Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
4 Capítulo 04 - Billie (Parte 01)
Notas iniciais

Devido a forte chuva, a equipe foi obrigada esperar que ela cessasse um pouco para poderem embarcar rumo a Wilmigton, Agatha havia ficado tocada emocionalmente com o caso da garota desaparecida, mas não quis manifestar isso aos demais.
Quando embarcaram o dia já havia acabado dando vez para a noite chegar e a equipe começou a discutir o caso no avião:
‒ Vamos começar... – disse Morgan – Porque a polícia local suspeita que seja um rapto?
‒ Aqui diz nos arquivos que Belinda Copland não andava com estranhos, segundo a mãe. – respondeu Blake ao ler o arquivo.
‒ Existe a possibilidade de ela ter ido com alguém conhecido? – questionou Prentiss – Talvez um parente?
‒ Prentiss pode ter razão. – respondeu Rossi – Os parentes já foram checados?
‒ Aqui diz que sim. – respondeu Blake.
‒ Eu não os descartaria eles como suspeitos... Talvez Belinda já esteja em outro país. – insistiu Rossi.
‒ E por qual motivo um parente levaria Billie assim? – indagou Agatha – Por motivo de briga com os pais?
‒ Os pais são divorciados... – começou Morgan – A guarda de Belinda Copland ficou com a mãe, talvez um parente pela parte do pai possa ter cometido o rapto.
‒ Então foi um sequestro? – perguntou Agatha – Sequestro e rapto são duas coisas diferentes não é?
‒ Você não sabe distinguir a diferença? – perguntou Beth a Agatha com desdém.
‒ Rapto é uma ação criminosa momentânea... – respondeu Hotchner não gostando da maneira que Beth falou com Agatha – Que visa à satisfação de instintos libidinosos, empregando violência, intimidação ou fraude, já o sequestro é um crime onde alguém priva o outro de sua liberdade o mantendo em cárcere privado.
‒ Em um caso de rapto a pessoa não planeja quem ela vai raptar... – continuou Reid – Ela simplesmente vê um alvo que parece fácil a ela e rapta já o sequestro à maioria deles o sequestrador já tem em mente o que quer e isso muitas vezes o fazem vigiar seu alvo antes de cometer tal atrocidade.
‒ Um sequestro já é algo planejado, já o rapto não? – especulou Agatha.
‒ Exato. – respondeu Blake – O caso de um rapto pode ser uma decisão tomada pelo criminoso no mesmo dia ou instantes antes do ato cometido.
‒ Já o sequestro precisa de planejamento... Por um exemplo um sequestrador de crianças: ele precisa de um artefato, de planejamento de cada detalhe... – continuava Morgan – Ele vai usar um carro? Ele vai usar algum brinquedo ou algum animal para atrair a vítima? Ou ele vai esperar que ela esteja em lugar pouco movimentado e pega-la a força? Ou ele esperará um lugar muito movimentado para que a falta de sua vítima não seja percebida?
‒ No caso do rapto o criminoso não pensa muito nessas coisas, ele usa mais a oportunidade de momento e aquilo que está em seu alcance. – finalizou Prentiss.
‒ No caso de Billie foi um sequestro ou um rapto? – indagou Agatha.
‒ A maioria dos sequestros visa em deixar a vítima com vida. – disse Reid – Mas não podemos contar cem por cento com isso, existe suas exceções.
‒ Aqui no arquivo diz que Belinda estava com sua mãe em um treino... – dizia Blake ao ler o arquivo – Sua mãe pediu que ela desse algumas voltas pelo campo, pois sua mãe é treinadora e desde então não viu mais a filha.
‒ O que ela estava treinando? – perguntou JJ.
‒ Uma partida de futebol... A mãe de Belinda é professora de educação física em um colégio e ela treinava o time feminino do mesmo.
‒ Belinda Copland faz parte do time? – perguntou Rossi.
‒ Sim, mas ela estava como reserva e sua mãe pediu que ela desse algumas voltas pelo campo porque a garota estava com malcriação a ela. – respondeu Blake.
‒ Isso então foi um rapto. – disse Agatha – Seria difícil para o suspeito adivinhar que Billie fosse receber uma ordem da mãe para que desse voltas ao campo.
‒ Agatha pode ter razão. – expos Hotchner – Pelo visto foi um rapto houve a oportunidade e ele a raptou.
‒ Mas o infeliz já pode ter ido com a má intenção... – disse Rossi – Havia outras garotas no campo que estavam treinando.
‒ Ele não tinha um alvo especifico, ele se aproveitou daquele que ficou mais vulnerável. – respondeu Prentiss.
‒ Ele pode ter percebido o clima nada amistoso de mãe para filha... – continuou Agatha – Ao perceber que Billie brigou com a mãe e que a mesma a castigou com voltas ao campo ele deve ter aproveitado a situação.
‒ Querida, você mesmo disse que o suspeito não pode ter adivinhado que Billie receberia um castigo da mãe, como ele percebeu a briga entre elas? – questionou Beth encarando Agatha nos olhos.
‒ A linguagem corporal. – respondeu Hotchner a ela.
‒ Como? – Beth ficou desentendida.
‒ A linguagem corporal de Belinda Copland e sua mãe podem ter demonstrado ao suspeito que elas brigavam, aliás, não é difícil perceber quando duas pessoas estão brigando. – afirmou Hotchner a Beth que arregalou os olhos e preferiu ficar calada.
‒ Aaron quais serão as nossas tarefas? – perguntou Rossi.
‒ JJ como sempre ficará responsável pela mídia. – ordenou Hotchner – Veja o que eles já sabem e de momento evitem que eles obtenham informações novas.
‒ Certo. – aceitou JJ.
‒ Rossi e Blake conversaram com a família, Rossi você fica com o pai descubra tudo sobre ele e Blake com a mãe, obtenha informações da mesa e descubra o real motivo da briga dela com a filha.
‒ Pode deixar. – concordou Blake.
‒ Qualquer novidade você saberá. – respondeu Rossi a Hotchner.
‒ Reid fica com a vitimologia, Prentiss e Morgan descubram sobre qualquer parentesco de Belinda Copland e sua família, Agatha, Cruz e eu vamos nos reunir com a detetive do caso e estudar a vizinhança, não podemos descartar ninguém como suspeito. – Agatha ficou incomodada por ter que trabalhar com Beth Cruz, mas não queria criar confusão a troco de nada e então acatou as ordens de seu chefe e namorado.
Assim que o avião pousou na cidade de Wilmigton cada um foi para suas tarefas designadas na esperança de encerrarem o caso, Agatha estava mais preocupada do que todos com Belinda Copland e insistia em ter esperanças da garota ser encontrada viva.
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