Um Dia Normal Na Vida Dos Winchester
11 Capítulo 11 – “Reviravolta”
[Dean]
Não sabia o que fazer. E agora que o Castiel disse que ele estava em perigo estava ainda mais confuso… Tentei ligar ao Sam mas ia sempre para o atendedor de chamadas… Porcaria, Sammy! Onde é que estás?
Com esta confusão toda ainda não me tinha lembrado que não sabia do meu carro…O meu carro?! Se o Sammy estivesse ali, provavelmente o carro estaria no parque de estacionamento, mas não estava. Agora tinha ficado mais nervoso ainda.Pensei ligar para o Rufus, agora é uma boa altura para pedir ajuda a alguem que conheço bem.
Liguei-lhe do telefone do quarto. Atendeu.
“Sim?”
-Ei, Rufus, daqui fala Dean Winchester…
“Oi, Dean… Não reconheço este número”
-Pois, é um número de um quarto de motel. Olha preciso da tua ajuda, estou embrulhado numa confusão medonha!
“Que se passa?”
-Não sei do Sam, não sei do meu carro, não sei como o encontrar, não sei o que fazer, Rufus. Estou completamente às aranhas!
“Dean, eu até te ajudava se agora não estivesse ocupado…”
-Ocupado com o quê?!
“Problemas, Dean… Problemas demoníacos… estava para te ligar a pedir ajuda mas já vi que também estás ocupado… Lamento não puder fazer nada… Lamento muito!”
-Não faz mal, Rufus.
“Experimenta ligar ao Garth, de certeza que te ajuda” e desligou.
“Experimenta ligar ao Garth” nunca na vida! Na ultima vez que estve com ele tive a um passo de lhe espetar um tiro no meio dos olhos..
Tinha que ir ao Hospital onde tinha estado… sabia que provavelmente estaria fechado por causa da invasão, mas tinha que reaver as minhas coisas. Olhei para o relogio de parede : 05:23 : era quase de manhã… Não tinha dormido, mas tambem não tinha sono. Só pensava se teria acontecido alguma coisa ao Sam…
Fui lá fora buscar uma gasosa.
O tempo passava e mais preocupado ficava. Peguei no carro que tinha trazido e fui para o Hospital.
Quando cheguei lá, estava fechado, como tinha imaginado. Também ainda lá haviam policias. Aproximei-me de um.
-Oi, ahh, o hospital ainda está fechado?
-Sim, porquê?! Precisa de alguma coisa?
-Ahm, sim. Eu tinha um familiar cá. Ahhhh, Jack Mully… e precisava de levantar os valores dele.
-É um falecido do ataque? – perguntou-me reticente o polícia.
-Não, não: desaparecido.
-Que relação tem com ele?
-Ahhh…sou irmão, fui eu que dei entrada cá com ele.
-Nome?
-Charles Mully
O polícia pegou numa lista e procurou o nome “Jack Mully” e “Charles Mully”.
-Ah, aqui está – Jack Mully 05-05-2013; Parente mais próximo – Carles Mully (Pacote 217). – disse para mim — Ei, Jason – Chamou o polícia. – traz-me o pacote 217. Vieram levantá-lo.
Passados cinco minutos, já tinha os meus telemóveis, roupas, e algum dinheiro. O meu canivete? E a minha a arma? Hum, o Sam deve ter-mos tirado antes de chegarmos ao hospital. (pensei)
Peguei no telemóvel e liguei de novo para o Sam. Atenderam-me “aleluia”(pensei) mas quem me respondeu não foi o Sam.
-Olá, querido! Estava a ver que nunca mais ligavas – disse-me a voz.
-E eu suponho que tu sejas a outra versão da Joanne…
-Yep.
-Onde está o Sam?! – perguntei enraivecido
-O Sam não está disponível de momento! – disse sarcasticamente.
-Se tu fizeste alguma coisa..
-Aham, eu falo, tu ouves! – interrompeu-me ela. – tens duas opções: ou tens o Sam vivo; ou tens o Sam morto. E não, não estou a brincar. Fartei-me destes joguinhos. Se o queres vivo faz exatamente o que eu digo. –disse-me ela.
Não sabia o que fazer. Não queria agir como um cãozinho mandado, mas tambén não podia deixar que o Sammy morresse. Tive que me redimir.
-O que queres que eu faça? – perguntei por fim.
-Ai está a pergunta que vale ouro. –riu-se – Muito bem, vais vir, devagarinho e calmo até ao quarto 19 do Night’s Light. Nada de arma, nada de ajuda. Vais vir sosinho, e caladinho. O Crowley quer falar contigo.
-Ok. – e desliguei.
Meti-me no carro e voltei para o motel. Quando lá cheguei procurei a porta com o número 19. Era a última.
Era agora. Estava-me a entregar sem dar luta. Mas tinha que ser, estávamos a falar do Sam! Não valia a pena a irritar mais… O que tinha que ser, seria. Se um de nós tivesse que morrer, preferia que fosse eu.
Entrei. O quarto estava sem ninguem lá dentro; só eu.
-Sam? – não obtive resposta. – maravilha… — suspirei.
Voltei-me e vi a Joanne.
-olá! Estão à nossa espera — e deu-me uma cabeçada.
[Sam]
A Joanne tinha ido atrás do Dean. Tinha-me deixado sozinho no quarto, se quisesse fugir e ir atrás dela, tinha que ser agora mas… não sabia o que ela faria ao Dean se descobrisse que eu tinha fugido. Do nada a porta do quarto abriu-se e entrou a Joanne a carregar o Dean nos obros. Pousou-o na cama.
-O que lhe fizeste? – perguntei a gritar
-Nada, está descansado. Ele já acorda. Queres ver? – e deu-lhe um estalo. Dean reagiu.
-Auch! – queixou-se o Dean. Olhou para mim e vi o alivio no rosto dele ao ver que eu estava vivo. Até eu estava mas aliviado por saber que ele estava vivo.
-Vês?! Eu disse que ele já acordava.
-É, e agora ahm? Vais-nos matar, e isso? Ou, ou turturar? Parece assustador – disse Dean de maneira provocadora.
-Não…
-Não?! – perguntámos os dois ao mesmo tempo.
-Não… Agora vocês vão-me ajudar a matar o Crowley…
-Ahhh… Como é que é? – perguntou Dean surpreso.
-Ai, a vossa sorte é que são bonitos! – disse ela num suspiro. – Olhem eu não sou parva, nem burra… Sei muito bem que o Crowley ainda quer abrir o Purgatório e para isso precisa de mim, ou melhor, do meu sangue. Por isso quando deixar de ser importante para ele, vai-me arrancar a cabeça fora! E isso não pode acontecer. Meus caros, leis da sobrevivência: ou eu ou ele.
-E a parte de trabalhares com ele, entra em que parte da “lei de Sobrevivência”? – Dean não estava a acreditar numa única palavra que Joanne dizia.
-Nunca ouviste “Mantém os teus amigos por perto mas os inimigos ainda mais perto”? Eu tive que ganhar a confiança dele, aproximar-me dele. Para puder encontrar-vos. Se ele vos encontrasse eu encontrava-vos. Se eu vos encontra-se , bem, ai EU encontrava-vos. Tinha que manter debaixo de olho as jogadas do Crowley. Não podia deixar que ele vos fizesse mal… — virou-se para o Dean – eu até te dei uma oportunidade de fuga. O estrondo quando estavas sosinho com o Crowley…?
-Foste tu? – Perguntou o Dean.
-Mais ou menos… Devo dizer que não sou a única que quer travar o Crowley…
Percebi que Dean começava a acreditar. Eu ainda estava de pé atrás. Se ela estava do “nosso” lado, porque não me contou quando estivemos sosinhos. Porque me acorrentou ao lavatório? E por falar nisso…
-Já que estás do nosso lado importas-te de me soltar? Já estou a começar a ficar dorido!
-Ah, claro, desculpa!
Soltou-me e ajudou-me a levantar, quando já estava de pé, Dean veio abraçar-me.
-Dean, estás bem?- perguntei-lhe quando vi que já mexia o braço e não tinha quaisquer sinais de que estava mal.
-Cara, só sabes perguntar isso? – perguntou-me com um cara séria.
-Desculpa! – virei-me para a Joanne.- Desculpa lá, senão estavas do lado do Crowley, porque não me contaste?! Tiveste muito tempo para me contar, mas mesmo assim não o fizeste – perguntei muito sério. Reparei que o Dean também queria saber porque ficou a olhar para ela à espera de uma resposta.
-Eu tive que sair para ir buscar o Dean. Imagina que o Crowley se lembrava de te vir fazer uma visita e te torturava. Se te tivesse contado a verdade, mais cedo ou mais tarde, irias contar ao Crowley, e o meu plano tinha ido por água abaixo!
O Dean ficou convencido. Eu também.
-Ei, Sammy – começou o Dean – Onde está o meu carro?
Ops, o carro de Dean, tinha-me esquecido desse pequenino pormenor. Olhei para a Joanne e ela olhou para mim.
-Sammy?! ONDE ESTÁ O MEU CARRO…? – perguntou-me outra vez.
-Dean, ahhh, desculpa, a sério, mas… eu tive um pequeno, pequenino acidente com o carro…
-O QUÊ?!
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