Um Garoto

8 Antes da rave part.2


Notas iniciais
Festinha maluca

Depois de dar muitas voltas no mesmo lugar decidir ir conversar com alguém pra tirar da cabeça um pouco aquela cena que eu tinha passado com a Lucy. Eu tava andando um pouco com pressa e de cabeça abaixada, olhando pro chão a todo o momento, respirando fundo eu tava totalmente nervoso. A Lucy tinha me deixado com os pensamentos a mil, foi ai que o Eduardo me segurou.

– Ei você ta bem ? — Dizia ele segurando meus braços

Levei um tremendo susto e olhei para o rosto e reconheci

– Eae cara

– Você ta bem Thommas? — Disse ele meio preocupado

– Não sei, na verdade não quero falar sobre isso. — Eu tava muito nervoso, empurrei meu braço um pouco para tras para que ele me soltasse e dei um passo para trás — Cara depois eu converso com você, deixa eu ir

Sai andando, o Eduardo certamente não entendeu nada doque eu tinha falado e muito menos o que eu tava passando. Então começo a tocar uma música bem alta de reggae eu a conhecia era de uma banda de uns amigos meu, columa. Eu respirei fundo e olhei pra cima e vi que eram os meus amigos lá tocando.

Naquele momento eu me perguntei da onde eles tinham surgido? E porque a Lucy uma garota que tinha namorado estava dano encima de mim, logo de mim. Foi naquele momento que eu percebi que nenhuma mulher era boa o bastante pra nenhum homem. Fiquei me lembrando da época em que eu odiava a Lucy, era tudo tão mais legal e normal e simples e agora tudo tava complicado. Eu a queria e isso eu não queria negar nem pro Richard. Mas também eu não queria perder a minha amizade com ele. E isso também estava na minha cara. Tem horas que um garoto tem que tomar certas decisões bem estranhas, eu queria ir embora antes que tudo complicasse mais. Que tudo começasse a ficar mais estranho pro meu lado. Eu não sabia o que fazer em questão a Lucy e já nem tinha mais certeza se eu queria mesmo ficar com a Mildren naquela noite. Passei minhas mãos em meu rosto e respirei fundo e olhei em volta, estava lotado e então resolvi descer pra cachoeira. E a Lucy estava lá, eu tentei subir novamente mas ela ja tinha me visto.

– Thom, volta aqui — Ela dizia com uma voz fraca

Eu estava voltando pra cima, quando eu ouvi a voz dela, meu coração acelero e isso nunca tinha acontecido comigo.

– Me desculpa por tudo que eu disse Thommas, eu não quero atrapalhar a sua amizade com o Richard, eu não quero atrapalhar a sua vida, eu só quero mesmo que você entenda que eu estou mesmo gostando de você e isso não é de hoje, eu gostei de você quando estudávamos juntos mas você nunca percebeu e eu nunca tive a coragem de falar. Quando eu conheci o Richard, pensei que era a única forma de me aproximar, mas ao contrario ele se apaixonou por mim, sim eu gosto dele, mas não da forma que eu te amo — Ela chorava eu podia sabia pela forma que ela dizia

Eu estava de costas pra ela, apenas ouvindo fechei meus olhos ao ouvir as coisas que ela dizia e me deu vontade de abraçá-la e a beijá-la, mas eu me controlei. O barulho da cachoeira perto de nós estava bem alto, e sem contar o som da música da banda do meu amigo.

– Thommas olha pra mim, eu só quero te dizer a verdade — Ela deu um passo, ouvi pelas pedras que se mexerem

– Lucyanna, eu não posso fazer isso com o Richard — Eu só conseguia dizer isso

– E se ele não fosse mais o meu namorado?

– Ele ainda seria o meu melhor amigo.

Ela ficou calada e eu me virei, ela estava linda até chorando. Seu cabelo loiro cobria um pouco do olho dela e eu pude ver que seus olhos brilharam quando eu me virei eu olhei pra ela nos olhos e fiz uma cara triste, sim eu estava triste porque afinal eu também gostava dela demais, muito mais do que eu pude gostar de qual quer garota, sim a Lucy despertou em mim um sentimento que eu nunca tinha sentido por ninguém mas eu não podia dizer que era amor, estava cedo demais pra mim afirmar isso.

– Eu tenho que ir — Apontei pra cima e a olhei

Ela começo a se aproximar eu sabia que dessa vez se ela tentasse me beijar eu concertesa não iria conseguir resistir. Ela veio calma e me olhando ela sabia que eu não iria deixar ela sozinha ali, então ela segurou meu rosto com as duas mãos bem firme e ficou nas pontas dos pés e aproximou o rosto dela do meu e olho meus lábios, olhou meu nariz e meu rosto inteiro, e me deu um beijo demorado em minha testa e se afastou.

– Eu sempre soube

– Soube de que?

– Que você nunca iria ser meu.

Eu dei um sorriso de lado e mordi meus lábios e me aproximei dela e a abracei, eu não sabia mesmo o que fazer naquela situação, eu sabia o que eu queria, mas eu sabia que não podia fazer. Fiquei ali abraçado com ela por um bom tempo, senti o cheiro dela que cheiro doce e amável. Pensei em seriamente em beijá-la, mas achei que não seria uma boa idéia, ela chorava muito. Afastei-me um pouco e limpei seus olhos

– Não chore, e nunca diga nunca. — Ela olhava pra mim com uma cara de triste

Me afastei mais um pouco e subi. E a deixei lá, dessa vez eu achei que tinha tido tudo, e não quis voltar.