Um Amor que Cura

7 A Curiosidade de Alberto


Notas iniciais
-Alberto detetive???? rsrsrs Boa leitura!!! :)

Os dias foram passando e toda a noite os dois repetiam uma espécie de ritual, Adélia se arrumava e deitava na cama com seu livro, Alberto se arrumava e deitava ao seu lado e virava para seu lado para escutar a voz da moça que ia a cada dia o encantando mais. Era muito pouco, mas Joana via progresso na relação dos dois, em cada visita sua menina estava mais alegre e aquele branco pálido foi dando lugar a um rosado que ficava avermelhado quando ela contava que uma ou outra vez acordava com a mão de Alberto sobre a sua pela manhã.

Alberto se pegava várias vezes durante o dia pensando na história que ouvia de Adélia, e de repente se tornou fácil puxar assunto na hora do almoço que ele voltou a fazer com a esposa, e a noite voltar para casa se tornou a cada dia menos doloroso, ainda pensava em Gaia e ficava com raiva das mulheres em geral, mas com Adélia tinha um cuidado estremo, talvez estivesse desenvolvendo um carinho de irmão, ou amigo por ela.

Em uma noite daquelas a história estava muito interessante, o personagem da história chamado por Adélia de Iam havia resolvido se declarar para sua amada, de nome Lis, ele sabia que ela era uma moça rica e ele um negro escravo, mais a tempos os sorrisos trocados entre os dois era a única alegria do seu dia, ela lia com calma e uma entonação cativante, quando algo chamou a atenção de Alberto, na história a moça estudava enfermagem e era o escravo que a levava até a escola…

–Adélia?!- A moça levou um susto, pois quando lia sua própria história através daqueles nomes inventados ela mergulhava nas lembranças como um resquício de esperança daquele amor.

–Sim?

–Quem é o autor dessa história?

–Como assim?- ela não queria contar que era ela.

– É que é uma história ambientada aqui em nossa cidade, essa escola de enfermagem que você leu Lírio da Paz, é aqui, você mesmo não estudava lá?

Adélia sentiu-se tonta de repente e perdeu o entusiasmo da leitura. O que ela diria a ele.

–Alberto isso é desnecessário…

–Como Adélia? Essa história é contagiante, o autor precisa ser reconhecido se for aqui da nossa cidade!

–Na verdade é de uma amiga que morou há anos atrás aqui e me deu de presente, mas agora estou tão cansada, boa noite.

Alberto estranhou a atitude de Adélia, mas não fez mais perguntas.

***

No dia seguinte quando acordou como numa gostosa rotina que estava se estabelecendo Adélia estava com a cabeça bem perto do seu peito e a mão dela estava sobre a sua. Sorrindo e com cuidado de não acordá-la ele levantou-se.

–Bom dia Rejane. — Já pronto para o trabalho encontrou com a empregada.

–Sim senhor, dormiu bem. — a velha sempre tentando arrancar alguma coisa.

–Sim, sim. Quero te perguntar uma coisa Rejane.

–Sim senhor?

–O que minha esposa faz durante o dia?- parecia uma bobagem, mas ele nunca conversava com ela não tinha menor ideia do que ela gostava e o que fazia enquanto ele trabalhava.

–Bom quando não está lendo, ou escrevendo está na sala de bor…

–Escrevendo?

–Sim senhor ela senta lá no jardim e escreve boa parte do dia. Mas ela também borda e ajuda na cozinha sempre é muito prestativa. — Rejane parecia querer mostrar que a moça era prendada.

–Sim Rejane, obrigado. Agora pode se retirar.

Alberto ficou curioso não sabia que a moça escrevia, e de repente começou a imaginar se aquela história poderia ter sido escrita por Adélia.

–Bom dia Alberto.

–Bom dia querida. — Ele foi surpreendido em seu devaneio e no impulso foi mais carinhoso do que desejava se expressar ela o encarou com estranheza, mas não comentou apenas sorrio enquanto Rejane colocava seu chá na mesa.

–O que vai fazer hoje?

Adélia foi novamente surpreendida com a pergunta.

–Boas não muitas coisas, ou não coisas tão importantes por assim se dizer.

Aquela resposta foi um lembrete ao que ele tinha lhe dito há algum tempo atrás.

–Adélia tudo que você faz é importante, mesmo que seja só aqui dentro de casa, você é ótima tudo está sempre em ordem e a comida excelente. Minha mãe ficaria até com ciúmes.

Adélia ficou encabulada com o elogio.

–Quero que você pense se quer fazer alguma coisa fora de casa, quem sabe concluir o curso de enfermagem estava quase se formando, ou algum curso na casa das senhoras, ou em outro lugar, é só me dizer, quem sabe queria comprar tecidos novos, ou livros, ou cadernos…

Adélia não teve palavras para responder estava muito surpresa, estava mesmo com vontade de pedir para fazer aulas de arte na escola clássica junto com a prima, mas retomar a escola técnica seria maravilhoso e uma expectativa de trabalhar. Enquanto refletia Alberto terminou seu café.

–Hoje gostaria de ir à casa da minha madrinha.

–Ah sim não precisa jamais me pedir, como combinamos no inicio.

Sim era verdade no mesmo dia que decidiram dormir separados ele havia dito que ela não precisava jamais dizer aonde ia, e nem pedir autorização.

–Bom, eu vou indo. Tenha um bom dia, Adélia, nos vemos no almoço. –Ele se despediu com um beijo suave no rosto dela. Adélia sentiu seu coração contrair com aquele toque inesperado e por um segundo teve vontade de puxa-lo para mais perto.

Notas finais
*-* tem como fazer um Alberto para mim Deus??????? Por favor!!! Espero que a história esteja gostosa de ler. Organizar e colocar aqui está ótimo, estou bem empolgada de ver minhas ideias assim tão bonitinhas kkkk O que estão achando? Beijos