Um Amor que Cura

6 O Início de uma Nova História


Notas iniciais
-Adélia teimosa que só, acaba passando por um mal momento... Mas Alberto mostra que é um verdadeiro cavalheiro, um príncipe *-* cada dia mais próximos... -Boa leitura! :)

Adélia e Alberto não poderiam ser mais turrões, depois da pequena discussão que levou a moça a dormir na banheira o clima ficou pesado entre eles, pararam completamente de se falar, Rejane, instruída como uma espiã, relatava tudo para a mãe de Adélia, segundo ela os dois mal se falavam e nem mesmo se olhavam, mas, no entanto dormiam juntos, isso tranquilizou a mulher, pois sabia que a filha tinha um gênio difícil, para ela não importava se não passavam o dia com trocas de olhares ardentes, contudo era claro que na cama os dois iriam se entender.

Durante três noites a moça firmemente seguia sua missão de dormir no banheiro. Quando chegou o quarto dia, apesar de levar uma manta grossa, Adélia que passou muito tempo fraca antes do casamento, começou a ter tremores de frio e espirrar várias vezes, um resfriado pensou, tudo que não precisava, mesmo assim dormiu mais uma noite na banheira, pela manhã ao levantar-se encontrou Alberto terminando de vestir o terno no quarto, ele a olhou e reparou nas olheiras.

–Adélia, pare com essa teimosia, tossiu a noite toda e…

–Eu não posso ler porque você fica cansado, agora não posso tossir também? Você tem razão eu fútil que sou não faço nada dos meus dias então não posso nem mesmo adoecer.

Alberto sentiu-se culpado pelas palavras rancorosas dela e se aproximou ao perceber que ela estava fraca talvez não tivesse comido direito, o que era uma verdade, Joana a obrigava comer, mas sem ela ali, Adélia relaxou na alimentação. Quando ele se aproximou, ela num reflexo rapidamente se afastou e foi acometida por uma tontura caindo nos braços de Alberto desmaiada.

Assustado a levou para cama e chamou Rejane, mandou a empregada chamar o médico rápido e correu pegar uma bacia com água para ajudar a abaixar a febre de Adélia que estava queimando.

***

Uma pneumonia fortíssima, esse o diagnóstico, muitos remédios e repouso, Adélia estava de molho. Alberto se despediu do médico e subiu ao quarto onde a esposa estava ainda muito quente pela febre. Sentiu-se muito culpado e resolveu tirar o dia de folga para cuidar dela. Mandou Rejane fazer uma canja e ficou ao lado de Adélia, que estava começando a delirar pela alta temperatura, que segundo o doutor baixaria mais tarde.

–Não… Não… Joab… Joab… -ela delirava repetindo insistente o nome Joab.

Carinhoso Alberto não saia do lado dela, e a acalmava quando os delírios começavam.

Joana veio para ajudar a cuidar da sua menina, mesmo assim Alberto não se afastou um segundo sequer, e a noite quando a febre havia abaixado e conseguiram que ela comesse um pouco, ao ver que ela não conseguia dormir, Alberto resolveu ir olhar os livros que ela tinha organizados numa prateleira.

–O que está fazendo nas minhas coisas?

–Quero achar algo que eu possa ler para você.

–Não quero, por favor, me deixe sozinha.

–Não Adélia dessa vez eu serei mais teimoso que você, olha só esse livro aqui embaixo é bem esse que vou ler.

Adélia percebeu que era a sua história com Joab, havia datilografado e encadernado como um livro de verdade. Ela lia toda noite, era como um bálsamo lembrar aqueles momentos, mas ele não poderia ler aquilo, ela havia mudado os nomes, mesmo assim era errado, mas quando ele sentou ao seu lado na cama e começou a ler, com voz tranquila e melodiosa não pode evitar prestar atenção e se render.

***

Uma semana depois ela estava melhor, Alberto havia ficado quase todo o dia em casa, e mesmo quando voltou a trabalhar ia almoçar lá sempre. Toda a noite lia um pedaço da história, mesmo depois que Adélia disse que ela poderia ler. Os dois estavam se entendo melhor Joana que estava prestes a voltar para casa, percebeu que algo estava nascendo ali, se não era amor, que fosse uma cumplicidade de amigos.

Bom agora eu já estou melhor, não precisa ler para mim, e eu vou ler só umas linhas e já apago a luz. — estavam lado a lado na cama.

–Eu tenho uma ideia melhor.

–Diga? -Adélia ficou curiosa.

–Porque você não lê para mim, agora que está melhor, eu gostei dessa história, e quero saber o que vai acontecer.

–Não acho isso certo, afinal amanhã você precisa…

–Ah, pelo amor de Deus, Adélia, esqueça aquilo que te falei, por favor, leia para mim, até sentir que o sono está chegando, ai apaga a luz e dormimos juntos… quero dizer ao mesmo tempo.

Ela ficou um pouco encabulada, mas começou a ler com voz pausada e quando sentiu as vistas cansadas, Alberto já havia adormecido, ela apagou a luz e dormiu com um sorriso nos lábios.

Notas finais
*-* só sei sentir...E esse Alberto! Meu Deus!!! rsrsrs eu escrevo eu mesmo comento!!! Beijos!