Notas iniciais
Olá! Nem me olhem de cara feia, estou dentro do prazo, uma semana. Eu terminei este hoje, e foi uma delicia escreve-lo. Eu escrevi escutando Neon Lights de Natasha Bedingfield, se alguém quiser escutar, eu recomendo. Espero que gostem, e boa leitura!

Ela estava feliz. Não havia outra definição.

Sua vida, uns bons anos dela, não haviam sido agradáveis, para dizer o mínimo. Sendo sincera, ela achava que não havia pessoa com mais desgraça. Mas ao menos agora tudo parecia estar caminhando para um final feliz.

Não, Arya não acreditava nessas coisas, a vida a havia ensinado isso, ela meio que estava esperando as tempestades novamente. Mas ela não podia conter o sentimento que brotara e se instalara em seu peito.

As coisas mais simples a faziam sorrir, os flocos de neve girando ao vento, Nymeria correndo atrás de Fantasma em alguma brincadeira só deles, Jon bocejando logo cedo da manhã, Sansa tirando o cabelo ruivo do rosto para costurar... Ela sentia como se o que quer que estivesse quebrado dentro dela finalmente estivesse se consertando.

No começo não havia sido fácil. Eles tinham se tornado pessoas tão diferentes, cada um com seus próprios pesadelos. Mas não muito tempo depois, eles haviam começado a se encaixar novamente, como espadas encontrando suas bainhas.

E agora ela podia acordar com o cheiro dos pães recém-assados, a luz fraca do sol lutando para atravessar as nuvens pesadas, os sons de Winterfell ganhando vida. Arya levantava com uma sensação boa, se sentindo segura apesar de algumas noites serem mal dormidas. Afinal, nem tudo podia ser flores. Seus pesadelos eram ruins, mas ela conseguia passar por eles. Estava em casa, com o que restara da sua família, não poderia pedir que as coisas fossem melhores.

Queria apenas que Jon fosse mais feliz, pensou olhando para a silhueta escura do irmão encostado no represeiro com Fantasma à seu lado. Ele deve estar dormindo ali de novo.

Os deuses e ela sabiam o quanto ele precisava dormir direito. Mesmo antes de ter ido dormir com ele aquela noite, ela havia notado como ele acordava cansado todas as manhãs. Ela era inteligente o suficiente para perceber que não era a única com sonhos sombrios. E por tudo que era escutara sobre o passado dele, podia apenas imaginar o quão terríveis esses sonhos eram.

Jon nunca fora especialmente alegre, uma aura de melancolia sempre parecia o encobrir. Ela não o culpava por isso, mas antes de tudo acontecer ela conseguia fazê-lo feliz, e os sorrisos dele, apesar de raros, eram os mais especiais para ela.

Mas desde que ela voltara, sentia que Jon perdera alguma coisa ao longo do caminho que ele percorrera, algo importante e precioso. Falara com Sansa sobre isso uma vez, perguntou se ela achava o mesmo.

— Ele morreu e foi trazido de volta, Arya. Não sei o que acontece, mas acho que isso muda um pouco as pessoas. – Ela concordava totalmente com a irmã, e se estava concordando com Sansa, então tudo estava bem pior do que ela tinha pensado.

Arya via que ele era bom fazendo aquilo, sendo Lorde de Winterfell, parecia ter nascido para comandar, dividir e apaziguar justamente. Mas ela também via que faltava algo, o jeito com que ele fazia as coisas, parecia até que o que estava faltando era sua alma. Isso até a mulher dragão chegar.

Como estivera observando ele, a menina havia visto a mudança, como o jeito dele estava diferente desde que a Rainha prateada aparecera pelos portões. Principalmente nos olhos dele, como se a luz que iluminava aquele olhar e aquele sorriso houvesse voltado de onde quer que tivesse ido.

Primeiro ela havia ficado com raiva. Só porque uma tia dele voltara de uma temporada de reclusão na Fortaleza Vermelha, ele simplesmente reacendia seu antigo espírito? Isso queria dizer que ela e Sansa não eram uma família boa o bastante? Até que ela viu a irmã olhar de outro modo para um rapaz de cabelos escuros vindo do alto de uma montanha. Hawkstark era a Casa e o nome dele era Reynelle.

Quando Arya viu o jeito que os olhos de Sansa haviam brilhado para aquele menino falcão, as peças haviam se juntado e ela percebera aliviada que o que Jon via e precisava naquela mulher não era uma família, era algo diferente e talvez maior que isto.

Então quando ele lhe contara sobre a oferta de casamento que a Rainha fizera, ela se conterá para não rir de alegria. Essa proposta podia significar que sim, Jon tinha permissão para ser feliz, ou ao menos chegar o mais perto disso que ele poderia um dia. Por isso incentivara com tanta veemência que ele aceitasse, seu irmão podia não notar ainda, mas o caminho para a sua felicidade era aquele, e ela o empurraria ladeira abaixo através dele se fosse preciso.

Com um bocejo longo, ela se espreguiçou e pegou um fino manto de pele de texugo colocando-a em cima dos ombros, pegou um candeeiro de metal com uma vela acesa dentro e saiu porta afora. Alguém tinha que acordar aquele cabeça-dura que dormia na neve, antes que ele se matasse congelado ainda levando Fantasma junto.

Ela enrolou mais a capa entorno do corpo quando um vento gelado assobiou pelo corredor escuro. Mesmo com a luz do fogo ela não conseguia enxergar muitos passos à frente, mas isso não a preocupava, estava segura em Winterfell e ela há muito havia aprendido a lidar com perigos escondidos nas sombras. Além de precisar ser muito desajuizado para ataca-la em sua própria casa, ainda mais Jon estando no castelo.

Atravessou o que parecia ser quase uma milha nas pedras frias, mas quando ela olhou ao redor viu que ainda faltava muito para chegar ao pátio, na verdade ainda faltava muito para ela sair da área dos quartos. Por que, em nome dos deuses, eu não calcei alguma coisa? Seus dentes se chocaram quando o frio a fez tremer. Um manto mais grosso também seria aceitável, Arya.

Estava prestes a fazer meia volta e vestir qualquer coisa mais quente para sua pequena aventura noturna, ou mesmo desistir dela e pedir para algum criado acordar o irmão quando seus ouvidos capturaram o som do couro roçando pedra. Um som macio e muito baixo, mas ela o percebeu e soube imediatamente que não era a única que tivera a brilhante ideia de sair da cama altas horas depois do pôr do sol.

Continuou andando, fingindo que não havia escutado nada, mas discretamente mudando seu caminho anterior para a direção do som, uma curva que o corredor fazia para a esquerda completamente na escuridão.

Assim que dobrou a entrada, uma mão grande agarrou seu cotovelo esquerdo e ela ergueu o candeeiro metálico torcendo para que ele fosse pesado o suficiente para abrir uma cratera no crânio de quem quer que a segurava daquela forma.

— Ei! – Um homem sussurrou com urgência e ela sentiu a movimentação de ar que o braço dele fez quando o ergueu para aparar o golpe dela. Tump.— Aaah! Ai! Essa porra doeu! Argh! O que queria fazer? Me matar?! Você perdeu o juízo?!

— Foi você que me atacou primeiro, eu estava apenas... Espere. – Ela guiou o objeto que emita luz para cima, perto do rosto dele quando reconheceu aquela voz. – Gendry?!

— Bem, todos fiquemos felizes que ainda seja eu. E não, você pensou o quê? Um estuprador masoquista? – Ela via seu rosto contorcido de dor enquanto ele segurava o braço machucado, de onde pingava uma séria quantidade de sangue. – Porque só sendo masoquista pra atacar você. Agora eu adiciono à minha lista que só sendo masoquista para falar com você.

— Não seja estúpido. – Ela sentiu o rosto corar enquanto escutava os resmungos dele e via que ela havia feito um belo estrago. Se ela pudesse seguir o conselho de Jon e não atacar todo homem se excetuando o próprio irmão, talvez não estivesse com o rosto quente daquela forma. Mas a culpa tinha sido dele, absolutamente dele. – Por que você não se aproxima como uma pessoa normal?

— Normal como você? Eu não sabia que esse era o novo cumprimento de Westeros. O que é isso? Ah, uma batida de candeeiro na cabeça para dizer “Olá”, duas batidas para dizer “Até logo.” – Gendry bufou e a nuvem de ar gelado que saiu de seu nariz não bastou para esfriar o rosto de Arya, mesmo ela tendo sentido. – Por favor, não se despeça de mim.

— Pare de ser dramático e me deixe ver. – Sem esperar resposta, a menina puxou o braço dele mais para perto do fogo. A resposta do outro foi um resmungo, um misto de indignação e dor. – Você não vai morrer.

— Oh, obrigada, Vossa Graça, era dessa certeza que meu coração precisava. – Ela podia apostar que ele havia revirado os olhos castanhos, e podia apostar também que a face dele era muito mais quente que a dela.

Mas ela não iria tocá-lo, não ali, não naquela hora, ou em qualquer outra. Seria... Embaraçoso. E tudo que ela não queria era passar qualquer tipo de vergonha na frente dele.

— Bem, eu estou indo. – Não sabia o que dizer, e aquilo pareceu melhor do que não falar nada. Ela andou, voltando para sua cruzada de salvar o irmão do congelamento. Meio que esperava que ele segurasse seu braço novamente e a interrogasse sobre o que ela fazia acordada àquela hora, mas ele não o fez. Parecia muito ocupado em praguejar e tentar estancar o sangramento.

Quando já havia andando uns bons 10 passos, se chamado de idiota e estúpida pelo menos 30 vezes, e perdido qualquer esperança de passar mais alguns segundos ao lado dele, a voz de Gendry ecoou pelo corredor.

— É só isso? Quer dizer que você quase arranca meu braço e vai embora? Nenhum pedido de desculpas, ou melhor, alguma oferta de cuidados especiais? – Parada e com o coração palpitando descontroladamente, ela ouviu as botas dele baterem de encontro ao chão enquanto ele se aproximava. – Vou segurar seu braço, viu? Não doeu. Agora, faria a gentileza de me ajudar com isso aqui?

Arya mordeu o lábio e aproveitou alguns segundos do calor que emanava da mão dele em seu antebraço. Virou-se com o mínimo de expressão que pode manter o rosto e assentiu militarmente.

— Acho que eu posso olhar.

— Oh, ótimo. Eu consegui uma audiência com a Rainha, os deuses sejam louvados. Ai! – Ela escondeu o sorriso ao baixar a cabeça e segurando o braço sangrento dele, guiou para onde queria. Jon pode esperar alguns minutos.

ͼͽ

Gendry rangeu os dentes mais uma vez.

— Você é cruel. Alguém já lhe disse isso antes? – Cuspiu com o rosto enterrando no braço bom. Mesmo sem ver, Arya sabia que ele devia estar fazendo todo o tipo de contorcionismo no rosto.

— Não, porque eu não sou. Não tenho culpa se você não consegue aguentar nenhuma dorzinha. – Franziu a testa tentando se concentrar com a cauterização do ferimento.

Como ela dissera antes, não era nada grave. Mas cuidar dele estava sendo mais prazeroso do que ela previra, então ela estava sendo meticulosa. Prazeroso tanto no sentido de estar cuidando dele, quanto de ver e ouvir todas as reações engraçadas de dor dele. Talvez ela fosse um pouquinho, só um pouquinho, sádica.

— Você terminou? Sério, estou lhe declarando como perigosa. Nunca mais confiarei em você enquanto estiver segurando uma agulha e um tição. – Arya colocou o ferro incandescente na água gelada não prestando atenção à fumaça que subira depois do contato do quente com o frio.

Levantou-se do banco em que estava sentada e lavou as mãos em outra bacia de água. As cozinhas eram onde ela havia pensado em encontrar tudo o que precisara, então eles estava lá. Não era um local privado, então ninguém poderia dizer que eles estavam se escondendo. O que era bom e ruim ao mesmo tempo, ela gostaria de ter um tempo de privacidade com ele.

Para fazer o quê? Gaguejar como um bebê sobre o que nem sabe que está sentindo?

Desejava perguntar se ele se sentia da mesma forma, será que o coração dele acelerava quando ele a via? Ou que havia momentos que ele simplesmente não conseguia tirar os olhos do sorriso dela, assim como acontecia com ela?

Há muito tempo, ele havia dito algo para ela. Não conseguia lembrar das palavras exatas, mas guardava o sentimento que sentira nos recônditos mais protegidos de seu coração, onde ficavam lembranças especiais, como o dia que Jon lhe deu Agulha, e o dia em que reencontrou Nymeria. Ele dissera que ela seria mais que sua família, se ela quisesse, que ela seria sua Lady.

Arya nunca desejara ser Lady de nada, nem de ninguém, esse era o trabalho e o sonho de Sansa, não dela. Mas naquele dia, quando ele lhe disse isso com a voz firme e carinhosa, mais quente e aconchegante que qualquer uma que ela havia ouvido, permitira-se imaginar. Não seria uma Lady convencional, não, nunca conseguiria ser como as outras em nem queria, mas viveria com ele, em qualquer castelo. Acordaria e a primeira coisa que veria sob o brilho da primeira luz do dia seria o rosto dele, e Arya percebeu que nada lhe deixaria mais feliz.

Mas isso havia sido há tanto tempo. Ela não sonhava nem pensava da mesma maneira, era a mesma imagem, mas daquele tempo até agora descobrira que outras coisas conseguiam lhe dar aquela felicidade, como ter sua família de volta. Só que ela aprendera a não viver remoendo o passado, então quando o tinha visto chegando em um garanhão negro como a noite atrás da guarda real... Seu coração dera um salto, e ela lembrara-se daquele dia, daquela frase.

Será que ele ainda se lembra daquilo? Ou a tola da história sou eu?

— Você andou por onde? – Gendry a trouxe de volta daqueles pensamentos sem olha-la diretamente, encarava a madeira da mesa, e mexia em uma farpa que ameaçava furar seu dedo.

— O quê? – Perguntou confusa encarando os cabelos castanhos dele, um amontoado de fios sem qualquer ordem.

Ele ergueu a cabeça de repente e aquele olhar quase a deixou tonta. – Pareceu óbvio que você estava divagando em algum tipo de pensamento triste ou melancólico. Então eu perguntei, lembrou de quê?

Arya absorveu o ar e exalou. Nunca fora o tipo que se contorcia por dentro com sentimentos, ou que apenas esperava pela ação dos outros. Achou que não era a hora de começar a ser. Se ela queria saber de algo, então que parasse de ser confusa e perguntasse. Mal não ia fazer.

— Gendry, acho que você não vai lembrar, mas... – Sentou-se no mesmo banco que ele, o olhando nos olhos. Era mais fácil pensar em fazer do que obrigar sua boca a realmente agir e falar o que queria.

— Eu acho que já começou errado. – Um canto de sua boca ergue-se em um meio sorriso quando ele falou. – Se você quer que eu lembre não pode começar assim. Comece: “Gendry, oh maravilhoso Gendry” Ai! Certo, sem o maravilhoso, não precisa bater. – Ele pigarreou sorrindo mais abertamente. – “Gendry, você dever lembrar...” E diz o que quer que eu lembre. Isso vai fazer com que eu me sinta na obrigação de lembrar, então a culpa vai fazer com que eu lembre mais depressa.

Arya tentou conter o sorriso. – E o que você é? Especialista nisso?

— Sim, pode se considerar com sorte, eu nem vou cobrar o atendimento. – Respondeu sarcástico, o sorriso ainda não tendo abandonado seus lábios. E que lábios... Concentre-se Arya.

— Certo. Gendry! – Ela fingiu-se de animada e isso o fez sorrir ainda mais. – Você deve lembrar que, bem... Um dia você... – Arya mordeu o lábio. Como se pergunta ao homem que talvez você esteja gostando se ele se lembra de uma estúpida frase dita há anos?— Na verdade eu disse que...

Não pode continuar, ela bem que quis dizer algo inteligível, mas falar se tornava meio complicado quando alguém esta beijando sua boca. Arya arregalou os olhos e suas mãos se fecharam em punho quando ela percebeu o que estava acontecendo. Os lábios dele eram macios contra os dela, rígidos. O que ela fazia numa hora dessas? Ninguém nunca havia lhe ensinado a como reagir a isso. Era... Relaxe. Ou melhor... Não sei!

Ela tentou não se comportar como uma rocha e também não desfalecer nos braços dele, porque sim, ele piorara tudo colocando as mãos ao redor do rosto dela. Sentia que explodiria e ao mesmo tempo que sentia que iria desmanchar-se em algo líquido. O que é isso? É... Bom?

Experimentou pressionar os lábios contra os dele da mesma forma que ele fizera, mas Gendry agora fazia coisas diabólicas que ela não conseguia identificar e que de alguma forma explodiam em sensações que ela nunca conhecera.

Cedo demais, ele se afastou.

— Desculpe, não pude resistir. O que você queria me dizer? – Perguntou parecendo realmente curioso, como se acreditasse que depois de fazer tudo aquilo ela ainda fosse capaz de emitir alguma palavra articulada.

— Ahn... – Foi tudo que saiu de sua boca, e para seu absoluto terror não conseguia olhar para qualquer outro lugar senão os lábios dele. Não agora que conhecia a textura, e como eles podiam ser quentes.

— O que vocês estão fazendo aqui? – As coisas podiam piorar. Claro que podiam. Com certeza os deuses tinham que mandar justamente Jon para a cozinha àquela hora. Bem, agora eu sei que ele não morreu congelado.

Arya tentou não entrar em pânico. Jon não teria visto nada, caso contrário ele já estaria soltando o fogo que diziam existir dentro dele. Ou teria visto e estava se contendo? Ela conseguiu coragem de não soube onde, e virou-se para o irmão com um sorriso. Tratou de levantar o mais rápido que pode do banco e aproximou-se dele.

— Eu vi você no Bosque Sagrado pela minha janela e fui acordar você. Lorde Gendry fez a gentileza de me acompanhar. Não posso acreditar que estava dormindo de novo na neve, Jon. Você por acaso quer ficar doente? E deixar a mim e Sansa preocupadas? É isso? – A melhor defesa é o ataque. Ela agarrou o braço do irmão e começou a andar com ele de volta para os quartos. – Você só pode estar louco se pensar que deixarei isso acontecer de novo, Sir.

— Bem, eu... – Jon virou a cabeça para o outro homem no recinto enquanto era praticamente arrastado para seu quarto. Gendry sorriu com cortesia e acenou com a cabeça, murmurando um discreto: “Boa noite.”

— Você nada. Vamos indo que já esta tarde. – Seu coração batia fora do controle, mas ela não se sentiu culpada. Iria contar a pequena aventura para Jon, apenas faria isso em um lugar e dia que ele não pudesse decapitar o dito homem.

Em algum momento depois talvez ela se lembrasse de se sentir estúpida por não ter conseguido fazer mais do que uma árvore faria. Mas tudo o que sentia agora era que sim, ela estava apaixonada por Gendry Baratheon.

Notas finais
Alguém mais shippa Arya e Gendry aqui? Ahhh, eu acho eles tão fofos. Bem, o que acharam? Digam, sou toda aberta a sugestões.