Um Amor de Coleção.

2 Uma canção de amor.


Notas iniciais
FALA GALERINHA DO AVIÃO! Como vão vocês? Eu tô muito bem e contente com os serumaninhos que comentaram e que estão acompanhando a fic. O Cupido adorou responder vocês ♥ Não vou enrolar muito como eu fiz no capítulo passado, então podem ler ♥

Primeiro ato:

Olá novamente, amante de uma boa história de amor, hoje vim compartilhar com vocês uma história de amor nada menos que musical, envolta pela magia da música e do amor (claro!).

Pegaram a pipoca? eu já! e estou prontissímo para agracia-los com meus comentários maravilindos que eu sei que vocês amam!

Hoje a história será narrada por Catarina, uma garota que anda meio desencantada em relação a romance e que ainda tem contas pendentes com o passado, bom... vamos ver o que eu posso fazer pra ajudá-la.

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— Você pode arrumar aquele amplificador para mim, por favor?- Pedi a um garçom que passava por ali e ele com tédio e pouca cortesia empurrou o amplificador com um uma graciosidade impressionante.

Pois é, o dia não tá fácil pra ninguém, mas pelo menos consegui enfim um lugar para me apresentar. Afinal as contas andam chegando e o dinheiro que é bom...

O barzinho com uma pegada moderna me trazia a memória muitos momentos que eu gostaria de esquecer, mas que de um jeito bom me reconfortava. Ajeitei o violão sobre o colo e olhei para a minha plateia da noite, pouco movimentada, a maioria eram casais que conversavam em particular e uns ou outros desagarrados do mundo enganoso do amor, imagino, estavam sentados sozinhos sintonizados em seus celulares.

Olhei para o relógio e faltavam alguns minutos para começar a me apresentar, minutos perfeitos me permitir pensar nele, como sempre faço, mas que não deveria fazer... Ai que vontade de me pegar pelo braço e me dar uma sacudia pra ver se meu coração entende que ele não me quis, ou até quis, mas preferiu aquela outra lá.

Mas como será que ele está? será que ainda mora nessa cidade? será que ainda vem nesse barzinho como fazia? tomara que não, não sei o que faria se o visse de novo. Provavelmente abriria um buraco no asfalto com uma colher de sobremesa pra me enfiar dentro e pronto! E sempre tem a possibilidade de ele não lembrar de mim não é?... Não, a não ser que ele tenha batido forte com a cabeça, mas isso nem chega a ser uma possibilidade, ou chega....

Como eu gosto de me enganar, chega a ser patético as vezes... Mas eu deveria ter pelo menos esquecido ele um pouquinho, afinal ele não era tudo aquilo ( era sim), e já faz muito mais de um ano! Naquela maldita formatura que enterrou de vez meu futuro romântico. Mas se eu for parar pra contar aquele sentimento por ele esteve adormecido muito tempo antes do ultimo ano, muito antes mesmo.

Melhor parar de pensar nele e focar no trabalho, pois isso que vai me alimentar, e ninguém vive de amor e ainda mais um que não foi correspondido...

Mentaliza o mantra "Supera Catarina, supera, respira e canta!'

Aproximei o microfone e somente com o violão de companhia comecei a cantar High Hopes da banda Kodaline, e senti todas as minhas neuras e preocupações saírem pela porta dos fundos.

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Segundo Ato:

Beleza, quem nunca parou pra pensar naquele cara que foi tudo pra você nos momentos mais inoportunos da vida que atire a primeira pedra.

Mas o que ela não contava é que enquanto as neuras e preocupações dela estão saindo pela porta dos fundos, a porta da frente está escancaradissíma para o amor entrar de fininho...

PS: Vai preparando a colher de sobremesa, você vai precisar ♥

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— Se você parar pra pensar, vai ver que eu estou certa Guilherme!- Marina disse com aquela calma irritante que eu aprendi a odiar.

— Marina, quantas vezes vamos ter essa conversa? Você sabe a consideração que tenho por você, mas ninguém vive disso, relacionamentos baseados somente em consideração não vão pra frente e nós já provamos isso um para o outro!- Respondi gesticulando como um louco, por mais que eu tivesse a noção que pelo telefone ela não estaria me vendo fazer isso pois ela me mandaria parar dizendo que a estou enlouquecendo.

— Mas eu te amo, isso não é somente consideração... eu, eu sinto muito por aquilo e quero você de volta!

— Por favor Marina, não faça isso consigo mesma, você e eu merecemos muito mais! Você escolheu a sua carreira ao invés de mim, e eu nunca te julguei, juro! Mesmo hoje vejo que fez a escolha certa ao aceitar ir para a África...Não posso dizer que foi fácil pra mim, mas com o tempo vi com mais clareza que estávamos acomodados com a presença um do outro, e nada mais! Pode sim ter tido paixão no início, e eu não posso te dizer em qual momento parou de ter... mas acabou...- Suspirei alto esperando que ela dissesse mais uma vez que eu estava errado, a teimosia dela era algo incrível.

O silêncio do outro lado da linha me fez verificar se a ligação havia caído, mas vi que não e esperei ela voltar a falar.

— Eu não sei... não quero acreditar que acabou, mas talvez seja melhor você ai e eu aqui.- A tristeza em sua voz me fez ficar culpado, por mais que eu soubesse que havia dito apenas a verdade.

— Quero o melhor do mundo pra ti Marina, mas eu sei que não vai ser ao meu lado...

— Eu vou ter que desligar, tenho plantão essa noite.- Ela disse por fim.

— Adeus Marina.

— Eu te am... Esquece. Adeus.- E encerrou o telefonema.

Joguei o celular em algum canto do sofá e encarei o teto do meu apartamento que começou a me parecer muito claustrofóbico. Disse muitas coisas nesses últimos meses para Marina, mas também omiti muitas, omiti que como eu poderia ama-la por completo se me coração nunca deixou de amar outra? se meus olhos sempre esbarram em algo que me faz lembrar do cor dos seus olhos e se em cada música tocada eu sou impelido a comparar com a voz inebriante dela?

Fui e sou um trouxa por completo, um perfeito babaca por não ter ido atrás dela como pensei em ir milhares de vezes, um covarde por me aproximar de Marina e usar como escudo para me proteger de um amor real, não como uns e outros casinhos que tive por ai.

Mas a imaturidade falou mais alto, e provavelmente por conta disso perdi o amor da minha vida.

Levantei-me decidido a respirar um ar puro, quem sabe afogar as magoas em um barril de Chope. Sai do prédio e o ar frio fez com que me arrependesse de não ter pego um casaco. Mas eu já tinha um local em mente, agora era só apertar o passo e tomar uma aspirina assim que chegar em casa.

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Terceiro Ato

Como não amar essa coincidências da vida? E olha que dessa vez nem me entrometi pra dar um jeitinho na bagunça deles, digamos que o próprio destino tá decidido a ajudar esses ai.

E sobre esse Guilherme, o que dizer além que eu já tive vontade de dar uma sacudida nele pra ver se ele acordava pra vida! (ACORDA CRIATURA!). Se as pessoas notassem certas coisas sem duvidas facilitariam o meu trabalho, mas admito que também seria muito mais sem graça!

E aparentemente ele finalmente notou né? Eu ouvi um aleluia?

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Cantei todo o meu repertório, hora dos pedidos especiais. Minha parte favorita ( quando eu sei a música, claro!). Esperei pelos bilhetinhos, ou que alguém viesse até mim, até que um dos garçons veio e me trouxe um papel escrito "A Thousand Years" e minha animação pegou as malas e foi embora. Amo essa música ao mesmo tempo que a odeio. Não dá pra explicar isso além de dizer que era A NOSSA música, mesmo que não tivéssemos sido um casal, sim, tínhamos uma música, sempre cantávamos juntos, ele é um ótimo cantor, diria que até mesmo melhor do que eu. O clichê do clichê, eu sei... Mas sempre que alguém pede ela ( graças a Deus não com frequência) dói um pouquinho por dentro.

Mas vamos lá, trabalho é trabalho.

Comecei a dedilhar as notas da música como uma velha conhecida e começo a cantar.

"O coração acelerado
Cores e promessas
Como ser corajoso
Como posso amar quando tenho
medo de me apaixonar
Mas ao ver você na solidão
Toda a minha dúvida de repente se
vai de alguma maneira.

Um passo mais perto."

Todos os casais ao redor, se olhando como se fossem o centro de um universo inteiro.

"Eu morri todos os dias esperando você;
Amor, não tenha medo
Eu te amei por mil anos
Eu te amarei por mais mil;"

E então eu olhei para um mesa escondida em um canto e o vi... Congelei por dentro, o coração acelerou, quase parei de cantar, mas só pode ter sido Deus que me fez continuar cantando como se eu não estivesse morrendo de vontade de largar tudo e sair a francesa.

"O tempo fica parado
Há beleza em tudo que ela é
Terei coragem
Não deixarei nada levar embora
O que está na minha frente
Cada suspiro
Cada momento trouxe a isso;

Um passo mais perto;"

E ele me olhava, puta merda, como ele me olhava... Notei que ele cantava a música junto comigo, e a minha vontade foi de procurar a colher de sobremesa como eu havia pensado antes... Alguém tá armando pra mim, não é possível que isso esteja acontecendo hoje... É pegadinha do Sílvio Santos não é?

"Eu morri todos os dia esperando você
Amor, não tenha medo
Eu te amei por mil anos
Eu te amarei por mais mil

O tempo todo eu acreditei que te encontraria
O tempo trouxe o seu coração ao meu
Eu te amei por mil anos
Eu te amarei por mais mil;"

Ai meu Deus, não com essa música, não hoje, não me preparei psicologicamente para revê-lo... Meu deus, ele se levantou...

"Um passo mais perto

Um passo mais perto"

Graças a Deus essa música tá acabando... Qual a porcentagem de eu ter batido a cabeça e estar alucinando em estado de coma?

— Tem um tempo pra mim?- Guilherme perguntou parando enfrente ao mini palco em qual eu me encontrava.

Não, não, não, não! Eu quis responder.

— Tô trabalhando.- Disse a ele.

— Hora do intervalo- Me disse o mesmo garçom que havia me dado o bilhete com o nome da música e saiu piscando pra mim... Infeliz.

Guilherme olhou para mim e estendeu um mão. Eu olhei pra ele, e percebi que minha caixa de desculpas havia se esgotado de uma hora para outra... Droga.

— Não sei se é uma boa ideia...- Disse, me lembrando das horas em que eu chorei horrores por ele, não querendo passar por aquilo novamente.

— Ajudaria de alguma forma se eu dissesse que sou o Homem mais imbecil da face da terra?- Perguntou com um rosto culpado.

— Talvez...

— Sou o homem mais imbecil da face da terra! senta comigo?- Disse ele me lançando um olhar de cachorro pidão.

Esse cara brota do chão, bagunça tudo de novo apenas com seu olhar e sua presença, por que eu devia sentar com ele? Por que deveria trazer ele de volta pra minha vida?

Por que eu não consigo tirar ele do meu pensamento seria uma boa resposta, concluí.

— Pode ser.- Me levantei e aceitei sua mão.

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Quarto Ato

Essa música foi feito para os dois não é mesmo? E aquele garçom com aquele Time maravilhoso! aiai, como eu amo o meu trabalho...

Agora espero que esses dois se resolvam, afinal, depois dessa cena digna de hollywood quem não se reconciliaria não é mesmo?

PS: Adivinhem quem pediu a música?

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— Como te disse, eu sempre te amei, mas tinha medo... medo de me entregar para algo verdadeiro...- Eu disse a ela.

Ela olhou para baixo e não fez expressão alguma. Sinto como se estivesse respondendo a prova mais importante da minha vida.

— Então você preferiu ela? preferiu amar ela do que a mim? Sabe como isso soa cruel para os meus ouvidos?- Ela disse ainda sem olhar pra mim.

— Fui um idiota, machuquei você, machuquei ela e a mim... quando me dei conta da burrice que estava fazendo tive vontade de sair correndo e te implorar perdão, mas a questão é que eu era um covarde, e que eu também não podia magoar a Marina como se ela não tivesse nenhuma importância.- Olhei pra ela, torcendo pra que ela olhasse pra mim, que visse o arrependimento em meus olhos e acreditasse em mim.- O que eu posso dizer é que não sou mais aquele garoto imaturo e mesmo que não tenha planejado ter te encontrado aqui, hoje, só posso pensar que foi um presente dos Céus... Olha Catarina, você não tem porquê acreditar em mim... mas eu só quero que você saiba de uma coisa...

Ela finalmente olhou para mim, finalmente eu podia olhar para aqueles olhos amendoados , que eu pensei que nunca mais teria a oportunidade de ver. E uma coisa eu posso dizer para mim mesmo, dessa vez não vou te deixar escapar...

— Eu te amo por mil anos, e te amarei por mais mil...- Cantei para ela.

— Guilherme seu idiota- Ela sorriu com lagrimas nos olhos.

Não sei bem o que ela quis dizer com isso, mas só pode ser bom não é?

— Que tal irmos devagar? aceita uma bebida e o resto a gente acerta depois?- Perguntei a ela, que pareceu animada com a ideia.

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Devagar e sempre meu bom rapaz... o que não pode é parar, pelo o amor dos Céus!

Posso adiantar para vocês que após algumas discussões (Revelo aqui pra vocês que o Guilherme teve que penar bastante), eles se resolveram... E agora essa bela cidade conta com um belo casal de cantores apaixonados ♥

Algumas vezes na vida precisamos daquela ajudazinha. Precisamos de algo nos acorde pra vida e que faça com que aquela pontinha de dor do passado pare de doer. Que melhor remédio que o Amor?

Todos querem ser amados.
Todos querem estar apaixonados.
E se depender de mim muitas novas histórias serão contadas das formas mais diversas. Quem sabe a sua história não será a próxima?

Afinal, esse é o trabalho de um Cupido.

Notas finais
Quem gostou deixa um comentário para o Cupido. Como é um projeto novo ele quer saber se vocês estão aprovando ♥