Notas iniciais
Boa fanfic, espero que gostem.

Capítulo 1

– Acorda Luiza, já são 9h! — berrou minha irmã Julia em meu ouvido direito. – O Daniel já está na porta.

E assim fui acordada para ir à escola. Mesmo as aulas começando às 7h45, as provas eram 9h30, então a maioria dos alunos, incluindo eu, só aparecem para as provas.

Peguei meu uniforme no cabide e corri para o banheiro. Sim, eu estava péssima, feia e iria para a escola dessa mesma forma. Só deu tempo de vestir a minha saia de pregas e a camisa pólo branca e vermelha, escovar os dentes e pentear um pouco meu cabelo.

Então cruzei a porta e encontrei Daniel, sentado no banco do motorista tentando encontrar algum cd no porta luvas. Entrei no carro e Daniel sorriu para mim, com os dentes perfeitos para uma propaganda Colgatte.

– Bom dia, senhor Sorriso.

– Bom dia flor do dia. Já vi que acordou agora.

– Adivinhou! Minha aparência está tão ruim assim?

– Ah, um pouco. Podia ter pelo menos penteado seu cabelo. – disse passando a mão em meus cabelos.

– Cala a boca, eu penteei ok? — E assim ele ligou o carro e dirigiu pelas ruas da pacata Vila Nova.

O dia estava claro, com o sol saindo por detrás das nuvens brancas e fofinhas, o céu num azul bebê quase transparente.

O som dentro do carro era Beatles e somente Beatles. Nenhuma outra banda entrava no Clio 2005 de Daniel.

– "Hey Jude, don't make it bad. Take a sad song and make it better" — cantarolou e depois me encarou com cara de dúvida. — Princesinha, aconteceu alguma coisa? Você está meio quieta.

– Ah Dani, você sabe. As coisas estão indo de mal a pior com o Edu. É horrível namorar uma pessoa que mora a 800 km de distância. Ele não liga o Skype, não atende meus telefonemas e anda postando várias indiretas no Facebook. Acho que hoje vou terminar com ele, já está na hora.

– Fica tranquila, princesinha. Você é uma gata, tem um cabelo lindo castanho, olhos verdes e um corpão. Se eu não tivesse te conhecido quando você tirava meleca e babava, talvez eu pudesse te dar uma chance. E daqui a uma semana vamos estar de férias, você vai pegar um cara melhor do que esse babaca, isso eu te garanto.

Suspirei. Realmente não é fácil namorar um garoto que mora tão longe. Eduardo e eu nos conhecemos quando ele veio estudar em Vila Nova no ano passado, no primeiro dia de aula. Estudávamos na mesma sala e no meio da aula experimental de Química, eu derramei um líquido em seu colo

– Ai meu deus, me desculpe, eu sou extremamente desastrada!

– Calma, é só um líquido. Aparentemente não é corrosivo, tóxico e eu não estou morto. – ele riu um pouco, tentando se secar com o casaco.

– Vamos ali na pia do laboratório, eu te ajudo a secar. Ah, antes que eu me esqueça, me chamo Luiza Amaral. – estendi meu braço e tentei dar meu melhor sorriso.

– Prazer Luiza Amaral, eu sou o Eduardo, mas pode me chamar de Edu. – estendeu o braço e sorriu de volta. E seu sorriso era lindo.

Ele me acompanhou e pegou um rolo de papel toalha para se secar. Eu o ajudei, entregando as folhas, já que seria mais estranho se eu tentasse secá-lo nos “países baixos”. E assim nosso amor começou.

Na primeira semana, Edu sentou do meu lado em todas as aulas que fazíamos juntos. Ele passou a almoçar e lanchar com meus amigos e se enturmou com muita facilidade. Éramos inseparáveis e assim os rumores começaram.

Então um dia estava saindo da minha aula de História e o vi saindo da aula de Geografia, na sala em frente. Ele acenou e sorriu para mim, fazendo com que eu sorrisse de volta. Ele estava lindo naquele dia, mesmo com a mesma camisa pólo amarrotada e a calça jeans mais surrada.

– Oi Luiza Amaral.

– Oi Edu, já disse que você não precisa me chamar pelo nome completo. É só me chamar de Lu ou Luiza.

– Mas existem milhões de Luizas no mundo. Tem uma Luiza Moura na minha sala de Trigonometria, uma Luiza Chagas na minha sala de Álgebra e tinha uma Luiza Fernandes na minha antiga escola. Mas só existe uma Luiza Amaral. E eu gostaria muito de sair com essa Luiza Amaral hoje à noite.

Ao dizer a ultima frase, Edu colocou seu braço em minha cintura e me virou, fazendo com que ficássemos cara a cara.

– Acho que a Luiza vai querer sair sim. Aonde você quer ir?

– Hm, surpresa. Ás 19h30 estarei passando na sua casa. Se prepare, Luiza Amaral.

E assim ele desapareceu no meio da multidão de alunos do Instituto Vila Nova. Resolvi não esperar Daniel e fui direto para a casa, já que eram 15h30 e em poucas horas eu teria que estar perfeita. Quando cheguei, Julia estava dentro do meu quarto, procurando uma roupa no meu armário.

– Julia, o que você está fazendo no meu armário? – perguntei, mesmo a resposta sendo bem óbvia.

– Estou procurando uma camiseta verde. Hoje tenho um trabalho na casa do Bruno e preciso ir arrumada. Estou super afim dele. – disse ainda mexendo em minhas gavetas. – Pensei até em fazer uma maquiagem, o que você acha?

– Acho que podíamos fazer uma troca. Eu tenho um encontro hoje com o Edu, aquele da minha sala. Eu ajudo com a roupa e a maquiagem e você faz o mesmo.

– Encontro? Em plena terça feira? Esse menino deve estar super desesperado para não esperar até sexta feira. Mas ok, eu te ajudo.

Passamos a tarde toda nos arrumando. Depois de revirar meu armário e o de Julia várias vezes, recrutar minhas melhores amigas e as melhores amigas de Julia, nós encontramos as roupas perfeitas. Optei por um vestido justo azul marinho com alcinhas e uma sandália de tiras pretas. Já Julia colocou um short jeans com uma blusa de renda lilás e uma rasteirinha com pedras.

Quando deu 18h, comecei a me arrumar. Julia fez uma trança embutida em meus cabelos castanhos, enquanto Paula, minha melhor amiga fez uma maquiagem leve, fazendo com que meus olhos verdes e meus lábios parecessem maiores. Já Julia deixou seus cabelos cor de mel soltos e bem lisos (obrigada por existir, chapinha) e seus olhos verdes estavam bem realçados com uma maquiagem rosa claro e bastante rímel.

Ás 19h as meninas foram embora, inclusive Julia que pegou um ônibus para a casa de Bruno, o futuro namorado dela. E eu fiquei em casa por mais 30 minutos esperando Edu, enquanto assistia mais um episódio de Friends.

Eu sempre fui completamente apaixonada por Friends. Quando tinha 12 anos, cortei e pintei meu cabelo no estilo Rachel 1ª temporada, coisa que fez com que eu ficasse de castigo por 2 semanas. Meus pais nunca me deixavam fazer nada radical, então fazer algumas mexas mais claras no meu cabelo foi como o fim do mundo para eles. Mas o meu favorito sempre foi o Chandler e para falar a verdade, eu queria ser a Monica de algum Chandler por aí.

E quando senti meu celular vibrando e a foto do Edu no visor, percebi que estava a alguns segundos de ver o meu Chandler. A campainha logo tocou e vi o Edu com uma camisa de malha com o logo dos Ramones por dentro de uma camisa de botões quadriculada. Usava uma calça jeans não tão surrada e um tênis preto sem cadarço. Mas o que mais me surpreendeu não foram suas roupas, nem seu sorriso lindo, nem seus olhos azuis brilhantes e sim um buquê de rosas em suas mãos.

– Olá Luiza Amaral. São pra você. – ele me estendeu o buquê e percebi que suas mãos estavam meio trêmulas. – 15 rosas, uma para cada dia que nos conhecemos.

– Uau, obrigada Edu. Amei as rosas, são as minhas favoritas. – coloquei as rosas num vidro e o enchi de água o mais rápido que consegui, para não deixar Edu na porta esperando. – Obrigada mesmo! Aonde iremos?

– Ainda é surpresa. Mas fique tranquila, não vou te seqüestrar nem nada. Talvez te coloque num porta-malas de um carro, mas isso você vai ter que esperar para saber. – Tranquei a porta de casa e fomos em direção ao taxi amarelo em frente a minha casa.

– Rá- rá. – ri ironicamente — Saiba que minhas amigas e minha irmã sabem do nosso encontro, então todos vão saber que você é o sequestrador.

Sentamos-nos no taxi e Edu colocou seu braço em volta de minha cintura e me puxou mais para si. Minhas pernas fraquejaram e meu coração começou a bater mais forte.

– Mas a pergunta que não quer calar é quanto tempo eu ficaria na cadeia depois de te sequestrar.

– Não sei, acho que uns 10 anos. E acho que faria umas plásticas, pintaria meu cabelo de ruivo e engordaria só pra você não me sequestrar novamente.

– Me quer tão longe de você? – perguntou e fez uma carinha de tristeza. Senti seus braços fraquejarem um pouco em minha cintura, parecendo que ele iria se afastar.

– Não, estou só brincando. – me aproximei mais ainda dele. — Deus, nós parecemos dois loucos falando de sequestro. Vamos mudar de assunto.

– Nem precisamos, acabamos de chegar. Vamos ver Pânico 4. Corre que a sessão é daqui a 2 minutos.

– E os ingressos? Ainda não compramos, Edu!

– Comprei ontem. Lá no fundo, espero que não se importe. Não sou tão fã de assistir filmes tão de perto.

– Ontem? Mas você me chamou para sair hoje. Como soube que eu iria aceitar?

– Foi um palpite de sorte. Ou posso ter ligado para suas amigas e perguntado se você estaria livre hoje. Mas vamos logo, Luiza Amaral, eu adoro ver os trailers.

O cinema estava vazio, só tínhamos nós. Tudo bem que ninguém mais queria ver o filme que estava em cartaz por 5 semanas numa terça feira à noite, mas gostava de pensar que Edu tinha comprado ingressos para todos os lugares, só para ficarmos sozinhos.

Senti um pouco de medo no meio do filme, mas ele me abraçou e tentou ser um cavalheiro por todos os minutos que estávamos lá dentro. Uma vez ou outra nossas mãos se encontravam e eu sentia um choque percorrendo por meu corpo, porém ele logo retirava sua mão de perto da minha.

Quando o filme acabou, Edu me levou para a pizzaria Itália, que fica bem perto do cinema. Lá é onde todos os adolescentes costumam ir após sair do cinema ou até de festas, já que o restaurante fica aberto por 24 horas e é bem no centro da cidade.

Não sabia se comia um pedaço ou dois. Um parece que sou fresca e me acho gorda, já dois parece que sou gulosa. Para falar a verdade, eu sou gulosa. Amo comer muito e graças a minha genética, eu consigo comer bastante e não engordar, mas não ia declarar isso no primeiro encontro. Aí não teria nem segundo encontro.

– Então Luiza Amaral, o que você vai querer? – perguntou Edu no momento em que o garçom chegou para nos atender.

– Aceito um pedaço da pizza de calabresa e uma coca-cola diet. – disse concentrada no cardápio. Porém eu sempre peço isso, não consigo comer outro tipo de pizza com nada em cima, somente a boa e gordurosa calabresa.

– O mesmo da senhorita, por favor. – pediu Edu todo educado.

Nossas conversas se estenderam por mais duas horas, até que notei que já eram quase 00h e era uma terça feira. Se meus pais não estivessem viajando nesse dia, com certeza me matariam. Ele pediu a conta e pegamos um taxi.

Quando faltavam dois minutos para a meia noite, chegamos a minha casa. Ele enfim segurou minhas mãos.

– Então Luiza Amaral – falou meio nervoso – não sei se você sabe, mas você é a menina mais divertida, simpática e bonita que eu já conheci. Obrigada pela noite. Ela foi quase perfeita.

– Obrigada Edu, mas por que sua noite não foi perfeita? Fiz alguma coisa de errado? – perguntei meio triste.

– Não, ela só vai ser perfeita se você me deixar te dar um beijo. – falou se aproximando mais um pouco. Pude sentir sua respiração, suas mãos macias em meu rosto e enfim o gosto de seus lábios.

Esse foi o nosso primeiro beijo de muitos. Edu sempre foi super romântico. Inclusive na hora de tirar suas dúvidas.

No meio da nossa aula de Química, ele levantou a mão como se fosse fazer alguma pergunta.

– Alguma dúvida, Eduardo? – perguntou o professor Henrique, com sua voz grossa.

– A maior da minha vida. Sabe professor, eu não estou conseguindo viver com essa dúvida na cabeça. O problema é que não sei qual é a maneira perfeita de tentar tirar essa dúvida. Só que eu não posso mais ficar com isso na cabeça. – então ele se virou para mim. – Luiza Amaral, minha e somente minha Luiza, você quer namorar comigo? – e tirou um buquê de 30 rosas de uma caixa.

– Ai meu deus! Aceito! Aceito! – e ele me beijou novamente. Mais um beijo inesquecível, porém esse nos deixou na detenção após a escola.

O ano em que vivi com Edu ao meu lado passou muito rápido. Passei de “Luiza Amaral” para “minha Luiza”. Descobri que sua mãe, a dona Carmem era florista, por isso Edu me levava tantas rosas. E seu pai, o seu Carlos era um empresário que vivia abrindo filiais de sua empresa pelo país. Era por essas e outras razões que Eduardo e seus irmãos, Bárbara e Gabriel, viviam se mudando.

E no último dia das provas finais, antes das férias de julho, ele veio conversar comigo. Estávamos á sós no banco da praça da cidade e ele estava com um semblante completamente sério. É nesse momento que as perguntas mirabolantes entram em minha cabeça.

– Minha Luiza, precisamos conversar.

Só de ouvir essa frase, as lágrimas começaram a rolar. A expressão “Precisamos conversar” tem pouquíssimos significados e o maior deles é “temos que terminar.” Ele percebeu que eu já estava chorando e limpou uma lágrima que descia em minha bochecha com seu dedão.

– Calma, não precisa chorar. Eu não vou terminar com você e nem espero que você faça isso comigo.

– Então... O que houve? – perguntei meio trêmula.

– Meu pai recebeu uma proposta de abrir a nova filial da empresa dele em São Paulo. E nós iremos nos mudar em menos de um mês. – ele falou mais baixo, meio triste. Nesse momento não me contive e comecei a chorar mesmo. Ele colocou minha cabeça em seus ombros e minha tristeza só piorou.

– Mas... Mas... Você não pode ir. – solucei- e nós? E como nós ficamos?

– Amor, eu não posso fazer nada. É claro que preferiria ficar aqui, mas só tenho 17 anos, não posso morar aqui sem meus pais. E a gente tenta. Existem mil redes sociais, afinal. Podemos nos falar por Skype, pelo Facebook. Eu prometo que nada vai mudar entre nós.

– Mas amor, são 700 quilômetros de distância! A gente nunca vai poder se ver. – choraminguei.

– Na verdade são 800 quilômetros, mas não tem problema amor. Eu virei te visitar nos feriados e eu posso tentar passar as férias de dezembro aqui com você.

Depois de um mês de muitas lágrimas, Edu se mudou. O mês de agosto foi o mais complicado, pois a saudade ainda era enorme, mas conseguíamos nos falar todos os dias. Em setembro, eu percebi que existia vida sem ele. Reaproximei-me de Lucas, que agora me levava para a escola, fiz novas amizades com os amigos de Lucas e algumas meninas da minha sala, passei a ir ao cinema sem ter que pensar em Pânico 4 toda vez que me sentava na poltrona desconfortável. Já em outubro, as ligações eram quase semanais e nos víamos no Skype a cada duas semanas. Ele parou de me chamar de “minha Luiza”, para somente “Luiza”. E agora em novembro, tudo piorou completamente. As ligações não eram mais feitas, o Skype não tinha mais utilidade e percebi que ele era somente um empecilho semanal.

– Chegamos. E ainda vai dar tempo de revisar um pouco da matéria de Biologia. – disse Daniel saindo do carro. Eu respirei fundo e saí do carro também. – E Lu, não pensa nele não. Concentre-se na prova de hoje. Vem cá. – cheguei mais perto dele e ganhei um abraço bem apertado.

Daniel sempre fora meu melhor amigo, desde que éramos crianças. E por incrível que pareça, preferia desabafar com ele a com minha irmã ou minhas amigas.

Fomos andando em direção a escola e avistei minhas amigas. Paula, Isabella e Sofia estavam sentadas num banco, concentradas em seus livros.

– Bom dia, meninas. – disse chegando mais perto.

– Bom dia pra vocês dois. Pensei que não iriam chegar para a prova. – disse Paula. A mais nova do grupo era a mais estudiosa. Paula sempre me ajudou com as matérias e era uma ótima professora particular, principalmente nas matérias exatas como Álgebra e Física. Mas tirando isso, ela é super festeira e adora sair para se divertir, não é uma nerd que passa o dia todo enfurnada nos livros.

– Eu acabei me atrasando um pouco. O despertador não tocou e fui acordada por Julia. – expliquei.

– Meninas, daqui a pouco eu falo com vocês. O Arthur e o Matheus estão me esperando lá na frente. Beijos. — disse Daniel acenando.

– Beijos Dani! Pelo menos você chegou, Lu. Estou com uma dúvida enorme de Biologia, preciso que você me ajude urgente! – disse Isabella. Ela era a mais distraída e maluca de todas e por incrível que pareça, ama comida mais do que eu. Ela sempre chamava atenção por seus longos cabelos ruivos e suas sardas na bochecha, além de ser bem alta, medindo 1 metro e 75.

– É mesmo, Lu. Nem a Paula conseguiu nos explicar. – disse Sofia. Sofia sempre foi muito amorosa e boa com conselhos. A loira também era cinéfila, ou seja, viciada em cinema e filmes. Seu armário de filmes tem mais de 5 prateleiras e aproximadamente 300 filmes. E ela assiste todos e publica resenhas em seu blog.

Consegui tirar a dúvida de Biologia de minhas amigas e logo depois o inspetor nos mandou subir para as salas de prova. Dois minutos depois, eu estava sentada em uma carteira desconfortável, com uma caneta nas mãos e pensando em Edu ao invés de Biologia.

Sabe quando você não tem certeza se realmente superou o garoto? É o que sinto. Tudo bem que meu relacionamento com Edu não anda nos trilhos ultimamente, mas deixá-lo seria a melhor coisa?

Quando parei de pensar nele, percebi que já tinham passado mais de trinta minutos e eu ainda estava na primeira questão. Comecei a responder todas as questões que conseguia o mais rápido possível. Nota ruim, a gente se vê por aqui.

Três horas depois e 36 questões respondidas, saí da sala e respirei fundo. Ok, só faltam mais 5 provas e eu estarei livre dessa escola para aproveitar meu verão. No corredor encontrei Daniel mexendo em seu iPod.

– E aí? Foi bem? – perguntei, o abraçando.

– Acho que uma ou outra eu errei, mas no geral fui bem. E você, baixinha?

– Tirando a meia hora que perdi pensando em Edu, acho que deu para ir bem. Mas quero ir para casa, quero tentar falar com ele.

– Ok, vamos lá. – e fomos direto para o carro. Confesso que I Wanna Hold Your Hand, dos Beatles não foi a melhor música para melhorar meu humor, mas só de estar ali com Daniel, recebendo seu apoio diário já é bom.

Em poucos minutos chegamos a minha casa. Ele estacionou o carro e saiu do carro junto comigo.

– Qualquer decisão que você tomar, saiba que eu, sua irmã, as meninas e os meninos estaremos aqui para te apoiar. Não quero me meter, mas não adianta você ficar presa num relacionamento em que claramente não está bom.

– Eu concordo com você, vou terminar com ele. Obrigada Dani, você é o melhor amigo do mundo. – e o abracei.

Ao passar pela porta, acenei e Daniel acelerou o carro. Joguei minha mochila em cima do sofá e fui direto para o meu quarto. Peguei o telefone e disquei o número do Edu. Chamou, chamou e somente no quinto toque ele atendeu.

– Oi Edu. Preciso falar com você.

– É Luiza, eu preciso falar com você também. – falou de forma grosseira.

– Tá, mas não precisa ser grosseiro. Estou falando com você numa boa.

– Ok, quero terminar com você, Luiza. Não tá dando certo e aqui tem meninas mil vezes mais bonitas e legais que você.

– Uau. Como você é um cavalheiro. – falei ironicamente. – A melhor forma de terminar com alguém é chamar ela implicitamente de feia, concordo.

– Dane-se, estamos acabados. Tchau. – e desligou.

Notas finais
Espero que tenham gostado. A medida que receber reviews, irei postar!