Notas iniciais
Alberto busca de todas as formas chegar mais perto do coração de Adélia... Boa leitura :) Desculpem o atraso para responder os comentários, leio todos mas preciso de calma e atenção para responder com o devido carinho ;) responderei todos assim que tiver um tempinho!

A primeira semana em que Alberto e Adélia estavam separados passou se arrastando como que quisesse parar no tempo e impedir que tudo continua-se assim, apesar da moça ser só sorrisos com o pequeno Téo, ainda estava mantendo distância do marido, enquanto ele era o mais dedicado possível, tentava aos poucos se aproximar do filho e estava em casa o máximo de tempo que conseguia, perto do fim de semana, Joana que estava sempre ali para intervir entre eles, recebeu a notícia que a irmã estava adoentada.

–Pobre da minha irmã, nem bem enterrou o filho, agora a sobrinha, está num quadro lastimável.

– Joana, sinto tanto por ela, gostaria de poder ajudar...

–Não menina, ela não quer te ver imagina agora grávida, ela precisa de mim.

–Mas você vai levar Maria?

–Acho prudente, pois, Estela não dará conta dos dois.

–Mas eu ajudo, e no final de semana estarei em casa, cuido da pequena, por favor Joana, não me deixe sem ter o que fazer o fim de semana todo.

–Você devia parar de birra e se acertar com Alberto, ele está se empenhando...

–Não comece! Acha que não percebo que agora está toda carinhosa com ele, já vi até chamá-lo de menino Alberto, fica armando pelas minha costas é Joana?

–Menina, agora é uma mulher feita, está grávida não pode ter atitudes de menina mimada, aliais nunca teve disso.

–Joana!!! Não fale assim comigo... — Adélia que andava especialmente sentimental nesses dias, já ameaçou o choro.

–Tudo bem querida, vou deixar Maria aqui, espero que ela não dê trabalho.

Adélia sorriu agradecida.

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Assim que Joana foi cuidar da irmã, Estela que havia saído para ver a irmã, voltou desesperada. Alberto recém havia chegado em casa se deparou com a moça aflita.

–O que aconteceu Estela? Por que está tão nervosa?

–Senhor, minha irmã está quase ganhando bebê, preciso cuidar dela, já foi levada para a maternidade, o marido ficou com os outros filhos e não tem ninguém para ficar com ela.

–Ora Estela e por que não ficou lá então?

–Senhor fiquei de ajudar a senhora com as crianças... Joana foi passar o fim de semana com a irmã acamada, o menino Téo deve estar chegando foi passear com sua irmã e eu aproveitei para sair, mas cheguei lá e encontrei um caos.

–Entendo. Estela tudo bem, vá cuidar de sua irmã, vamos nos organizar da melhor forma.

–Mas senhor, Maria ficou aos cuidados de senhora Adélia e quem vai cuidar do menino.

–Daremos um jeito, agora vá... Não espere... — Alberto foi até sua carteira sobre um móvel e retirou algumas notas. -Tome para qualquer gasto extra. Boa sorte para sua irmã.

–Deus do céu, obrigada senhor. — Estela encheu os olhos de lágrimas e antes de sair disse. — Estou rezando para que logo essa briga acabe, nunca vi um amor como o de vocês, a menina vai perdoá-lo eu acredito.

O rapaz sorriu vendo ela sair deixando essa prece no ar.



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–Meu Deus e como você vai fazer sem nenhuma empregada em casa meu irmão? Já sei, eu posso mandar Danúbia... Ou ainda posso levar o menino...

Glória nutria um carinho enorme por Téo e vinha todo dia ver o menino e levar para passear.

–Fale baixo, Adélia está lá em cima com Maria, não sabe que Estela não ficará conosco no fim de semana. O Téo vai ficar em casa, Danúbia não precisa vim.

–Você prefere que eu fique aqui?

–Você não vai jantar com Nestor hoje?

–Iria, mas se você precisar...

–Não seja boba, quero aproveitar esse fim de semana, só Adélia e eu.

–E duas crianças? Não vejo romance algum nisso!

–Não quero romance quero uma aproximação, e nada melhor que as crianças serem ponte disso não acha?

–Meu irmão, acha mesmo que ela vai gostar, talvez nem quera chegar perto do menino...

–Glória, pelo contrário, ela é teimosa e geniosa isso é um fato, mas precisa ver o carinho que tem pelo Téo, toda noite vai dar beijo de boa noite em Maria e em seguida ajeita as cobertas dele e lhe dá um beijo igualmente carinhoso. Tenho ficado atento a isso...

–E você tem sido carinhoso com seu filho?

–Não comece com suas censuras... Estou tentando...

–Então comece desde já, Danúbia?

–Sim madame?

–Pegue o menino no carrinho e entregue ao pai.

Alberto ficou imediatamente tenso mas aceitou o menino dormindo nos braços.

–Ótimo! Agora vamos, e por favor qualquer coisa mande me chamar, não vai ser fácil duas crianças em uma casa com uma mulher grávida ainda por cima.

–Vamos dar um jeito... — ele falou enquanto observava o filho adormecido em seus braços.

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Adélia tinha levado Maria até seu quarto para brincar com a pequena as duas acabaram adormecendo juntas na cama dela. Foi assim que Alberto as encontrou. Com cuidado e um sorriso terno nos lábios pegou a pequena e a levou para o berço ao lado de Téo que dormia feito anjinho. Com os dois protegidos, desceu para preparar algo para o jantar queria aproveitar cada segundo que tinha para tentar uma aproximação com a amada.

Algumas horas depois Adélia entrou na cozinha sentindo cheiro de carne assada.

–Estela? — chamou notando que não havia ninguém a vista.

–Adélia? -Alberto surgiu ao seu lado com um avental amarrado na cintura.

–O que faz aqui? E desse jeito?

–Ah é uma longa história, mas deixe eu arrumar água nos legumes.

Ela ficou observando ele ir até o fogão e colocar um tanto de água em algo que parecia um ensopado.

–Acredita que a irmã de Estela está tendo bebê hoje!

–A meu Deus, pobre Estela estava ansiosa para que o sobrinho chegasse, por que não me avisou? Onde ela está?

–Acalme-se sim?! Ela está la na maternidade com a irmã, fiz questão de entrar em contato com o seu médico e ele foi para lá ajudar no parto.

–Fez isso?

–Sim, e a deixei ir ver a irmã naturalmente.

–Foi você que pôs Maria no berço? -Adélia tinha os olhos curiosos focados nele.

–Eu te procurei e não achei, fiquei preocupado, fui até o nosso, quero dizer, ao seu quarto e estavam tão lindas dormindo, mas tive medo que a neném caísse ou algo assim, consegui levar para o berço sem que acordasse.

–Glória sabe que estamos sem empregados em casa? Você que recebeu o Téo?

–Sim, eu estava aqui a hora que ela o trouxe. Está dormindo até agora de tão cansado que ficou.

–Por que ela não mandou alguém para nos ajudar?

–Você quer que eu peça alguém? — Alberto ficou chateado. -Eu pensei que podíamos nos virar, eu não vou ir a empresa nem nada, fiz o jantar, e bom... Eu cuido do menino... Não precisa se incomodar com ele.

–Ah claro você vai dar banho, trocar e tudo mais? Não me ofenda Alberto! Nunca me neguei a atender do seu filho, essa semana mesmo ajudei sempre que tive a oportunidade, você nem sabe pois mal olha para ele, não venha fazer esse ar de chateado, simplesmente achei que vamos nos sobrecarregar, apenas isso.

–Adélia! — ele a segurou vendo que saia enraivecida. — Desculpe não quis ofender... Por favor vamos tentar ficar em paz, pelo bem das crianças e do nosso filho.

Ela o olhou pensativa.

–Alberto, não use as crianças para reverter teu erro...

–Não farei isso, pelo amor de Deus, o que quer que eu faça? — ele se exaltou. — Vou levar ele para casa da tia e mandar vim alguém para ajudar se é o que acha melhor!

Adélia ficou sem saber o que fazer enquanto ele retirava panelas do forno e desamarrava o avental da cintura.

–Não, espere... Não quero que leve Téo...

–O que quer Adélia, me diga que faço. -falou com o tom mais terno.

–Vamos seguir seu plano, vamos nos dividir nas tarefas principais e no cuidado com as crianças.

Alberto se aproximou dela, avental em uma das mãos, com a outra tirou um fio de cabelo solto sobre a testa da moça.

–Tudo bem, faremos isso.

Ela tremeu diante o contado dele e concordou com um murmúrio.

–Vou subir e ver como estão.

–Vou arrumar a mesa para jantarmos.

–Certo.

Ela subiu com o coração acelerado ao mesmo tempo que estava magoada com a trama que ele havia arranjado para ocultar o filho, seu coração batia a mil com o amor que sentia.

Notas finais
As crianças *-* tão fofo quando falam neles! Beijos :*