Notas iniciais
"Amnésia é um privilégio dos doentes".

Já era de dia,e eu estava na escola,na sala de aula e o professor ainda não havia chego...Daniela e umas garotas olhavam para mim e cochichavam,antes eu me importava...Mas agora não ligo mais,porém eu sinto falta de quando tinha amigos,agora eu passava o recreio sempre tão sozinho...

O professor chegou.

– Vamos alunos,sentem-se. – Diz ele com a voz monótona e sem ânimo de sempre,seu nome era Jorge,o professor de inglês.

Como nenhum aluno não o obedeceu(como sempre),ele andou lentamente até sua carteira e sentou-se,de dentro de sua bolça tirou uma revista e começou a ler.

Irresponsável,ele não presta para nada...Deixa os alunos se matarem ali,fazerem o que quiser...E ele fica ali,na maior calma,antigamente eu gostava,pois fazia parte dos baderneiros.

Daniela aproximou-se de mim,apoiando-se em minha carteira.

– Então Rob... – Ela começou a dizer de um jeito infantil. – Descobri já a um tempo que mora com o Darget... – Ela roça os dedos em meus lábios. – Se...Contar um pouco de mim pra ele,me apresentar a ele eu posso... – Ela começou a falar,mas eu logo a interrompi:

– Eu não quero nada de você. – Disse olhando para o quadro,ou tentando,pois as pessoas rondavam por ali,ergui os olhos para ela. – Saia.

Ela rosnou(sim,rosnou),e depois saiu com passos pesados dali.

O que ela pensava que eu era?

Passou-se três aulas,e o sinal para o recreio já batia...Saí apressadamente da sala,eu segurava um pote,e nunca tinha vontade de comer o que havia ali,pois mamãe sempre preparava coisas estranhas,um dia ela fez um sanduíche com margarida diet,alface,tomate e linhaça,e pode ter certeza que fiquei com um grande trauma de morder alimentos naquele dia,acho que o quejo estava estragado,pois passei mal naquele dia.

Eu estava já no pátio...Lá tinham umas mesas de madeira grandes com bancos para os alunos sentarem,uma cantina ao qual tudo que havia ali era gorduroso demais para o stress de minha mãe,bem,e tinham corredores ao qual levava a mais daquelas áreas de mesas e etc...Porém tinha uma área,um pouco mais afastada,com um pouco de árvores...Eu nunca fui lá,mas os olhares das pessoas me cercando fizeram que eu corresse para lá.

Não havia ninguém lá...Realmente ninguém!Sei lá,eu pensei que iria encontrar alguns excluídos da sociedade escolar aqui,mas vejo que estou mesmo no fundo do poço,não é?Olhei em minha volta e observei o local: Grama verde,umas quatro árvores e umas flores mais para o canto,suspirei e sentei-me debaixo de um sombreiro...Lá tentei saborear meu sanduíche de margarina diet com queijo,nozes e...Noz-moscada?

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Cheguei em casa com os meus irmãos,mamãe e Darget,todos faziam muito barulho,até Darget que agora falava bem mais,comparando a antes,e essa tagarelação toda me incomodava,deixava os meus nervos à flor da pele.

– Roger,a Manoela disse para você estudar mais química,por que dois e meio é muito baixo.

Roger rangeu os dentes.

– Qual é? – Ele suspirou,tentando se acalmar. – Não mexa nas minhas coisas,idiota.

– Mas eu não mexi... – Disse Tulipa,desanimada.

– Ei,ei. – Começou a falar minha mãe. – Quero saber mais sobre a sua nota,mocinho. – Ela fez uma breve pausa. – E Tulipa,não mexa nas coisas do seu irmão.

– Mas!... – Os dois começaram ao mesmo tempo.

– Nada de “mas”! – Disse minha mãe. — Agora comam.

Suspirei e olhei para a mesa...Bem,eu iria preferir comer o pão do recreio do que aquela gororoba.

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– Hoje vai ser um dia cansativo... – Disse enquanto Maramon mordia o ursinho que apitava,e Darget em sua cama,estava lendo um livro.

Maramon continuou a mastigar o ursinho,como se não tivesse ouvido nada,e talvez não tivesse ouvido.

– Por que? – Pergunta Darget.

– Treinamento com Tobeliey e depois ir para o grupo dos escoteiros...

– O que os escoteiros fazem? – Pergunta Darget.

– Nada demais,só correm.

– Você gosta?

– Nem um pouco.

– Então por que entrou?

– Por que minha mãe quer proporcionar uma vida saudavel ao seu amado filho do meio.

Darget riu.

– Sua mãe se preocupa com você. – Ele disse.

– É...

– O que foi?

– Nada. – Respondi indiferentemente. – O que faz no recreio da escola?

– Nada de muito importante. – Ele suspirou. – Só fugir de umas pessoas que me perseguem,e tentar encontrar Madalena.

“Nada de muito importante.” – Pensei.

– Uma garota chamada Daniela te procura? – Perguntei.

– Daniela? – Ele pensou um pouco. – Se ela for uma uma garota loira e de olhos azuis,sim,ela me procura...

Suspirei desanimado,eu já sabia...Porém nem me importava mais.

– Ah sim,é ela.

Darget disse um “Hum” e voltou a ler.

– Sabe. – Diz Maramon mordendo aquele maldito brinquedo. – Você deveria de querer garotas menos complicadas.

– Isso não é da sua conta. – Respondi friamente.

Maramon continuou a morder aquilo.

Suspirei.

– Quer jogar? – Perguntei para Darget.

– Hoje não... – Ele diz sem tirar os olhos do livro,parecia corado. – Estou lendo umas coisas...

Maramon levantou a cabeça.

– Esse não é um daqueles livros eróticos? – Perguntou.

Darget não respondeu,apenas ficou mais vermelho,e suas presas aumentaram de tamanho.

– Acho que isso é um sim. – Disse.

Liguei tudo e comecei a jogar um multiplayer,eu na maior parte das vezes ganhava ou quase ganhava,o que estava ficando bem...Chato.

Mesmo com feiticeiros,vampiros e cachorros falantes idiotas,faltava...Faltava emoção em tudo,mesmo tendo um treinamento “mágico”,tudo era tão chato,e quando eu pensei que iria ficar mais emocionante aquilo virou um filme de suspense.

– Sua áurea está tão sem graça. – Disse Darget olhando com o canto do olho para mim.

– Igual a maioria dos dias. – Respondi,parecendo cansado.

– Vai chegar algo que lhe cative. – Ele pensou ou pouco. – Ou mate.

Estremeci.

– Existem tantas coisas perigosas por aí? – Perguntei.

– Sim. – Diz Darget.

– Tipo...?

– Muitas coisas,você vai saber.

Bufei.

Comecei a jogar novamente,apenas pensando em Anne e como ela disse como eu babo durante um beijo,então,deu-me a louca e perguntei para Darget,enquanto Maramon agora roía o pobre brinquedo:

– Como fazer para não babar tanto durante um beijo?

Darget olhou-me entranhamente,depois disse:

– É só...Beijar mais.

– Como assim?

– Concentrar-se mais em mexer a língua. – Ele disse,impaciente. – Por que não pergunta essas coisas para o seu pai,ou sua mãe?

Pensei um pouco.

– Meu pai se não trabalha fica lendo algo ou antendendo o telefone repetidas vezes...Ele diz que é do trabalho,mas é mentira,um dia eu li uma mensagem:”Estou te esperando no motel às 16:00” – Disse rapidamente. – E minha mãe faz de tudo para que eu e meus irmãos termos uma vida feliz e saudável,mas quer saber?Quando eu estava chorando ela perguntou-me se era por causa dos rabanetes do almoço.

Darget olhou-me por um momento,fechou o livro e perguntou:

– Quer conversar?

– Quero.

Por que?Por que eu disse que sim?Por que eu estava abrindo-me desse jeito,tão rapidamente?Minha mente grita não!Não!Não!Não!Mas...Sei lá,ninguém nunca me ouve,aquela era uma oportunidade.

Darget olhava-me,parecia atensioso.

– Acho que se eu morrer ninguém se importaria.

– Por que acha isso?

– Por que? – Eu ri. – Essa vida aqui nesta casa,de tudo certinho,de...”Família feliz” não existe!Meu pai comete adultério,acha que ele se importa com a família?Pois eu não,é por isso que meu avô está morrendo em um azilo,com câncer,e sabe a última visita? – Perguntei.

Darget negou com a cabeça.

– Dois anos!E sabe,até que o velho é legal,ele gosta de fazer piadas e um dia jogou um outro velho que usava muleta em uma piscina! – Respirei um pouco,depois continuei: — E quer saber da minha mãe?Quer saber mesmo por que ela tem um orgasmo a cada vez que vê uma verdura?É por que ela pensa que pode ter aids na carne. – Botei a mão na cabeça. – Ela...Ela inventa um monte de coisas sobre comidas industrializadas,que já viu monstros,que já viu coisas... – Eu ri. – Mas quer saber? – Dei uma gargalhada. – Quando eu tinha seis anos vi ela injetando algo na veia,e sabe,ela não tinha nenhuma doença que injetasse...Nada,nada,por que eu sempre olhava todas as papeladas dela,e nunca encontrava nada!E depois que ela injetava aquilo ficava feliz,dizia ver pessoas com cabeças grandes demais e outras coisas...Com oito anos eu percebi que ela injetava drogas.

Senti algumas lágrimas correrem pelos meus olhos,e percebi que Darget agora se encontrava do meu lado.

– O que você quer fazer? – Perguntou Darget.

– Sinto uma saudade imensa do meu avô. – Respondi.

– Sabe em que azilo ele fica?

– Sei.

– Então vamos lá. – Darget sorriu. – Agora.

– Ouvi tudo. – Disse Maramon. – Essas coisas,Robert,são...Importantes demais para ficarem guardadas. – Ele piscou. – Vou cuidar mais da sua mãe,e... – Ele fez uma breve pausa. – Mesmo se o azilo não me aceitar,eu passo por cima!

Ri em meio aos soluços,era bom ter contado isso...Mesmo que os meus ouvintes sejam um vampiro pedófilo e um cachorro falante.

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Meu avô se encontrava lá,numa cadeira de rodas qualquer,em um lugar fechado,isolado,num quarto que fedia a enxofre.

– Desculpe por esse perfume. – Ele disse rindo. – É que eu preciso rejuvenecer tudo! – Ele disse tentando imitar uma garota,porém não mudando sua voz,que não era tão grossa quanto à do meu pai,era uma voz normal,de...Velho.

– Tudo bem,vovô. – Respondi.

Consegui a façanha de entrar sem documentos com um dos frascos de Darget,porém só eu entrei,Darget e Maramon(que teve que ser segurado por Darget para não ir atrás de mim)ficaram do lado de fora,e quanto eu achar o meu avô rapidamente...É que sei que ele se diferencia dos outros velhos pela sua adolescência eterna,e vamos dizer que a foto de uma das capas da playboy ajudou eu encontrar seu quanto.

– Seus pais estão aí? – Perguntou meu avô.

– Não...

– Que bom! – Ele sorriu. – Assim eu posso dizer o quanto as enfermeiras daqui são gostosas.

Surpreendi-me: Mesmo não podendo mais andar e ter que se locomover poi aí com soro injetado na veia,ele parecia feliz.

Eu ri.

– Não seja tímido! – Ele fez um gesto com as mãos. – Tipo,garoto,sério!Elas me amam,ficam aos meu redor toda a hora. – Ele riu. – E vai,até parece que elas não iriam gostar desse corpinho aqui.

– Você...É demais. – Disse,impressionado.

– Ora!Meu neto,por que tá tão surpreendido? – Ele fez um tor nordestino. – Seu pai nunca contou histórias impressionantes sobre mim?

– Ele quase nunca me diz nada. – Respondi.

Meu avô fez uma cara de duvida,depois sorriu e disse:

– Chegue mais perto.

E foi o que eu fiz.

– Eu criei aquele moleque para ser um bom homem. – Ele suspirou. – Mas parece que ele me odeia!Bem,como você já tem treze anos,é treze,certo?Posso contar umas histórinhas.

Meu avô,de nome Gregório,contou-me por que mudou o nome quinze vezes durante sua vida: Para fujir das garotas.

Ele também contou-me as histórias alucinantes dele na adolescência e por que dormiu com uma garota que era viciada em mastigar chiclete.

E eu ria a cada vez que ele dizia algo.

– Eu posso estar velho,mas não gagá. – Ele disse. – Com que diabos você conseguiu entrar sem seus pais neste paraíso de velhos e mulheres com aqueles jalecos brancos magníficamente atraentes?

– Eu tenho os meus segredos. – Respondi,tentando fazer suspense.

Ele apontou para mim,disse:

– Gostei de você! – Ele riu. – O filho pode ser um robô,mas no neto é interessante. – Ele pensou um pouco. – Mas por que o senhor só ri enquanto eu falo das enfermeiras incrivelmente gostosas? – Ele mostrou sua língua de velho. – Conte-me sobre sua vida,faz tempo que ninguém conversa comigo assim.

Então,nós conversamos,contei sobre Daniela,Madalena e Anne(tirando a parte sobrenatural,claro)e sobre Darget(não,eu não contei que ele suga sangue),do meu cachorro idiota(e não contei que ele reclamava de verduras)...E era tão interessante alguém ouvindo tudo e dando palpite,dando opinião e rindo...É que,meus pais nunca ligaram muito para a palavra “sentimento” acho que desde quando casaram.

Tive que sair correndo dali,o velho Gregório com sua careca brilhante dava boas gargalhadas quando eu fugia das enfermeiras.

Não sei como,mas consegui sair de lá,mesmo com um monte de gente tentando me abordar,eu consegui,sozinho.

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Já numa rua qualquer,eu arfava,então de repente eu sinto uma mão fria em meu ombro,e uma voz:

– Como ele é?

– Ele é...Tarado. – Eu ri. – Um velho tarado.

– Sabe,eu esperava uma frase ou palavra mais bonita.

Eu ri.

Olhei para ele,Darget estava ali,havia me achado em uma rua qualquer,e eu gostava que alguém me procurasse.

– Ei,não me cortem dessa cena romântica,eu também estou aqui. – Disse Maramon.

– Eu sei. – Disse rindo.

Darget suspirou,parecia aliviado com alguma coisa.

– Vamos para casa. – Disse Maramon. – Estou com fome.

– É,mas depois teremos que ir correndo encontrar com Tobeliey. – Eu disse.

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Tobeliey ainda estava revoltado,todos,estou falando sério,já conseguiam usar seus poderes,mesmo que um pouco,e eu e Maramon...Nem sabíamos que poder era!

– Não tem jeito... – Disse Tobeliey. – Vamos ao Reino.

Todos ficaram calados.

– Onde? – Perguntei.

– Para o Reino,onde o Mundo Do Bem reina. – Disse Tobeliey como se fosse óbvio.

– E é só querer ir pra lá e pronto? – Perguntei impacientemente.

Tobeliey me fuzila com os olhos:

– Não. – Tobeliey tentou se acalmar. – É só fazer um corte na pele,e depois dizer tais palavras: Deixe-me entrar neste reino puro,cheio de glória,em troca farei o bem.

– Só? – Perguntei.

– Só! – Disse Tobeliey. – Porém Darget não pode ir.

– Por que? – Perguntou Madalena.

– Pois ele é um vampiro,e esses são das trevas. – Respondeu Tobeliey.

Maramon suspirou.

Depois,Tobeliey deu um punhal,primeiramente para Luke,que fez um grande corte,exibido...Depois Madalena,que resmungou um pouco,e com a ponta da faca furou sua pele,depois foi minha vez,que fiz logo um corte.

Darget estava lambendo os seus dentes,porém apenas ficou de longe,observando.

– Os animais não precisam se cortar,só seus interligados. – Disse Tobeliey seriamente. – Darget,nós não iremos demorar,para você só ira passar alguns minutos,já que o o tempo do Reino para a Terra são demorados. – Ele olhou para Maramon. – Porém acho melhor colocar um celo nele.

Maramon concordou.

– O que é um “celo”? – Perguntei.

– Uma regra imposta. – Disse Maramon,ele respirou fundo,e por fim disse: — Darget Segal,eu lhe ordeno para não sair mais além da floresta,ou tirar sangue de uma pessoa.Fazendo-os,o resultado será atordoante.

Darget estava emburrado,então só cruzou os braços.

Vi algo se formando na mão de Darget...Uma tatuagem?Uma tatuagem vermelha,não consegui ver muito bem como era a imagem,mas pareciam vários riscos.

– Então... – Continuou Tobeliey. – Vamos dizer a frase ao mesmo tempo,para não ocorrer um pequeno erro e...Vocês caírem num outro mundo ou dimensão diferente.

Engoli em seco: Aquilo era possível?

Nós dissemos a frase,todos ao mesmo tempo,então...Vi uma luz muito forte tomar conta de mim,então perdi minha consciência.

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Acordei em uma cama simples,num quarto que dava para duas paredes de vidro que mostrava várias árvores,tanta natureza...Porém apenas duas paredes eram assim as duas outras eram brancas.

Olhei em volta e vi que o quarto era bem espaçosso,porém apenas com uma porta e um criado-mudo ali,porém,de repente ouvi uma voz:

– Que bom que acordou,Robert. – Disse Tobeliey sorrindo,aquela imagem de raiva desapareceu em seu rosto. – Levante-se.

E foi o que fiz...Estar lá era bom,sentia-me bem,muito bem.

– É aqui? – Perguntei.

– Sim. – Disse Tobeliey docemente.

– Onde estão os outros? – Perguntei.

– Luke,Greg,Mily e Maramon estão dando uma volta,e Madalena ainda dorme...Aqui é um lugar calmo,pode-se conhecer muita gente... – Ele sorriu. – E relaxar,assim você e Maramon podem tentar sentir mais qual é o poder.

Acenti.

– E agora? – Perguntei.

– Agora eu vou me encontrar com uns ex-aprendizes... – Ele piscou. – Odeio dizer isso,mas: Se vira.

Tobeliey simplesmente saiu do quarto,deixando-me ali com a boca aberta,aquele lugar,afinal,era tão seguro assim?

Olhei em volta,esquecendo-me da despreocupação de Tobeliey...Olhei para aquela imagem magnífica de natureza,então,calmamente saí pela porta.

Olhei em volta e vi umas pessoas de jalecos brancos por lá,quando eu passava todas sorriam para mim.Quando finalmente consegui sair daquele prédio,subindo e descendo escadas,deparei-me com um belo jardim,com uma trilha mais longa que qualquer outra,e várias pessoas por lá,em bancos e andando,conversando,usando roupas normais.

“O que é aqui?” – Pensei.

Andei pela longa trilha,a fim de encontrar alguém que eu conhecesse(nem que fosse o idiota do Luke,ou a estranha Madalena,os favelados),porém,não achei ninguém,depois que saí da longa trilha vi um grande e belo jardim com mais algumas pessoas,essas já tinham roupas coloridas demais,e estranhas demais,principalmente as garotas...Que usavam vestidos longos que com o vento dançavam...Porém parecia que alguém tinha jogado um pote de tinta neles.

Olhei para a minha roupa: Graças!Elas não haviam ficado coloridas,e eu ainda continuava com uma calça jeans e uma camisa polo azul-marinho,e meus tênis ainda eram brancos.

Uma garota com um daqueles vestidos veio em minha direção:

– Então! – Ela disse alegremente. – Quem é você?

Achei estranho ela vir assim,perguntar isso para mim,deste jeito...

– Meu nome é...Robert.

– Oh! – Ela disse rapidamente. – É um interligado?

– Sim... – Respondi,olhando para a garota de aparência normal: Cabelos castanho claro escorrido,pele clara e olhos castanhos claros,ela era menor que eu,uns sete sentímetros.

– Que legal! – Ela disse. – Eu sou uma feiticeira. – Ela fez uma breve reverência. – Quem é o seu treinador? – Perguntou.

Eu estava confuso com aquilo tudo,e essa garota já me enchendo a pasciência estava me deixando irritado.

– Tobeliey. – Disse indiferentemente.

– Oh! – Ela disse,batendo suas mãos. – Tobeliey?O Grande Caçador Dos Demônios?

– Eu não estou compreendendo.

– Mas é! – Ela abriu o maior sorriso que já vi. – Só existe um treinador de interligação com esse nome!

– Na verdade era uma dupla: Tobeliey,O Grande Caçador dos Demônios e Missy,O Animal Sagrado. – Intrometeu-se um garoto com roupas igualmente coloridas.

– Ei Leandro!Não se intrometa na conversa dos outros! – Disse a garota.

– Não posso deixar o moleque ficar sem saber muito sobre o próprio treinador,Mavis.

Tentei cuidadosamente sair de fininho,porém quando estava quase indo embora,os dois disseram:

– Ei!Volta já aqui!.

Suspirei e olhei para atrás,os dois estavam de braços cruzados,e batendo um dos pés no chão,a propósito,todos lá estavam descalços,menos eu.

Virei-me rabugento e voltei para eles.

– Qual é o poder do seu interligado? – Perguntou a garota de nome Mavis.

– Como Tobeliey ensina? – Perguntou o garoto de nome Leandro.

Vai começar...

– Eu ainda não sei. – Suspirei. – E Tobeliey ou é educação física ou é:”se não fazerem essa merda certa eu vou matar vocês”.

Os dois começaram a rir descontrolávelmente,o que chamou a atenção de algumas pessoas que ali passavam.

– Não sabe o poder do seu animal? – Zombou Leandro.

– E Tobeliey é assim mesmo para ensinar magia. – Disse Mavis,já ficando séria.

– Desde que aconteceu aquilo... – Diz Leadro.

Porém eu não prestava atenção no que falavam,apenas encarava a paisagem magnífica que continha aquele lugar.

Então tudo começou a escurecer,as montanhas verdes que cercavam tudo ficaram negras e vermelhas,assustei-me e olhei para as pessoas...E elas estavam deformadas!Deformadas e olhando para mim,Mavis disse:

– Está tudo bem? – Olhei-a,ela olhava-me com aquele rosto deformado,os dentes sujos,sorrindo.

Tentei me soltar,porém não deu certo,outras pessoas me seguraram,elas diziam “Eu vou acabar com você” repetidamente.

Então,ao meio daquela terrível paisagem e cercado por pessoas terríveis,minha vizão foi perdendo o foco,até que se apagou.

Mas mesmo assim...Mesmo dormindo eu continuei com tanto...

Medo.

Notas finais
Então pessoal,comentem! ;)