Notas iniciais
Olá!! Vejam bem, eu não falarei nada sobre os reviews porque... Ficarei feliz com os poucos que receber dos meus tamagoshis. :) Sobre o capitulo... Bem, o que acontece no final dele não é vingança, já estava planejado há muito tempo. (Desde o capítulo 8) Espero que gostem do Tyrion aqui, e... Boa Leitura! (Eu escrevi escutando qualquer coisa, então escutem qualquer coisa. Até buzina de carro serve.)

Ele não sabia onde estava quando acordou. O sol invadiu suas pálpebras e, resmungando, ele puxou o objeto mais próximo para colocar sobre seu rosto. Um pano de seda arrastou-se e ele ouviu vagamente um barulho muito parecido com vidro batendo em madeira, mas nada como vidro quebrando, então ele ignorou por completo e aproveitou enquanto pode a proteção contra a luz. Até que um solavanco sacudiu onde quer que ele estivesse dormindo e um líquido frio começou a cair em seu rosto. Era um alívio, aquele calor matinal estava o deixando incomodado, mas o líquido desceu mais velozmente e uma pedra bateu em sua têmpora.

Tyrion abriu os olhos e vinho ardeu em suas orbes. Ele levantou-se repentinamente e bateu a cabeça em uma placa de madeira. A garrafa da bebida, sem tampa e quase vazia, caiu no chão e o vidro espatifou-se em centenas de pedaços. Ele praguejou como um marinheiro, levando a mão ao galo que a rolha da garrafa fizera ao mergulhar no seu crânio. Olhou para baixo, encontrando suas vestes empapadas de vinho tinto. Maldizendo os deuses e o mundo, o Lannister apanhou as botas, bateu os cacos maiores de cima, e as calçou. Ainda grogue, agarrou um manto adornado com pele de texugo e o pôs de qualquer jeito sobre os ombros. Girou a cabeça, descobrindo uma janela e afastou a pequena cortina inútil. Deparou-se com homens sobre cavalos, enrolados em peles quentes, atravessando o manto de neve que era Estrada do Rei. Ah, Estrada do Rei. Eu preferia ter acordado em um bordel.

Soltou o pano fino da cortina, irritado. Ele odiava estar em liteiras, o balanço podia até agradar jovens e velhas senhoras, o conforto das almofadas de seda, a proteção contra as injúrias das viagens; mas para Tyrion, aquilo só o lembrava de um tempo claustrofóbico que ele passara dentro de uma caixa em um interminável caminho para Pentos. Então abriu a porta da maldita caixa enfeitada, e respirou o ar de fora.

Não sendo pela neve do Inverno, aquela parte da estrada estaria com um cheiro infernal. O fedor ruim, ele suspeitava, vinha de Harrenhal, e ver o castelo, mesmo que à distância, bastava para encantá-lo. Todas aquelas pedras derretidas por fogo de dragão, erguendo-se atrevidamente na paisagem branca, como dedos de carvão, o tamanho das torres, mesmo que estivessem destruídas... Ele queria ver de perto. O ar quente e úmido como uma roupa suja, não era de forma alguma agradável, mas depois de passar o Tridente congelado, era o que se seguira; o Sul conseguindo ainda ter calor. Ele gostaria de visitar o castelo de Harren, mas eles não podiam perder maus tempo naquela viagem. Quem sabe outro dia.

Tyrion Lannister olhou para um soldado que usava um escudo redondo às costas. Uma cabeça de lobo gigante havia sido entalhada no metal.

— Ei, você. Me traga um cavalo. – O nortenho semicerrou os olhos para ele, como se mentalmente dissesse: “Vá se foder, duende.” Mas ele conhecia aquele olhar, e sabia lidar com ele. Sorriu docemente como se ele fosse sua nova puta. – Ouça aqui, seu bastardo de lobo, por acaso, eu sou a Mão da Rainha. Que também por acaso, assim, só por coincidência, está casada com sua mamãe lobo. Então eu sugiro que vá arranjar um cavalo para mim, a menos que não queira ver a luz de um novo dia. – Tyrion piscou. – Eu posso ter uma boca muito grande.

Por três segundos o homem o encarou, com a mão enluvada apertando o punho da espada longa. Ele bufou como um equino e esporeou sua montaria para buscar o que havia sido solicitado.

— E é bom que ele não seja branco! Eu não aguento mais branco. – Resmungou sentando-se nos degraus da liteira sacolejante, com as pernas balançando ao ritmo das rodas na estrada.

— Mamãe lobo, é? – A voz de Jon Stark o fez pular.

— Você brotou da neve, por acaso? – Pousou a mão teatralmente sobre o coração. – Nem se encontrou com Varys e já está assim? A Aranha é quem aparece do ar.

— Eu não apareci dor ar. – O homem parecia exatamente com um rei que ele sempre imaginara em seus tempos de menino. Montado em um palafrém castanho, vestindo roupas escuras adornadas discretamente com prata não polida, um manto de lobo nas costas e a espada longa do invejado aço valiriano pendendo ameaçadoramente em sua perna esquerda. Não usava coroa, como Tyrion sabia que ele não faria. Parecia honrado e justo, inspirando confiança e... O Lannister sentiu um calafrio. Malditos deuses, eu o seguiria numa guerra, ele quase riu, esse rei nortenho que arranjamos. Talvez seja melhor do que todos os do sul. — Você é que está bêbado demais para notar uma cavalaria vindo para pisotéa-lo.

Não, nada de bom rei, esse maldito. — Eu não estou bêbado. – Resmungou. Por que todos pensavam que ele sempre estava bêbado? Excetuando-se o fato de que na maioria das vezes ele estava, não tinha explicação. Ele não estava bêbado agora, por exemplo.

— Então eu devo acreditar que o cheiro de vinho é inerente às suas roupas? – Tyrion abriu a boca para explicar a plausível razão do cheiro, quando o soldado voltou com seu cavalo.

— Branco. Claro que tinha que ser branco. – O homem segurou as rédeas por um bom tempo para que ele montasse, com a paciência de uma Irmã Silenciosa, agora que estava perto do adorado senhor. Depois, assentiu respeitosamente para o rei e voltou para um lugar na formação, bem longe do Lannister, provavelmente. – Você veio me dar bom dia? Que adorável.

O Stark apertou as rédeas de couro, mas depois franziu a testa para o final da coluna, que estendia-se muito além do que eles podiam ver. – Parece que alguma das carroças de alimento quebrou uma roda, e está parada, ficando para trás.

— E você tem que ir pessoalmente porque algum sentido de lorde dedicado que só existe em vocês Starks está o forçando? Sinto-me tão feliz por ter um rei prestativo. – Tyrion revirou os olhos, mas o homem não se deu o trabalho de responder. Continuou olhando para os soldados e pessoas da corte com uma expressão carregada. O Lannister sentiu falto do ser peludo que cobria os calcanhares do rei. – Onde está seu guarda-costas? – Jon franziu o cenho para ele. – O lobo que não faz barulho.

— Fantasma esta com a rainha e Arya. No começo da coluna.

— Oh, ele deixou o lobinho protegendo as garotas dele! – Tyrion piscou os olhos timidamente, juntando as mãos perto do peito, e fingiu-se emocionado. – Que. Fofo.

Jon Stark respirou fundo, fazendo Tyrion rir, saindo da posição ridícula. – Apresse o passo, Lannister. Seria uma pena deixa-lo no meio do caminho. – E esporeou o palafrém para seguir seu caminho.

Ele riu mais ainda com aquilo. – Você me ama. – Bastardo maldito. A relação entre eles era muito parecida com a que um dia tivera com Jaime, e ele gostava disso. Sentindo um aperto entorno do peito ao se lembrar do irmão, ele fez o garrano trotar para frente. Observou os lordes e soldados, aparentando todo o cansaço que era natural depois de três semanas de viagem. Eles já estavam mais perto de Porto Real do que longe, mais ainda faltava muito e todos, principalmente os sulistas – que tinham a ida inteira em suas costas –, estavam terrivelmente exaustos.

Tyrion ficara feliz ao finalmente estar voltando para casa. Seus instintos sempre o levavam a desconfiar de onde ele não conhecia, mas Winterfell não conseguia fazer isso, aquela fortaleza quente no frio o deixava quase calmo. Um lugar que, nas mãos dos Stark, funcionava. Ele não sentia-se bem com aquilo, então era bom estar voltando às cobras da Capital que o deixavam alerta. Eles haviam aproveitado ainda mais um casamento antes de partir, principalmente ele, que sabia como desfrutar de uma festa. Sansa Stark e Reynelle Hawkstark haviam se unido na frente dos deuses antigos, naquela cerimônia rápida e solene que os nortenhos apreciavam. Logo depois, a rainha decidira que o pequeno conselho já havia passado tempo demais com os Reinos nas mãos, e que estava na hora do povo do sul conhecer seu novo soberano.

— Consorte. – Ele a lembrara, mas ela não lhe dera ouvidos. Então em uma madrugada cinzenta e seca eles partiram, todos da corte, mais o novo rei e seus homens mais próximos. Deixavam para trás Lady Sansa e Reynelle Stark, Lorde de Winterfell e Protetor do Norte, com o terrível fardo de segurar o país no frio.

— Qualquer problema, vocês mandem um corvo. – Jon Stark dissera no dia da partida.

— Haverá mais problemas do que corvos, meu senhor. Mas a qualquer emergência séria nós o informaremos. – Reynelle lhe garantira com um sorriso.

O rei parecera contrariado, mas assentiu apertando o antebraço do lorde, para depois receber um abraço da prima. Tyrion quase vomitara com o sentimentalismo de Lady Sansa, mas se segurara bravamente, devia até cobrar um abono em seu próximo pagamento por tal heroísmo. Com a menina Arya, tudo havia sido mais simples. Ela estava indo para Ponta da Tempestade, junto ao seu noivo, mas não havia se falado em casamento em sua presença, então o Lannister não sabia como aquilo se resolveria.

— Senhor Mão! – Uma voz conhecida o chamou, mas ele não parou o cavalo. Sabia muito bem quem falara, e por isso rezou para que o rapaz perdesse sua motivação de falar com ele. Mas os deuses não sorriam para Tyrion Lannister. – Senhor Mão! – A voz estava mais próxima agora, e ele ouviu as patas do cavalo afundando na neve. Quis esporear sua montaria e sair voando dali, mas um maldito lorde prostrava-se em sua frente, bamboleando seu traseiro avantajado na sela pequena demais, e o pobre cavalo se esforçava para manter o ritmo da marcha. Willas Tyrell surgiu ao seu lado antes que ele pudesse pensar em um plano de fuga mais aceitável do que pular no chão e sair correndo com as próprias pernas. O menino sorria, com seus reluzentes cachos dourados. – Senhor Mão, eu não o achei em toda a nossa exuberante estada em Winterfell, acredita?

Acredito piamente, senhor Exuberante. Já que eu contribuí bastante para que não me achasse. Céus, quem usa a palavra exuberante? Trincou os dentes para não dar voz ao pensamento irônico. Não era culpa do garoto que Tyrion não gostasse dele. Ele era filho mais velho do falecido Mace Tyrell, e neto da Rainha dos Espinhos, Lady Olenna, que assumiria as terras de Jardim de Cima quando atingisse a idade. Era irritantemente alegre, demais para um inverno como aquele, e tão inteligente quanto às ervilhas que o Lannister comia com purê. Mas teimava em se achar muito esperto, e para mostrar isso ao mundo, pontuava suas frases com palavras como “exuberante”. Não, a culpa é dele sim.

— O que houve Willas? – Perguntou alegremente. Quanto mais rápido aquilo se resolvesse, mais rápido ele iria embora.

— Nada. – O sorriso do garoto aumentou enquanto o de Tyrion murchava. – Eu vi o senhor passar e decidi lhe acompanhar.

O Lannister revirou os olhos. Aquilo devia ser algum tipo de penitência. Logo para mim? Essa pessoa tão devotada e livre de pecados? Perguntou para os deuses, quais eram, ele não saberia dizer. Sentiu seu estômago roncar e o menino mostrou-se útil neste ponto, retirando uma ameixa roxa e gorda da sacola que pendia em sua sela. Tyrion aceitou a fruta suculenta sem nenhum remorso.

Andaram no ritmo da coluna por horas, tanto tempo que o sol mostrou-se a pino por entre as nuvens. Tyrion estava realmente considerando pular no chão e correr, havia um limite para quanto tempo um homem aguentava descrições das “soberbas” paisagens que eles passavam, e o dele já havia sido ultrapassado há tempos. Mas ele tinha que admitir um ponto, era surpreendente a quantidade de adjetivos que o garoto conseguia encontrar para as mesmas árvores pálidas e a mesma neve sem graça.

— Você viu aquela grandiosa copa daquele carvalho? A neve sublime que prendeu-se à...

— Meistre Alester! – Tyrion guinchou, estampando um sorriso simpático para o velho que aparecia pela janela de sua liteira, olhando para trás da coluna. O Lannister nunca gostara muito do meistre de Porto Real, como nunca gostara de nenhum meistre, mas... Devia ser o carvalho número 163, com a mesma copa sublime e aquela neve grandiosa. Ou seria o contrário? Ele está conseguindo me enlouquecer.

Para seu desespero, o meistre não lhe deu atenção e fechou a cortina, voltando para dentro da liteira. Ele rangeu os dentes.

— Filho de uma ratazana gorda. Bom que morra de...

— É desse jeito que minha tia-avó chama eles! – Willas exclamou surpreso. – Você também os chama assim, senhor Mão?

Tyrion estreitou os olhos, aguçando os ouvidos. Lady Olenna chamava os meistres de quê? Pela primeira vez ele ficou interessado em algo que o garoto tinha a dizer. Esperou que seus cavalos ultrapassassem a lenta liteira para começar.

— Lady Olenna não gosta de muita gente. – Ele comentou como se não quisesse nada. Morda a isca, meu filhote de minhoca acéfala.

— Mas ela realmente os odeia, essas ratazanas cinzentas. É assim que ela os chama. Você nunca ouviu? – Tyrion balançou a cabeça, impaciente. Fale logo. O garoto pareceu pensativo. – Eu não entendo porque ela não gosta deles. Nosso meistre, o bom Wander, sempre foi tão gentil comigo. Ele me dava maçãs com mel. E uma vez, quando eu caí, ele...

— Mas o que exatamente sua avó fala sobre eles? – O Lannister interrompeu, sentindo a quase irresistível vontade de bater na cabeça do garoto. Talvez o cérebro dele funcionasse no tranco.

— Oh, ela diz que eles estão por toda a parte, como ratos, sempre sussurrando nos ouvidos dos lordes. Dizendo o que eles devem fazer, sabendo de tudo. Diz também que eles são interligados e que conspiram. – Willas riu com seus dentes tortos. – Eu não concordo. Mas minha avó é muito desconfiada o senhor não deve ligar para essas besteiras. – Ele sorriu mais uma vez, como um bobo.

Tyrion virou-se para trás, olhando novamente para a liteira que haviam passado, onde o meistre voltara a colocar a cabeça para fora da janela pequena, tentando espiar o fim da coluna. O homem girou a cabeça, fixando seus minúsculos olhos pretos no lorde. Ele sentiu o arrepio percorrer sua espinha e ajeitou-se na sela. Sua avó é muito sábia, pequeno cabeça de vento. E essa não é a primeira vez que escuto isso sobre nossos adorados meistres.

*

Tyrion queria bater na rainha, no rei e no lobo. Era tarde da noite, e tudo o que ele desejava era recolher-se em sua tenda e dormir como uma pedra, depois de um dia inteiro de viagem à cavalo. Seu traseiro parecia em carne viva, e os músculos rígidos doíam a cada passo. Mas ele era um bom conselheiro, e mesmo assim, cheio de dores, atendera ao chamado da rainha.

Daenerys estava irrequieta. Andando de um lado para outro da tenda real, de um jeito que estava deixando-o tonto. Quisera bater nela por isso. O lobo não estava muito diferente, cavava o chão com as patas, deixando sulcos no forro, mordia almofadas e saia da tenda por alguns segundos, para voltar e repetir o processo. Ele queria estapeá-lo também. Mas quem merecia as maiores tapas, era o rei. Aquele maldito ainda não voltara do que quer que ele fora resolver, Tyrion não se lembraria do era nem que o mundo dependesse disso, e era culpa dele que a rainha o solicitara.

— Quando ele saiu? – Ele tentou achar uma posição confortável na cadeira de metal. Pensou em pedir para a rainha dar-lhe uma almofada que estava perto dela, mas achou que não era o momento ideal.

— Nas primeiras horas. – Daenerys sentou-se ao seu lado. – Um dos homens dele veio, disse que uma das cargas de alimento havia quebrado e estava parada na estrada. Eu disse para Verme Cinzento ir verificar, mas ele insistiu em ir ver. – Ela olhou para o lobo que havia se deitado no chão e os encarava com a cabeça caída. Tyrion não sabia daquelas coisas, mas mesmo ele podia ver a tristeza naqueles olhos vermelhos. – Eu já havia começado a achar que ele estava demorando demais, mas antes de ir, Arya me tranquilizou, dizendo que esses tipos de problemas demoravam mesmo. – A pequena loba havia desviado do caminho deles, indo para Ponta da Tempestade por outra estrada com o noivo, como havia sido acertado. Gendry Baratheon parecia não querer por os pés em Porto Real, então eles agora seguiam caminhos diferentes. – Mas então o lobo começou a agir desse jeito.

— Que jeito? Destruidor em série? – Ele indicou os estragos no chão e as almofadas destroçadas. Fantasma levantou as orelhas, mas logo depois as abaixou novamente.

— Eu acho que ele sente que há alguma coisa errada. – A rainha levantou-se e foi até o animal. Abaixou-se sobre os pés e, devagar, aproximou uma das mãos ao focinho do animal. Ele ergue a cabeça, farejou os dedos da mulher, soltou uma bruma de ar quente e deixou-se cair novamente. Ela pousou a mão perto de suas orelhas, acariciando levemente os pelos. – O que aconteceu com ele, rapaz? – Sussurrou para o lobo que a encarava com suas piscinas de sangue. – Eu mandei Verme Cinzento até lá.

Tyrion esfregou as mãos para se esquentar. Havia um lareira, mas estava longe demais para que ele forçar-se suas pernas duras até lá.

— Ilumine-me, Vossa Graça. Para que eu fui chamado?

Daenerys não teve tempo de responder, o lobo ergueu a cabeça repentinamente ao mesmo tempo em que o comandante dos Imaculados entrava pelos panos da tenda. O homem fez uma reverência e a rainha se levantou. — E então? Onde está ele? – Soava como uma menina assustada, mas Tyrion suspeitou que ela não estava prestando atenção nisso.

O meio-homem espiou um dos soldados de Verme Cinzento atrás dele, e suas entranhas se contorceram. Nas mãos do homem escondido pelas sombras, a espada com uma cabeça de lobo branco no punho reluzia à lua. Ele fechou os olhos quando viu sangue escorrer para o chão de Garralonga.

— Este um achou homens mortos, onde a rainha mandou ele ir. Uma carroça quebrada e corpos de homens que tinham lobos nos escudos. – Ele afastou-se para deixar o soldado que segurava a espada entrar. – E isto. – O rosto de Daenerys empalideceu-se ao pegar Garralonga nas mãos. A espada parecia grande demais para ela, assim como a notícia que se seguiu. – Mas nenhum sinal do rei.

Ela ergueu os olhos para o soldado, seus dedos seguravam a bainha ensanguentada com força, apertando a espada junto ao corpo, e não se importando com o sangue sujando suas vestes. – Você voltará lá, Verme Cinzento. Levará mais homens e irá varrer a região, até encontrar algum rastro dele ou de quem fez isso. Qualquer traidor encontrado deve ser trazido à mim, imediatamente.

O homem assentiu militarmente. – Este um irá fazê-lo, rainha.

Quando ele se foi, Fantasma pôs-se em pé nas patas, mas antes que ele pudesse sair, a rainha segurou seus pelos. – Não se vá você também. – O lobo olhou-a por longos segundos antes de sacudir-se e sair panos afora. Tyrion sentiu-se inadequado, vendo-a se sentar em uma cadeira com a espada sobre as coxas. “Corpos de homens que tinham lobos nos escudos.” Recordou-se das palavras do imaculado. Eu lembro que ele foi só. O lorde suspirou ao ver a pequena rainha limpar o sangue da lâmina afiada. Traído pelos seus mais uma vez. Que sina, Jon Snow...

Notas finais
Wheeeeeeee! Bem... HE HE Vou ali preparar meus advogados. Ninguém pode querer me matar! Eu tenho que terminar a história, lembrem-se disso.