Um Musical para Recordar
4 Ser ou não ser? O que fazer?
Notas iniciais
Espero que gostem. Esse ficou longo XD
BTW, gás nos reviews galera, please. Ou vou acabar desanimando desse jeito (huahuahuahua)
- Bom trabalho, meninas! – Mrs. Shue falou surpreso depois de ouvir as idéias de Rachel e Quinn – Vejo que estão trabalhando bem juntas, fico feliz com isso.
- É, estamos animadas – Quinn comentou, olhando de esguelha para a morena ao seu lado.
- Que bom. Vamos continuar então. – Shue continuou, devolvendo o celular de Rachel e encaminhando as duas para seus lugares – Brittany, Mike – virou-se para os dois – Quero que trabalhem com as meninas e Finn na cena. Elas explicam melhor depois.
- Ok – Brittany concordou animada, piscando para Quinn.
Sentada atrás de Brittany à esquerda, Santana observava a tudo concentrada em seus pensamentos. Querendo admitir ou não, seu tempo estava acabando. O problema é que o que sentia pela amiga, pelo contrário, só aumentava a cada dia, e ela não tinha mais como fugir. Brittany deixara Artie e fazia duas semanas que se declara à latina, sem resultado. Novamente Santana fugira, deixando a loira magoada e confusa.
Naquele momento, na sala do Glee Club, Santana sabia que medo não era mais uma opção. Dali a alguns meses sairia de Lima, iria para a faculdade. Foi ali que tomou sua decisão: iria e levaria Brittany com ela e não lhe importava o preço que teria que pagar para tê-la.
- Mrs. Shue – a latina levantou o braço chamando a atenção – Sobre o meu primeiro solo “Out Tonight”, estive assistindo algumas montagens e acho que se tivesse um número de dança... Ou melhor, se não fosse apenas eu dançando... Brittany e Tina comigo no palco, por exemplo, enquanto canto. O que o senhor acha?
Tanto Brittany quanto Tina a olharam surpresas, mas a garota apenas deu de ombros, presunçosa como só ela sabia ser.
- Acho que pode dar certo, Santana. Trabalhe na coreografia com as meninas também – Shue parecia animado com o comprometimento dos alunos – Daqui a dois dias tenham algo pronto pra me mostrar, ok? Finn, Puck – voltou sua atenção para os dois — O dueto de vocês, vamos começar a coordenar as vozes, está bem?
Sentados mesmo, os rapazes passaram a música. Os dois se divertiam e faziam caras e bocas durante o ensaio. Mrs. Shue ia mudando um detalhe aqui outro ali, pedindo mais energia deles. Ao final, os meninos se abraçaram de lado, extasiados.
- Demais, cara – Puck comemorou.
- E pode ficar ainda melhor – Shue afirmou – Continuem ensaiando – virou para o outro lado da sala – Kurt, Blaine, é a vez de vocês: ‘I’ll cover you”. Mandem ver.
Um pouco sem graça, Kurt começou. Sentindo a insegurança do namorado, Blaine segurou-lhe a mão e sorriu tranqüilizador antes de iniciar sua parte. Quando ouviu sua voz junto com a dele, Kurt relaxou e percebeu que realmente não poderia ter dueto melhor. Quando acabaram, todos aplaudiram emocionados.
- Uau! – Brittany falou encantada – Foi lindo, meninos.
- Verdade – Rachel concordou – A platéia vai delirar com vocês dois.
- Obrigado – Kurt tímido – Com certeza vamos arrasar.
Envolto em empolgação, foram todos saindo devagar da sala, fazendo comentários e sugestões uns aos outros. Santana segurou Brittany antes que ela se afastasse. Surpresa, a loira olhou primeiro para a mão em seu braço e só depois para os olhos escuros que lhe fitavam apreensivos.
- O que foi, S? – perguntou sem muita vontade.
- Será que a gente pode... – Santana vacilou – Conversar. Tentar organizar as idéias e planejar nossa cena? – pediu com certa esperança, já que a loira vinha evitando-a o quanto podia.
- Não sei, Santana – Brittany respondeu receosa – As coisas estão estranhas entre a gente e... Eu te amo e você me ama. Mas você tem medo e eu não consigo... Entender, será que não percebe Sant?
Santana notava a confusão e angustia nos olhos de Brittany. E aquilo a machucava. Mais ainda por saber que a culpa era sua.
- Eu sei que se ficarmos sozinhas coisas vão acontecer – a loira continuou desabafando – E no dia seguinte você vai fugir e fingir que nada aconteceu e...
- Britt, pára – Santana a interrompeu nervosa – Eu entendo e concordo com tudo o que disse, mas... Juro pra você – segurou as duas mãos dela entre as suas, olhando-a nos olhos – Não quero mais sentir medo, B. Por mais que tente e fuja, não agüento mais ficar sem você. Menos ainda esconder o que sinto, então, POR FAVOR, pára de me evitar. Não desiste de mim, Brittany. Preciso de você – a latina não continha mais as lágrimas.
- Suas palavras são bonitas, S. Mas, por mais que tente, não consigo te levar a sério. Porque quando sairmos dessa sala e chegarmos ao corredor cheio de gente, vai se assustar e voltar atrás. E não agüento mais sua insegurança, não desse jeito Santana...
- Não, Brittany. Não vai acontecer – aproximou-se da loira a segurando pela cintura – E sabe por quê? – sussurrou no ouvido dela.
- Por quê? – a loira perguntou em um fio de voz, fechando os olhos ao sentir as mãos de Santana em contato com sua pele.
- Porque eu te amo. E... Não tenho mais medo do que sinto. Agora só você importa pra mim. Vamos terminar o colegial, arrasar no musical e sairemos de Lima juntas. – sorriu com a própria determinação – Não importa o que eu tenha que fazer – finalizou convicta, unindo os lábios ao de Brittany delicadamente.
- Sant – afastou-a devagar – O que isso quer dizer? E ninguém tem certeza se vou me formar no fim do semestre...
- Quer dizer, Britt, que estamos juntas agora – segurou a mão dela, iniciando a caminhada ao temido corredor – E que a gente vai fazer você se formar no fim do semestre – sorriu ao pararem um segundo antes de sair da sala.
Ao notar as pessoas passando, Brittany tentou se desvencilhar da latina, mas foi impedida. Santana puxou a loira ainda para mais perto dela. Só tinha pena daquele que ousasse olhá-las torto.
Já encostadas no carro da latina, Brittany não cabia em si de felicidade. Mas ainda estava incerta com o que viria ou em como deveria agir. Quando percebeu, Santana lhe deu um selinho e declarou:
- Somos namoradas agora, ok? – tirou um de seus anéis, o que a loira mais gostava, e colocou no dedo dela – E te prometo, B, vou fazer tudo certo dessa vez – deu outro selinho – Agora entra no carro, vou te levar pra casa.
Santana abriu a porta do carro para Brittany. Esperou que ela entrasse, fechou a porta e deu a volta no carro. Ao sentar no banco do motorista e olhar para o lado, deu com Brittany olhando para o anel e sorrindo, lágrimas escorrendo por seu rosto.
- Hei, tudo bem? – perguntou secando uma lágrima.
- Sim – a loira respondeu, fitando-a – Só estou feliz – e para demonstrar, a abraçou forte.
-x-
Perto dalí, parada ao lado de seu carro, Quinn tinha assistido a toda a cena. Estava feliz com o que vira. Por mais problema que já tivesse tido com Santana, gostava dela e sabia o quanto a latina amava Brittany. E o quanto a recíproca era verdadeira. Ver que Santana finalmente perdera o medo de ser feliz era inspirador.
Quinn notou que, talvez e só talvez, estivesse agindo exatamente como a amiga, negando-se o direito de ser feliz. Provavelmente todos os relacionamentos desastrosos que tivera, tinham uma parcela de culpa.
Tal pensamento a levou diretamente para Rachel. Quem melhor do que a pequena diva para saber sobre relacionamentos traumáticos?
Pensar em Rachel, Quinn percebeu, a fez sorrir. De repente a tal história sobre destino não lhe parecia tão absurda. Parecia que tudo o que tinha passado com a morena até então, as tivesse levado àquele ponto, cruzando seus caminhos. Mas, independente do que fosse, a ex cheerio queria cumprir o que prometera: ao menos uma lembrança boa a diva teria para guardar dela.
Com isso em mente, ela agiu em seguida. Sem saber bem porque, ou que esperava com aquilo, pegou o celular no bolso e mandou uma mensagem.
“BradStix. 19:00. Eu pago. Topa? Quinn”
Sentada dentro do carro, ainda no estacionamento da escola, Quinn esperou. Os cinco minutos mais longos de sua vida. Quando o celular deu o alerta de mensagem, sobressaltou-se.
“Qual a ocasião? Rachel”
“Jantar de negócios XD Q”
Só levou um minuto para a resposta chegar.
“Topo ;) Te encontro lá? R”
“Esteja pronta. Passo pra te buscar. Até mais tarde. Bj, Q”
“Ok! Até. Bjo, R”
- x –
Rachel acabara de chagar em casa quando recebeu a primeira mensagem. O que a assustou foi que estava pensando na loira naquele momento. Aqueles dois primeiros dias desde o anúncio do musical a tinham deixado confusa. O que lhe dava medo era estar gostando de toda a situação. E gostar das atitudes de Quinn Fabray era pedir por problemas, mesmo sabendo que não conseguiria voltar atrás. Mas aquela ainda era a garota que a fizer chorar várias vezes nos últimos anos. Ou não era?
Sentindo-se no olho do furacão, a pequena diva foi atrás da única pessoa que sabia seria capaz de iluminar suas idéias: Hiram Berry. E o encontrou no escritório, sentado em uma das poltronas, lendo.
- Papai, tem um minuto? – Rachel perguntou da porta.
- Todo o tempo do mundo pra minha estrelinha – sorriu, fechando o livro e apontando a poltrona a sua frente, para a menina sentar – Algum problema? – perguntou ao ver o semblante perturbado da filha.
- Mais ou menos – começou, se largando na poltrona – É a Quinn, pra falar a verdade...
- Outra vez? – Hiram indagou, sem surpresa, já que o nome da loira já era conhecido dados os inúmeros relatos de Rachel.
- Sim. Mas dessa fez é diferente... – Rachel vacilou, baixando a voz.
- Diferente como, querida? – encorajou-a paciente.
- Faz um tempo que ela não me provoca, ou algo parecido. E desde a reunião na casa do Mrs. Shue ela tem sido amável, está sempre por perto... Ontem a noite ela apareceu aqui em casa, eufórica... E hoje ela me convidou pra sair... Eu não sei o que pensar... E tem o que ela falou ontem na escola...
- Devagar, Rach – Hiram a parou, divertindo-se – Primeiro, o que foi que ela disse ontem na escola?
- Que quer que eu tenha ao menos uma boa lembrança dela, quando tudo isso acabar.
- E onde está o problema?
- Não sei o que pensar, papai – Rachel levantou, nervosa – Sabe se lá o que se passa na cabeça dela e...
- Pode parar por ai, gatinha – Hiram a puxou de volta para a poltrona – Me escuta – falou calmamente – Querida, o pior erro que alguém pode cometer é agir de acordo com o que acha que está se passando na cabeça da outra pessoa – a voz de Hiram era tranqüilizadora, tirando a franja dos olhos da menina ele continuou – Se fizer isso, estrelinha, pode ter certeza de que vai perder bons momentos, além de sofrer desnecessariamente. Acredite, você pode se surpreender se estiver disposta.
- Mas, e se...
- Sem “e se”, Rachel – o homem falou mais firme – Dê uma chance a ela. Se dê uma chance, filha. – apertou as mãos dela – Aconteça o que acontecer, vou estar aqui pra você, amor.
Rachel levantou e abraçou o pai. Como previra, ele conseguira acalmá-la. Como sempre. Ela sabia que poderia contar com ele.
- Obrigada, papai – suspirou – Vou para o meu quarto... Fazer o dever e depois me arrumar para o tal jantar – desconversou tímida.
- Está bem – a soltou – Não volte muito tarde. E divirta-se. – finalizou com um sorriso maroto.
Notas finais
O mair capítulo que já escrevi, então, espero reviews XD
Até mais!
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