Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
30 Capítulo 30 - Boneca de Luxo (Parte 01)
Notas iniciais
“ A prostituta não é como as feministas dizem, uma vítima dos homens, mas a sua conquistadora. Uma fora da lei que controla os canais do sexo entre a natureza e a cultura.”
(Camille Paglia)
‒ Pode fechar a porta, por favor. – pediu Mateo Cruz assim que entrou a sua sala seguido por Hotchner.
‒ Do que se trata? – perguntou Hotchner ao fechar a porta.
‒ É uma situação complicada... – Mateo Cruz sentou-se a sua mesa e com cautela abriu uma gaveta e pegou uma pasta com arquivos – Quero que veja isso.
‒ Caso novo ou caso em aberto? – Hotchner pegou a pasta das mãos de Cruz e passou a ler os arquivos.
‒ Você conhece essas duas vítimas das fotos?
‒ Mathew Richardson e Clark Johnson... O senhor Richardson é um engenheiro milionário e conhecido e Johnson é um banqueiro aposentado... Aqui diz que eles foram envenenados.
‒ Sim em um intervalo de uma semana... Os advogados e outros empresários estão desesperados.
‒ Advogados? – Hotchner franziu o cenho ao encarar o supervisor.
‒ São pessoas importantes.
‒ Só porque eles são milionários?
‒ Agente Hotchner um juiz de Dallas do Texas exigiu que a UAC fosse chamada a trabalhar nesse caso, mas é importante extremo sigilo.
‒ Qual o motivo para tudo isso?
‒ As duas vítimas foram encontradas em um quarto de hotel luxuoso e antes disso eles sacaram uma quantia de dez mil dólares.
‒ Os dois se encontravam com uma garota de programa de luxo. – afirmou Hotchner fechando a pasta do arquivo.
‒ Eles eram casados e tinham filhos, entende a gravidade do problema?
‒ A gravidade que eu vejo é que temos uma assassina se passando por uma garota de programa.
‒ Que seja agente Hotchner, que seja... – Cruz coçou a sobrancelha – Vocês são aguardados em Dallas e lembre-se trabalhem discretamente sem mídia sem informações para terceiros, chegando lá vocês serão orientados.
‒ Está certo... Irei providenciar cópias deste arquivo para entregar a equipe. – Hotchner saiu da sala de Cruz com a pasta na mão e voltou a se ajuntar aos demais e ordenou que Donovan fizesse as cópias enquanto ele explicava o caso à equipe.
Donovan não se demorou muito e logo já estava de volta à sala distribuindo as cópias para cada um, quando chegou perto de Reid sentiu o toque dos dedos dele quando ele pegou uma cópia das mãos dela, Reid sentiu-se corar e Donovan evitou contato visual.
‒ Mathew Richardson eu o conheci pessoalmente. – disse Rossi ao abrir o arquivo – Ele foi a um dos lançamentos do meu livro.
‒ Ele se interessava por perfis de criminosos? – perguntou Blake.
‒ Disse que conhecia alguém que se interessava.
‒ Eles foram encontrados em quartos de hotéis de luxo e foram envenenados com um veneno para ratos muito conhecido na China... Tetra-Methyleno Disulfotetramina. – disse Reid lendo o arquivo.
‒ Que palavrão... – disse Garcia ao mexer em seu notebook – Vejamos... Pelas minhas pesquisas iniciais qualquer um tem acesso a esse veneno.
‒ Veneno para ratos não é difícil de encontrar. – respondeu Morgan.
‒ O veneno diluí facilmente no álcool. – disse Garcia lendo suas pesquisas.
‒ Foi colocado no champanhe. – disse Prentiss – E um champanhe caro.
‒ Homens milionários, mortos em quartos de hotéis de luxo com certeza tinha bebidas caras. – concluiu Blake.
‒ Aqui no arquivo diz que o veneno é eficiente e age rapidamente. – disse Ashley.
Todos discutiam o caso, somente Agatha que com arquivo em mãos estava calada, ela havia lido o arquivo e analisou as fotos das vítima várias vezes, Hotchner estranhou aquele silêncio:
‒ O que houve? – perguntou ele a fitando.
‒ Nada. – Agatha fechou o arquivo e o colocou sobre a mesa.
‒ Ainda pensando em John Curtis? – perguntou Donovan que estava sentada ao seu lado e lhe pegou gentilmente no braço.
‒ Não... – respondeu ela – Digo sim um pouco, mas é outra coisa que me incomodou um pouco.
‒ O que foi? – perguntou Hotchner.
‒ Aqui diz que no dia em que as vítimas foram assassinadas eles sacaram uma quantia de dez mil dólares.
‒ E logo depois foram encontrados mortos em um hotel... – continuou Hotchner – Suspeitamos que seja uma...
‒ Garota de programa. – interrompeu Agatha.
‒ Dez mil dólares por um encontro? – perguntou Garcia escandalizada – Uau!
‒ Nenhum dinheiro paga o que esses infelizes fazem com a gente. – lamentou Agatha.
‒ Vamos manter o foco. – Hotchner percebeu o que incomodou Agatha – Cruz disse que um juiz de Dallas exigiu que trabalhássemos nesse caso, mas exige que sejamos discretos o máximo que pudermos.
‒ Por quê? – perguntou Todd.
‒ Uma notícia de que uma garota de programa esteja matando homens ricos e casados é um tremendo escândalo para esse tipo de gente, na verdade esse juiz está mais preocupado com a imagem desses homens do que pegar essa garota. – explicou Agatha inconformada.
‒ Estamos indo para Dallas então? – perguntou Rossi.
‒ Sim. – respondeu Hotchner – Eu preciso ir em casa buscar algumas coisas e me despedir de Jack e Jéssica.
‒ Vou arrumar minhas coisas. – disse Blake ao se levantar e os demais a seguiram exceto Agatha e Hotchner.
‒ Você vem comigo. – disse Hotchner.
‒ Por quê? – perguntou Agatha.
‒ Você dormiu em casa é provável que tenha coisas suas lá que queira levar não é mesmo?
‒ Verdade... Desculpa eu estava aérea. – Agatha se levanta da mesa.
‒ Agatha... – Hotchner se aproxima dela – Eu estive pensando e seria melhor você ficar na minha casa.
‒ Está dizendo para eu não ir a Dallas com vocês? – Agatha arregalou os olhos.
‒ Não é isso, quero dizer que a partir de agora você fique em casa, você irá continuar a trabalhar conosco só que em vez de voltar para sua casa você ficará na minha.
‒ Espera um momento... – Agatha coça a cabeça – Eu quero entender... Está dizendo para eu ir morar com você?
‒ Eu disse que ia te proteger não disse?
‒ Hotch...
‒ Agatha escute. – Hotchner olhou para os lados e depois pousou suas mãos delicadamente nos ombros de Agatha e a mirou nos olhos – É melhor você ficar comigo, eu quero descobrir os planos de Curtis antes mesmo de ele fazer algo, mas eu não vou vacilar como da outra vez tentaram tirar você de mim três vezes eu não vou permitir isso, a partir de agora você vai ficar na minha casa, vamos vir trabalhar juntos, eu vou te deixar na academia quando preciso e vou busca-la e quando for para voltar para casa iremos voltar juntos.
‒ E a Jéssica vai concordar? E o Jack?
‒ Você passou essa noite em casa e Jack adorou Jéssica também gosta de você e outra: iremos nos casar e morar juntos digamos que isso seja um preparo.
‒ Preparo? – Agatha franziu o cenho.
‒ Um preparo para você aprender a me aturar depois que casarmos.
‒ Aaron Hotchner, você fez uma piada! – Agatha sorri – Já que insiste.
‒ Então está decidido: você fica comigo agora, terei você sempre aos meus olhos.
‒ Hotch eu não sei como agradecer...
‒ Não tem o que agradecer, além de agente e chefe sou seu companheiro em breve seremos marido e mulher é minha obrigação protege-la.
‒ Hotch... – Agatha não sabia o que dizer – Então vamos até sua casa agora?
‒ Nossa casa. – frisou ele ao soltar dos ombros dela – Vamos, porque precisamos chegar logo em Dallas.
‒ É certeza de que seja uma garota de programa que matou esses homens?
‒ Precisaremos descobrir... Pelo visto você se familiarizou com esse caso, mas ficou incomodada.
‒ Querendo ou não eu também já fui como ela.
‒ Como assim? – Hotchner franziu o cenho.
‒ Eu também já fui uma Boneca de Luxo. – Agatha se retirou da sala e Hotchner sem querer comentar nada a seguiu.
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