Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

78 Capítulo 78 - O Caso de Francine


Notas iniciais
Oi pessoal, como vão? Perdões pela demora em postar o próximo era para ter sido postado há quase quinze dias, tive uns problemas de bloqueio criativo porque fiquei indecisa em qual roteiro optar para este capítulo e me atrapalhei toda. Aproveitando as notas eu tenho um aviso a vocês. “O que é desta vez?” Não é novidade a ninguém aqui que costumo viajar para São Paulo com frequência e eis que vou viajar esta semana. Sexta-feira, dia 4 de Maio, eu estou indo viajar. Eu agora tenho um notebook e isso vai me ajudar, porém a Internet na casa da minha mãe não é como a minha, minha irmã ‘tá com umas tretas com a Vivo para que arrumem e ás vezes ocorre dela ficar sem Internet (pensa que terror!) eu espero que eu não tenha esses problemas lá, mas já aviso que as postagens de capítulos irão demorar. A principio eu não iria viajar agora e sim depois do dia 10, porém a uma situação particular que me faz viajar antes do meu previsto, é algo que eu preciso ir e resolver, não se preocupem não é nada de grave, é apenas algo que eu preciso resolver, uma situação de tempos atrás. Claro que vou aproveitar e ver como minha mãe está e acompanha-la em algumas de sua consultas, pois já revelei sobre a saúde dela. Minha mãe lutou contra um câncer no final do ano passado, mas ele infelizmente retornou e agora a opção é tratar com quimioterapia e vou aproveitar essa viagem para dar um apoio a ela porque desde o início do tratamento não fui vê-la. Eu não sei quanto tempo vou ficar em São Paulo e fora que quando estou lá a minha rotina é bem diferente da que levo aqui em Santa Catarina porque tem minha família, meu cachorro, meus amigos... É um pouco agitada. Eu espero que não fiquem chateados comigo, eu vou finalizar esta Fanfic ainda este ano e pretendo não me prolongar muito a fazer isso porque a mesma já está chegando aos 80 capítulos. Uau! Capítulo 78 para vocês e já vou incluir ao avisos que costumo usar nas notas finais aqui mesmo. Observações • Citação do início do capítulo foi encontrada no site O Pensador e junto a ela os créditos do autor. • Imagem do final do capítulo meramente ilustrativa, a mesma não me pertence, foi encontrada no Google e ela só faz uma representação a nossa personagem Agatha Silva, a atriz da imagem se chama Aline Dias.

O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte.

(Mahatma Gandhi)

Ficaram encarando uns aos outros, a equipe estava perplexa com aquela confissão, Beth por fim decidiu tirar sua máscara e se entregar.

― Hotch, precisamos conversar a sós. – afirmou Agatha.

― Vamos a minha sala. – pediu Hotchner e os demais se voltaram para a sala de reunião.

O casal foi para o escritório para um diálogo particular, Agatha tinha a mente a mil por hora, pensava em milhares de coisas.

― Acredita nela? – começou Agatha.

― Estávamos crentes que ela estava envolvida com John Curtis, agora com Foyet? Talvez ela esteja inventando para nos atingirmos, Beth deve imaginar o quanto a morte de Haley foi dolorida a nós. – Hotchner sentou-se a sua mesa e apontando para uma poltrona próxima pediu que sua noiva se acomodasse.

― Complicado demais – Agatha sentou-se no local indicado – se isto realmente for verdade isso significa que Beth nos persegue desde o começo de nossa história.

― Eu fui um tolo, tanto tempo capturando maníacos psicopatas que deveria ter percebido algo sobre ela.

― Dias antes eu te julgava por isso, mas hoje eu te compreendo.

― Como assim?

― Oras Hotch, você conheceu Beth na sua adolescência, estudou com ela a primeiro momento você acreditava que ela era uma boa pessoa, ela não demonstrava ameaça, quem iria imaginar que ela alimentou essa paixão doentia?

― Sim, ela mudou-se de colégio depois não tinha como eu saber.

― Foi que nem eu com a Francine, eu estudei e morei com ela, jamais imaginei que ela fosse me fazer tudo o que fez.

― A minha preocupação maior é John Curtis... Beth está presa e sobre nossos olhares e ele? Ele pode a qualquer momento invadir esse departamento como fez da outra vez.

― Eu deveria confronta-lo de vez.

― Já discutimos isso antes, eu já disse que não. – Hotchner encarou Agatha.

― O problema dele é comigo, eu preciso encara-lo.

― Eu não vou permitir que se renda a ele porque é isso que Curtis quer... Ele quer te dominar.

― O que faremos? Eu já estou começando a ficar impaciente igual o Morgan quando demoramos de agir!

― Temos que descobrir onde Curtis está e Beth deve saber.

― Ela confessou ser aliada a ele, mas jamais entregara a localidade do mesmo.

― Talvez a mim ela confesse. – Hotchner ficou pensativo.

― O que está pensando? – Agatha arregalou os olhos ajeitando sua posição na poltrona.

― Beth fez tudo o que fez porque eu não alimentei sua paixão, certo?

― Sim.

― E se eu alimentasse?

― Quer iludi-la?

― Ela já está iludida faz tempo, ela alega que tem provas de que eu me envolvi com ela e que a enganei, o que isso parece para você?

― Entendi aonde quer chegar... – Agatha balançou a cabeça.

― Vamos a fazer crer que você acredita nessa história das provas, exija que ela te comprove isso e eu entrarei em ação.

― Está bem, fechado.

― Vamos nos reunir com os demais – Hotchner levantou-se – ainda temos mais a serem interrogados.

― Vamos deixar Mateo Cruz conosco e a equipe se encarrega com os outros. – propôs Agatha que já ficou de pé.

― De acordo. – eles foram para a sala de reunião se ajuntar aos demais.

Luke Alvez estava à porta da sala quando o casal chegou:

― Que bom que vieram eu estava indo chama-los. – Alvez tinha o semblante de espanto.

― O que foi desta vez? – Agatha cruzou os braços.

― Agatha, eu aconselho entrar e sentar-se. – Alvez mirou Hotchner e fez sinal com o olhar de que não tinha boas notícias.

Os demais estavam sentados à mesa, todos com semblantes de preocupação, Agatha já adentrou a sala fazendo inúmeras perguntas. Garcia estava com seu notebook e ao olhar para Agatha retirou os seus óculos.

A contragosto Agatha acomodou-se em uma das cadeiras vagas e Hotchner sentou-se ao lado dela e Alvez que estava de pé tomou a vez para falar:

― Agatha, recorda-se de que eu fui à penitenciária feminina e depois exigi do legista os resultados da autópsia de Francine?

― Sim. – Agatha já se preparava para a notícia ruim que receberia.

― Os resultados chegaram e também recebemos uma informação importante da penitenciária feminina.

― Quando Francine foi encontrada morta em sua cela eu junto a Prentiss e Morgan fui verificar – continuou Rossi – Prentiss e Morgan conversaram com uma carcereira.

― A mesma nos revelou ser homossexual e disse ter sentimentos por Francine. – confirmou Prentiss.

― E também alegou que não acreditava que Francine se suicidou na cela – continuou Morgan – disse que acreditava ser assassinato.

― O resultado da autópsia. – Garcia empurrou o notebook para que Agatha verificasse.

― Meu Deus! – exclamou Agatha ao verificar o resultado.

― Ela foi envenenada e depois que morreu foi amarrada pelo pescoço a um lençol para parecer suicídio. – disse Hotchner lendo o resultado.

― Veneno de rato. – confirmou Seaver.

― O mesmo que Megan Kane usava para matar seus clientes. – recordou Alvez.

― Quem a envenenou? – Agatha não conteve as lágrimas.

― Eis a informação da penitenciária – respondeu Alvez – a carcereira sentiu remorso e confessou que foi ela que colocou o veneno na comida de Francine, mas o veneno foi entregue a ela por Beth Cruz.

― Beth Cruz fez a cabeça da carcereira para envenena-la porque Francine recusou-se a participar dos planos dela e de John Curtis – continuou Seaver – Beth Cruz iria armar para Francine fugir da prisão, mas Francine se negou então Beth fez isso.

― Aquela infeliz, doente mental, aquela mal amada matou a Francine? – Agatha já se colocou de pé.

― Sim. – Alvez abaixou a cabeça após confirmar.

― A Francine se negou a aliar a John novamente... Realmente ela havia se arrependido.

― A carcereira revelou que Francine não deixava de pensar em você e sonhava em ter seu perdão. – Seaver não segurou a emoção ao observar a amiga devastada.

― Não! – berrou Agatha que tentou sair da sala para confrontar Beth.

― O que pensa que está fazendo? – Hotchner levantou-se e rendeu Agatha em seus braços.

― Eu vou acabar com a raça daquela infeliz! – escandalizava Agatha aos prantos.

― Não vai! – Hotchner foi obrigado a sacudir sua noiva pelos braços.

― Eu preciso fazer isso!

― Você não vai! – insistiu Hotchner – Temos um plano, não o estrague, mantenha a calma!

― Francine, eu te perdoo! – Agatha desgarrou-se de Hotchner e ajoelhou-se no chão.

O desespero de Agatha era lamentável e todos se comoveram com a reação dela que sofria tudo aquilo.

Notas finais
Obrigada pela leitura e até o próximo. =) Beijos!