Notas iniciais
E AI PESSOINHAS, TUDO BOM? eu estou ótima obrigada. e quero agradecer a todas as pessoinhas que estão mandando comentários para o Cupido. Ele fica se achando a cada comentário, virou o passatempo dele favorito responder vocês ♥ agora fiquem com o novo capitulo. Beijuusss.

Olha eu aqui de novo retornando com mais uma das minhas histórias românticas para compartilhar com vocês.

Tô cortando a lenga lenga, por que eu sei que vocês estão doidinhos pra ler a nova historia e não estão nem ligando para o brilho das minhas palavra então vou deixar vocês com a história de Samuel. Um homem que digamos, não aproveita tudo o que a vida pode lhe oferecer, meio confuso, eu sei. Mas vocês vão entender melhor quando ele mesmo contar pra vocês.

PRIMEIRO ATO.

Quando eu tinha 3 anos minha mãe notou em mim algo diferente.

Quando fiz 7 anos preferi uma boneca Barbie ao novo carrinho de controle remoto da época. Meus país disseram que era só uma fase, que logo eu pararia com a viadagem e seria uma criança normal. Aos 12 os garotos me evitavam, as meninas quando não me achavam esquito, se afastavam de mim como se eu portasse uma doença contagiosa.

Apesar dessas coisas, tive pessoas que foram minhas amigas, pessoas essas que guardo tanto no coração, quanto levo na vida ainda.

Aos 25 convenci meus pais de que não. Não era uma fase. E como consequência disso, os almoços ao domingo ficaram um pouco mais incômodos.

Me apaixonei sim, muitas vezes. Nada que realmente me parecesse real. E sinceramente parando pra uma retrospetiva aqui. Quando se trata de amor, o que eu tive mesmo?

Agora estou realmente evitando relacionamentos. Acho que estou cansando de ser o alvo das piadinhas. Queria ter mais... não sei... força de vontade pra poder tentar novamente, mas não acho que vou adotar o celibato.

Jesus Cristo. Não. Pensei balançando a cabeça negativamente assustado com o caminho pra onde meus pensamentos estavam indo.

Haviam 2 pessoas na fila a minha frente, desviei o olhar através da janela do café no qual eu me encontrava. Clima louco esse de hoje, sai de casa para ir ao trabalho e fazia 24 graus e agora beirava os 15. Todas as pessoas despreparadas pra friaca assim como eu se enfiaram o lugar fechado mais próximo. O ideal seria se o café estivesse vazio, com aquela aura de calma como nos comerciais do Nespresso. De preferência com o George Cloney a tira colo falando "What else?"com aquela cara sedutora...Um homem pode sonhar não é mesmo?

Finalmente minha vez de ser atendido. O atendente tinha mais ou menos a minha idade ou menos. O sorriso no rosto dele fez melhorar meu dia um pouquinho a mais.

— Um Latte e um brownie pra viagem por favor.

— Claro... Seu nome?- Ele perguntou ainda sorrindo lindamente.

Beleza. To encantado com esse conjunto de dentes mais perfeitos que vi na vida.

– Como?- Perguntei distraído.

— Seu nome, pra por no café. — Ele ergueu o copo de café.- Pode inventar um se quiser. Muita gente faz isso.

— Sam, meu nome é Sam.- Respondi.

Ele afirmou com a cabeça e então anotou o nome no copo.

— Como o Sam de O Senhor dos anéis? — Perguntou o atendente.

Como é bom ver alguém com cultura não é mesmo?

— Não... Tá mais pra Sam de Samuel mesmo.-Retribui o sorriso.

Depois de alguns minutos de olhar fixo e até mesmo um pouco constrangedor sai da fila para esperar o meu pedido. O rapaz do sorriso lindo me deu o meu pedido e eu sentei em uma mesa recentemente desocupada pra aproveitar meu café um pouco.

Um senhor de uns 60 anos parou na minha frente segurando uma xicara de Café nas mãos.

— Se importa?- Perguntou indicando a outra cadeira.

— A vontade.

Voltei o olhar pra janela notando como algumas pessoas andavam encolhidas de frio enquanto outras, quando acompanhadas, abraçavam uns aos outros aproveitando a oportunidade de demostrar tanto afeto em público. Humm... quem precisa disso mesmo...

Um casal de garotos entrou no café trocando gargalhadas e chamando atenção por onde passavam. A alegria deles, seja lá pelo que fosse era algo realmente entusiasmante.

O senhor a minha frente balançou a cabeça negativamente e eu já estava imaginando o tipo de comentário que sairia da sua boca quando ele disse:

— Ah o amor jovem, sempre tão alegre não acha?- Perguntou me surpreendendo com a simplicidade da pergunta.

— Claro...- Sorri. É muito bom estar errado.

Meu celular tocou e segui para fora do café.

— Fala Emília, o que houve?- Perguntei.

SEGUNDO ATO.

Deu pra perceber que o Sam anda bem desanimado com assuntos do coração. Digamos que ele não teve nenhuma experiência amorosa muito significativa tadinho.

MAS, será que isso quer dizer que o que a vida (lê-se Eu) reserva algo muito intenso para o nosso Sam?

Ps: Vôzinho maneiro aquele lá em? Simpatizei com ele.

********

— Será que ele vem hoje? — Perguntei a Fernanda que estava trocando o dinheiro no caixa.

— Miguel, ele vem todo dia. Todo santo dia. Menos domingo porquê a gente fecha mais cedo. Então dá pra parar de piti criatura.

— Tá. Foi mal, mas e se ele não vier?

— Quer saber o que eu acho? — Ela perguntou com um sobrancelha arqueada. Segura que lá vem bomba. Balancei a cabeça afirmando.- Vocês estão nessa viadagem. Desculpa a palavra. A três semanas. Não uma. Não duas, mas TRÊS semanas. Vocês tem que tomar uma atitude logo antes que eu de uma de amiga filha da mãe e empurre você em cima dele como eu fazia no ensino médio.

— Facil pra você dizer isso... Queria ver se fosse você no meu lugar.

Ela me lançou um olhar do tipo "Sério isso?".

— Só pra sua informação se fosse comigo eu já tinha me jogado nos braços daquele Moreno da cor do pecado a tempos.

— Ainda bem que aparentemente ele não gosta da sua fruta.

— Sempre tem a opção dele ser BI.- Provocou ela.

— Vaca.

— Sua sorte é que eu não sou fura olh...E olha só quem acabou de entrar!

Olhei para a porta e o Sam esperava no final da pequena fila. Um completo arrazo como sempre. Os músculos do meu rosto estão fortalecidos do tanto que eu sorri nessas ultimas semanas.

— Você parece um boneco de posto com esse sorriso.- Fernanda alfinetou.

— Calaessaboca...-Disse entre dentes.

— Bom dia! — Disse Sam.

— Bom dia! Um Latte com Bownie certo?- Perguntei.

— Certo.- Ele sorriu pra mim por uns 40 segundo e foi pra fila de espera.

Fui pegar o copo para escrever seu nome quando Fernanda tomou a caneta e o copo da minha mão e escreveu algo antes de mandar pra cafeteira.

— O que você fez?- Sussurrei com os olhos arregalados.

— Agilizei um pouco as coisas pra vocês- Respondeu enquanto entregava o troco para uma cliente.- Pode me agradecer me convidando pra ser madrinha de casamento de vocês.

*****

TERCEIRO ATO.

Se eu fosse mortal gostaria realmente de ter uma amiga como essa Fernanda. A mana além de ser fiel deu aquele empurrão ( que foi mais uma voadora) que esses dois necessitavam.

A questão é. O que será que ela fez.

*******

"ME liga- Miguel" seguido por um número de celular. Foi isso que veio escrito no meu Latte ao invés do meu nome.

Só percebi isso quando estava na esquina do meu apartamento. Prêmio de desatento do ano pra mim por favor.

Um sorriso de puro contentamento se alargou em meu rosto. Peguei o o celular pronto pra digitar o número e ligar. O que eu vou dizer eu não faço ideia. Vai ter que ser no improviso.

Meu dedo pairou em cima da botão para realizar a chamada. E eu... Não consegui aperta-lo, um covarde. Fracasso total.

Mas eu ainda não sei se quero mesmo. Não antes de perguntar algo a alguém.

Entrei em casa e passei a chave na porta. Peguei novamente o celular e digitei o numero de cór.

— Fala criatura. Tudo bem?- Emília atendeu a chamada.

Emília. Minha única salvadora desde os tempos de Colégio. Confio nela até pra tirar minha sobrancelha. Ela com certeza vai me dizer o certo a fazer.

— Vamos. Jogo rápido Emília, só escolhe uma dessas duas alternativas. "Se joga nessa bagaça viado" ou "Nem fodendo. Pode parar".

— O que?- Perguntou ela confusa.

— Escolhe criatura.

— Mas eu nem sei o que isso significa direito...

— Se apressa.- Respondi.

— Tá, tá. Se joga nessa bagaça viado. Vai na fé pra seja lá o que você está planejando. E só pra deixar claro. Você vai me explicar isso direitinho Sam.

— Beleza. Agora preciso fazer algo importante

Te amo amiga, beijo.

— Beijo. Se cuida.

Desliguei o telefone e respirei fundo. Sei que parece bobagem, mas eu não sou muito bom com decisões importantes. E eu sei que essa é uma delas. Mesmo indiretamente, Emília me poupou de muitas horas de indecisão. Meu coração está bem mais leve agora. Só me resta saber o que fazer com aquilo.

Olhei para a minha caixinha de cd's e tive uma ideia... e infelizmente não vou usar o numero dele. Mas já to salvando nos favoritos.

*****

QUARTO ATO.

Eu não disse que amava aquela Fernanda? A ideia dela foi ótima. Pena que o Sam não vai usar ela.

Essa Emília também tem uma opinião ótima. Mesmo as cegas, adorei. Só nos resta saber qual será a tal ideia infalível. Desde que não seja digna do Cebolinha. Ta valendo. ( o que é?Eu também leio turma da Mônica honey's)

************

Três dias. Três longos dias que ele não aparece nem na esquina da cafeteria.

A minha vontade era de esganar a Fernanda com o cadarço do meu tênis. Depois do primeiro dia ela me contou o que tinha feito. De imediato bateu um medo desgramado. Em seguida a esperança de receber a ligação que NÃO VEIO. Poxa. Nem um a mensagenzinha sequer.

Acabou que eu murchei muito. E joguei as esperanças no fundo da gaveta de cuecas depois do segundo dia.

Fernanda não disse que se arrependeu. Eu nem culpo ela, tadinha. Foi na boa intenção. Eu é que me apaixono fácil.

E aqui estou eu. Trabalhando em um dia chuvoso que combina perfeitamente com o meu humor de bosta. Estou evitando até mesmo olhar pra cara dos cliente. Só pelo medo de mandar algum deles a merda, só por pedir um Frappuccino. Afinal. Pra que alguém quer algo tão doce? A VIDA NÃO É DOCE NÃO. BENZINHO.

Mas graças ao deus de plantão hoje. O meu turno está no fim. Vou poder comer um pote de sorvete ao som de Lana Del Rey, e desestressar um pouco.

— Um latte e um Bownie por favor.

Acho que eu deveria ter controlado a minha cara de surpresa quando escutei esse pedido nessa voz que depois de tão pouco tempo se tornou familiar.

Disfarcei a cara, não vou sair como o magoado daqui.

— Seu nome é?- Creio que deu pra ouvir a minha notinha de sarcasmo.

Ele sorriu.

— Pode me emprestar um papel. É um pouco difícil de escrever.- Ele devolveu.

Passei uma caneta e um guardanapo. Notei que atrás dele não havia mais nenhum cliente. Percebi que o Sam nunca apareceu em um dia de Domingo, ainda mais próximo a hora de fechar. Alguma coisa ele quer com isso.

Fernanda me lançou um olhar curioso por cima do caixa. Eu balancei os ombros sem saber como reagir.

— Pronto.- E me entregou o papel com um olhar ansioso.

Peguei o guardanapo e li o que estava escrito.

"E se eu me apaixonar por você.

Você se apaixonaria também?"

Claramente não era um nome.

Encarei seus olhos ansiosos. Meu sorriso se alargando lentamente no rosto.

Passei por baixo do balcão e o encarei de frente.

— Só que eu já to apaixonado.- Respondi.

Foi a sua vez de sorrir. E ignorando todos os poucos clientes que estavam lá eu o puxei para um beijo. E foi um senhor beijo.

Escutei palmas atrás de nós e assim que nossos lábios se separaram ele sussurrou.

— Senti falta do seu sorriso.

Se isso for um sonho ninguém me acorda!

*****

Ah o amor...

É ainda mais belo quando esse povo para de enrolar e se joga de vez.

Sam e Miguel hoje estão firmes, numa paixão realmente significativa. Agora os dois só querem que eles durem tanto quanto a versão estendida de O Senhor dos Anéis.

Algumas vezes na vida a gente tem que deixar de sentir medo do que as pessoas vão pensar e priorizar o que vai te fazer feliz.

Todos querem ser amados.

Todos querem estar apaixonados.

E sério, se depender de mim eu vou inundar esse mundo com muito amor.

Muitas histórias ainda vou dividir com vocês meus pequenos discípulos.

Quem sabe você não é o próximo da minha lista?

Afinal, esse é o trabalho de um Cupido.

Notas finais
O que achara? Contem ao cupido ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.