Um Encontro Na Tempestade
2 A queda
Notas iniciais
Espero que gostem, boa leitura o/
Era difícil ouvir alguma coisa que não fosse o zumbido dos ventos violentos, mas mesmo assim Nami gritou:
– Segurem-se por suas vidas! Não soltem-se por nada!
Por cima do barulho foi possível ouvir uns "O QUE?" ou uns "OK!", mas não era preciso uma advertência da navegadora para convencer todos a agarrarem algo preso e não soltarem mais.
Por alguns minutos o mar continuou um caos total, onde ninguém conseguia diferenciar o em baixo do em cima. Finalmente, depois do que pareceu uma eternidade, a voz de Zoro se sobressaiu ao som das ondas:
– Ei Nami, estou vendo uma luz em algum lugar mais adiante, se seguirmos essa direção, podemos nos livrar dessa tempestade!
– E quem é você para falar de direção, Marimo? — caçoou Sanji.
– Vai querer que eu te jogue para fora do navio, Ero-cook? — retrucou o espadachim.
– CALEM A BOCA VOCÊS DOIS!! — Nami gritou tão alto que foi fácil ouvi-la. — Vou tentar encontrar a saída. Franky, tente manter o controle mais um pouco e prepare-se para ajustar a rota e usar um Coup do Burst. Zoro, Sanji e Brook, comecem a ajustar as velas. Vamos sair daqui!!
– Nami, ei Nami, primeiro vamos para aquele turbilhão, parece com aquele que usamos para chegar na Ilha do Céu! quem sabe não encontramos a Ilha do Céu 2? — pediu Luffy apontando para um tornado, todo empolgado e esperançoso.
– Seu idiota!! É claro que não vamos em direção à nossa morte certa. — reclamou Nami — Agora me de cobertura enquanto eu procuro a saída.
– Aah, tudo bem... — Luffy ficou desapontado.
Então, lutando para avançar até a amurada do navio, Nami começou a olhar para todos os lados, tentando achar qualquer indício de uma brecha nas nuvens negras e tempestuosas. A chuva e o vento castigavam-lhe a pele, enquanto o frio a fazia tremer. Isso serviu para aumentar seu esforço em achar a saída.
Algum tempo depois, quando estava quase perdendo a esperança, avistou uma vaga luz no horizonte, o que poderia ser tanto uma visitinha do almirante Kizaru como a saída para o mar limpo. Aliviada, Nami preparou-se para dar a notícia à tripulação.
– Ei pessoal, estou vendo!! Estou vendo uma saíd...
Ela não pode terminar, pois uma ventania forte atingiu seu corpo, fazendo-a voar para fora do navio, enquanto gritava e se arrependia muito de ter se debruçado sobre o mar.
– NAMI!!!! — Luffy não exitou em atirar seu braço e envolver a companheira para tentar salva-la.
Mesmo com toda a adrenalina do momento, sobre estar pendurada do navio sobre um mar agitado e assassino, Nami não pode evitar de sentir um calorzinho quando o braço de Luffy envolveu seu corpo. "No que estou pensando?! Ele já fez isso várias vezes, porque me sinto diferente, nervosa?". Ela tentou afastar esses pensamentos enquanto tentava não entrar em pânico por estar balançando para uma possível morte, mas o braço do capitão não vacilou em nenhum momento.
Por um momento pareceu que tudo ia dar certo. Porém, a queda de Nami atraiu a atenção de todos, inclusive Franky, Que perdeu o controle do Sunny por alguns segundos, tempo sufuciente para deixa-los perto de um tornado.
Ninguém pareceu notar o perigo, mas Robin entendeu o que aconteceria antes de todos e berrou:
– LUFFY, CUIDADO!!
O alerta foi dado tarde demais (ou Luffy foi lerdo demais), pois assim que se aproximaram mais do ciclone, seus ventos velozes atingiram violentamente Luffy, que estava muito perto da borda, e o empurraram para fora.
– NÃÃOOOO!!!! — gritaram todos em uníssono, mas ninguém pode ser tão rápido a ponto de impedir que o capitão e a navegadora caíssem do navio e mergulhassem no mar agitado e violento.
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