Um Encontro Na Tempestade
3 A caverna
Notas iniciais
Boa leitura!
O impacto na água fria e salgada não foi nem um pouco agradável. Mesmo com a tentativa de Luffy para salvar Nami, as coisas não ocorreram bem e os dois acabaram caindo do navio direto no mar tempestuoso.
Depois de alguns segundos agonizantes lutando para atingir a superfície, Nami emergiu e inspirou aliviada. Uma fração de segundo depois, ela lembrou-se que Luffy ainda estava se afogando e era incapaz de lutar devido à bendita Akuma no Mi. Encheu os pulmões de ar o máximo que pode, torceu para que o idiota ainda estivesse vivo, e mergulhou atras do capitão.
A água estava negra como uma sombra, e o sal fazia seus olhos arderem, mas mesmo assim Nami continuou se aprofundando no oceano, a procura de qualquer sinal de seu amigo. "Francamente, o fato de usuários de Akuma no Mi não poderem nadar é tão irritante!" pensou consigo mesma "o fôlego do Zoro e do Sanji já deve estar ótimo depois de tanto salvar esse idiota descuidado."
Ela continuou nadando, e sentiu o pânico crescendo enquanto não achava nenhum vestígio de Luffy. Finalmente, quando já estava quase perdendo o ar, avistou um chapéu de palha atrás de uma grande rocha. Espera, rocha? Desde quando eles estavam próximos a uma ilha? "Bah, penso nisso depois que salvar meu capitão." Com isso, ela acelerou o passo (ou seria nado?) até agarrar a mão de Luffy e dar impulso para cima.
Inspirar o ar puro novamente foi como um sopro de vida depois de todo aquele tempo em baixo d'água. "Nota mental: treinar mais a natação" Nami marcou. Ela olhou com desespero para Luffy, mas logo se acalmou, quando viu que ele estava respirando, porém desmaiado. O próximo pensamento da navegadora foi procurar o navio e seus companheiros, mas eles não estavam à vista. Ela pode ouvir vagamente alguns gritos ao longe, mas não sabia a direção e não tinha energia para sair procurando. Olhou em volta e se lembrou da rocha que vira lá em baixo assim que viu o que estava próximo: um aglomerado de rochas e pedras altas e escuras, que pereciam rodear uma rocha tão grande quanto um barco. Não, aquilo era... Isso, uma caverna! Como mágica, o que eles mais precisavam no momento estava bem na sua frente.
Assim que ouviu o capitão sussurrar meio dormindo "o que... carne...", Nami sentiu sua esperança se renovando e avançou em direção ao abrigo, um braço segurando Luffy próximo de si (mais próximo do que eles jamais haviam ficado, ela notou), e o outro remando furiosamente. Quando havia percorrido metade do caminho até a entrada da caverna, ela já estava exausta, e tinham muitas pedras pontudas no caminho para desviar, mas desistir estava fora de questão. Com uma força que ela não soube de onde veio, lutou contra as ondas e a forte correnteza, até alcançar a boca da gruta.
Primeiro lançou Luffy para dentro, depois usou o pouco de energia que ainda lhe restava para se erguer e entrar também. Assim que seu corpo deixou a água, ela se largou no chão duro e áspero, arfando pelo cansaço. Todo seu corpo implorava por descanso, mas ela se forçou a ir até seu companheiro e verificar a situação. Ele não parecia ferido, exceto por um arranhão na testa. Estava respirando quase normalmente, mas ainda parecia desmaiado.
Nami se pegou observando seu rosto sereno, notando como ele parecia calmo, normal, até bonito... Ok, ela se obrigou a se concentrar em acorda-lo. Começou a balançar seus ombros de leve, depois a sacudir, e quando já estava quase lhe dando um tapa seus olhos começaram a abrir.
Ele parecia atordoado, mas quando realmente despertou, a preocupação tomou seus olhos, e ele se sentou atônito, sem ter ideia do ocorrido:
–O que... o que aconteceu?? Onde estamos?? Cade os outros?? Porque--
–Calma, calma — interrompeu Nami — vou lhe explicar tudo. Nós caímos do Sunny, e quando eu consegui te trazer para cima da água, o navio tinha sumido. A única coisa que tinha à vista era esse grupo de rochas e essa caverna. Trouxe você pra cá e... bem, aqui estamos.
Ele fitou o vazio por um tempo, assustado, tentando processar os acontecimentos. Haviam se separado de seus amigos de novo, não tinham ideia de onde estavam e não tinham nenhum meio aparaente para tentar encontrar o caminho de volta.
Quando finalmente abriu a boca, ele disse:
–Você me salvou de me afogar, nadou me arrastando com você e me trouxe até aqui... sozinha?
Nami ficou um pouco surpresa, pois esperava que ele dissesse algo sobre seus amigos, sobre a caverna, ou algo idiota como ele sempre diz, mas respondeu:
–Bem... sim.
–Uau — ele ficou admirado — então você deve estar realmente cansada.
Luffy olhou-a nos olhos e, nesse momento, toda sua exaustão veio à tona.
–Na verdade--
Ela não terminou a frase, pois começou a desabar. Ele a pegou antes que caísse no chão, sentou-se e pôs a cabeça dela em seu colo. Nami começou a adormecer, olhando para o sorriso de Luffy acima de seu rosto. Ela queria ter dito mais, qualquer coisa para continuar a ouvir a voz do capitão, mas ele se abaixou e sussurrou em seu ouvido:
–você salvou minha vida. Obrigado.
E com uma incrível sensação de felicidade, ela adormeceu.
Notas finais
Obrigado por ler, aguarde o próximo capítulo!
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