Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

79 Capítulo 79 - O Plano de Aaron Hotchner


Notas iniciais
Olá pessoal, tudo bom? Eu consegui concluir mais um capítulo antes de viajar e já é bom posta-lo para vocês. Como havia informado nas notas do capítulo anterior eu irei viajar e já reservei minha passagem para sexta-feira, eu ainda não arrumei minhas coisas e vou tirar o dia de amanhã para fazer isso. O capítulo 80 será postado depois que eu chegar a São Paulo, eu já expliquei que vou fazer o possível para não demorar em atualizar a Fanfic. Agradeço desde já a paciência de vocês que sempre são pacientes e fofos comigo, agradecimentos as visualizações e comentários do capítulo 78. Boa leitura e até a próxima. =)

― Então prove: onde está John Curtis?

Hotchner conseguiu apaziguar o estado emocional que a sua noiva passava naquele momento, Garcia providenciou um chá de camomila e pediu que Agatha tomasse um pouco da bebida.

― Desculpa a intromissão – começou Alvez – mas você disse agora pouco a Agatha que tem um plano?

― Sim – afirmou Hotchner – JJ, poderia chamar a Strauss, vou precisar da aprovação dela.

― Pode deixar. – JJ se retirou, mas logo voltou na companhia de Erin Strauss.

A pedido de Hotchner a agente Todd trancou a porta e fechou as persianas da janela.

― Nós precisamos descobrir onde John Curtis está – começou Hotchner a explicar – e Beth com certeza sabe.

― Então ela se entregou? – indagou Strauss.

― Sim – confirmou Agatha que se recompôs – ela confessou a mim no interrogatório que se aliou a ele, ainda revelou que foi ela que foi atrás dele.

― Aaron, o que tem em mente? – Rossi coçou a barba.

― Segundo Beth, ela fez tudo isso por minha causa, ela alega que eu a iludi.

― O que é mentira. – afirmou Seaver.

― Claro que é mentira.

― Você pelo visto pretende usar isso ao seu favor e ao de todos aqui. – presumiu Alvez.

― Você é rápido. – comentou Agatha.

― Não é a toa que ele era da CIA. – Seaver mirou Alvez e sorriu para ele e o mesmo deu uma piscadela.

― Você viu o que eu vi? – cochichou Garcia no ouvido de Prentiss que apenas afirmou com a cabeça.

― Então vamos entrar no jogo de Beth? E se ela perceber? – questionou Morgan.

― Agatha irá começar com o plano – continuou Hotchner – Mateo Cruz alegou ter provas de que eu me envolvi com sua sobrinha, Agatha precisa manifestar a ele de que acredita nisso.

― Demonstrar ciúmes – compreendeu JJ – ou seja, encenar.

― Eu sei que a situação é tensa, mas isso vai ser divertido. – Seaver não conteve a risada.

― Vai mesmo. – concordou Garcia.

― E eu vou interrogar Beth, mas de primeiro nada sobre John Curtis, vou precisar ganhar a confiança dela primeiro. – prosseguiu Hotchner.

― E em que eu posso ajudar? – perguntou Strauss.

― Eu preciso de permissão para que Beth e seu tio sejam soltos temporariamente. – todos escancaram os olhos para Hotchner.

― Enlouqueceu? – retrucou Agatha – Eles podem fugir!

― Não vão se fizermos isso perfeitamente.

― Aaron, por favor, nos explique com detalhes. – pediu Rossi puxando a cadeira para mais próximo da mesa.

Hotchner então especificou qual era o seu plano e todos concordaram com o mesmo.

***

Mateo Cruz estava mais que impaciente a aguardar na sala de interrogatório, estava algemado e julgava que tudo aquilo era um absurdo e protestou assim que Erin Strauss adentrou a sala na companhia de Prentiss:

― Eu estou decepcionado com a senhora! Como permitiu que fizessem isso comigo?

― Acalma-se senhor Cruz – pediu Strauss – eu vim aqui pedir desculpas por este ocorrido.

― Desculpas não ajudam em nada! Eu posso exigir um advogado?

― Por favor, fique calmo porque eu vim aqui resolver isso – Strauss encarou Prentiss – agente Prentiss o que espera? Tire as algemas dele!

― Perdão senhora. – Prentiss pegou a chave das algemas no bolso de seu casaco e fez o que a sua chefe pediu.

― A senhora reconhece que isto é um erro? – Mateo Cruz ficou boquiaberto.

― Eu lhe devo implorar mil desculpas – prosseguiu Strauss – o agente Hotchner está uma pilha de nervos, garantiu a mim de que tinha provas de que o senhor estava aliado a John Curtis e eu autorizei este erro, porém investigamos e nada encontramos contra o senhor.

― O agente Hotchner será punido? Ele merece uma punição! E a sua noivinha? Isso é tudo culpa dela!

― Eu já tomei minhas providências contra o agente Hotchner, o caso já foi comunicado a diretoria.

― Sendo assim eu não vou acionar nenhum advogado – Mateo Cruz respirou aliviado – vou aguardar o parecer da diretoria.

― Pode voltar aos seus afazeres, ou está muito abalado para retornar ao trabalho?

― Eu estou revoltado, porém se a senhora já admitiu ser um erro e que tudo será resolvido eu não vou me estressar mais, eu posso voltar ao meu trabalho, mas hoje eu peço licença para descansar.

― Fique a vontade, os seus pertences estão na sua sala, exigi que Garcia os devolvesse.

― Obrigado e com licença. – Mateo Cruz ajeitou a gravata e retirou-se da sala.

― Será que ele acreditou nisso? – Strauss sussurrou para Prentiss.

― Aparentemente sim, ao que tudo indica parece que ele está envolvido, mas não totalmente, entende?

― Eu ainda não tenho uma opinião sobre isto, o que eu espero agora é que o plano do agente Hotchner dê certo.

― O Hotch acerta até nas falhas, eu confio. – garantiu Prentiss.

***

Mateo Cruz ao retornar ao seu escritório encontrou alguém sentado a sua mesa, mas com a cadeira virada de costas a ele.

― Quem está aí? – questionou.

― Senhor Mateo Cruz? – retrucou Agatha ao virar-se na cadeira.

― O que faz aqui sua importuna? Eu vou exigir que saia da minha sala!

― Senhor Cruz – Agatha levantou-se – eu compreendo sua raiva, eu quero pedir perdão a culpa foi toda minha.

― Você causou tudo isso por causa da minha sobrinha?

― Senhor Cruz é horrível ter que admitir, porém sua sobrinha tem me perturbado muito.

― Ela não fez nada – Cruz aproximou-se de sua mesa – agora você pode sair daqui?

― Aguarde um pouco – Agatha achegou-se a porta e a trancou – eu preciso que me esclareça algo.

― Eu não tenho nada a conversar com uma moça que mal se tornou agente e já trouxe o caos ao FBI!

― É sobre a Beth – insistiu Agatha – ela afirma que o senhor tem provas de que meu noivo teve um caso com ela.

― Vá conversar com seu noivo!

― Ele nega tudo – Agatha aproximou-se de Cruz – eu preciso ver estas provas.

― Eu não tenho que te provar nada!

― Eu preciso desmentir Aaron Hotchner!

― Desmentir? – Cruz abaixou o tom de voz – se diz isso é porque desconfia dele, não é?

― Sim, eu desconfio. – Agatha abaixou a cabeça.

― Se você descobrir a verdade vai fazer o que?

― Acabar com a reputação dele e romper o meu noivado!

― Parece mais preocupada com ele do que com John Curtis te perseguindo.

― É claro que eu estou aflita com John Curtis perseguindo a todos nós, aliás, ele não só ameaça a mim e sim ao departamento todo.

― Não exagere – Mateo Cruz sentou-se a sua mesa – pelo que eu saiba John Curtis só persegue você.

― Não fique tranquilo deste jeito – Agatha sentou-se de frente a ele – O senhor já leu o arquivo sobre ele?

― Li algumas coisas.

― Leu detalhadamente? Fique atento senhor Cruz, pois ele matou Elle Greenaway uma ex-agente e tentou matar Alex Blake com uma bomba, depois tentou matar a senhora Strauss e o meu noivo, ele invadiu o departamento para me sequestrar, entrou atirando nos funcionários.

― E você então está mais preocupada com o passado de seu noivo com minha sobrinha ao invés disso?

― Agente Cruz, o senhor não compreende? Presta atenção: Hotch quer provar a todo custo de que Beth está envolvida com John Curtis para me prejudicar e todos nós somos alvo de John Curtis e outra coisa muito importante é que se Curtis descobrir que sua sobrinha e eu temos digamos um pequeno atrito entre nós sabe o que ele vai fazer?

― Não. – Mateo Cruz ficou aflito.

― Matar sua sobrinha.

― Mentira! – Mateo Cruz bateu a mão na mesa assustando Agatha.

― É verdade, John é obcecado por mim, para ele não interessa o motivo, se ele desconfiar da minha desavença com sua sobrinha ele vai achar que ela é uma pedra no sapato e para a demonstração de amor doentia dele por mim ele vai caça-la e mata-la.

― Ela corre todo este perigo assim? Então eu preciso coloca-la em proteção! Onde ela está?

― Acalma-se senhor Cruz, talvez podemos nos ajudar.

― Como assim?

― Vamos por partes... O senhor garante de que Hotch teve um caso com sua sobrinha?

― Sim.

― Hotch quer a qualquer custo prejudica-la alegando que o que ela diz é tudo mentira ele está a ponto de acusa-la de cumplice de John Curtis.

― Isto é um absurdo!

― Senhor Cruz eu peço que prove a mim que a palavra de sua sobrinha é real, pois tendo provas de que ela fala a verdade Hotch não pode querer mais prejudica-la e vamos garantir proteção a ela.

― Precisamos falar com ela, onde ela está?

― Acalma-se senhor, pelo que eu sei sua sobrinha está bem pelo departamento, mas antes de conversar com ela me mostre as provas.

― Porque não podemos falar com ela de imediato?

― Porque ela ainda me odeia, eu acho que se ela me ver junto do senhor não vai compreender.

― Ela não te odeia.

― Sejamos francos.

― Está bem, ela não tem simpatia por você...

― Eu não vou brigar por isso... Então, quais provas são essas?

― Está desocupada?

― A supervisora Strauss afastou-me do meu trabalho.

― Pode ir a minha casa?

― Agora?

― Agora.

― Está bem. – Agatha levantou-se e na companhia de Mateo Cruz saiu da sala.

***

Beth praguejava palavrões enfurecida de ficar tanto tempo sozinha naquela sala fria, ela tentava em vão mobilizar suas mãos, mas era impossível por causa das algemas.

Ela foi surpreendida por Hotchner que adentrou a sala, ele tinha o olhar sério para a mesma enquanto ela não conteve o sorriso ao avista-lo.

― Eu fico feliz agora, finalmente resolveu dar as caras a mim. – afirmou ela.

― E eu não estou nada feliz com você – ele sentou-se diante dela – porque faz isso comigo?

― Eu não faço nada.

― Como não faz? Você está querendo prejudicar o meu noivado com suas mentiras.

― Nada do que eu disse é mentira, eu admiti minha culpa, me aliei a John Curtis e eu espero neste momento que ele tenha um bom plano para levar sua amada para bem longe daqui!

― Eu não falo de John Curtis – Hotchner ao afirmar aquilo fez Beth espantar-se – eu falo sobre você alegar que tivemos um caso.

― Isso que está incomodando?

― Tudo está incomodando, tudo está sendo um caos para mim – Hotchner abaixou a cabeça, mas logo a levantou – Agatha está maluca, fora de si, com John Curtis a perseguindo e com raiva de mim.

― Raiva? – Beth quase gargalhou, todavia se conteve.

― Ela acredita que você e eu tivemos um caso.

― Ela disse não crer em nada disso.

― Quando ela saiu daqui revoltou-se, brigou com todos da equipe, brigou comigo, me ofendeu perdendo o controle de si, você precisa ver o que ela fez com meu escritório.

― Nossa, o que ela fez? – Beth arregalou os olhos.

― Um estrago, uma bagunça total, ficou enfurecida, precisei afasta-la do departamento, pedi que a levassem.

― Porque insiste em ficar com ela? Você não a ama!

― Como garante isso? Você não pode saber dos meus sentimentos.

― Você não a ama, eu via os seus olhares a mim no colégio, você até gostava da Haley por ela ser aquela boa moça toda correta eu admito que o meu comportamento era um pouco vulgar, mas não iria me fingir, porém você me desejava e sei que ainda me deseja.

― E porque inventa de que tivemos um caso?

― Nós tivemos um caso. – o olhar obcecado de Beth fez Hotchner admirar-se um pouco, ela afirmava de que tivera um caso com ele, Beth olhava nos olhos dele e dizia aquilo como se fosse a mais pura verdade.

― Eu sei que você destruiu minha vida, foi atrás de John Curtis o fazendo querer me prejudicar, despertou a desconfiança de minha noiva sobre mim, se me amasse não faria nada disso. – Hotchner levantou-se.

― Eu te amo! – berrou Beth se contorcendo.

― Se me amasse não teria cavado minha própria cova.

― Como assim eu cavei sua própria cova?

― Você foi atrás de John Curtis, você o incentivou a brigar por Agatha, ele é louco por ela e já afirmou que vai matar todos aqueles que cruzam o caminho dele entre ela é óbvio que ele quer me matar.

― Ele não vai fazer isso, é só a Agatha largar de você... Ele quer ficar com ela.

― E ele quer me matar, ele nos enviou um vídeo garantindo isso, o perseguido sou eu e não ela.

― Hotch...

― Você provocou tudo isso! – Hotchner aproximou-se de Beth e deu um murro na mesa para amedronta-la.

― Não, eu não fiz isso... Eu não quero ver você morrer, eu te amo. – Beth desabou em lágrimas.

― Você causou tudo isso, sou um homem ameaçado de morte, Jack pode ficar sem um pai ele já perdeu a mãe por sua causa! Pensou nisso? Você deixou uma criança órfã de mãe e agora eu tenho que correr porque Jack pode ficar sem um pai!

― Você não deveria ter se noivado com aquela infeliz... John não iria atrás de você.

― A Agatha me ama e eu a amo, ela está enfurecida e tem até razão nisso, mas ela me ama ao contrário de você que só causou o caos na minha vida!

― Mentira! – escandalizou Beth – Eu te amo sim! Hotch, eu te amo!

― Eu vou te mostrar o que fez na minha vida – Hotchner a levantou pelo braço – vem comigo.

― Para onde vai me levar?

― Vou mostrar como meu escritório ficou.

― Então me solte das algemas, eu juro que não vou fugir! – Hotchner acatou o pedido e tirou as algemas de Beth, mas saiu da sala a segurando pelo braço.

Beth estava admirando tudo aquilo, Hotchner a segurava pelo braço para leva-la ao escritório e ela via aquilo como demonstração de afeto, realmente ela era doente por ele.

Ao chegarem ao escritório ela ficou espantada, realmente a sala estava uma bagunça, os móveis e os objetos estavam revirados e jogados pelo chão.

― Ela é louca! Ela não tinha o direito de fazer isso com seu escritório!

― Mas fez! – Hotchner fechou a porta atrás de si – E a culpada é você!

― Eu não fiz nada! Ela não te ama, Agatha não ama ninguém, ela enganou John Curtis e depois que conseguiu o que queria ela o largou, ela vai usa-lo para obter promoções no FBI e quando conseguir o que quer vai dispensa-lo!

― Você não tem noção do que fez? – Hotchner sacudiu Beth pelos braços – Olha a minha sala, olha! Por causa das suas mentiras, por causa da sua cumplicidade com um psicopata! Como garante que me ama sendo que se alia a um maníaco que deseja me matar? Isso não é amor, sua louca!

― Eu não sou louca! – Beth teve forças para empurrar Hotchner contra a parede e assim lhe roubar um beijo.

― Sai de perto de mim! – ele a afastou de si e limpou seus lábios com as mãos.

― Hotch, eu te amo e posso provar meu amor!

― Pode?

― Claro que sim – Beth ajoelhou-se – eu faço o que você quiser.

― Se me ama então não me quer ver morto, certo?

― Eu daria minha vida por você.

― Então eu quero uma prova do seu amor.

― O que você quiser. – Beth abriu os braços.

― Levante-se. – ele ordenou e Beth o obedeceu – Agora preste atenção – Hotchner aproximou-se fixando seu olhar ao dela – se me ama e não me quer ver morto, diga onde está John Curtis.

― Como? – Beth ficou desconcertada.

― Diga onde John Curtis está se escondendo.

― Mas...

― Onde ele está?

― Hotch...

― Revela-me onde ele está, eu preciso encontra-lo antes que ele faça algo contra mim.

― Hotch...

― Você me ama?

― Eu já disse que sim!

― Então prove: onde está John Curtis? – Hotchner cruzou os braços aguardando alguma resposta.

"Quando não puder vestir a pele de leão vista-se com a da raposa"

(Zorro)

Notas finais
Eu adoro quando eles tem um plano e precisam se fingir para conseguir algo. Quem atuou melhor? Agatha ou Hotch? Vamos torcer para que o plano do nosso amado dê certo. Observações: • Imagem gif encontrada no Google Imagens, a mesma não me pertence e sim ao personagem Aaron Hotchner da série. • Citação final: ela é mencionada pelo personagem Zorro no seriado do mesmo do ano de 1957, na primeira temporada. Eu achei que a citação tem algo relacionado ao plano de Hotch, porque ele junto a Agatha tiveram que se disfarçar e já que não podem chegar atacando como um leão eles chegaram como uma raposa. Obrigada pela leitura, até mais! =)