Um Dia Normal Na Vida Dos Winchester
12 Capítulo 12 – “Ops, avião?”
[Dean]
Um acidente? Com a minha bebé?
-Dean, ele não teve culpa, o carro foi abalroado por um jipe… — começou a "Joanne".
-Viraste advogada de defesa?! – respondi-lhe eu – Acho que o Sam tem boca para se defender. – virei-me para o Sam – é verdade, o que ela disse?
-Sim, Dean. Desculpa, mas a culpa não foi minha, ok? Lamento.
-E onde é que está ? – perguntei
-o quê? – perguntou a "Joanne".
-O carro, sua idiota! – respondi impaciente.
-Eu liguei a um amigo caçador "meu" e ele tratou dele… -disse a Joane.
- Dela, não “dele” – corrigi.
-Ahm?
-O carro é “ela”! Não “ele” – concluiu Sam.
-Nossa, homens e carros.. tão primitivos quanto macacos e bananas… — comentou ela.
-E quem era esse teu amigo? ... ou da real Joanne. – perguntei com medo da resposta.
-O Steve, ele é de Phoenix. O carro já lá deve estar.
-Phoenix?! Isso fica a cinco estados de onde estamos. – comentou o Sam.
-Exato! É o lugar mais seguro para terem o vosso carro, bem longe destes demoniozinhos irritantes – disse ela lançando um sorriso.
-E como pensas irmos para lá? – perguntei agitado, mal podia esperar para ver como a minha bebé estava.
-Fácil, de avião! – disse entusiasmada.
-A…Avião?!
-Sim, algum problema? – perguntou-me ela.
-..n..não!
Eu e os aviões não nos damos muito bem, a ultima vez que andei quase que ia morrendo. Mas tinha que ver a minha bebé, e a forma mais rápida de chegar a Phoenix era de avião. Tinha dito que não havia problema nenhum, mas estava a tremer por dentro. Acho que o Sam percebeu pois estava a olhar para mim com uma cara de riso.
Pegamos nas coisas que tinhamos e fomos para o aeroporto. Ao chegarmos a "Joanne" pôs-se a olhar para o placar de voos.
-Bem, hoje não há nenhum voo direto para Phoenix, só aquele – "Joanne" apontou para o placar – que passa por outro aeroporto e depois de lá vai para Phoenix. Acho que serve…
-Em que aeroporto passa primeiro? – perguntei. Nunca tinha percebido aqueles placares.
-Burbank.
-Burnak! – disse admirado. – Nós não estivemos em Burbank? – perguntei ao Sam.
-Sim… vamos comprar os bilhetes? – perguntou o Sam com um sorriso de troça enquanto olhava para a minha cara de nervoso.
-Vamos! – respondeu Joanne.
-Amh, eu tenho que ir ao banheio, se não se importam… -disse nervoso.
-Claro, está tudo bem? – perguntou "Joanne".
-Super! – respondi apressadamente e afastei-me.
-O que se passa com ele? – perguntou "Joanne" ao Sam.
-Nada… — rindo-se – nada… — respondeu Sam.
[Sam]
Estava na cara do Dean que ele estava apavorado. A ideia de ter de voar sempre o deixou assim… Tinha que admitir que metia piada ver o Dean nervoso, vontade de rir até… A "Joanne" é que estava “perdida” não sabia muito bem o que se estava a passar por isso decidi elucidá-la.
-O Dean tem medo de voar – Contei-lhe quando estavamos na fila para o check-in.
-Medo de voar?
-Sim. Não ligues sempre foi assim… Até dá piada às vezes. – e soltei uma leve gargalhada. Vi que ele já vinha ter connosco – Mas faz-me um favor, não comentes. Finge que não sabes. – pedi.
-Ok.
O Dean juntou-se a nós.
-Então já tens os bilhetes? – perguntou ainda nervoso.
-Já! – respondeu "Joanne", mostrando os bilhetes. – Vamos lá viajar! … A muitos metros do chão – e não conseguiu esconder um sorriso trocista.
-Sim, eu sei… — respondeu Dean a olhar para mim com aquela cara (Cara, estás feito comigo); Tinha percebido a piadinha da "Joanne".
-ahhh… vamos? – disse eu a tentar mudar de conversa. O Dean continuou a olhar para mim.
-Vamos… -respondeu ele por fim.
[Dean]
O Sam tinha mesmo de contar à "Joanne" que eu tinha medo de voar… “Obrigadinha Sam” (pensei).
Entramos no avião e por azar tive que ficar no lado da janela. Ainda estávamos em terra mas já tinha os estômago às voltas…
-Ei, estás bem? – perguntou-me o Sam – queres mudar de lugar?
-Não! Ahh não, estou bem – estava nada! O que mais queria era sair naquele momento do avião e agarrar-me à terra firme cá fora.
-psst…psst – chamou "Joanne" – Ei Dean, com medinho? – perguntou rindo. Olhei para o Sam e vi que ele estava de olhos arregalados para a ela. Dei-lhe uma cotevelada.
-Auch! – queixou-se o Sam. –Para que foi isso?
-Para que foi isso?! – repeti-o sussurrando – Qual foi a tua de lhe contares que eu… pronto tu sabes…
-Eu… eu contei por contar. Não pensei que ela daria tanta piada a isso…
Não lhe disse mais nada… Queria ver se ele ia gostar quando ela mandasse piadinhas sobre palhaços… Era o que ele merecia…
Passado algum tempo o avião deslocou. Os primeiros minutos foram os mais dificeis para mim. Estava completamente agarrado ao meu banco.
-Tens a certeza que estas bem? – perguntou-me o Sam mais uma vez.
-Para de me perguntar isso, já disse que estou ótimo- respondi rabugento. – Quanto tempo é daqui a Phoenix?
-Cerca de quatro horas… porquê?
-Ai, esta viagem vai ser longa… — disse para mim proprio.
[Sam]
O Dean estava mesmo com medo. E eu estava-me a divertir. Uma aeromoça passou com um carrinho e parou à nossa beira.
-Os senhores querem servir-se de alguma coisa? – Perguntou gentilmente.
-Sim! – respondeu logo Dean. – Por acaso tem torta? Eu adoro torta – disse soltando um largo sorriso.
-Temos sim. E o senhor? – Perguntou virando-se para mim
-Eu… só quero uma água, se faz favor.
-Concerteza.- Virou-se para o carrinho de mão e ficou a olhar para o olhar onde deveriam estar a tortas. Virou-se para os dois irmão. — Peço imensa desculpa, senhor, mas parece-me que afinal não temos torta. Quer outra coisa? Temos bolo de chocolate, se lhe agradar. — deculpou-se com um sorriso doce.
O Dean olhou para ela e depois para o carrinho com um olhar de desânimo. Suspirou.
-Ahh... Dê cá o bolo de chocolate, então. — disse com uma voz ainda triste.
-Aqui está. — disse ela dando-nos o que pedimos e afastou-se.
-Como é que não morres a fome?! – perguntou-me Dean fazendo uma careta, referindo-se ao facto de eu só ter pedido uma água.
-Como é que ainda não explodiste comendo o que comes? — retribui.
[Dean]
Devo admtir, estava desiludido. Quando é que vou poder comer a minha torta? Enfim... tive que me contentar com um bolito de chocolate de avião. Tinha-me acalmado um pouco mas as minhas pernas ainda estavam meio trémulas e tinha um aperto na barriga. Quanto mais cedo saísse dali melhor.
Tentava não olhar para a janela e ver as nuvens debaixo de mim. Teria um ataque!
Passado cerca de três horas e vinte minutos chegamos a Burbank.
Estava a falar com uma aeromoça quando vejo a Anne (sim, a garçonete de Burbank) a entrar no avião. Ahh, não, a Anne não!
-Não te mexas, Sam! – disse aflito. Ela não me podia ver.
-Ah?! – Respondeu-me sem perceber.
-A Anne! Faz-te de despercebido! Não olhes para ela! – disse enquanto olhava de relance para ver onde ela estava.
- …. Quem? Dean, de quem estás a falar? – Perguntou-me totalmente desnorteado.
-Da Anne – gritou num sussurro. Olhei a volta – conheci-a aqui, em Burb… — Não acabei a frase. Anne passou por mim e não me viu. Pelo menos à primeira vez. Voltou para trás.
-…Dean?! – Chamou-me admirada.
Fingi-me distraído e olhei para ela, como quem não estava à espera.
-Ei, oi. – Disse-lhe atrapalhado – Ahm… — não disse mais nada. O Sam olhava parvo para mim.
Do nada Anne deu-me um estalo.
-Para que foi isso?! – Perguntei indignado.
-Isto foi por me deixares duas horas à tua espera no Golden’s. Obrigadinha, parvalhão! – E afastou-se.
Joanne soltou um riso miudinho.
Passado algum tempo levantamos voo. “Destino Phoenix”.
O tempo não parecia passar. Olhava para o meu relógio de pulso e o tempo parecia parado. Queria desculpar-me à Anne, aquele cabelo preto, aqueles olhos, deixavam-me hipnotizado, mas era incapaz de me levantar daquele lugar. O Sam estava a ler uns papéis que tinha trazido com ele. Eram sobre lendas arcaicas. Não estava interessado em perguntar-lhe.
-...Dean! – Chamou-me a "Joanne".
-Diz… — respondi sem interesse.
-O que é que o teu amiguinho aí está a fazer? – Perguntou-me apontando com a cabeça para o Sam.
-Porque não lhe perguntas tu?! – Respondi-lhe sem ânimo. Não estava para falar com ninguém.
Comecei a ficar som sono e adormeci.
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[Dean]
-DEAN!!! – Gritou-me alguém.
Acordei num caos total. Toda a gente estava aos gritos e via-se sangue em alguns bancos. Olhei para o lado e não vi o Sam.
-SAM? – Gritei no meio daquela confusão – SAMMY?
-DEAN! – Responderam-me a alguns bancos atras. Olhei. O Sam estava encostado a uns bancos com a barriga ensaguentada. – A JOANNE! – Disse-me apontando para a frente. – VAI ATRÁS DELA!
Levantei-me, reparei que havia algumas pessoas mortas no chão do avião. Tentei movimentar-me mas havia gritaria por todo o lado. O avião estava completamente às escuras, tirando umas luzes vermelhas que piscavam interminavelmente. Avancei o mais que pude até que vi a "Joanne" a agarrar a Joanne V. pelos cabelos. "Joanne" estava com os olhos completamente vermelhos e com um aspeto completamente assustador.
-Dean! – Chamou-me ela (Joanne V.). Tentei socorrê-la mas mal dei um passo "Joanne". partiu-lhe o pescoço.
V.(verdadeira)
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[Sam]
-Dean, acorda!
- Para! – Dean acordou sobressaltado. Ficou parado a olhar para mim. Tinha a respiração alterada e estava a suar.
-Cara, que se passa?! – Perguntei.
[Dean]
Olhei à volta. Estava tudo calmo. Também a "Joanne" estava a olhar para mim. Que sonho estranho que tinha acabado de ter…
-Nada. – Respondi. Tinha o meu batimento cardiaco acelarado. – Nada… Apenas um sonho estranho – conclui. Olhei para a Joanne.
Não voltei a adormecer. Também não valia a pena, faltavam 15 minutos para chegarmos a Phoenix. Mas antes tinha que falar com Anne, mas para isso tinha que me levantar. “Oh não” (pensei). Respirei fundo. “São só uns passinhos, nada de mal pode acontecer”
Levantei-me e aproximei-me dela.
-Oi. – Disse mostrando um sorriso. – Posso?! – Peguntei apontando para um banco.
-Não, está ocupado. – Respondeu-me rudemente.
Olhei a volta e não vi ninguém que pudesse estar sentado ali.
-Ocupado por quem?! – Ela não me respondeu. Sentei-me. Ela soltou um suspiro de tédio.
-Olha… Desculpa não ter aparecido… Eu… Eu tive um contratempo e não pude ir.
-E não podias ter ligado?! – Ops, não me tinha lembrado disso.
-Eu, ahhh…. Perdi-o! – Inventei. – Sabes, tenho um bolso furado e ele deve ter caído.
-É, é. – Ela não estava convencida.
-Estou a falar a sério. Achas mesmo que eu ia perder a oportunidade de estar com uma beleza como tu?! – Disse sorrindo. Ela olhou para mim, estava com uma cara séria. – Desculpa. Que tal me dares uma segunda oportunidade?! Não te vais arrepender.
-huum. Não sei. – Respondeu-me fazendo-se de dificil.
-Va lá! … Por favor?
-…Ok! Mas não desperdices mais esta oportunidade. Liga-me. – Disse-me apontando o número numa folha e metendo-o no meu bolso. – E agora não o percas.
Boa, tinha conseguido! Voltei para o meu lugar, a tremer, olhei para o Sam e mandei um sorriso maroto.
-Que foi? – Perguntou-me ele.
-Isto irmãozinho, isto é algo que nunca vais conseguir fazer… Conquistar uma mulher!
-É,é… Conquistar ou ser conquistado?! – Respondeu sarcasticamente. "Joanne" soltou um risinho.
Passado algum tempo chegamos a Phoenix. Mal senti o cimento debaixo dos pés senti um alívio enorme.
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