Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
78 Capítulo 78 - O Caso de Francine
Notas iniciais
O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte.
(Mahatma Gandhi)
Ficaram encarando uns aos outros, a equipe estava perplexa com aquela confissão, Beth por fim decidiu tirar sua máscara e se entregar.
― Hotch, precisamos conversar a sós. – afirmou Agatha.
― Vamos a minha sala. – pediu Hotchner e os demais se voltaram para a sala de reunião.
O casal foi para o escritório para um diálogo particular, Agatha tinha a mente a mil por hora, pensava em milhares de coisas.
― Acredita nela? – começou Agatha.
― Estávamos crentes que ela estava envolvida com John Curtis, agora com Foyet? Talvez ela esteja inventando para nos atingirmos, Beth deve imaginar o quanto a morte de Haley foi dolorida a nós. – Hotchner sentou-se a sua mesa e apontando para uma poltrona próxima pediu que sua noiva se acomodasse.
― Complicado demais – Agatha sentou-se no local indicado – se isto realmente for verdade isso significa que Beth nos persegue desde o começo de nossa história.
― Eu fui um tolo, tanto tempo capturando maníacos psicopatas que deveria ter percebido algo sobre ela.
― Dias antes eu te julgava por isso, mas hoje eu te compreendo.
― Como assim?
― Oras Hotch, você conheceu Beth na sua adolescência, estudou com ela a primeiro momento você acreditava que ela era uma boa pessoa, ela não demonstrava ameaça, quem iria imaginar que ela alimentou essa paixão doentia?
― Sim, ela mudou-se de colégio depois não tinha como eu saber.
― Foi que nem eu com a Francine, eu estudei e morei com ela, jamais imaginei que ela fosse me fazer tudo o que fez.
― A minha preocupação maior é John Curtis... Beth está presa e sobre nossos olhares e ele? Ele pode a qualquer momento invadir esse departamento como fez da outra vez.
― Eu deveria confronta-lo de vez.
― Já discutimos isso antes, eu já disse que não. – Hotchner encarou Agatha.
― O problema dele é comigo, eu preciso encara-lo.
― Eu não vou permitir que se renda a ele porque é isso que Curtis quer... Ele quer te dominar.
― O que faremos? Eu já estou começando a ficar impaciente igual o Morgan quando demoramos de agir!
― Temos que descobrir onde Curtis está e Beth deve saber.
― Ela confessou ser aliada a ele, mas jamais entregara a localidade do mesmo.
― Talvez a mim ela confesse. – Hotchner ficou pensativo.
― O que está pensando? – Agatha arregalou os olhos ajeitando sua posição na poltrona.
― Beth fez tudo o que fez porque eu não alimentei sua paixão, certo?
― Sim.
― E se eu alimentasse?
― Quer iludi-la?
― Ela já está iludida faz tempo, ela alega que tem provas de que eu me envolvi com ela e que a enganei, o que isso parece para você?
― Entendi aonde quer chegar... – Agatha balançou a cabeça.
― Vamos a fazer crer que você acredita nessa história das provas, exija que ela te comprove isso e eu entrarei em ação.
― Está bem, fechado.
― Vamos nos reunir com os demais – Hotchner levantou-se – ainda temos mais a serem interrogados.
― Vamos deixar Mateo Cruz conosco e a equipe se encarrega com os outros. – propôs Agatha que já ficou de pé.
― De acordo. – eles foram para a sala de reunião se ajuntar aos demais.
Luke Alvez estava à porta da sala quando o casal chegou:
― Que bom que vieram eu estava indo chama-los. – Alvez tinha o semblante de espanto.
― O que foi desta vez? – Agatha cruzou os braços.
― Agatha, eu aconselho entrar e sentar-se. – Alvez mirou Hotchner e fez sinal com o olhar de que não tinha boas notícias.
Os demais estavam sentados à mesa, todos com semblantes de preocupação, Agatha já adentrou a sala fazendo inúmeras perguntas. Garcia estava com seu notebook e ao olhar para Agatha retirou os seus óculos.
A contragosto Agatha acomodou-se em uma das cadeiras vagas e Hotchner sentou-se ao lado dela e Alvez que estava de pé tomou a vez para falar:
― Agatha, recorda-se de que eu fui à penitenciária feminina e depois exigi do legista os resultados da autópsia de Francine?
― Sim. – Agatha já se preparava para a notícia ruim que receberia.
― Os resultados chegaram e também recebemos uma informação importante da penitenciária feminina.
― Quando Francine foi encontrada morta em sua cela eu junto a Prentiss e Morgan fui verificar – continuou Rossi – Prentiss e Morgan conversaram com uma carcereira.
― A mesma nos revelou ser homossexual e disse ter sentimentos por Francine. – confirmou Prentiss.
― E também alegou que não acreditava que Francine se suicidou na cela – continuou Morgan – disse que acreditava ser assassinato.
― O resultado da autópsia. – Garcia empurrou o notebook para que Agatha verificasse.
― Meu Deus! – exclamou Agatha ao verificar o resultado.
― Ela foi envenenada e depois que morreu foi amarrada pelo pescoço a um lençol para parecer suicídio. – disse Hotchner lendo o resultado.
― Veneno de rato. – confirmou Seaver.
― O mesmo que Megan Kane usava para matar seus clientes. – recordou Alvez.
― Quem a envenenou? – Agatha não conteve as lágrimas.
― Eis a informação da penitenciária – respondeu Alvez – a carcereira sentiu remorso e confessou que foi ela que colocou o veneno na comida de Francine, mas o veneno foi entregue a ela por Beth Cruz.
― Beth Cruz fez a cabeça da carcereira para envenena-la porque Francine recusou-se a participar dos planos dela e de John Curtis – continuou Seaver – Beth Cruz iria armar para Francine fugir da prisão, mas Francine se negou então Beth fez isso.
― Aquela infeliz, doente mental, aquela mal amada matou a Francine? – Agatha já se colocou de pé.
― Sim. – Alvez abaixou a cabeça após confirmar.
― A Francine se negou a aliar a John novamente... Realmente ela havia se arrependido.
― A carcereira revelou que Francine não deixava de pensar em você e sonhava em ter seu perdão. – Seaver não segurou a emoção ao observar a amiga devastada.
― Não! – berrou Agatha que tentou sair da sala para confrontar Beth.
― O que pensa que está fazendo? – Hotchner levantou-se e rendeu Agatha em seus braços.
― Eu vou acabar com a raça daquela infeliz! – escandalizava Agatha aos prantos.
― Não vai! – Hotchner foi obrigado a sacudir sua noiva pelos braços.
― Eu preciso fazer isso!
― Você não vai! – insistiu Hotchner – Temos um plano, não o estrague, mantenha a calma!
― Francine, eu te perdoo! – Agatha desgarrou-se de Hotchner e ajoelhou-se no chão.
O desespero de Agatha era lamentável e todos se comoveram com a reação dela que sofria tudo aquilo.

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