando recebeu uma mordida carinhosa.

- Não temos tempo a perder, meus betas vão te ajudar a sintonizar com seu lobo interno, vai ser difícil, mas vamos poder te libertar de todo esse lixo que te enfiaram goela abaixo por muitos anos. Você não tem que lutar contra o lobo, ele é sua essência, ele é seu poder.

Remus assentiu.

- Eu posso ter minha varinha? Achei minhas roupas aqui no quarto, mas não a varinha.

Fenrir olhou para Lucius, que sorriu arrogantemente para Remus.

- Nem pensar. Não é porque te vi derramar um par de lágrimas que vou te deixar andar armado perto de mim. Dumbledore não vai me pegar desprevenido.

- Eu confio nele. – Fenrir disse.

Lucius deu de ombros e usou a ponta de seu chicote pra balançar o aro que perfurava um dos mamilos de Fenrir.

- E eu não confio em nenhum de vocês. Cuide de seu pequeno vira-latas, mas eu decido quando ele pode sair sem coleira.

Remus rosnou e avançou contra o loiro, sendo contido pelo braço poderoso de Fenrir.

- Não, atacá-lo não vai ajudar na sua situação.

- Ele é um capacho de Voldemort! Ele mata inocentes e deve ter ajudado a matar meus amigos. – Remus gritou.

- Voldemort não era tão ruim quando lúcido. – Fenrir disse.

Remus olhou horrorizado para seu alfa e Fenrir suspirou. Lucius deu um sorrido de puro escárnio para o lobo.

- Boa sorte explicando isso para o imbecil, mas ainda te quero no meu quarto quando a noite cair. – Lucius disse imperioso, balançando seu chicote antes de sair da sala, num movimento fluido que fez seus cabelos ondularem atrás de si.

- Maldito arrogante. – Fenrir rosnou.

- Por que o deixa te tratar assim? – Remus questionou, incrédulo.

- É especialista em Artes Escuras, não sabe o que isso significa? – Fenrir perguntou, meio divertido, apontando para a tatuagem em seu braço direito.

Remus observou as iniciais de Lucius Malfoy em letras trabalhadas, gravadas na pele do alfa e corou.

- Ritual de Submissão.

- Sim, o lorde não marcaria alguém como eu. – Fenrir disse, mostrando os antebraços sem a marca negra. – Mas Malfoy não tem esse tipo de problema.

Remus assentiu, confuso.

- É melhor se sentar, vai ser uma longa conversa.

Remus obedeceu, e se perguntou quantas de suas convicções iam cair naquele dia.

X~X~X

Lucius estava em seu quarto na mansão que era lar do clã de Fenrir, pensando em porque deixava que aquele gryffindor estúpido o irritasse quando sentiu uma aparição nos terrenos da casa, não demorou muito para que Severus Snape entrasse em seu quarto, depois de bater rapidamente.

- Olá Sev, não te esperava por aqui. – Sabendo como seu amigo odiava ficar perto dos lobisomens, culpa de Black e de Lupin também, é claro.

- Nem eu pensei que teria que vir aqui. Sua adorável esposa resolveu viajar para Paris e deixou Draco apenas com os elfos em Malfoy Manor. – Ele disse.

Lucius revirou os olhos, e bufou de irritação.

- Meu pequenino deve estar assustado. – Lucius disse

- Já fui vê-lo e está bem, vou pra lá cuidar dele enquanto resolve seus negócios com Greyback. – Severus disse, estremecendo de desgosto.

- Sabe perfeitamente que o ritual precisa ser renovado, ou prefere confiar nele sem a magia agindo? – Lucius perguntou, prático.

Severus fez uma careta.

- Preferia ficar longe dele e da espécie, mas não precisa fazer essa cara, nós dois sabemos que aproveita muito cada vez que tem que renovar o ritual.

- Um alfa forte e orgulhoso rastejando por mim e me fodendo do jeito que eu mando? – Lucius disse, se recostando na poltrona e fazendo uma cara de prazer. – Sim, me agrada.

Severus corou, e Lucius sorriu, ele adorava chocar o mais novo.

- Não veio até aqui só para me dizer que vai cuidar de Draco e que Narcissa sumiu do mapa outra vez. Aconteceu mais alguma coisa?

- Sim, quando cheguei na mansão seu pai estava lá. Acho que vai ter que convencê-lo a não receber a nora á base de crucios. Sabe como ele fica quando o assunto é o neto.

Lucius gemeu internamente, Abraxas odiava Narcissa e vivia reclamando que deveria ter escolhido Sirius ou Regulus Black para casar com ele, pelo menos os dois não eram criaturas mesquinhas e fúteis.

- Não sei se estou disposto a defender minha esposa, ela anda muito desagradável.

- É a mãe do seu filho. – Severus disse, sentindo a necessidade de defendê-la, mesmo que a loira o olhasse de cima e o tratasse com desprezo o tempo todo.

- A única coisa de proveito que ela fez na vida.

- Disso não posso discordar. Vou embora, vou ficar com Draco na minha ala da mansão,

- Tudo bem, vou vê-los quando terminar por aqui.

Severus assentiu e foi andando para a área de onde poderia aparatar. Nas negociações para se juntar a Voldemort, Greyback tinha pedido um local seguro para seu clã, Lucius tinha oferecido aquela casa, que anteriormente era dos Malfoy, a magia das proteções ainda respondiam a Lucius, que reforçava a segurança do lobisomem, mas o local pertencia ao clã por serviços prestados e lealdade ao Lorde. Era um lugar lindo e Severus lamentava não se sentir bem ali, ainda estremecia ao se lembrar de se encontro com Lupin transformado anos antes.

X~X~X

Remus estava relutante em se separar de Fenrir, depois de receber tantas informações ele se sentia perdido.

- Relaxe um pouco, saia do quarto e converse com os outros. Vai ser bom pra você.

- Acha uma boa ideia?

- Sim, eles sabem que você é meu filhote, nunca te desrespeitariam. – Disse Fenrir, já saindo do quarto.

Remus assentiu, mas mesmo depois de ficar sozinho, preferiu colocar seus pensamentos em ordem. Tudo tinha mudado. Voldemort era, segundo Fenrir, um mago com pensamentos conservadores, mas não um matador de trouxas, isso tinha começado recentemente, quando o Lorde tinha começado a praticar rituais estranhos buscando se proteger de Dumbledore. O alfa tinha dito que a essência do mago tinha sido corrompida, e isso o tinha deixado insano, daí o uso desenfreado das imperdoáveis e a caça aos trouxas.

Fenrir tinha dito ainda que Dumbledore era responsável por grande parte da revolta do Lorde, mas não sabia explicar bem o porque. Seu antigo mentor era quem tinha fomentado a perseguição aos lobisomens desde as sombras para que eles se voltassem contra os puristas, ato falho, já que ao descobrir como Dumbledore o tinha afastado de sua essência e de ouvir de Voldemort que ele achava que o velho tinha machucado seu filhote. Os dois fizeram uma aliança instável, isso até que Lucius surgiu poucos anos antes e tinha tomado a dianteira no assunto, sendo o responsável por manter os lobisomens sob controle.

Remus ainda não entendia quais eram os objetivos de Dumbledore, mas iria lutar contra ele. Fenrir tinha insistido para que ele ficasse ali até se recuperar, ele tinha aceitado. Precisava evoluir para poder se vingar. E agora, queria investigar melhor o que tinha acontecido a seus amigos, já que nada era o que parecia, ele teria que aprender a separar luz de sombras.

Notas finais
E então? O que acharam? Ainda tenho muitos mistérios para desvendar e Remus ainda tem muito o que descobrir. Me contem o que acharam.
Beijos.