Um Menino Quase Feiticeiro - A Verdade
16 Momentos Atordoantes
Notas iniciais
Darget e Maramon estavam cruzando a esquina,o vampiro teve que ouvir todas as tagarelações do cachorro,desde à explicação de não poder falar isso em casa pois a mãe de Robert poderia escutar ao desaparecimento de Robert e como iriam recuperar ele.
– E então entramos no submundo e caçamos aquele desastrado! – Disse Maramon com emoção.
Eles agora estavam andando perto de uma agropecuária,Darget deu um sorriso,sabia que Maramon iria encomodá-lo em sua tragetória,então teve uma ideia desde que lembrou da poção de “emoção” que Tobeliey o entregou.
– Vou comprar uma coisa para você.
– Dá onde arranjou dinheiro?
– A mãe de Robert me pediu para comprar uns pãe certo dia,e ela disse que o troco era meu.
– Ta bom então,o que vai comprar?
– Você vai ver.
Entrando na agropecuária,um atendente os recebeu sorrindo,então Darget pediu um osso grosso e forte,Maramon já estava chorando de alegria quando o garoto vampiresco pagou.
– Você vai gostar,sim... – Disse Darget esfregando o osso na mão.
A razão dele fazer isso é que tinha espalhado a poção nas mãos.
Depois de comprar,Darget enquanto saiu de lá se divertiu vendo a cara de choro de Maramon ainda não tendo o osso,chegando no meio de uma ponte,Darget parou.
– Pega. – Disse ele jogando o osso ponte abaixo.
Então,Maramon em um pulo seguiu o osso,direto para o riu.
Ouviu-se um estrondo na água depois de um “Eu te odeio!” gritado.
– Foi preciso,amigão. – Disse Darget enquanto ajoelhava,já com os joelhos atrofiados.
Lá mesmo,ele fez um sinal,um sinal com vários riscos,tinha um pouco da forma do sinal de Hitler,porém não era o mesmo.
De repente,um brilho negro ofuscante o levou para um mundo cruel e triste,ele sabia de alguma forma que teria que voltar para lá: Sempre voltava.
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– Estranho,pensei que ele tinha me bloqueado... – Disse o vampiro depois de ter chego na Floresta do Norte,com temor,pois sabia que alguém pequeno ou grande já havia percebido sua presença.
Um vento o interrompeu,então o vampiro ficou em guarda.
– Olha Darget,sei que nosso romancezinho acabou,mas pela mais idiotas das razões,não quero que morra tão rápido,e sozinho.
– Andou lendo Love Story?
Ela riu,Anne gostava desse jeito de Darget.
– Você não mudou muito desde que te conheci.
– Parece que foi ontem que lhe conheci. – Ele suspirou. – Tem notícias do Robert?
– Vou te dar umas dicas: Primeiro Samyaza,depois Leviatã e por último...? – Ela disse como se estivesse tentando ensinar uma criancinha.
– Belzebu. – Respondeu o vampiro com desgosto.
– Isso!E...Não posso te ajudar,mas minhas maravilhosas poções podem!
Disse ela tirando de dentro de sua capa pesada pequenos frascos com líquidos coloridos.
Darget deu um meio sorriso.
– Elas fazem algo explodir?
– Por que não tenta por si mesmo descobrir?
Anne jogou os frascos para Darget,e ele os segurou muito bem,então,daquele jeito mórbido,ela desapareceu aos poucos.
– Quando eu estiver quase morrendo posso jogá-las no meu inimigo ou tomar elas,bem que Anne poderia dizer qual serve para que. – Ele sussurrou consigo mesmo.
Então,guardando os pequenos frascos em seu bolço largo,foi andando pela silenciosa floresta.
Chegou perto do castelo principal,encondeu-se atrás de uma árvore,observando os guardas e aqueles cachorros nojentos,que um dia quase lhe custaram um braço,embora que Samyaza poderia resolver essa perda rápido,mas...
– Buu! – Disse uma voz que estremeceu o corpo de Darget.
Samyaza.
O vampiro olhou com terror para o demônio,que por sua vez mexeu com a cabeça,desaprovando.
– É moleza saber quando você vaga pelo submundo,essa melancolia faz minha bolinha de cristal dançar! – Ele botou a mão no queixo. – Fiquei bravo com você,mas fico feliz por sua lealdade com o Robert e essas coisas que me fazem vomitar,então vamos dizer que eu...Vou lhe ajudar a entrar no ninho de cobras.
– Por que?
– Por que o que?
– Nada.
– Ok,pega a capa. – Disse ele tirando sua capa e a jogando em cima do garoto ruivo.
Darget ficou com nojo no início,aquele homem fez coisas terríveis com ele,e com mais um monte de pessoas,contudo entendeu que era para salvar seu amigo e...De certo modo conhecia Samyaza,sabia que ele não estava mentindo,embora a mentira fosse uma das coisas que mais reinavam ali.
Vestiu a capa.
– Agora é só você abaixar a cabeça e deixar eu te guiar.
Foi isso que Darget fez.
Ao longo do percursso,sentiu calafrios e ouviu aquelas vozes rancorosas que já não fizeram tantas perguntas com Samyaza como faziam com ele,claro...Um demônio tão poderoso,eles não seriam capazes de fazer mais que duas perguntas a ele.
– Chegamos. – Disse o demônio.
Darget tirou a capa e se deparou com um corredor,um dos que estava acostumado a ver quando era um “frequentador” do submundo: Era elegante,tapete aveludado vermelho,e triste,muito triste.
– Você sabe onde é a sala principal então se vira. – Ele sorriu. – Ah,e obrigado pelas poções,estava precisando de algumas. – Disse enquanto segurava os três frasquinhos entre os dedos.
– Não a julgue,ela não fez por mal.
– E esse é o problema. – Ele fez uma pequena pausa. – Mas não irei fazer nada,não me encomoda,visto que tem piores que ela...Anne é talentosa e sabe dos riscos daqui caso cometa mais algum “deslize”.
– Obrigado.
– Vai.
Darget correu,sim,correu,pois era isso o que precisava fazer,Belzebu não era um simples demônio,era o rei deles,e não perde tempo,caso perca,é uma contribuição para um de seus planos destruídores.
Esbarrou naquela forte porta de madeira escura,fazendo-a abrir com um estrondo,tentando limpar a vizão repleta de adrenalida,deparou-se com uma das pessoas que ele mais odiava e com uma das pessoas que ele mais aprendera a amar.
– Largue ele! – Gritou Darget,dando um impulso e esbarrando em Belzebu,que segurava Robert,já desmaiado.
Porém depois do empurrão que ocasionou que Robert ficasse no chão,Belzebu segurou Darget com raiva,seus olhos pegando fogo.
– Tão jovem... – Ele disse enquanto segurava Darget com mais força.
As mãos de Belzebu ficaram com aquele estranho brilho negro enquanto sugava a última gota de energia vital do pobre garoto que as lendas julgavam ser imortal,Darget não gritou,apenas seus olhos no início demonstraram dor e mágoa,mas logo ficaram serenos,e fecharam.
– Não... – Disse Robert recobrando um pouco de sua consciência.
O demônio jogou o corpo já sem vida de Darget no chão lustruoso,então,se ajoelhou perto de Robert.
– Seu poder parece ter fonte própria... – Ele sorriu. – Interessante,mas inútel para mim.
Ele tirou de dentro da capa uma adaga,já ia fincando em Robert quando uma voz o interrompeu:
– Pare!
O demônio olhou para o homem que tinha aquela voz grossa,e desanimou,ele não via aquele rosto à anos,e não queria vê-lo nunca mais.
– Você. – Disse Belzebu.
– Tire essas mãos nojentas do meu garoto!
– Tente tirá-las.
O homem de olhos luz e sombra,parecidos com os de Samyaza,só que ao invés da do escuro estar na borda do glogo ocular,era o claro que ali reinava,fazendo um luz e sombra de castanho nos seus dois olhos.Os cabelos castanhos escuros eram curtos e repicados,aquela aparência o fazia um velho com aparência de jovem,embora que sua aparência normal fosse de trinta anos,mas aqueles cabelos ou olhos pareciam pertencer de um garoto de uns vinte anos,foi na direção de Belzebu,tranquilamente.
O rei dos demônios apenas ficou olhando,rígido,e tremeu quando o homem de cabelos repicados levantou Robert,aninhando o garoto que ali dormia em seus braços,com tristeza,olhou para o corpo de Darget.
– Obrigado,Darget,eu sou um idiota mesmo. – Ele disse,depois saiu pela porta,Belzebu o fitando.
– Droga. – Sussurrou o demônio enquanto a porta de madeira batia.
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