Notas iniciais
Olá, eu voltei! Sim, eu sei que demorou, mas poxa vida, eu escrevi bastante.

Severus não sabia como exatamente iria conversar com Lucius sobre o assunto que o incomodava sem o loiro arrancar sua pele com comentários ferinos, esperava que o amigo estivesse de melhor humo, mas quando entrou no escritório do loiro, o encontrou jogado no sofá, parecendo melancólico e desalinhado. O pocionista se aproximou do amigo e viu um copo vazio de uísque displicentemente largado no chão ao lado do sofá.

– Afogando as mágoas? – Severus perguntou, sem julgamento na voz.

– É um copo de ontem a noite, Remus não voltou. – Lucius respondeu, seus olhos se estreitando, raiva e culpa se misturando em seu interior. – Tive um pequeno momento de fraqueza e acabei lembrando ao meu amante que posso ser um filho da puta arrogante às vezes.

Severus deu de ombros.

– Se ele ainda não sabia, é um idiota. O que é perfeitamente possível sendo ele um gryffindor idealista.

– Eu só… você não viu a cara que ele fez.

– Não se martirize por isso Lucius, não pode ter uma relação onde cada passo é controlado para não ferir as suscetibilidades do outro. – Severus disse, com ar de sabedoria.

Lucius deixou um sorriso irônico brotar em seus lábios.

– Ah, eu vejo… estamos chegando num ponto interessante.

– O que quer dizer?

– Você não pode me dar conselhos de relacionamento, já que seu casamento tem menos de um mês e ainda não foi consumado… ou Black te jogou na cama e te violou logo que chegou do trabalho?

– Ele dormiu, estava exausto. – Severus disse.

– Bem, não se ofenda por isso. Ele realmente estava um trapo, seria pior se ele dormisse durante o ato, isso sim configuraria uma ofensa sem tamanho. – Lucius brincou, momentaneamente esquecido de sua briga com Remus.

– Eu não me ofendi, mas não machucaria se ele tivesse mostrado mais interesse em mim do que em ir para a Central fazer um relatório hoje de manhã.

– Se quer que seu marido te dê a devida atenção Severus, vai ter que batalhar por isso. – Lucius disse. – Por que não deixa a pose de virgem carrancudo de lado e seduz seu marido de uma vez por todas? Assim vai poder esfregar na cara de todos os invejosos que ele é seu.

– Eu faria isso… se soubesse como.

Lucius sorriu, justamente aquele sorriso que Severus não queria ver, o malicioso e que previa uma tarde de torturas para o pobre pocionista.

– Oh, entendi. Você quer que eu te dê conselhos, sobre como conseguir que o vira lata fique meio desorientado de tesão. – O loiro disse, se acomodando melhor no sofá.

– Eu não teria colocado nesses termos tão… rasteiros, mas é isso. – Severus disse, sacando sua varinha e agitando-a, fazendo com que uma poltrona aparecesse ao lado do sofá, onde Lucius continuava deitado confortavelmente.

– Isso é tão fácil, não sei porque preciso dar dicas para algo tão óbvio.

– Você está sendo um filho da puta, outra vez devo acrescentar. – Severus cutucou, mas ele estava vacinado contra a língua de Lucius há muitos anos.

– Desculpe-me. O fato é que é bastante óbvio… seu marido te encheu de joias.

– Como parte da cerimônia, sim. – Severus concordou, distraído.

– Você realmente não prestou atenção, não é? – Lucius perguntou, divertido.

– Não muito, não é como se eu usasse joias a torto e a direto. – Severus reclamou, não conseguindo chegar a mesma conclusão que Lucius.

– Você realmente não olhou para as peças que ele te deu, querido Severus. Se o tivesse feito, ou se tivesse mais malícia quando se trata de sexo, saberia que seu marido pervertido te comprou joias com objetivos bastantes específicos e eróticos.

Severus ficou boquiaberto.

– Isso não é possível, são joias caras, mas não…

– Homem de pouca fé! – Lucius brincou, pulando do sofá. – Vamos até seu quarto.

Severus sabia que devia deixar aquilo de lado, já que tinha uma grade possibilidade de Lucius usar aquela conversa para atormentá-lo pelo resto de suas (oxalá longas) vidas. Mas, mesmo que ele não confessasse, estava curioso. Acumular conhecimento útil é um traço slytherin, e seduzir Sirius Black era uma questão de estratégia, pelo menos foi a desculpa que o pocionista deu a si mesmo enquanto subia as escadas atrás do amigo.

Lucius não parava de sorrir, o que Severus sabia ser extremamente perigoso para ele. O loiro chegou ao quarto que ele e Sirius estavam usando na mansão e foi diretamente ao baú de joias, presente de casamento do auror, que o pocionista mal tinha olhado desde as núpcias. O loiro abriu a tampa e com sua graça de movimento habitual, tirou da caixa um fio de prata adornado com pérolas negras robustas, uma peça que Severus tinha achado muito bonita, apesar de chamativa, era uma corrente que se encaixava em suas túnicas a altura do peito.

– E então? É uma peça um pouco extravagante, admito. Mas ficaria ótima naquela minha túnica de gala verde musgo. – Severus disse, só para ter algo para se distrair do sorriso malicioso de Lucius, girando as pérolas entre seus dedos.

– Sim, e dentro de você também. – Lucius disse, com sua voz pingando de malícia.

Severus corou tão fortemente que teve a impressão de que seu rosto poderia explodir em chamas.

– Isso não… não…

– Sim, foi exatamente nisso que Black pensou quando comprou isso. – Lucius disse, sorrindo. – Porque pérolas jóias extremamente usadas em brincadeiras no quarto. Narcisa gosta de pérolas brancas e menores, ela tinha vários colares de tamanhos diferentes, ela gostava de colocá-los ao me redor antes de…

– Não preciso de tantos detalhes! – Severus disse.

– Sério?! – Lucius perguntou, sorrindo. – Porque eu estava prestes a te dizer como fazer Black latir de felicidade hoje quando chegar em casa.

– Por Circe! Você está adorando fazer isso!

– É claro, estou te envergonhando, isso é algo muito divertido e difícil de conseguir. Agora, sente-se e deixe professor Lucius te ensinar um truque ou dois…

Severus choramingou, mas decidiu que Black pagaria muito caro num futuro próximo por faze-lo passar por semelhante vexame. O pocionista tinha decido que tudo era culpa de Sirius por ser tão inapto em consumar um maldito casamento e jogá-lo na boca dos invejosos da alta sociedade, e pior, fazê-los pensar que já que Severus não satisfazia seu marido, poderia se candidatar a amantes. O slytherin não permitiria que isso acontecesse.

X~X~X

Arthur odiava pensar em como tinha deixado passar algumas coisas acontecendo com seus filhos, ele trabalhava muito porque precisavam de dinheiro, e Molly tinha ficado encarregada de cuidar de todos os meninos, o que era um problema quando estavam todos em casa, mas que costumava ser gerenciável quando os mais velhos estavam em Hogwarts. Desde que tinha visto os machucados em Percy, ele tinha mantido um olho mais atento sobre os gêmeos, de modo que os dois pestinhas tinham acabado num castigo de um mês por atormentar Ron e Ginny. Molly tinha ficado irritada com os gêmeos também e não os defendeu como de costume.

– Não vai ficar com pena dos meninos e tirá-los do castigo antes do tempo, não é?

– Não, esses dois arruaceiros já estão aprontando há um bom tempo sem punição. Além disso, ficar sem sobremesa, estudar no quarto e não poder sair lá fora não é exatamente o fim do mundo. – Sua esposa brincou.

– Fico feliz por isso, fiquei muito surpreso por eles não ligarem de terem derrubado Percy pelas escadas.

Molly franziu o cenho.

– Mas esse dia Percy estava exagerando.

– Tem certeza? Os machucados em suas costas e costelas não me parecem exageros.

– Ele está machucado?! – A mulher perguntou, um pouco chocada. – Eu pensei…

– Eu sei, eu sei. Eu também não tinha percebido, eu esfreguei uma loção nos machucados, ele já não está mais com dor.

– Mas por que ele não disse que estava doendo? Eu teria feito alguma coisa.

– Eu sei, mas ele só estava com medo de te chatear.

– Pobrezinho do meu bebê! – Molly murmurou. – Vou fazer aqueles biscoitos que ele tanto gosta para a sobremesa.

– Ele vai adorar, o pobrezinho estava assustado com tudo! Prometo que vou prestar mais atenção nos meninos, não é como se você tivesse que fazer tudo sozinha.

Arthur estava tão satisfeito que perdeu o brilho feroz nos olhos de Molly, que sacudiu a cabeça e foi fazer os biscoitos. Quando ela terminou a casa cheirava a doce, com uma bandeja nas mãos ela foi até o quintal, onde Percy lia enquanto Ron e Ginny perseguiam um dos gnomos do jardim. Ela colocou a bandeja na mesinha e Percy ergueu os olhos para ela e sorriu.

– Olá mamãe, eu amo esses biscoitos. – Percy disse, feliz.

– E não deveria ganhar nenhum deles! – Ela disse, amarga. – Eu fiz biscoitos para você e descubro que andou reclamando com seu pai, contando que eu não cuido bem de você!

– Mas eu não disse isso. – O menino se defendeu. – Eu só mostrei os machucados para ele curar.

– Quando isso acontece você tem que vir pra mim, não para seu pai! Eu sou a mãe! Eu devo olhar o que tem de errado com seu corpo! É errado que um jovenzinho fique se mostrando para o pai.

– Por quê? – Percy perguntou, confuso. – Papai me ajudou, não estou mais roxo.

– Porque é errado! Pare de agir assim, é errado e nojento que um rapaz como você mostre o corpo para homens adultos. – Molly disse, agarrando o braço do menino fortemente, com raiva no olhar. – Não vai mais fazer isso, entendeu?

– Sim. – Percy disse, com lágrimas nos olhos. – Está doendo.

Molly soltou-o.

– Desculpe, foi sem querer. Aqui, coma seus biscoitos.

O menino mordiscou um biscoito, ainda com lágrimas nos olhos, o que fez a ruiva sentir uma onda de culpa, ele ainda não fazia isso conscientemente, era só por causa de como ele nasceu, mas ela ia fazer dele um bruxo direito, nada como esses outros que andavam por ai.

X~X~X

Narcissa estava pronta para sair da Inglaterra novamente, o mundo bruxo inglês a conhecia demais, ela preferia a vida no continente com bruxos mais sofisticados e charmosos. Ela precisava de um bom presente de despedida para Draco, único motivo pelo qual se prestava a ser alvo dos olhares e cochichos no Beco Diagonal. Ela era uma dama, ela podia aguentar o falatório muito bem, mas quando um grupo de bruxas com túnicas passadas de moda a olharam e riram, ela decidiu que tinha tido o suficiente. Depois de pagar pelo presente de seu filho, ela passou pelo grupo e nenhuma das mulheres estava rindo quando ela murmurou o feitiço que atingiu a todas. Narcissa nem precisou a varinha de dentro de suas vestes, ela e Lucius tinham tomado seu tempo treinando seus ataques com a varinha, ela era rápida. A loira fez questão de se virar quando chegou a porta do estabelecimento para olhar novamente ao grupo, ela sorriu largamente, e fez uma mesura. As mulheres estavam em sua maioria vermelha, uma delas praticamente dobrada ao meio, sem saber como se livrar da terrível ardência e coceira entre as pernas.

– Tenham um bom-dia senhoras. – Ela disse antes de sair, seu humor cintilando.

Quando saiu para a rua novamente, viu um grupo lendo o jornal e falando freneticamente, e decidiu comprar um exemplar do jornaleco, mesmo que achasse isso uma perda horrorosa de ouro. Ela entendeu o motivo do riso das mulheres rapidamente, mas em vez de se chatear, ela sorriu.

– Oh Lucius, isso com certeza te deixou muito encrencado. – Ela disse a si mesma, mais do que decida a ir se despedir de Draco, ela precisava ver a cara do lobo depois dessa manchete.

X~X~X

Fenrir nunca foi um alfa de muita paciência. Seu filhote mais querido (ele ainda negava o fato, claro), tinha aparecido na mansão no dia anterior, absurdamente irritado e tinha se recusado a contar o que tinha acontecido. Para a surpresa do alfa, Remus, que era o mais pacífico de seus lobisomens tinha optado por participar das festividades da noite anterior, incluindo o torneio, o lobo de olhos cor de mel tinha lutado até cair de exaustão. Depois, tinha se rendido aos pedidos de seus lobos arruaceiros e bebido até cair, coisa que fez com que Fenrir revirasse os olhos. Ele ainda estava na cama, tendo ele mesmo participado das festas da noite anterior, tinha sido um casamento afinal de contas, e eles podiam contar com um novo nascimento para logo, isso era bom. O que seria bom de ver também, era a ressaca que seu filhote teria. Pensar na cara amassada que Remus teria ao chegar em Malfoy Manor fez o alfa soltar uma risada, ele pagaria para ver a cara do loiro quando o amante chegasse.

– Desculpe-me, mas tem pessoas tentando dormir aqui. – A voz sonolenta e mau humorada de Martin fez o alfa ampliar seu sorriso.

O beta estava dormindo em cima do alfa, encaixado entre suas coxas musculosas, a cabeça deitada em seu peito plano coberto de pelos macios. Martin soltou um grunhido nada satisfeito quando seu alfa deu-lhe uma sonora palmada em sua bunda exposta.

– Isso foi necessário? – O beta resmungou, esfregando os olhos.

– Sim, pra você não ficar muito atrevido. – Fenrir respondeu. – Eu estava me divertindo pensando na cara que o Malfoy emproado vai fazer quando Remus chegar em sua casa com uma ressaca descomunal.

– Não me diga que vai enxotá-lo antes do filhote poder se recuperar. – Martin perguntou, maliciosamente.

– Claro que vou, essa pode ser minha única oportunidade de deixar Lucius Malfoy fumegando como um caldeirão.

– Você é um alfa malvado. – Martin disse, rindo.

Fenrir sorriu, sua mão escorregando entre as pernas do outro lobisomem, seus dedos encontraram a base do plugue que ele tinha colocado no amante na noite anterior, antes de caírem no sono. Martin gemeu quando ele puxou a peça, fazendo com que sua semente escorresse de dentro dele.

– Você está ficando meio paranóico com esse negócio de deixar seu cheiro em mim. – Martin comentou, movendo os quadris junto com os dedos do alfa, que tinham deslizado para dentro dele.

– Isso é sua culpa por ser tão apetitoso e me obrigar a mostrar por ai que já tem dono.

Martin ia protestar sobre tanta possessividade, mas desistiu quando o alfa com uma só mão ergueu a parte superior de seu corpo, a fim de ter acesso a seu pescoço, que mordeu fortemente, até arrancar sangue, enviando uma onda de excitação por seu corpo, concentrando-se em sua virilha. Enquanto o alfa lambia o local, amainando a dor que tinha causado.

– Se dependesse de mim, te exibiria nu pela casa só para que todos vissem minha marca. – Fenrir disse, acariciando o local no quadril do beta, onde repousava sua marca de acasalamento, uma cicatriz de mordida que nunca desaparecia, diferente da que ele ainda lambia calmamente.

Martin sabia que estava ferrado, porque tudo o que podia fazer era gemer e se esfregar no corpo de seu alfa, praticamente implorando para ser fodido.

– Oh, meu beta ansioso… – Fenrir zombou, levemente.

O lobisomem menor rosnou e arranhou o peito do amante.

– Faça o seu papel… companheiro alfa, ou devo procurar outro alguém para me satisfazer? – Martin provocou, sabendo exatamente como esse tema incomodava seu alfa, que o tinha marcado como companheiro em uma crise de ciúme e de possessividade sem precedentes.

O rosnado alto de Fenrir foi o aviso, e quando o alfa girou seu corpo, aprisionando o beta debaixo de si, Martin suspirou, ele adorava ser montado por Fenrir. Sim, ele estava ferrado, ele realmente pertencia ao homem.

X~X~X

Remus odiava ressacas. Ele estava acordado, mas não se atrevia a abrir os olhos, ele não podia, tinha certeza de que o mundo ia explodir em luzes horríveis e dolorosas. Claro que sua dor não importou a certo beta intrometido, que o cutucou nada delicadamente com um dos pés.

– Vá embora, estou miserável.

– Eu não, estou absurdamente alegre.

– Posso sentir o cheiro de sexo daqui, não precisa se vangloriar. – Remus resmungou.

– Mas isso não seria divertido. Vamos lá filhote, você precisa ir para casa.

– Não posso, Lucius vai me matar. – Remus choramingou, ele é quem tinha o direito de estar com raiva, mas sabia que o loiro devia estar fumegando de raiva por ele não ter voltado o dia todo depois da briga e ainda por cima tinah dormido fora de casa.

– Pelo menos finja que o loiro não te botou numa coleira, filhote. Assim você me envergonha. – A voz retumbante de Fenrir só fez Remus gemer.

– Não tenho vergonha de admitir que tenho certo receio em enfrentar meu companheiro quando ele está irritado.

– Oh, nós sabemos. – Martin disse, rindo. Remus ouviu o farfalhar de jornal. – Ouça isso, filhote. “Escândalo na alta sociedade! Ninguém menos que Lucius Malfoy esteve envolvido num incidente desagradável no Beco Diagonal no dia de ontem. O aristocrata trocou insultos com um funcionario de Gringotes e ex-auror, Finlay Sandor. Aparentemente a briga ocorreu porque Remus Lupin, amante mantido de Lucius Malfoy, estava se beijando escandalosamente com Sandor. O lobisomem, ao que consta, não podia nem falar de terror ao ser pego por seu patrono, e chorava enquanto o aristocrata ameaça matar seu novo amante. O mais surpreendente porém, foi que Malfoy agarrou o lobisomem (testemunhas alegam que houve agressão física) e o levou para casa. Amigos da família Malfoy informam que o lobo estaria preso nas masmorras, sofrendo castigos indizíveis pela infidelidade. Mais informações sobre como o lobo seduziu o aristocrata, levando-o a abandonar sua esposa Narcissa Malfoy no gráfico da pág.8.”

Remus gemeu de novo, sua dor de cabeça só aumentava. Ele iria atear fogo nos escritórios do Profeta Diário assim que tivesse uma dose de poção anti-ressaca. O lobisomem sentou-se de chofre ao pensar num aspecto importante.

– Oh, pelas calcinhas de Morgana! Falam do processo pela guarda de Harry? – Ele perguntou, desesperado.

Martin ficou sério.

– Sim, mas só para conjecturar como você teve que pagar com seu corpo pela ajuda de Lucius, claro que tem o velho maldito numa nota dizendo que a situação de Harry deve ser revista, para garantir que o ambiente que ele cresce é saúdavel e não dado a mostras de libertinagem.

– Eu vou matar aquele loiro desgraçado! Tudo isso é culpa dele e dessa crise ridícula de ciúmes! – Remus disse, se levantando e procurando sua camisa pela sala. – Tudo porque ele tinha que mostrar para o mundo que eu era sua nova puta.

– E isso te surpreende? – Fenrir perguntou, surpreso com a falta de percepção do filhote.

Remus franziu o cenho.

– Claro que sim, ele não tinha esse direito. E não sabe as loucuras que ele disse sobre mestiços e nascidos trouxas, foi um monte de…

A risada do alfa cortou o discurso inflamado de Remus.

– Oh, pelo amor da deusa! Malfoy é um desgraçado Remus. Ele não é doce com as pessoas fora da família, não é servil, e ainda é o mesmo cara que tem um feitiço de submissão em mim. Ele gosta de ser sua puta pessoal, ele é seu companheiro, mas também tem uma veia que o faz amar mostrar poder. Ame tudo ou deixe, não pode ficar escolhendo que parte dele quer amar.

Remus estava impressionado.

– Sim, aprenda de mim, eu não gosto sempre da mania que o alfa tem de arrancar minha roupa e querer me foder na frente de cada homem que fala comigo, mas…

As gracinhas de Martin foram cortadas por um potente tapa em sua bunda.

– Ah, Fenrir! Isso doeu, sabe que minha bunda é sensível. – O beta choramingou.

– Sim, eu sei tudo sobre sua bunda.

– Oh, pelo amor de Merlin! Parem, eu estou aqui. – Remus pediu. – Mas até Moony estava com raiva do Lucius, me afastei dele porque realmente fiquei com medo de machucá-lo.

– Sua parte lobo é alfa, claro que não gostou de ser pintado como o submisso da relação. Tudo o que você precisa fazer é ir para casa foder Malfoy contra uma parede e mostrar quem manda.

– Acho que ele precisa de alguma meditação se temeu machucar o companheiro. – Martin apontou.

– Isso é certo, precisa trabalhar no seu controle filhote, não quer acabar como alguns lobisomens desgarrados que acbaram matando os companheiros em acessos de fúria, quer?

Remus parecia horrorizado.

– Claro que não!

– Então, vá até as cozinhas arrumar café. Precisa se livrar da ressaca para meditar.

Remus suspirou, derrotado. Lucius ia matá-lo se ele chegasse em casa a noite, mas o que podia fazer? Ele nunca arriscaria o loiro, mas também gostava de suas bolas onde estavam, muito obrigado.

– Claro… eu só… vou enviar uma nota. – Remus disse, saindo rápido da sala, na esperança de fugir da zombaria dos dois lobisomens mais velhos.

– Pau mandado! – Fenrir gritou, rindo, fazendo muitos dos lobisomens da casa gemerem, todos com uma ressaca de matar.

X~X~X

Sirius estava começando a cogitar uma aposentadoria precoce, ele tinha certeza que estabeleceria um novo recorde. Ele tinha planejado só ir até a Central, escrever o maldito relatório e pegar uma semana de folga para raptar Severus e levá-lo para um chalé na Itália, mas claro que quando chegou no local, não só teve que escrever o maldito relatório (duas vezes, porque Moody não aceitou seus primeiros rabiscos rápidos e mandou um estagiário da Aplicação da Magia para mostrar como se fazia um relatório adequado), mas também teve que participar da reunião nada divertida entre o Departamento de Aurores e a Aplicação da Lei Mágica, já que essa operação tinha mostrado a necessidade de maior efetivo auror disponível para caçar bruxos no mundo trouxa… ele ainda podia ouvir Lara McNair sibilando sobre o estatuto de ocultação. Tinha sido uma droga de dia, e ele chegou em casa com um pacote debaixo do braço, um presente para apaziguar seu marido, que provavelmente queria matá-lo por tanta falta de atenção.

– Severus? – Ele chamou quando chegou e encontrou o quarto escurecido, ainda era cedo, pouco antes da hora do jantar. – Eu sei que demorei muito mais do que devia, mas… uau!

Sirius deixou a caixa cair no chão, o que não fez barulho graças ao carpete caríssimo de Malfoy Manor. O animago tomou uma respiração dura e sentiu-se quente de repente, se perguntando onde tinha ido parar o marido recatado que ele tinha até hoje pela manhã. Severus estava recostado na cama, isso não seria um problema se o pocionista não estivesse vestindo nada mais do que um robe negro transparente, que não estava amarrado, mas solto, exibindo todo o corpo do pocionista. Sirius soltou um gemido afogado, sentindo seu pau inchar, quando viu que Severus tinha um dos joelhos flexionados, uma ereção gotejante apoiada em seu abdômen macio e convidativo, mas o mais excitante era que ele estava de olhos fechados, segurando suas bolas e movendo os quadris. De sua posição em pé ao lado da cama, Sirius podia ver entre as nádegas do marido um fio de prata que ele conhecia muito bem.

– Merlin… você está usando as pérolas. – Sirius disse, baixinho, com medo de quebrar o encanto sensual que parecia pairar no quarto.

– Não foi para isso que as comprou? – Severus perguntou, olhando para o auror e lutando contra a vontade de fechar as pernas e se esconder dos olhos gulosos de Sirius.

– Pode apostar que sim. – Sirius disse, apoiando um joelho no colchão, tirando a mão de Severus que atrapalhava sua visão. – São do tamanho exato para começarmos a brincar, maiores que seu buraquinho apertado, mas não grandes demais para te machucar, como já deve ter notado.

A verdade era que Severus estava achando difícil manter a pose descontraída depois de Sirius ter entrado. Ele podia sentir seu sangue correndo mais rápido, ele tinha seguido o conselho de Lucius e se mantido duro se masturbando levemente e brincando com as pérolas, mas com Sirius ali, olhando-o como um faminto diante de um banquete sua ereção começou a pulsar, pedindo alívio.

– Esse seria um bom momento para dizer que te comprei mais joias? – Sirius perguntou, calmamente, seus dedos esfregando a entrada de Severus, que pulsava a seu toque. Sem prévio aviso, ele deslizou um de seus dedos dentro do marido, fazendo-o ofegar.

– Merlin!

– Pode me chamar de Sirius, querido. – O auror brincou.

– Não devo estar fazendo nada certo se está com ânimo para brincar, Black. – Severus reclamou, fazendo beicinho.

Sirius pegou uma das mãos do marido e colocou diretamente sobre sua virilha pulsante.

– É assim que você me deixa e eu nem me tocou ainda.

– Espera que eu faça todo o trabalho? – Sevverus conseguiu perguntar, com a voz falha e o corpo se contorcendo, já que Sirius não parava de mover seu dedo, dentro e fora dele de forma que empurrava e puxava as pérolas.

– Oh não, deixe comigo agora. – Sirius disse, a voz era praticamente uma promessa.

Quando Sirius se afastou, Severus teve vontade de fazer beicinho de novo, mas se controlou, Lucius tinha dito que era uma questão de controle, ele precisava se concentrar, era só isso. O que na verdade era um pouco complicado já que seu marido estava se despindo bem na sua frente. Sirius tinha recuperado seu bronzeado, perdido em seu tempo de cadeia. Ele tinha um caminho de cicatrizes e tatuagens que tinham deixado Severus curioso há um longo tempo, ele queria tocar, perguntar sobre isso, mas ainda não era o momento, principalmente quando Sirius escorregou para fora de sua cueca.

– Oh Merlin. – Sirius era certamente mais grosso e imponente do que ele tinha sentido anteriormente.

– Relaxe, você vai gostar. – Sirius prometeu.

Por alguma razão estúpida, Severus acreditou no marido, o que era uma loucura total. Ele não esperava que Sirius voltasse para a cama para se deitar sobre ele com cuidado. Quase com reverência. Os lábios do animago encontraram os seus rapidamente, a língua experiente deslizou para dentro de sua boca lentamente, capturando a sua e sugando-a levemente, Severus gemeu, sentindo como o marido se movia sobre ele encaixando suas ereções e friccionando-as.

– Você está escorregadio. – Sirius comentou, ao deixar seus lábios para beijar seu pescoço. – E tem um cheiro divino.

– Eu tive um banho especial… para você.

O cheiro era realmente bom, algo picante e amadeirado que fazia Sirius querer lamber seu marido de cima abaixo, coisa que fez, concentrando-se num dos mamilos rosados de Severus.

– Você está usando um óleo afrodisíaco, pequeno trapaceiro? – Sirius perguntou.

– Sou uma serpente, eu não jogo limpo.

– Bom saber. – Sirius disse, se inclinando para segurar um dos mamilos do marido entre os dentes, puxando-o levemente, fazendo Severus chiar incapaz de controlar seu corpo, que se arqueou institivamente. – Eu não preciso jogar limpo também.

Severus não podia falar quando tinha a boca de Sirius em um de seus mamilos, enquanto o outro estava entre os dedos habéis do animago, que o puxava e eriçava ainda mais. O pocionista nem sabia que tinha os mamilos tão sensíveis, podia sentir a pele formigando, mais sensível, inchada… precisando desesperadamente de mais contato ele ergueu uma das pernas e encaixou-a sobre o quadril de Sirius, puxando-o em direção a si e obrigando-o a se esfregar em sua ereção pulsante. Sirius descobriu que gostava imensamente das respostas naturais de seu marido, essa era uma ocasião especial para Severus, sua primeira vez, a consumação do casamento. Com cuidado, Sirius desvencilhou-se do pocionista, deslizou as mãos pelas coxas dele, afastando-as ainda mais. Seus olhos encontraram o óleo de Severus na mesa de cabeceira e ele pegou o pote, untando os dedos generosamente. Seu próximo passo foi agarrar a ereção de seu marido sem o menor pudor, sentindo a carne pulsante em sua mão, masturbando-o lentamente. Severus passou a ofegar mais rápido, mas ainda movia os quadris, inquieto, querendo mais contato. Sirius mordeu o lábio inferior, ao que parecia, seu marido poderia desfrutar de algo mais… rude, de modo que o animago apertou o eixo rígido em sua mão com mais força, fazendo Severus soltar um grito. Estimulado pela resposta, Sirius começou a aumentar o ritmo com que movia sua mão, adorando o modo com que Severus emitia sons estrangulados, principalmente quando ele usava seu polegar para esfregar a abertura na ponta de seu pênis, que claramente, gotejava de prazer. Quando viu que Severus realmente poderia gozar se continuasse com seu jogo, Sirius escorregou a mão do pênis de seu marido para as bolas, as quais ganharam um aperto suave, mas restritivo.

– Eu te odeio Black. – Severus disse, entrecortadamente.

– Eu adoro o jeito que você odeia, marido. – Sirius disse. – Seja um bom menino, e vire-se.

Sirius notou o leve temor nos olhos do marido, que hesitou antes de falar:

– Não quero fazer isso sem te ver.

Sirius quase derreteu por dentro, e seu pau pulsou ao ouvir a voz manhosa. Essa confissão era algo realmente precioso, mas ele não ia machucar o marido só por isso.

– É sua primeira vez, desse jeito é mais fácil.

– Mas…

– Prometi que você ia gostar, não foi?

Severus ia argumentar, mas o aperto em suas bolas aumentou e ele obedeceu o marido, virando-se e ficando de barriga para baixo. Se Black ousasse usar isso contra ele em algum momento, ele ia castrá-lo. Claro que todo pensamento coerente voou de sua cabeça quando seu marido o fez abrir mais as pernas, sentindo-se exposto, Severus abraçou um travesseiro e escondeu o rosto, tinha certeza que estava corando, ainda mais com o gemido satisfeito que Sirius soltou, o homem não tinha vergonha de mostrar sua satisfação.

– Colocá-las dentro é a parte fácil, mais tarde vamos treinar para conseguir tirá-las… sem as mãos. – Sirius murmurou em seu ouvido, fazendo-o se arrepiar inteiro.

Severus gemeu de encontro ao travesseiro, sem responder as provocações do marido. Sirius derramou um generoso fio entre as nádegas expostas do pocionista, uma sensação erótica que Severus adorou, ele já sentia-se a ponto de explodir, mais ainda quando os dedos de Sirius passaram a acariciar firmemente o vão entre suas nádegas, do começo até a base de suas bolas, esfregando o local sensível e escorregadio, pressionando a entrada e fazendo Severus se esfregar contra os lençóis de pura necessidade. Quando o animago segurou o fio de prata do cordão de pérolas, Severus gemeu, ele tinha adorado a experiência de colocá-las dentro de si, mas ter Sirius puxando o fio até que ele sentisse uma das pedras pressionando sua entrada o enlouqueceu. Reconhecendo sua necessidade, Sirius puxou a primeira, certificando-se de que não tinha machucado o amante antes de puxar outra, cada uma das oito pérolas saiu de dentro dele com facilidade, fazendo soltar pequeno gritinho cada vez que elas esticavam seu buraco ao sair.

– Você parece delicioso. – Sirius murmurou.

Severus mal teve tempo para assimilar essa informação antes de Sirius deslizar dois dedos dentro dele, iniciando um vai-e-vem delicioso, que o abria e relaxava cada vez mais. Ele podia sentir uma mancha crescendo embaixo de seu pênis, e choramingou de necessidade, sexo não era nada digno em sua opinião… mas extremamente gostoso. Quando Sirius adicionou um terceiro dedo dentro dele, girando-os para abrir espaço, foi uma sensação mais desconfortável, mas estimulante, principalmente quando Sirius começou a usar mais força quando inseria os dedos nele. Severus sentia-se pecaminoso erguendo os quadris para ir de encontro aos dedos do marido, mais ainda quando ergueu os quadris e abriu mais as pernas, ele desejava que Sirius fosse mais profundo, mais forte. Percebendo isso também, Sirius retirou os dedos, posicionando-se entre as pernas do marido, ele deu-se alguns segundos para voltar a jogar uma quantidade generosa do óleo em Severus e em si mesmo, o auror sentiu quando o corpo do marido ficou tenso, como se esperasse um ataque, por isso se deitou calmamente sobre ele, deixando seu pênis aninhado entre as nádegas de Severus. O auror encaixou seu rosto no pescoço do marido, beijando e mordiscando a pele livre dos cabelos úmidos de suor do pocionista, afastados carinhosamente pelo marido zeloso.

– Vamos jogar um pouco, meu amor? – Sirius perguntou, começando a se mover.

Severus não respondeu, atento a sensação extasiante do pênis duro e grosso de seu marido deslizando para cima e para baixo em sua fenda, provocando sua entrada latejante e inchada pelas ministrações dos dedos de Sirius. O peso do auror sobre ele era reconfortante e erótico, os dois se encaixavam muito bem, ele podia cada músculo que ondulava no corpo do parceiro e o modo como seu pau pulsava encaixado nele daquela forma obscena, mas só quando Severus já estava choramingando e rangendo os dentes de impaciência é que Sirius se ergueu levemente e encaixou a ponta de sua ereção na entrada do marido, impulsionando-se de um único golpe dentro dele, coisa que fez Severus gritar. Os dois ficaram parados, imóveis, o único som no quarto era de suas respirações ofegantes, Sirius se recuperou mais rápido, e capturou uma das orelhas de Severus em sua boca, sugando a aérea sensível e mordiscando o local, enquanto deslizava uma das mãos pelo peito do marido para puxar um de seus mamilos doloridos de tesão.

– Pare de provocar… me faça gozar. – Severus pediu, com voz agonizante.

Sirius gemeu em aquiescência, passando a se mover lentamente, sentindo-se deliciosamente apertado, cada impulso abrindo a carne delicada de seu marido para ele, e só para ele. Severus estava tão sobrecarregado sensorialmente que começou a provocar Sirius, girando os quadris para acomodá-lo melhor e abrindo as pernas como uma puta experiente. O pocionista tinha passado do ponto em que poderia conter a si próprio, arqueou as costas para trás, apoiando-se em sua barriga para ter mais impulso para ir de encontro a ereção de seu marido, ao mesmo tempo que a sua própria se esfregava nos lençóis de seda pura de sua cama. Movendo-se cada vez com mais violência, Severus chegou a um ponto insuportável e explodiu com um grito satisfeito, caindo na cama exausto, mas ainda consciente o bastante para sentir os impulsos duros de seu marido forçando-o para baixo, prensando seu abdômen em sua própria semente, ainda quente e viscosa, enquanto Sirius gritava em sua própria libertação, seu pênis pulsando e inundando Severus com sua semente. O auror deixou seu peso descansar novamente contra o marido, sua respiração incerta e pesada.

– Você é perfeito. – O auror disse, ao recuperar o fôlego.

– Eu sabia que seria. – Severus disse, sentindo-se deliciosamente lânguido e sonolento.

Sirius sorriu, seu marido tinha adormecido, mas ele podia sentir a magia formigando entre eles, o vínculo de casamento se fortificando e unindo-os ainda mais.

– Durma meu amor, vou te querer de novo em pouco tempo. – Sussurrou no ouvido do pocionista, que não respondeu, vítima do sono dos amantes.

Notas finais
E então, o que acharam? Me digam por favor! Estou curiosa.