Notas iniciais
A equipe foi para a cidade de Wilmigton para descobrirem o paradeiro de Belinda Copland, o primeiro caso depois do afastamento de quase um ano dos melhores da UAC... Capítulo 5 para vocês... Boa leitura! =)

Hotchner, Agatha e Beth foram recepcionados pela detetive assim que chegaram:

‒ FBI? – indagou a detetive.

‒ Sim. – respondeu Hotchner lhe estendendo a mão.

‒ Muito prazer, eu sou a detetive McLean. – apresentou-se ela cumprimentando Hotchner – Sejam bem vindos!

‒ Muito obrigado... – respondeu ele – Eu sou o agente Hotchner, essas são as agentes Cruz e Silva.

‒ Muito prazer detetive. – disse Agatha lhe cumprimentando.

‒ Prazer detetive. – disse Beth ao cumprimenta-la.

‒ Vieram somente vocês? – perguntou a detetive.

‒ Eu já designei tarefas para os demais... – respondeu Hotchner – O que pode nos dizer sobre o caso?

‒ Peço que me acompanhem... – pediu a detetive que os guiou até a sala onde ficariam – Agente Hotchner outros agentes do FBI já estiveram aqui e infelizmente não descobriram nada eu ouvi dizer que a sua equipe é a melhor.

‒ E com certeza, nós somos detetive. – respondeu Beth querendo chamar a atenção.

‒ Nós fazemos o melhor que podemos. – respondeu Hotchner encarando Beth brevemente – Por gentileza, pode nos falar sobre o caso?

‒ Está bem... – começou a detetive – Belinda Copland foi vista pela última vez em um treino de futebol do time da escola ao qual ela faz parte, a mãe ordenou que ela desse voltas pelo campo como uma punição por ela estar sendo mal criada e desde então ninguém mais soube da garota.

‒ Houve testemunhas? – perguntou Agatha que ficou mirando a foto de Belinda Copland colada ao mural da sala ao lado do mapa da cidade.

‒ Algumas crianças que brincavam em um parque que fica próximo ao campo disseram ter visto Belinda Copland conversando com um homem de jaqueta marrom, mas infelizmente não se lembram da feição dele. – respondeu a detetive.

‒ Hotch, será que os pais autorizariam uma entrevista cognitiva? – perguntou Agatha.

‒ É uma boa sugestão. – respondeu Hotchner fazendo Beth se remoer por dentro – Detetive, por acaso conseguiria falar com os pais?

‒ Vou pedir para meus homens fazerem isso. – respondeu a detetive saindo da sala.

‒ E quanto aos vizinhos? – perguntou Beth – Você disse no avião que eles seriam investigados.

‒ Tem razão. – respondeu Hotchner – Agatha ligue para a Garcia peça para ela começar a listar pessoas da cidade que tenham ficha criminal.

‒ Ficha criminal por pedofilia? – perguntou Agatha.

‒ Qualquer tipo, mas que ela dê prioridade a quem tem ficha por pedofilia, eu vou conversar mais com a detetive e procurar saber os detalhes de como o caso foi trabalhado pelos outros agentes. – Hotchner saiu da sala deixando Beth e Agatha sozinhas.

‒ Garcia? – perguntou Agatha ao telefone.

Aqui é a auxiliar dela, Maeve Donovan.— respondeu Maeve do outro lado.

‒ Onde está a Garcia?

Foi buscar café descafeinado.— respondeu Maeve com uma breve risada.

‒ Porque ela não bebi logo um chá? – perguntou Agatha rindo – Está bem... Eu acredito que possa me ajudar.

Do que precisam?— perguntou Maeve.

‒ Pesquise por todos aqueles que tem ficha criminal aqui da cidade de Wilmigton, dê prioridade aos que tem ficha por pedofilia, mas não descarte os outros, faça uma busca detalhada de cada um se for possível.

Algo a mais?

‒ No momento só isso mesmo, até mais Donovan.

Donovan encerra o contato.— Maeve encerra a ligação.

‒ E o que faremos agora? – perguntou Beth fitando Agatha dos pés a cabeça.

‒ Eu não sei... – respondeu Agatha incomodada com a presença dela – Vamos aguardar as ordens do chefe. – Agatha virou-se novamente para o mural e ficou ali observando a foto de Belinda Copland, ela tinha esperanças de encontrar a garota viva e em pensamento se perguntava “Billie onde você está?”.

***

Blake e Rossi chegaram à casa da família Copland, não foram bem recepcionados pelo pai da criança que começou a protestar com eles:

‒ Vocês vieram aqui fazer perguntas de novo? – esbravejava o homem – Nós não sabemos de nada! Vão procurar Billie lá fora!

‒ Eu preciso que o senhor se acalme. – pediu Rossi.

‒ Vão procurar minha filha! – berrava o homem.

‒ Jake se acalme... – pediu a mulher – Eu peço desculpas... Ele nem deveria estar aqui, somos divorciados.

‒ Eu vou ficar aqui até minha filha voltar para casa! – gritava o homem descontrolado – Agora vocês do FBI vão procurar Billie!

‒ Senhor Copland, fique calmo! – exclamou Rossi já sem paciência – Viemos aqui porque queremos encontrar sua filha, quer nossa ajuda ou não?

‒ É claro que precisamos de ajuda! – exclamou a mulher – Por favor, entrem e façam o trabalho de vocês. – Blake e Rossi entraram e fizeram entrevistas separadas, Rossi interrogava o pai na sala enquanto Blake interrogava a mãe na cozinha.

***

A detetive não teve muito sucesso com os pais das crianças, somente uma mãe autorizou que o filho participasse da entrevista cognitiva e assim ele foi levado para a delegacia, Hotchner que conduziu a entrevista:

‒ Qual é o seu nome? – perguntou Hotchner ao garoto assim que ele chegou à delegacia.

‒ Jack. – respondeu o garoto.

‒ Jack? Coincidência, eu tenho um filho chamado Jack. – respondeu Hotchner sorrindo ao garoto – Poderia me acompanhar?

‒ Eu posso ir junto? – perguntou a mãe do garoto.

‒ Costumamos fazer essa entrevista sem acompanhantes, a presença de alguém ás vezes pode distrair. – respondeu Hotchner – Mas não se preocupe a senhora pode aguardar naquela sala onde se encontram duas agentes minhas.

‒ Está bem. – a mãe do garoto não aprovou muito em ter que deixar o garoto com Hotchner, mas não protestou e os deixou sozinhos.

Hotchner levou o garoto até uma sala de interrogatório, o garoto sentou-se a mesa e Hotchner sentou-se a sua frente:

‒ Jack eu preciso que feche os olhos, está bem?

‒ Está bem. – o garoto tranquilamente fechou os olhos – E agora?

‒ Agora eu preciso que se recorde de quando viu Belinda Copland pela última vez.

‒ Billie? – indagou o garoto – Eu a chamo assim.

‒ Está certo... Eu quero que se recorde do dia em que a viu pela última vez... Eu quero que volte há aquele dia... Eu estarei ao seu lado, preciso que me guie. – o garoto consentiu com a cabeça e começou a se lembrar de tudo como se tivesse voltado ao tempo, ele revivia o dia em que viu Belinda Copland pela última vez:

Jack: Eu estou brincando no parque...

Hotchner: Como está o tempo? Está frio? Calor?

Jack: Está frio, mas nem tanto... Eu estou apenas com um casaco por cima do uniforme.

Hotchner: O que você brincava?

Jack: Eu estou no balanço... Eu sinto uma brisa bater em meu rosto e bagunça meus cabelos.

Hotchner: Você vê Billie?

Jack: Eu a vejo agora... Ela sai do campo parece estar chateada.

Hotchner: Vocês conversaram?

Jack: Eu gritei por ela... Billie! (grita o garoto) Billie, vem brincar!

Hotchner: Ela vem até você?

Jack: Não... O meu colega ao meu lado me chama e me distraio... Quando olho de volta vejo um homem de casaco marrom.

Hotchner: Ele está com Billie?

Jack: Ele está de costas para mim, mas ele conversa com ela.

Hotchner: Além do casaco marrom o que vê?

Jack: Ele usa um boné azul... Calças jeans e botas pretas.

Hotchner: Consegue me dizer se ele é branco ou negro? Qual o tamanho dele?

Jack: Ele é alto e eu acho que ele é branco... Ele segura algo.

Hotchner: Jack o que ele carrega? Qualquer detalhe é importante.

Jack: Uma coleira vermelha.

Hotchner: Uma coleira de cachorro?

Jack: Sim.

Hotchner: Você vê algum cachorro com ele?

Jack: Não.

Hotchner: Tem certeza?

Jack: Sim... O vento bate novamente bagunçando meus cabelos e eu os ajeito... Billie sumiu!

Hotchner: Jack olhe para os lados... Qualquer detalhe é importante.

Jack: Bem... As meninas treinam no campo, as outras crianças brincam... Eu vejo um jipe saindo acelerado.

Hotchner: Um jipe? Qual é a cor?

Jack: Parece ser verde escuro... Não tenho certeza, talvez seja azul...

Hotchner: Jack volte da onde você viu o jipe, por favor.

Jack: Está bem... Eu vejo o jipe saindo... Sim ele é verde escuro e ai meu Deus! (o garoto começa a se debater).

‒ Jack, se acalme... – pedia Hotchner tentando controla-lo – Jack abra os olhos! Jack olhe para mim!

‒ Ó meu Deus! – exclamou o garoto ao abrir os olhos – Senhor eu a vi!

‒ Billie?

‒ Sim... – o garoto começa a chorar – Billie estava dentro do jipe batendo na janela... Eu acho que ela chorava... Porque não me lembrei disso antes?

‒ Essas coisas acontecem... Você se distraiu com alguma coisa. – respondeu Hotchner tentando acalma-lo.

‒ Mas se eu tivesse lembrado antes podia ter a salvado. – resmungou o garoto ficando tristonho.

‒ Jack... – Hotchner pegou na mão do garoto – Você nos ajudou bastante agora, Billie vai ficar contente.

‒ Sério? – Hotchner fez sinal de positivo com a cabeça e sorriu para o garoto que sorriu de volta.

Notas finais
Agatha pelo visto está muito tocada e preocupada por Billie, ela pelo visto não irá sossegar até encontra-la... Beth sempre querendo se aparecer... Hotch teve sucesso na entrevista com o garoto, tomara que isso os ajude... Beijos e esperam que tenham gostado! =)