Notas iniciais
Olá amores! Eu, mais cedo por aqui? Sim! Este capítulo é especialmente dedicado a Dre THG! Nossa tamagoshi está fazendo aniversário hoje! Parabéns docinho!! Muitos anos de vida e fofurices. Hehe. Neste capítulo... Sempre que eu escrevo um capítulo de Jon eu sinto como se nunca mais pudesse escrever nada de novo. Esse menino lindo tem a capacidade de sugar todas as minhas ideias, palavras e expressões. Todas as vezes que coloco o último ponto final eu fico: "Meus deuses, como eu vou escrever mais alguma coisa sem repetir o que coloquei aqui?!" E este fez isso de uma forma especial... Aah, descubram sozinhos. HEHE Boa leitura! (Música do capítulo: Let Her Go - Passenger)

Alguns flocos de neve esparsos caíam, dançando em seu campo de visão, com o vento a conduzi-los em uma música surda. Um deles destacou-se do compasso que ele imaginara, mergulhando atrevidamente por entre os irmãos. Este caía mais rápido que os outros e, de tempos em tempos, desaparecia. Então uma rajada de vento o capturava e o empurrava para cima novamente, obrigando-o a voltar a dançar. Jon poderia ter esticado o braço e alcançado-o com os dedos, se quisesse.

Mas manteve as mãos cruzadas à frente do corpo, com os dedos abrindo e fechando em certo nervosismo. Suas irmãs estavam ao seu lado, primeiro Sansa e depois Arya, a mais velha frios olhos azuis em um rosto indiferente e a menor se segurando para não saltar de um pé para o outro de tanta ansiedade.

Arya esperava o noivo – Jon ainda tinha dificuldade de aceitar essa ideia pertubadora –, que já na metade do primeiro mês havia sido solicitado em Ponta da Tempestade. Um lorde não podia ficar tanto tempo longe de suas terras, então ele voltara para casa deixando uma Stark infeliz para trás. Jon, de certa forma, havia apreciado a partida do Baratheon; já era difícil o suficiente ter que conviver com o noivo da outra irmã. Suportar dois homens rondando as garotas seria quase agonizante. Ele sabia que isso era um ciúme sem sentido, já que as duas iriam se casar com eles eventualmente, mas seis meses observando eles pairarem sobre elas como corvos de carne era muito tempo.

Seis meses. Jon ainda não acreditava que havia se passado tanto tempo desde a última vez que vira a Rainha de Westeros. Antes três anos haviam corrido sem que muitos pensamentos direcionados seus fossem na direção dela, e nenhum tipo de incômodo relacionado a isso, afinal, ela não era nada para ele. Mas as coisas haviam mudado, drasticamente. Não era como se ele estivesse com todo o tempo livre do mundo para sentar e pensar horas a fio nela. Ele tinha um país para manter vivo e, como ele não sabia se estava cancelado ou não, continuou supondo que o casamento aconteceria, portanto ele tinha um sucessor para preparar em pouco tempo.

Reynelle Hawkstark não lhe deu muito trabalho. Era um garoto leve que sabia ser sério quando era necessário, aprendia tudo o que lhe era ensinado com facilidade e parecia beber cada palavra do lorde de Winterfell como Tyrion bebia um Dourado da Árvore. Além de já ter alguma experiência. Não havia sido criado para herdar as propriedades da família, mas tinha noção do que se devia fazer com terras congeladas e vassalos famintos, desesperados por uma rusga entre si que os esquentasse o sangue. Jon até tentara ensinar algo à Sansa, mas três dias depois ele agarrara o Hawkstark e o colocara debaixo do braço, o levando e fazendo-o participar de qualquer coisa que ele fizesse. Seria melhor para todos se a irmã se mantivesse apenas com suas agulhas de costura.

Em meio a negociações, planos de distribuição de comida e algumas lutas no pátio, Jon se pegou afeiçoado ao garoto. Não quisera isso, o último pupilo que tivera enfiara uma adaga em seu coração em uma noite fria, mas havia sido inevitável. Ele o recordava demais Robb e isso de alguma forma era bom.

Assim, dois meses de convivência haviam se passado até que o garoto reunisse coragem suficiente para perguntar uma dúvida que, Jon podia ver em seus olhos, estava o consumindo há muito tempo.

Eles estavam na contagem semanal dos estoques. O Stark costumava fazer isso junto com o Meistre, e não apenas deixar tudo nas mãos do homem como muitos lordes costumavam fazer, uma preocupação antiga de seus tempos na Patrulha. Reynelle o seguia de perto, segurando um grosso maço de papéis, as contas de três semanas atrás, e prestava total atenção a cada informação que o Meistre falava.

Em Winterfell os celeiros e os armazéns eram mantidos na parte onde a água corria mais quente por entre as paredes para que tudo não congelasse no Inverno, atrás das cozinhas, alguns patamares abaixo do piso. De dentro de um bolso da longa túnica cinza, Meistre Beltoar retirou um grande aro com as chaves de cada depósito. As salas eram enormes, como se cada uma delas fosse o dobro do tamanho do Grande Salão. Uma vez lá dentro, o Meistre retirou um giz, que era do tamanho de dois dedos juntos, do bolso e começou a marcar cada barrica, saco e barril, conforme os contava. Enquanto o Hawkstark comparava a nova contagem com a antiga, assim como tinha aprendido.

Nos celeiros, havia aveia, trigo e cevada, além de barris de farinha moída. Nos armazéns, réstias de cebola e alho pendiam das vigas, e sacos de cenoura, cherívia, rabanetes e nabos brancos e amarelos enchiam as prateleiras. Em uma das salas de estocagem havia queijos tão grandes que seriam necessários homens para movê-los. Na sala seguinte, barricas de carne salgada, porco salgado, cordeiro salgado e bacalhau salgado estavam empilhados até alcançarem cinco metros de altura. Quinhentos presuntos e cinco mil chouriços podiam ser vistos pendurados nas vigas do teto, embaixo do defumador. Nos armários de especiarias, encontravam-se grãos de pimenta, cravo, canela, sementes de mostarda, sálvia, sálvia esclareia, salsa e imensos blocos de sal. Em outros lugares havia barris de maçãs e peras, ervilhas secas, figos secos, sacos de nozes, de castanhas, de amêndoas, filés de salmão defumados e secos, jarros de barro cheios de azeitonas e conserva e selados com cera. Um depósito guardava lebres envasadas, pernil de veado no mel, repolho em conserva, beterraba em conserva, cebola em conserva, ovos em conserva e arenque em conserva.

— Meu senhor. – O garoto chamara-o enquanto eles percorriam o longo corredor que separava a parte quente de onde eram mantidas as carnes. O meistre ia passos à frente, segurando uma lanterna de vidro.

— Sim? – Ele havia respondido ainda concentrado nos números no papel em suas mãos. Iremos precisar repor as cenouras. Por que tantos gostam de cenouras? As cebolas também estão...

— O senhor esta tendo um caso com a rainha?

Jon levou três segundos para entender. Parou de andar tão repentinamente que o garoto esbarrou em suas costas. Virou-se para ele. – O que disse? – Ele soou mais ameaçador do que pretendia. Ou talvez não, Reynelle poderia achar de bastante utilidade uma boa sacudida para aprender a dobrar a língua.

O garoto sorriu envergonhadamente. – É que pareceu que vocês dois... Bem, minha mãe pode não saber perceber essas coisas, mas eu sei.

O Stark analisou suas opções. Podia estrangular o garoto e jogá-lo em algum lago; cortar sua garganta rapidamente e depois enterrar o corpo; sufocá-lo com os maços de papéis, enfiando-os garganta abaixo; ou... Não fazer nada. Todos vão acabar sabendo mesmo. Ele encarou os mansos olhos castanhos do garoto, procurando algum traço de malícia, e suspirou.

— Irei me casar com ela, Reynelle. — Soltou como se as palavras fossem pesadas demais para segurar. — O que você acha disso?

Ele pareceu surpreso e aliviado ao mesmo tempo. Apertou os papéis e respondeu: – Eu não tenho tias, tenho uma tia-avó, e eu nunca me envolveria com ela. Deuses, isso seria estranho. – Reynelle ergueu os olhos sorrindo. – Mas o senhor não foi criado junto com a rainha. Ela não trocou seus panos. – Ele riu como se lembrasse da época que era trocado pela tia-avó. – São situações completamente diferentes, vocês são quase como estranhos um para o outro. E os Targaryen sempre fizeram assim. E... vocês são tia e sobrinho, o que é bem mais distante de irmão com irmã como eles faziam. Então eu não vejo porque não, se os dois querem.

Jon deixou os ombros caírem. Ele não o achava abominável. Isso já é um começo. Assentiu e tocou o ombro do garoto ao passar por ele. – Obrigado.

Mais à frente, o Meistre se virou, parecendo perceber apenas naquele momento que eles não o estavam seguindo. O lorde recomeçou a andar, mas, antes que pudesse dar muitos passos escutou a voz do Hawkstark:

— O senhor não será feliz se continuar a se importar com o que todos pensam.

Aquilo se gravou em sua mente, assim como aquela ameaça. Jon nunca se imaginara em um futuro feliz, na verdade não costumava pensar muito no que viria, era o passado que ele revirava. Mas agora havia a possibilidade de ser feliz, ou ao menos ter algumas alegrias. Isso se ela ainda quiser se casar comigo, pensara na época.

Arrependera-se daquela discussão segundos depois de ter acontecido e, até dois meses depois de sua saída, Daenerys havia se mantido em silêncio. Fazendo com que ele sofresse uma tortura psicológica pertinente. Eu devo escrever? Decidiu logo que não, nunca saberia o que dizer e suas cartas sempre pareciam frias e impessoais, não importava para quem ele escrevesse. Então esperou algum corvo ou cavaleiro que trouxesse as palavras dela. Depois de um tempo, não importava se elas seriam hostis, só queria que ela dissesse alguma coisa. Mas ela não mandou nenhuma letra e o Stark finalmente percebeu que se importava com ela, que ele... Em algum momento deixara de ser apenas sobre o desejo carnal que ambos sentiam e ele ainda não sabia dizer se isso era bom.

No terceiro mês acontecera o anúncio. A Rainha de Westeros, Daenerys da Casa Targaryen, iria se casar com o príncipe Jon, da Casa Stark. A notícia se espalhara pelos reinos como uma fagulha percorrendo um rastro de fogo vivo e agora ele não tinha mais de que ou de quem se esconder.

Houvera os olhares, a maioria de seus próprios criados, o encarando por todos os lugares com estranhamento. Mas, algumas voltas de lua depois, eles começaram a lhe dar felicitações e desejar filhos saudáveis. Ele se surpreendera, mas não se deixara enganar. Em casa todos o conheciam desde que ainda não conseguia se segurar com as próprias pernas, Porto Real estaria cheia de pessoas que o olhariam com asco e que lhe desejariam a morte. Seria outra realidade, mas ele tentou não se preocupar com aquilo ainda. Concentrou-se no fato de que o casamento estava mantido e ela ainda... Seria sua.

Quase cinco meses depois da partida dela e da corte, um corvo chegara e na mensagem que ele trazia havia umas poucas linhas avisando-o que a Rainha estava voltando para Winterfell. Quer ele quisesse, quer não.

Agora estava ali, flexionando as mãos para aplacar o que sentia, de pé esperando-a chegar, como fizera há meses atrás. Dessa vez, quando a trombeta os anunciou e os primeiros imaculados atravessaram o portão, Jon não desviou os olhos da rainha montada. Seguiu-a até que ela parasse com elegância na sua frente, relembrando com certa surpresa o quanto a mulher era bonita.

Quando ela desceu, o lorde se ajoelhou, sendo seguido por todos, assim como ditava as regras. Ela parou em sua frente e fez um discreto aceno com a mão para que ele se levantasse. Foi ouvido um som quase sincronizado quando o povo de Winterfell se ergueu em seguida.

Daenerys Targaryen o encarou com o rosto sério. Um corrente de ar fria desceu dos céus e agitou seus cabelos que estavam trançados para trás. Por alguns segundos ela pareceu mais intimidadora do que ele jamais havia visto, mas logo o vento se foi e as mechas prateadas se assentaram em seus ombros cobertos pelo vestido verde escuro. Seus olhos estavam calmos, brilhando quase com se tivessem luz própria, mas não havia nenhum sinal de animosidade neles. Jon trincou os dentes para se impedir de encará-la com a boca aberta — havia um limite para o ridículo. Ela assentiu rigidamente para ele em um cumprimento seco e foi ate suas irmãs, inesperadamente abraçou cada uma delas. Então a elas você abraça?

— Não fique com tanto ciúme. – Ouviu Tyrion Lannister se aproximar com um sorriso atravessado. – Já esta dando para ver.

Ele se virou para o homenzinho, sentindo uma vontade quase irresistível de afundar seu punho naquela cara feia. Mas acabou sorrindo ao apertar sua mão. Senti sua falta, Lannister. Quase disse, mas não iria dar a ele essa satisfação.

Jon observou as três mulheres caminharem juntas para o castelo, com Sansa rindo de alguma coisa que havia sido dita. Arya torceu-se para olhar para trás, mas ele sabia que ela não estava procurando por ele. Assim que a garota achou o noivo, mostrou-lhe a língua com o rosto contorcido em uma careta, e virou a cabeça, mas o lorde pode ver o sorriso que ela tentou esconder.

Ele sentiu uma tapa em sua mão direita e olhou de cenho franzido para o anão. Tyrion apontou para a rainha que se afastava. – Vá logo falar com ela, idiota.

O Stark respirou fundo e apressou o passo para acompanhar as mulheres. Hesitou por um momento mais longo do que seria natural, mas mesmo assim esticou a mão para segurar a curva do cotovelo dela. A rainha se virou para ele com uma pergunta nos olhos claros.

— Precisamos conversar. – Foi o que ele disse.



Ela se sentou em sua cama, parecendo completamente à vontade, mesmo que estivesse sozinha com um homem, no quarto dele. Jon não gostou daquilo. Com quantos ela já não deve ter compartilhado as peles? Fechou os olhos e espirou para tentar apagar a imagem perturbadora que havia criado inconscientemente em sua cabeça; Daenerys sem nenhum tecido para proteger sua pele alva, nos braços de outro. Apertou as mãos mas não conseguiu sentar ao lado dela. Permaneceu de pé e tentou pensar na melhor maneira de começar a falar.

— Eu a machuquei? – Referia-se à aquele dia, quando agira de forma abominável. Havia passado muitas horas em claro se fazendo aquela pergunta, era capaz de nunca se perdoar caso a tivesse ferido de alguma forma.

Ela balançou a cabeça suavemente, negando sem desviar os olhos dos seus. – Se tivesse, a essa hora sua cabeça estaria apodrecendo em uma estaca nas muralhas da Fortaleza Vermelha.

Um silêncio de catedrais se instalou depois dessas palavras, interrompido apenas pelo estalar da madeira que queimava lentamente na lareira. Jon umedeceu os lábios enquanto retirava o manto pesado e o deixava em cima do móvel de pinho. Ás vezes aquilo pesava terrivelmente e o calor do quarto estava mais do que agradável.

— Você não me escreveu. – Ele soltou sem pensar muito bem e se arrependeu logo em seguida. Havia soado como um menino que não recebera os doces que queria.

A rainha enrugou a testa. – Você também não.

Ele segurou a língua antes que pudesse retrucar infantilmente. – Tyrion lhe contou os meus motivos? – Ela pestanejou e assentiu ainda com o rosto duro. Jon engoliu em seco. – E você ainda assim não me escreveu?

— Eu não concordei com seus motivos. Tyrion me contou, mas ainda acho que deveria ter me falado. – O Stark abriu a boca para responder, mas ela falou antes. – De que isto adiantou? Você descobriu quem foi?

Jon olhou para a porta felizmente fechada. A mensagem que recebera ainda não era de conhecimento público. – Não, mas eu esperava descobrir algo. – Admitir aquilo era frustrante. Esperara que alguém se manifestasse mais hostilmente depois do anúncio do casamento, até mesmo ficara apreensivo com a possibilidade de alguma coisa acontecer às irmãs, mas nada e nem ninguém agira de qualquer forma. Ele baixou os olhos. – Tinha que manter segredo.

Daenerys se levantou e com dois passos estava perto dele, perto o suficiente para que seus pensamentos começassem a ficar turvos ao sentir o cheiro dela. Os deuses sabiam do quanto ele sentira falta e sonhara com aquele aroma.

— Segredos de mim? – Ela segurou suas mãos e as guiou para sua cintura fina. Jon quase poderia envolver toda a região se esticasse os dedos. – Segredos da sua rainha? Da sua futura esposa?

Ele exalou. O corpo dela estava muito próximo ao seu, de forma enlouquecedora irradiando calor e os olhos dele escorregavam a todo o momento para seus lábios rosados. Ela se ergueu nas pontas dos pés, deixando seus rostos quase na mesma linha. Entrelaçou as mãos em sua nuca, usando os dedos leves para brincar com seus cachos soltos, de um jeito diabólico que o deixava arrepiado. A mulher inclinou a cabeça e, com os lábios macios colados em seu ouvido esquerdo, sussurrou sedutoramente:

— Você não pode guardar segredos de mim. – Ela deslizou a língua quente pelo lóbulo de sua orelha, fazendo o homem morder o lábio para conter um gemido e fechar os olhos pelo desejo. – Entendeu? – Ele sentiu os dentes da rainha prenderem levemente a carne sensível, para depois ter os lábios dela pressionados contra a pele de seu pescoço desprotegido. Quando ele não respondeu tão rápido como ela gostaria, a rainha cravou as unhas em sua nuca e desceu arranhando todo o comprimento. – Você me entendeu?

Jon assentiu letárgico. Ocorreu-lhe a presença de espírito de pensar que talvez concordasse com qualquer coisa que ela perguntasse, se aquela tortura fosse adiante. O Stark apertou sua cintura, decidindo que ela já havia passado muito tempo no controle da situação. Fez pressão com as mãos para baixo, fazendo-a apoiar-se nos pés novamente. Passou uma das mãos pela curva delicada de seu pescoço, abaixou a cabeça e a beijou de verdade.

Beijou-a como tivera vontade de fazer no momento que a vira cruzar o portão do caçador e como sonhara em inúmeras noites, as bocas encaixando-se com perfeição e as línguas provando o gosto inebriante um do outro. Assim como imaginara, ele empurrou o corpo contra o dela, fazendo-a dar passos para trás. Ainda com os lábios colados aos da rainha, ele segurou seu corpo e colocou um joelho na cama coberta. Apoiou-se com a mão esquerda e a deitou devagar nas peles aconchegantes, cobrindo a mulher com todos seu comprimento masculino logo em seguida. Deixou um braço contra a cama, segurando grande parte de seu peso e com a mão direita livre, percorreu a extensão do tronco dela, subindo vagarosamente da cintura até a curva do seio.

Daenerys arfou contra sua boca quando o sentiu apertá-la ali. Encarou-o com os olhos escuros, como se o provocasse a fazer mais e trouxe sua cabeça para perto, tornando a beijá-lo voluptuosamente, as mãos descendo por suas costas, incendiando todo o caminho e apenas parando na curva firme de suas nádegas. Jon impulsionou o quadril contra o dela, pensando que explodiria em chamas se não o fizesse. Para que um vestido tão grosso? Procurou cegamente as amarras na parte de trás, soltando um gemido abafado quando ela o apertou para mais perto de si. O Stark quase comemorou quando conseguiu afrouxar a parte de cima da roupa complicada e, sem nenhuma delicadeza aparente, ele puxou-a para baixo, tendo como recompensa mais pele quente da Targaryen revelada.

Jon gostava de sentir seus lábios contra os dela, as línguas entrelaçadas sem pudor do mesmo jeito que suas pernas, mas levantou o rosto. Beijou em baixo do queixo, perto do ouvido, na extensão do pescoço e, a rainha suspirou, no vinco entre os seios. Demorou-se ali, hora sugando levemente, hora apenas depositando beijos maliciosos na pele lisa, até que a superfície ficasse vermelha como um morango de Volantis. Ela afundou os dedos em seus cabelos, deixando a cabeça pender para trás como se oferecesse ainda mais a si mesma para as vontades do homem.

Ele arranhou a pele com os dentes, para depois umedecer o local com a língua. Antes de continuar com qualquer ação perversa que estava imaginando, experimentou assoprar levemente onde estava beijando e viu-a, com satisfação, se arrepiar e ergue-se para ele. – Você também não pode manter segredos de mim. – Ele não tinha a intenção, mas sua voz estava rouca. Deslizou os lábios do colo dos seios dela até suas maçãs do rosto. Beijou-lhe a boca. – Ouviu?

Ele viu os olhos de Daenerys se arregalarem, como se ela houvesse se assustado. E se ele não estivesse tão perto, não teria visto suas pupilas contraírem. Ela mordeu o lábio inferior. Com uma das mãos, a mulher empurrou seu peito, querendo que ele se afastasse. Sem entender o que infernos havia feito de errado, o lorde girou o corpo, saindo de cima dela a contra gosto.

Parecendo perturbada, a rainha se sentou e passou vários segundos encarando a cômoda de madeira. Jon olhava suas costas, ainda apoiado em um braço, vendo os cabelos dela levemente desarrumados e seu vestido com a parte de cima parcialmente caída. Teve vontade de colocar a mão em suas costas e perguntar “O que houve?”, mas refreou-se.

Por quê? A pergunta surgiu em sua mente e ele fez o que quisera fazer.

Daenerys se virou para ele com um pequeno sorriso de desculpas. Abaixou-se para depositar um rápido beijo em seus lábios. – Desculpe-me. – Depois se levantou e saiu da cama. Antes de abrir a porta e ir embora, ela o olhou. – Estou cansada. Foi uma longa viagem.

O lorde assentiu, contrariado. Ela lhe lançou um último sorriso e saiu. Jon deixou-se cair na cama e encarou o teto de madeira, pensando no que ela poderia estar escondendo dele.

Notas finais
E então amores? O que acharam desse capítulo? Como está indo a história? Os comentários de vocês são muito importantes para mim, então apareçam! (Seria ótimo de desse pra fazer um luminus e fazer vocês surgirem, fantasminhas lindos.)