Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

88 Capítulo 88 - A Decisão de Agatha Silva


Notas iniciais
Oi pessoal, como vão? Eu estou um pouco melhor já consegui falar um pouco hoje, minha garganta aos poucos vai se curando. =) Não vou me prolongar muito aqui nas notas, porém venho falar pela milésima vez (sorry por ser repetitiva) que a fanfic está chegando a sua reta final. Sei que eu já falei tanto isso em vários capítulos e acabou que postei mais um, dois, três... Cinco... Dez, mas dessa vez é bem real mesmo é sem enrolação, eu já tenho tudo programado e quase escrito, pelo menos o esboço eu tenho, está tudo planejado. Não vou dizer qual número será o capítulo final porque não tenho ideia exatamente, mas aviso que os próximos capítulos vão começar a ficar um pouco extensos, creio que que começaram a ter de 2000 mil palavras em diante porque estou encerrando a fanfic, mas como disse: não vou me prolongar ainda nas notas. Hehehehehe Capítulo 88 fresquinho e crocante para vocês e claro cheio de mistério e tensão. Boa leitura! =)

O fraco fica em dúvida antes de tomar uma decisão; o forte, depois.

(Karl Kraus)

— Ele está com quem? Com seu filho? – retrucou Mateo Cruz de volta.

— Você vai começar a falar sim ou não? – indagou Agatha ansiosa.

— Você tem um filho? Olha só e o seu noivo sabe disso? Desde quando tem um filho?

— Se não começar a falar o que queremos pedirei a JJ que faça uma coletiva de imprensa para falar sobre sua prisão e o motivo dela: que é pedofilia. – disse Reid que também estava inquieto, aliás, ele ansiava em salvar Jason Gideon.

— Está bem... – Mateo Cruz voltou a ficar tenso – O que querem realmente saber?

— Onde está John Curtis?

— Neste exato momento eu não sei.

— Está brincando conosco? – perguntou Agatha.

— Não, eu realmente nesse momento não sei, pois se você acha que John Curtis tem um único esconderijo está enganada, se acha que ele é tolo está mais enganada ainda, por acaso acham que ele começou a planejar e cometer seus crimes depois da fuga?

— Já sabemos que ele arquitetou tudo antes de fugir e teve ajuda de sua sobrinha.

— Não adianta mais eu negar que ela se envolveu porque está evidente, não compensa mais mentir sobre ela... – com dificuldade por estar algemado Mateo Cruz ajeitou-se em seu assento – Eu confesso que Beth que começou tudo isso.

— Desde quando? – Agatha apoiou os braços sobre a mesa.

— Desde a prisão de John Curtis.

— Ele foi preso há um ano e meio, como pode? – retorquiu Reid.

— Vocês devem saber que Beth conhece o agente Aaron Hotchner desde o colegial não é mesmo?

— Sim. – Reid e Agatha responderam em coro.

— Eu espero que tenham paciência para ouvir atentamente, pois a história é longa e tudo o que eu vou dizer tem envolvimento.

— Certo. – Reid olhou para o seu relógio, o ponteiro corria normalmente, mas para ele tudo era muito rápido, porém ele e Agatha tinham que dar ouvidos ao depoimento de Mateo Cruz.

— Isso precisa ser gravado. – Agatha pegou seu celular do bolso da jaqueta que usava e ativou o gravador do mesmo e o colocou sobre a mesa.

— Que seja... A situação toda deu-se início quando Beth ainda era menina, uma moça no colegial como qualquer outra, ela conheceu Haley e logo elas se tornaram amigas, Beth a levava muitas vezes para casa para noite do pijama, lições de casa, festas de aniversários... Enfim, elas viviam juntas... Certa vez Beth chegou em casa me dizendo que estava namorando um rapaz e que o nome dele era Aaron Hotchner e eu pedi que ela me levasse e o apresentasse, mas isso nunca aconteceu, cada vez Beth tinha uma desculpa e ficava triste por nunca conseguir levar o namorado para um almoço ou um churrasco em nossa casa, porém ela sempre vinha com cartas de amor dizendo serem escritas por eles, me trouxe até uma fotografia dele, nesta época eu tinha recém integrado o FBI, antes eu fui um policial, por fim, ela passou a adolescência toda me alegando que namorava Aaron Hotchner e eu achei que ele brincava com os sentimentos dela por nunca querer ir a minha casa se apresentar como namorado dela, eu quis um dia intima-lo, mas Beth não me permitiu.

— Ela alegava com toda a firmeza de que ela e Hotch namoravam? – especulou Agatha.

— Sim e eu acreditei, mas depois de anos muitos anos me dei conta de que ela nunca o namorou era tudo fantasia da cabeça dela, pois ele sempre namorou Haley a ponto de se casar com ela.

— Mas você continuou a dar créditos a essa fantasia dela para que ela não contasse sobre os abusos? Porque até pouco tempo atrás afirmaste a Hotch e a mim que eles tiveram uma relação.

— Afirmava para não contraria-la entendeu? A minha relação com Beth não se envolve nisso – Mateo Cruz não aceitava que abusou da sua sobrinha e alegava que teve um relacionamento saudável com a mesma – o dia em que tentei convence-la de que nunca existiu nada entre ela e seu noivo ela quase me matou, eu falo sério.

— Prossiga.

— Beth nunca quis relacionar-se com outras pessoas, o foco dela sempre era o agente Hotchner, ela o perseguia de todas as maneiras mesmo ele não sabendo quando soube que ele integrava o FBI ela me insistiu para entrar para a academia e assim eu mexi meus pauzinhos para que isso acontecesse, todavia ela dizia que jamais queria trabalhar em campo então ela foi encaminhada a trabalhar com registros e documentação do FBI e foi ai que a coisa toda só agravou, ela teve acesso às informações do caso de John Curtis e em meio a isso a notícia de que Aaron Hotchner estava se relacionando com uma cadete que era você, ela veio me questionar sobre isso ficando paranoica e foi visitar John Curtis na cadeia.

— Quem teve a ideia da fuga? Ele ou ela?

— Ela.

— Tem certeza?

— Na primeira vez que ela foi visitar John Curtis na prisão o mesmo planejava seu suicídio.

— Como assim? – Agatha e Reid perguntaram ao mesmo tempo.

— Isso mesmo – Mateo Cruz tomou fôlego para voltar a falar – ele até mostrou a ela uma carta que ele escreveu para você como despedida, mas ela o convenceu de não fazer isso e ofereceu um pacto dizendo que o ajudaria fugir para ele ficar com você.

— E foi assim que ele arquitetou a bomba no presidio. – disse Reid.

— O doutor está errado – Mateo Cruz virou o olhar para o gênio – Beth tinha acesso aos registros do FBI, ela estudou todos os detalhes do caso de John Curtis e tinha aquela explosão da bomba em frente à casa da agente Blake que foi uma réplica das bombas de Adrian Bale, minha sobrinha Beth Cruz que fez a bomba e conseguiu envia-la a penitenciária.

— Eu não acredito! – Agatha levantou-se completamente transtornada.

— Achou que minha sobrinha era burra? Ela fingiu ser uma agente desentendida das coisas todos vocês a achavam incompetente para ser uma agente do FBI, mas ela não era.

— Ela sempre continuara sendo uma incompetente como agente não é o fato dela ser uma louca psicopata que mudará isso! – Agatha já andava de um lado para o outro.

— E os outros fugitivos? Foi ela que os convenceu a entrarem nessa? – questionou Reid.

— Isso eu creio que foi ideia de John Curtis, ele precisava de outros detentos aliados a ele querendo fugir também.

— Eu já sei que ela é culpada pela morte de Francine, o sequestro das crianças também? Foi ideia dela? – Agatha se forçava ao máximo para não chorar.

— Não, foi ideia do seu perseguidor lunático, ele disse que pegar as crianças mexeria com você.

— Então o que acaba de dizer é que se John Curtis está me perseguindo mais uma vez é por causa de sua sobrinha?

— Ela o convenceu a não se matar e garantiu que você voltaria para ele e John Curtis só não foi atrás de seu noivo para extermina-lo porque ela o convenceu também a não fazer isso dizendo que ela ficaria com ele.

— E Jason Gideon? – especulou Reid.

— O que tem ele? Não está morto?

— Ele está vivo e está com John Curtis, recebemos provas sobre isso.

— Sobre isso não sei explicar doutor... John Curtis é maluco e ele não fala tudo o que tem em mente.

— Quando você começou a participar disso?

— Andrew Kane aquele que vocês caçavam em Dallas entrou em contato comigo me oferecendo uma boa quantia e outras regalias se eu o ajudasse em sua fuga eu sem querer deixei escapar isso para Beth que quis usar a seu favor, pois Andrew Kane foi um amigo de longa data de John Curtis além de cliente, John Curtis fornecia bonequinhas de luxo para o prazer sexual dele, o senhor Kane nos alegou que quis pagar uma grana alta por uma noite pela agente Silva, mas ela era a preferida de John Curtis e isso não aconteceu, enfim, Beth me revelou tudo o que fazia e pediu ajuda eu até neguei de começo, mas ela pediu uma prova de meu amor a ela.

— Prova de amor? – Agatha arregalou os olhos.

— Sim agente Silva, vocês podem não aceitar, porém tudo o que vivi com minha sobrinha quando mais nova foi amor, eu fui o primeiro dela a ensinei fazer amor e eu sempre dizia que a amava e que faria qualquer coisa para provar.

— Que nojo! – Agatha quase vomitou, mas conseguiu se segurar.

— Agora pode nos dizer onde está John Curtis? – insistiu Reid.

— Eu já disse neste exato momento eu não sei.

— Você tem que saber alguma coisa sobre isso! – vociferou Agatha – Eu já disse: ele está com meu filho!

— Quem é o seu filho?

— David Smith é meu filho, agora diga logo onde John Curtis está?

— Quer adotar aquele órfão? Bem que o coitado precisa de uma família... E se você diz isso quer dizer que John Curtis pegou o menino mais uma vez.

— Escuta senhor Mateo Cruz – disse Reid forçando ao máximo toda a paciência – ou você nos fornece qualquer pista ou nosso acordo é nulo.

— John Curtis tem vários lugares onde possa se esconder ele não é tolo, mas...

— Mas?

— Eu não sei se ele mudou, porém sei que ele tem um número para contato.

— Que número é esse? – Agatha já ficou afoita.

— Eu não sei de cor, nunca decorei, deve estar na agenda do meu celular.

— Garcia está com os itens eletrônicos dele. – lembrou Reid.

Agatha pegou seu celular e encarou o gênio que logo se levantou e ambos se retiraram da sala de interrogatório.

O restante da equipe havia acompanhado todo o diálogo pela janela de vidro que dava acesso a isso, todos ficaram abismados com a declaração de Mateo Cruz, mas não mais que Hotchner e sua noiva.

— Pelo que eu analisei do comportamento dele o mesmo não está blefando. – disse Rossi.

— E se estivesse mentindo que mente fértil teria para inventar uma história dessa em pouco tempo. – comentou Blake.

— Garcia e Donovan chequem imediatamente os contatos do celular de Mateo Cruz. – exigiu Reid.

— Pode deixar conosco. – Garcia ajeitou seus óculos e junto a sua assistente foi para a sua sala.

— Quer dizer que Beth não nos mentiu – disse Hotchner a Agatha – ela arquitetou tudo mesmo.

— John Curtis ia se matar – dessa vez Agatha rendeu-se as lágrimas, mas dessa vez o pranto foi sem escândalos – ele ia se matar ele iria me deixar em paz, mas essa desgraçada o convenceu a mudar de ideia.

— Mas dessa vez vamos dar um basta geral nisso tudo. – disse Seaver consolando a amiga.

— Qual é o plano? – perguntou Alvez – Assim que as analistas Garcia e Donovan obtiverem o número de contato vamos rastreá-lo e juntos pegar John Curtis?

— Já devíamos combinar algo com a SWAT. – sugeriu Morgan.

— Temos que ter cuidado. – disse Prentiss.

— Não! – exclamou Agatha espantando a todos.

— Agatha, o que foi? – Hotchner a estranhou.

— Assim que tivermos o número eu irei contatar John Curtis.

— Agatha, por favor, não faça isso... – começou Hotchner.

— Isso pode ser perigoso. – afirmou JJ.

— Amiga o que tem em mente? – Seaver percebeu que Agatha planejava algo.

— Se rastrearmos onde ele está sabem muito bem o que pode acontecer. – retorquiu ela.

— Se chegarmos onde John Curtis está e o cerca-lo ele pode matar Jason e o garoto e depois a si. – Reid captou o pensamento de Agatha.

— O gênio tem razão. – concordou Rossi.

— Isso é verdade – Hotchner admitiu o fato – John Curtis jamais aceitará ser preso de novo e se ele antes pensava em se suicidar ao ser encurralado fara isso, mas por raiva ele matará Jason e nosso filho.

— Filho? – indagou Morgan confuso.

— Hotch e eu vamos adotar o garoto. – explicou Agatha.

— Voltando ao caso – disse Prentiss mirando Agatha – o que tem em mente?

— John Curtis me enviou um vídeo com uma proposta por mais que seja absurda é uma proposta.

— Tem uma oferta melhor? – indagou Alvez.

— Não sei se seria uma oferta, mas eu preciso convencê-lo.

— A se entregar? – especulou Hotchner.

— A liberar Jason Gideon e o nosso filho.

— Agora eu me perdi – falou Blake confusa – e quanto a ele? Vai convencê-lo a se entregar?

— Sim, mas de outra maneira. – Agatha encarou a todos vagarosamente e seu olhar pousou sobre o noivo.

— Agatha, o que está pensando? – Hotchner ficou preocupado o olhar de Agatha era misterioso.

— Eu vou morrer para John Curtis.

— De novo essa conversa? – repreendeu ele – Eu já disse que não.

— Hotch ele não vai desistir entendeu? Presta atenção isso é fato: se encurralarmos ele o desgraçado mata Jason, mata o David e possa ser que se mate depois.

— Como assim “possa ser”? – perguntou JJ.

— Ele pode querer se matar ou talvez não e se ele aceita ser capturado de novo, mas com planos de fugir da prisão mais uma vez?

— Dessa vez teremos mais cuidados – retrucou Hotchner – segurança máxima na prisão, ele com certeza vai para a solitária e até mesmo vai receber pena de morte.

— Eu não vou arriscar! – berrou Agatha.

— Agatha, você não pode cometer uma loucura dessas...

— Hotch, me ouve! – exigiu ela – Pode me ouvir? John Curtis acredita que o que sente por mim é amor e ele acha que eu devo ama-lo, ele jamais vai aceitar um não, ele quase se suicidou, possa ser que ele se suicide de novo? Pode como também não, ele pode ser preso e ser condenado a pena de morte, mas vai acontecer da noite para o dia? Se pegarmos ele hoje, acha que amanhã ele estará fritando na cadeira elétrica? Você sabe que não, por ele ter perseguido uma agente do FBI a Assuntos Internos com certeza vai interferir na investigação vai rolar todo um processo e meio a isso tudo pode se alegar que John Curtis seja insano, ou seja, que não está com sua mentalidade saudável e por parte infelizmente temos que crer que ele não está mesmo por causa dessa obsessão dele por mim, então o júri aceita que ele é insano e ele vaia para onde? Um hospício? Vai ser tratado como um doente em uma clínica e será prato cheio para ele arquitetar mais uma fuga e pode demorar, mas vamos viver esse pesadelo de novo, então eu preciso morrer para ele, entendeu?

— Agatha, você está descontrolada. – disse Seaver.

— Chega de repetirem isso! – exigiu ela – Vocês querem me ver calma? Eu sou a vítima e agora uma criança que eu amo como um filho está nas mãos dele, eu conheço John Curtis como ninguém enquanto o foco dele que sou eu existir ele vai continuar a me perseguir!

— Eu não vou permitir. – disse Hotchner.

— Hotch pelo amor de Deus, eu sei do que John Curtis é capaz ele não vai desistir.

— Eu estou bem confusa – disse JJ – você disse que precisa morrer para ele, mas você não fala de suicídio não é?

— Eu apenas preciso morrer para ele – Agatha mirou Reid – o gênio pode me ajudar?

— Apesar de o plano ser bem arriscado, eu posso sim. – respondeu Reid.

— Spencer eu proíbo de auxiliar em qualquer coisa sobre isso. – ordenou Hotchner.

— Ele vai me ajudar sim!

— Agatha isso é arriscado demais, você está se colocando em risco.

— Mais em perigo do que eu já estou impossível, por favor, Hotch confia em mim, eu preciso dar um fim nesse pesadelo.

— Tem que haver outro jeito.

— Não tem.

— Agatha...

— Hotch, você confia em mim?

— Confio, mas...

— Confia sim ou não?

— Sim. – Hotchner abaixou a cabeça não adiantava discutir, pois ela estava decidida.

— Como pode me ajudar? – Agatha voltou à atenção a Reid.

— Antes de eu explicar me responda algo – pediu Reid – não seria mais fácil executar esse plano sem precisar disso?

— Eu sei muito bem como John Curtis é – Agatha fitou a todos e voltou o olhar a Reid – ele no início não acreditará e vai querer se certificar.

— Como?

— Ele é capaz de mandar checar minha respiração. – falou ela em voz baixa e todos se espantaram com aquela afirmação.

— Certo – Reid coçou a cabeça aflito – você sabe que é muito perigoso isso pode te levar a...

— Spencer! – clamou Agatha ansiosa.

Tetrodotoxina. – respondeu Reid e isso fez com que todos se abismassem mais ainda, Hotchner foi o que ficou mais amedrontado.

Fazer o pior parece a melhor decisão.

(Aristóteles)

Notas finais
Uau! Quantas coisas em um capítulo... Vamos ver se entendemos isso mesmo: JC estava para se suicidar, mas Beth o convenceu a fugir e perseguir Agatha? Agatha e Hotch poderiam estar bem sem medo e preocupação, estariam planejando o casamento entre outras coisas... Que vontade de puxar os cabelos dessa Beth! Mateo Cruz enoja não é? Ele é um pedófilo, mas afirma que o que teve com sua sobrinha foi uma relação? Ele e é doente demais, é outro descarado! Agatha está decidida, ela vai executar mesmo o seu plano, Hotch não concorda, porém vimos que não adianta convence-la do contrário... E agora? O plano é bem arriscado para a vida de Agatha. =/ Obrigada por lerem e até o próximo. =)