Notas iniciais
Antes de qualquer coisa, quero desejar um feliz natal para todos que acompanham as minhas fics :) que a luz divina ilumine vocês e traga um 2016 cheio de realizações! Pensei que só voltaria aqui no ano que vem, mas como de praxe não aguentei e trouxe mais um capítulo dessa fic que sei que muitos gostam :) -Alberto está aborrecido com a aparente indiferença de Adélia, então resolve mudar sua estratégia... Boa leitura!

Na sala Alberto sentou no sofá com o pequeno apoiado em seu colo. O menino era só alegria, brincava com os dedos do pai enquanto era embalado devagar. E foi assim que Adélia os encontrou, sem palavras, nem precisava, ela percebeu que ele estava se rendendo finalmente ao filho. Ficou ali observando os dois por um tempo sem ser notada, então foi até a cozinha, resolveu fazer uma sobremesa para mais tarde.

Enquanto misturavas os ingredientes ia refletindo sobre tudo o que tinha acontecido nas últimas semanas desde a viagem misteriosa do marido, a morte da filha de Joana, sua gravidez de risco, o passado de Alberto, o menino Téo, as mentiras... As lembranças se misturavam há algum tempo pouco mais distante onde se rendeu ao amor que passou a sentir por ele, a lua de mel improvisada, parecia que o tempo transcorria com imensa rapidez atropelando tudo, deixou um pouco de lado a mistura doce que fazia e tocou a barriga agora mais protuberante. Pensou em como seria se a criança chegasse agora, como encontraria aquela família, seus pensamentos foram impedidos por Alberto que entrou na cozinha falando animado.

–Téo dormiu! Que cheiro... – ele parou ao perceber que ela estava com a mão na barriga. – Adélia? Algum problema?

Ele se aproximou assustado.

–Não... Não há com o que se preocupar, só estou aqui pensa-... – ela parou no meio da palavra flexionando a mão com um pouco mais de força no ventre. –Meu Deus! Veja Alberto!

A moça imediatamente com a outra mão puxou o marido para que ele também tocasse.

–Está mexendo! Mexendo pela primeira vez!

Alberto pousou a mão delicadamente sobre a barriga dela e não sentiu nada.

–Não sinto nada...

–Espere um minuto...

–Não está acontecendo nada... – ele estava ansioso.

–Ei meu bebê, dê um oi para seu papai! – ela falou alisando o tecido fino do vestido que usava e com os olhos pousados ali como se estivesse vendo o filho, Alberto emocionado sorriu com tamanho carinho com que ela falou sobre ele.

–Eu senti! –gritou quando sentiu a criança mexendo. – Ei acho que é um menino, chutando desse jeito!

–Pode ser uma menina levada!

O bebê parecendo escutar os pais se movimentou mais um pouco deixando os dois ainda mais próximos para aproveitar o momento.

Um descuido, um lapso no tempo, e tanto Adélia quando Alberto se olharam como se estivessem presos num mundo só deles, sem nada para atrapalhar, um olhar mudo de palavras, mas cheio de significados, os olhos marejados dele, os dela brilhantes com a sensação do filho dando sinal de vida, e como que um imã os dois se entregaram ao magnetismo, com movimentos leves ele amparou o rosto dela e a beijou, ela um tanto reprimida se deixou livrar das amarras e envolveu-se no pescoço dele, ficando naqueles lábios liberta de seus receios.

Passou pouco tempo até ela se desprender dele.

–Alberto isso não podia ter acontecido! – falou um tanto sem fôlego.

–Por que não? Eu te amo Adélia, não pode ser tão dura comigo, sei que errei e peço perdão, mas esse castigo está acabando comigo!

–Não... Não e um castigo... É um tempo que eu preciso e já falamos sobre isso!

–Eu sei, mas...

–Por favor, me deixe vou terminar a sobremesa!

Ele ficou um momento buscando os olhos dela, que desviaram. Saiu da cozinha desanimado com a atitude dela.

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O restante do dia correu calmo, Alberto fez o almoço, enquanto ela brincava com as crianças e no fim da tarde Joana estava de volta, feliz, pois a irmã tinha melhorado e agora poderia cuidar de tudo novamente.

–Alberto, sou grata por ter me deixado ir ficar com minha irmã, desde que o filho dela foi morto sua saúde ficou debilitada, com a morte da minha filha, tudo ficou pior.

–Entendo não se preocupe...

–Está tão desanimado... O que aconteceu?

–Joana, estou perdendo as esperanças com Adélia, ela está cada dia mais resistente a mim.

–Mas eu a achei bem faceira, brincando com as crianças alegre...

–Pode ser, mas comigo ainda está distante.

–Menino, não seja ansioso, sabe que quando era mais moça e conheci um rapaz, minha mãe dizia que eu precisava demonstrar que não estava ligando para ele, pois isso o deixaria interessado em mim, e se eu ficasse ansiosa demostrando o que sentia, ele saberia que eu gostava dele e usaria isso a favor dele... Não sei se em entende, mas talvez, Adélia precise sentir que está tendo o tempo que pediu, e que isso está deixando você menos aflito sobre a reconciliação, isso pode fazer com que sinta medo de perdê-lo... Não pare de se aproximar do seu filho e de ser gentil e presente, mas abra o espaço que ela diz que quer quem sabe assim pode ser que ela entenda que o amor de vocês não pode acabar.

Ele sorriu intrigado.

–Dona Joana! A senhora está me saindo uma bela conselheira sentimental, não sei se consigo ser indiferente a ela, mas vou dar esse espaço, talvez tenha razão.

Ele deu um beijo no rosto de Joana e foi visitar o amigo Nestor.

Logo que saiu, Adélia desceu para conversar com Joana.

–Joana, senti tanta sua falta!

–A menina! – as duas se abraçaram. –Senti falta de você e da minha neta.

–Está tão linda a sua neta... Como ficou sua irmã, nem conversamos quando chegou, estava tão entretida com eles...

–Está melhor... E os pequenos deram trabalho?

–Na primeira noite sim, mas depois foi tranquilo, Alberto esteve presente em todos os momentos.

–Até com o menino?

–Sim, Joana, precisava ver, ele todo carinhoso com o filho.

–E você como está?

–Bem, o meu bebê começou a mexer, estou animada.

–Que bom querida.

–E onde está Alberto?

–Saiu. – a negra falou e começou a arrumar a bancada da cozinha.

–Saiu?

–Sim.

–E disse aonde ia?

–Para mim não.

–Que estranho... Ele sempre diz onde está indo...

–Simplesmente pegou o casaco e saiu.

–Não falou se volta para o jantar?

–Não.

Adélia ficou incomodada.

–Alberto podia ter dito assim nos pouparia de fazer comida demais.

–Querida, não se abale por isso, eu já organizei o jantar. Parece que ficou preocupada?

–Não, só achei estranha a atitude dele.

–Está te dando o tempo que pediu eu acredito que é isso que você quer, certo?

–Verdade deve ser isso...

–Quando cheguei e vi vocês com as crianças achei que tinham resolvido tudo, até ia dar graças que pelo menos a doença da minha irmã tinha dado esse fruto, mas pelo que vejo nada mudou.

–Joana, eu não sei ainda o que fazer... Mas esse fim de semana com certeza mostrou que ele me ama de verdade...

–Havia dúvidas? Adélia seja sensata ele fez tudo que fez para te proteger...

–Não, não comece a defendê-lo, pensa que não tenho visto que está de cochichos o tempo todo com ele, Joana, eu sou como sua filha, espero que não esteja me trocando!

A moça saiu ameaçando começar a chorar, o que provocou um sorriso em Joana, sua menina estava indecisa, e cheia de dúvidas, mas algo lhe dizia que logo tudo se acertaria.

Notas finais
Gente só para avisar que Um Amor que Cura entra na sua reta final, ainda não sei bem certo quantos capítulos restam, mas acredito que bem poucos... Já estou com saudades desse dois! Beijos :*