Um Crime Perfeito
29 Tiros para o alto
Notas iniciais
Agora é pra valer o fim está próximo...
Bella POV
- Ainda está de pé a oferta?
- Que oferta?
- De me ensinar a atirar.
- Com certeza, mais do que nunca enquanto não encontramos o culpado eu preciso te manter a salvo. Não posso estar com você o tempo todo.
- E quando vamos começar?
Ele deu uma olhada no relógio franziu o cenho.
- Hoje, melhor dizendo agora.
Ele levantou da cama pegou o casaco e ficou me olhando.
- E então, vai ficar parada aí?
- Não.
Peguei meu casaco e sai com ele já estava meio tarde para uma aula de tiro, mas eu precisava aprender e depois do ultimo ataque eu teria que me defender já que me negaram a proteção. Pensei até em pagar seguranças, no fundo eu sabia que não valeria de nada. Se “ele” queria me matar ele tentaria novamente e seguranças não iriam impedi-lo.
- Bem, aqui é onde nos ensinam a atirar. Também usada em alguns casos área de treinamento de tiro do exercito, mas isso é no campo lá fora e em companhias maiores nós não fazemos aqui o governo mantêm um local. – Edward disse assim que estacionou o carro, um prédio comum. Ele deu a volta no carro abrindo a porta e me puxando após ligar o alarme. – Essa hora não tem mais ninguém aqui e poucas pessoas ainda possuem acesso livre.
Ao chegar na porta ele digitou um código de acesso e a porta rapidamente se abriu, nos dirigimos até o elevador paramos no quinto andar.
- Vou tentar te ensinar o básico para matar.
- O.. o que? Acho que não entendi.
- Você quer aprender para se defender, mas é claro que será necessário matar. – Ele seguia pelo corredor até alguns armários.
- Edward eu não sei se teria coragem de matar ninguém.
- Acredite quando você estiver correndo perigo. Você irá matar. – Do armário ele tirou protetores. Ele me estendeu um. – Irá precisar, para proteger. — Assenti e peguei colocando-os na cabeça, ele foi até outro armário onde mais uma vez usando um código de acesso abrindo-o dentro existiam gavetas ele abriu e verificou. Tirando de lá duas armas e duas caixas brancas. – Sua arma e munição. – Entregou.
Edward continuava a andar a minha frente e eu o seguia segurando a arma e a minha munição. A arma pesava, pesava muito, eu nunca havia segurado uma arma na vida era ... diferente.
Chegamos a sala de tiros e era exatamente como eu imaginava, me senti em um filme policial haviam divisórias e um balcão em cada uma delas, ele caminhou para uma delas e fez um sinal para que eu chegasse mais perto.
- Vou te ensinar a carregar. – Assenti – essa é uma pistola calibre trinta e oito. Dezoito tiros
- Dezoito tiros? Ela é capaz de disparar dezoito tiros?
- Sim.
- Nossa!
- Bem você tem o cartucho e só encaixar e disparar. – Ele demonstrou onde eu tinha que encaixar. – Faça na sua arma. – O olhei assustada. – Vamos amor, está travada, acha mesmo que eu colocaria sua vida em risco. Repita o que eu ensinei.
Então eu rapidamente repeti pegando o cartucho e inserindo-o como ele ensinou.
- Muito bom. – Sorriu e chegou mais perto e me deu um selinho. – Você é uma ótima aluna. Agora chega de conversa, vamos direto ao assunto. – Ele foi até o final do corredor das cabines e apertou um botão, rapidamente os alvos surgiam. — Para onde vão os tiros para o alto? Perguntou enquanto voltava para o meu lado.
- Para o chão, em algum momento.
- Exatamente, e podem matar também. Não é porque saíram da arma para o alto que nada vai acontecer. A bala volta a 280km/h velocidade suficiente para perfurar o corpo. Esqueça tudo que você viu nos filmes, meu amor. – Sorriu. – Coloque o protetor e veja.
Ele retirou a jaqueta e apontou a arma ele apontava para o alvo com precisão, seis disparos e o alvo mudava automaticamente. Ele estava tão lindo era impossível não olhar mesmo conhecendo cada pedaço daquele corpo, os músculos, seus braços. Suas pernas levemente afastadas. Era rápido mudava o alvo e mais seis disparos eram dados em diferentes pontos. Ao final da munição ele depositou a arma no balcão e foi até o fim do corredor e trouxe os alvos.
- Consegue ver? Com precisão dois tiros nos ombros, coração, esse tiro aqui no abdômen. – Ele apontava para os furos no alvo. – Também vou te ensinar a atirar para incapacitar o inimigo.
- Edward, desculpe, mas para você isso é absurdamente fácil. Eu jamais conseguiria isso. – Ele suspirou.
- Com medo?
- Não.
- Então agora é sua vez, venha. – Entrei na cabine e ele pegou sua arma já descarregada.
– Primeiro eu vou te ensinar como destravar, pegue a arma segure-a e aperte aqui. – Ele indicou. – Você destravou agora para travar, faça o movimento contrario. – E assim o fiz – Agora como eu ensinei carregue a arma, primeiramente trave-a e carregue. — Fiz do jeito que ele me ensinou tomando o maior cuidado possível, segurei a arma e levantei hesitante.
- Edward, eu não vou conseguir. – Soltei a arma no balcão.
- Vamos Bella, é claro que consegue. Esqueça tudo o que aconteceu, pense em você, somente em você. Imagine o assassino de James na sua frente agora. Ele esta querendo te matar e você? — Eu o olhei espantada era uma bela ajuda que ele estava me dando. – Vai o deixar concluir. Se você tem nas mãos a chave para acabar com a raça do desgraçado?
- Tudo bem, – respirei fundo – vamos.
- Essa é a minha garota. — Edward colou em minhas costas. – Pegue a arma e levante até a altura dos olhos, mire aonde você pretende acertar. E atire. – Ele arrumou meu protetor e eu me preparei para atirar, destravei e puxei o gatilho a força foi tão grande que meu corpo parecia que tinha sido jogado.
- Não, não, não! – Larguei a arma novamente.
- Bella, confie em mim isso é normal. Veja você acertou o ombro, vamos de novo.
Novamente me posicionei e segui suas instruções olhei na mesma direção do cano da arma e mirei usei os cinco disparos restantes, Edward pediu para esperar e foi buscar o alvo.
- Está vendo aqui? – Apontou para o ombro. – Quero que desça um pouco mais, quero que mire no coração, abdômen. – Assenti o sentindo colar novamente em minhas costas . Disparei mais seis vezes. – Muito bem Bella, agora quero três tiros de cada lado do alvo.
Arrumei minha posição e as mãos de Edward estavam no meu quadril.
- Abra as pernas um pouco. – Fiz o que ele mandou. – Está bom, assim, dispare.
Atirei no ombro enquanto as mãos dele subiam, isso não ia dar certo. Como ele pretendia que eu me concentrasse com seu corpo completamente colado ao meu? Eu sentia sua respiração em minha nuca, o hálito quente batendo ali me causando arrepios, sua barba por fazer roçando na minha pele.
Edward puxou meu cabelo soltando-o completamente do coque que eu havia feito, suas mãos infiltraram entre os fios como eu costumo fazer com ele.
- Edward. – Fui abaixando a arma.
- Não! Continue, atire. – ele levantou novamente meu braço em direção ao alvo.
Atirei acertando o alvo as mãos de Edward já não estavam em meus cabelos, e cada vez mais ele me prensava contra o balcão. Senti os dedos brincando com a barra da blusa que estava. Com a outra mão ele puxou meu cabelo e chegou bem perto da minha orelha.
- Se você acertar, terá um presente especial hoje. – Mordeu minha orelha , puxando com os dentes.
Disparei pela terceira vez enquanto ele espalmou suas mãos em minha barriga, subindo fazendo círculos causando cada vez mais arrepios em minha pele. Subindo cada vez mais perto da renda do meu sutiã. Mais um disparo e dessa vez eu não sei se acertei ou não. Ele puxava meu sutiã e então apertou o mamilo entre seus dedos, e não satisfeito apertou meus seios fortemente. Gemendo alto senti sua língua em minha pele e disparei o restante da munição.
Larguei a arma no balcão me virando completamente para ele puxando seu rosto e atacando seus lábios, senti suas mãos puxando minhas coxas e enlacei minhas pernas em sua cintura ele me sentou no balcão e puxou minha blusa, levantei os braços para ajudar e ele rapidamente se livrou delas. Eu estava com a mão no fecho do meu sutiã quando ele só abaixou a renda chupando meu mamilo direito. Encostei a minha cabeça em um dos lados da cabine, sentindo a língua quente em minha pele.
Levei minha mão até a barra do seu jeans apertando e esfregando por cima de sua calça, ele me provocou tanto, e ainda provocava. Eu estava apenas revidando.
Ele levantou a cabeça gemendo me puxando para um beijo, ele segurava minha cabeça com tanta força, beijava e mordia meus lábios. Abri o botão e depois o zíper puxando sua calça para baixo, levando junto sua cueca coloquei seu membro em minhas mãos bombeando rapidamente. A posição não ajudava.
- Se você não parar com isso, não terá sua surpresa. – Sorri, tentei, enquanto ele me puxava de cima do balcão ainda com a boca em meu pescoço deixando sua marca.
- Tire. – Ele estava completamente entregue. – Bella! – Puxou minha mão.
E me empurrou contra a parede, suas mãos trabalhavam nervosamente no meu jeans puxando-o assim que conseguiu o que queria puxou a calcinha que eu estava usando, era uma brincadeira. Ele puxava e soltava me causando dor e prazer.
- Como eu posso ignorar o quanto você estava sexy segurando a arma. Sua bunda empinada enquanto você procurava uma posição, eu queria deslizar minha mão entre as suas pernas. Mas o jeans me impedia de fazer isso.
Deslizou os dedos pela minha pele lentamente me fazendo arquear o corpo em busca de mais, minhas mãos afundaram em seu cabelo. Levemente ele encostou no meu clitóris sorrindo pelo meu desespero, eu arqueava em busca de contato.
- Quero você perfeita. – Passou seus dedos pelo meu clitóris pressionando levemente, me fazendo gemer tão alto quanto era possível. Deslizou até minha entrada passando diversas vezes ameaçando.
- Edward, para que com isso. – Grunhi.
- Calma, amor. – Mordeu minha orelha me puxando pelas coxas erguendo-me contra a parede da cabine. – Eu já vou te dar o que você quer.
Sem esperar mais ele entrou em mim em uma única estocada, gemi alto fechando os olhos curtindo a sensação de suas mãos no meu corpo. Era como se eu nunca tivesse sido tocada daquela maneira sexo com Edward era de 0 a 100 em um segundo. Puxei seu rosto exigindo seus lábios, mordendo e puxando seus lábios minhas mãos agarravam puxando violentamente seus cabelos enquanto ele estocava cada vez mais rápido contra meu corpo fazendo com que minhas costas batessem contra a cabine os sons de seu corpo se chocando contra o meu, a madeira vibrando contra minhas costas a cada batida.
Edward quebrou o beijo exigindo ar enquanto eu apertei seu membro com a minha vagina. Ele parou quase que imediatamente dentro do meu corpo ele me olhou sua respiração ofegante saia rápido. Ele saiu mais uma vez e entrando novamente enquanto eu apertava com a força que tinha.
- Porra, Bella! – Gritou jogando sua cabeça para trás.
Passando a estocar com a mesma força de antes, seu aperto em minha bunda se tornava cada vez maior, agarrei novamente seus cabelos atacando seu pescoço mordendo e chupando sua pele. Passando a língua pela sua pele até chegar em seu queixo.
- Edward, mais rápido. – Pedi. — quero gozar com você dentro de mim.
Com apenas uma mão Edward me segurava enquanto a outra estimulava meu clitóris, cruzei as pernas em sua cintura e exigi através das minhas mãos que ele fosse mais rápido, minhas costas suadas batendo contra a parede e os nossos grunhidos e gemidos preenchendo aquele espaço meu corpo e o dele dando sinais de que o orgasmo estava cada vez mais próximo, tirando a mão que ainda usava para sustentar meu corpo ele apenas investiu com força batendo minhas costas contra a parede, minha mão deslizando e arranhando sua pele e aos gritos chegamos ao ápice juntos.
O vidro da cabine completamente embaçado pelo calor minhas costas estavam ferradas. Mas eu não ligava realmente aquilo era só um complemento para lembrar da loucura. E se houvessem câmeras?
- Edward? – Chamei ainda com a voz rouca e cortada em busca de ar.
- Hum...
- Câmeras?
- Você quer levar de lembrança? Eu posso te fazer lembrar disso a cada momento ao meu lado. – Sorri enquanto ele dizia isso contra minha pele, sua cabeça repousada em meu ombro.
- Não é isso, você entendeu.
- Não se preocupe, não existem aqui... Mas pensando na forma de show, eu ainda quero assistir uma atuação sua.
- Uma atuação? – Ele olhou para meu rosto pela primeira vez.
- Na verdade, eu quero muito mais que isso. Eu quero a realidade.
- Você sempre fica louco assim após o sexo, ou essa é a primeira vez? – Perguntei divertida.
- Eu quero que você se dê prazer enquanto eu assisto, venho fantasiando isso a tanto tempo e após isso. – Olhou ao redor. – Acho que podemos fazer muito mais.
- Eu não conhecia esse seu lado.
- Há muitas coisas que você não sabe, amor.
- Estou disposta a realizar suas fantasias.
- Bom dia Sam, café? – Ofereci enquanto bebia o mesmo.
- Não, obrigada. Um courier deixou isso para a senhora.
- Senhora? – Puxei o envelope de veludo de suas mãos.
- Desculpe. – Sorriu envergonhado enquanto abria o envelope.
É com o incrível pesar que nossa família Volturi o convida para celebrar e dar a adeus a uma pessoa, que durante toda a sua vida nos alegrou com sua presença.
- Aconteceu alguma coisa?
- Apenas um conhecido, faleceu, o aviso da cerimônia. – Levantei o envelope e o balancei no ar.
Edward POV
- Bom dia Sr. Masen.
- Bom dia Sam, o que é isso? – Ele segurava um envelope de veludo preto.
- Um convite para a Srta Isabella, acabou de chegar veio através de um courier. – Fiz um sinal para que ele me entregasse o envelope o olhei e estava sem remetente. – Deve ser algum convite para um desfile ou alguma festa.
- É realmente – dei de ombros – Bom dia Sam.
Segui me caminho enquanto Sam foi entregar a correspondência a ela, após alguns minutos já em minha sala passei a repensar em todos os passos que esse maldito estava dando. E eu simplesmente não conseguia chegar em nada, nada que me levasse até ele.
- Que bom que te encontrei. – Levantei meu olhar encontrando Stefan.
- Aconteceu alguma coisa?
- Sim, aconteceram diversas coisas. – Continuei o encarando tentando entender aonde ele queria chegar. – Preciso que venha comigo até a sala de reuniões. – Assenti curioso sobre o que me esperava, seguimos até a sala onde discutíamos as operações quando necessárias. De inicio eu não entendia o que era tudo aquilo, mas esperei que ele começasse a me explicar. Havia uma pasta preta onde ele indicou para que eu me sentasse.
- Você se lembra quando disse que Jacob Black estava mentindo? – Assenti. – E ele realmente estava, de acordo com o que investiguei Jacob Black embarcou em um jato particular da França e voou até a Grécia naquele dia. Quando voltou tirou um novo passaporte alegando que uma semana antes havia perdido o próprio.
No telão Stefan mostrava as fotos do passaporte de Jacob, e um pedido de passaporte novo uma semana antes. Como o passaporte antigo demorava algum tempo para dar baixa...
- Ele mentiu.
- E tem muito mais, ele entrou no país sem problemas por conta da sua posição no governo. E essas são as movimentações das contas.
- Espera, contas?
- Jacob afirmou que James desviava dinheiro do governo, mas, a única coisa que encontrei foram mais de quatro contas em seu nome em paraísos fiscais. – Ele tocou na tela mostrando diversos documentos. Entre eles o passaporte e extratos bancários. – Aqui é a data e horário de entrada em solo grego. Veja, ele entrou as 15h45min da mesma tarde do assassinato saindo do país por volta da meia noite. James foi assassinado por volta de nove da noite. Tempo suficiente para espalhar o vídeo e sair do país. Nós nunca encontramos o IP após o vídeo ser enviado foi como se o mesmo tivesse desaparecido do mundo. Ele conseguiu sem registrar o acesso a rede e o acesso ao nosso sistema para nos enviar informação. Somente chefes de estado possuem esses acessos e mesmo assim, só são realmente usados na presença de um agente treinado. Está tudo aí nesta pasta.
Passei a folhear o relatório que Stefan fez, estava perfeito com todas as provas. Extratos e até mesmo o antigo passaporte de Jacob.
- Aqui está a prova que talvez seja a melhor para questioná-lo. Aro Volturi mentiu no depoimento dele o que também é considerado crime.
- Agora só nos falta saber quem era o seu cúmplice, ele pode estar tentando e falhando miseravelmente nos ataques contra Isabella. Também vou acusar Jacob pela morte de Garrett e Zafrina.
- Somente ele e o piloto estavam no Jato, a pessoa que o ajudou já estava no país bem antes. – Assenti.
- E o piloto?
- O piloto usou uma identidade falsa, não achei nada sobre ele. Nenhum registro se quer.
- Muito bem, eu vou cuidar disso Stefan, quanto a você. Pode ter certeza que estará no lugar onde merece, onde deveria estar. Você fez um ótimo trabalho aqui, tanto na investigação como em me passar tudo isso.
- Tenho bons informantes, pessoas que me deviam vários favores.
- É sempre bom contar com pessoas como você. Meus parabéns.
- Muito obrigada, Edward. – Estava sentado lendo os relatórios e olhando as provas contra Jacob quando Emmett entrou.
- Ainda bem que eu te encontrei. – Sem retirar os olhos dos documentos esperei que ele continuasse, mas ele não o fez. Olhei para ele que estava com uma expressão seria e preocupada.
- Veja só Emmett, Jacob Black e Aro Volturi mentiram em seu depoimento. – Mostrei a ele que agora olhava para o passaporte e as outras provas reunidas seu olhos se arregalavam a medida que lia o documento.
- Só que temos um pequeno problema, Marcus Volturi faleceu e..
- Isabella foi para o velório e Jacob também está lá. – Jasper completou entrando na sala.
- Então chegou a hora de acabarmos com essa historia de uma vez.
Notas finais
Ainda veremos toda a revelação pela visão da Bella hein, muitos detalhes a serem revelados =D
Muito obrigada pelas reviews e recomendações.
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