Notas iniciais
Vamos nos deliciar com algumas situações que eles vão viver a partir de agora, serão momentos doces, imprevisíveis, engraçados, e muito mais. Espero que gostem.

Pelos corredores do laboratório, um garoto com um boné laranja e um crachá de identificação, em busca de um membro da famosa equipe de Gil Grissom.

_Por favor, encomenda para Sara Sidle.

A recepcionista recebeu a encomenda, atenta à chegada da morena.

Assim que ela apontou no seu campo de visão, Judy abriu um sorriso.

_Pra você !

Ela recebeu as flores ruborizada.

_Quem enviou Judy ?

_Sem identificação.

_Hum... — ela procurou algo evidente mas nada encontrou. — Você poderia colocá — las na água, por favor ? Levarei assim que terminar meu turno. — Grissom não faria uma coisa daquelas, ainda mais no laboratório, ou faria ? Esperava que fossem mesmo dele.

Eram flores lindas, numa festa de cores, de muito bom gosto. Amarelas, brancas, vermelhas, laranja.

Nunca tinha visto um arranjo tão perfeito !

Os rumores zanzavam por toda parte, e ela se preparava mentalmente para a avalanche de gracinhas que inevitavelmente surgiria.

E não foi diferente. Greg foi o primeiro a "expor" suas ideias.

_Quem diria, a Sarinha recebendo flores ?

Depois Nick ...

_Quem é o misterioso, nós vamos conhecer ?

Warrick ...

_Ela não vai resisitir e vai nos contar ate o final do turno.

_Contar o que, Warrick. ?

Todos olharam para o supervisor que, desavisado, queria saber o motivo da algazarra. Cath tomou partido da morena.

_Ela recebeu flores e eles querem saber quem foi que mandou.

_Flores ?

Ele a olhou num misto de surpresa e curiosidade, contrariando a ideia dela em pensar que ele fosse o remetente anônimo.

_Eu não sei ... quem mandou. — se não tinha sido ele, então decidiu que não as levaria nem para casa, já que até aquele momento estavam vivendo muito bem o romance. Não queria e não gostava de confusão. Já tinha vivido angústias demais até chegar àquela altura do relacionamento. Não era justo !

Ele apenas balançou a cabeça afirmativamente, numa postura nada agradável. Ela leu naquele gesto "Sim senhora, heim, dona Sara !

_Todo mundo ao trabalho, se ela não quer falar é um direito dela.

Assim que passou por ele, tentou se justificar.

_Eu não sei quem mandou e não me interessa.

_Não ?

_Por que me interessaria ? Se não foi você, então não tem porque.

Ele levantou uma das sobrancelhas e ela saiu rapidamente.

Assim que o turno terminou ela saiu deixando o bouquet para trás.

Quando abriu os olhos horas mais tarde, encontrou outros, de um azul muito profundo, a observando.

_Você dormiu aqui ?

_Não ... O Ecklie me segurou por quase duas horas, questionando minhas avaliações … pra variar. Cheguei agora há pouco … não quis te acordar !

_Pois deveria ...

_Parecia num sono profundo.

_Hum ...

_Tem um café da manhã … esperando por você !

Ela sorriu e se levantou.

_Você não vem ?

_Daqui a pouco …

_Por que ? Quero tomar o café com você.

_Eu já tomei meu café. Quero fazer a barba, você se importa ?

_Me importo sim. Não quero que tire.

Ele precisa arranjar outra desculpa. Não estava dando certo.

_Vou só aparar então, está grande demais.

_Gosto dela como está. — Ela se dirigiu ao banheiro, saindo minutos depois.

O que ele ia fazer ? “Vai logo para aquela cozinha, ou sou obrigado a estragar a surpresa.”

_Vem amor …. só me faça companhia, então !

Ela pedindo daquele jeito, era irresistível.

Sara esticou a mão para ele que aceitou sem jeito, depois lhe deu um beijo suave.

_Sara … promete que não vai ficar brava comigo ?

_O que você fez ?

_Eu te enganei ….

Ela estacou no meio do corredor … tremendo ! Empalideceu.

“De novo, não !” Hank já tinha sido suficiente.

_Por isso não veio para cá … depois do turno ?

Grissom olhou para ela, não entendendo o que ela queria dizer, depois seu pensamento acordou.

_Não ! Não é nada disso !

_Não ?

_Você me imagina fazendo isso …?

_Não … por isso estou incrédula !

_Vamos … você vai entender.

Quando ela chegou à cozinha, viu flores em um vaso, muito bonito. As mesmas do laboratório !

_Foi … você quem mandou ?

_Sim … — ele tirou alguma coisa do bolso. — Aqui está o cartão!

Ela pegou, não estava brava, mas surpresa.

“Ainda que eu tentasse descrever o que sinto, nada seria suficiente. você coloriu meu mundo. Gris”

Seus olhos estavam marejados.

_Não está brava comigo ?

_Brava ! Eu estou radiante, Gris. Nunca pensei …

Ela começou a chorar e ele a abraçou.

_Não chore, querida !

_Estou tão emocionada … você me surpreendeu.

_Mas não queria que chorasse.

_Você tem que aprender que mulheres … são assim !

_Estou aprendendo. — Viu a reação dela imaginando que ele a tinha traído. Nunca passou uma coisa daquelas pela cabeça dele.

_Isso foi a coisa mais linda que você poderia ter feito, foi corajoso … e imprevisível !

_Eu …

Não sabia muito bem lidar com aquilo … ainda. Mas estava se esforçando pra aprender. Valia a pena !

Ela abriu um botão da sua camisa e passeou as mãos pela pele quente dele.

_Hum …

_Gosta disso … de carinhos no peito ?

_Desse e de todos eles.

_Você precisa me dizer, Gris.

Era uma tarefa difícil, ela sabia disso, mas não significava que não pudesse tentar fazê – lo se abrir. As flores tinham lhe dado a partida …

_Vou tentar …

_Não tem problema … isso não diminui o que sinto por você !

Ela o beijou mais uma vez.