Um Amor de Coleção.

1 Uma chuva a dois.


Notas iniciais
E aiiiiiii seus lindos, espero que estejam empolgados com esse meu novo projeto tanto quanto eu estou -------)0) PULA!
Eu sou declaradamente uma pessoa romântica. Daquelas que suspira pelos cantos e tudo mais. E porque não botar um pouco dessa breguisse pra fora NÉNOM?
Esse é o primeiro capítulo e todas as histórias vão seguir nesse ritmo, Como podem perceber o senhor CUPIDO quem vai narrar tudo. E ele também reinvidicou os comentários pra si, então o mesmo vai responde-los. Qualquer coisa que vocês queiram falar a mim, essa autora sofredora aqui (-Corta o drama Florzinha- Cupido), venham nas mensagens.
Por enquanto é só. Podem ler e me digam ou melhor, digam a ele o que estão achando ♥
PS: UM SALVE PRA PRIYA, MINHA BETA LINDONA ♥

Eis um pequeno fato:
Todos gostam de histórias de amor.

E é por isso que eu as coleciono.

Outro pequeno fato:
Todos querem viver uma.

Mas nem todos acreditam que vão encontrar um grande amor. Se você é uma dessas pessoas, eu posso lhe assegurar que a sua vez vai chegar.

"E quem é você para me afirmar isso?" você deve estar se perguntando.

Pois bem, eu lhe digo.

Sou o Cupido.

PRIMEIRO ATO.

Hoje vim contar a história de Diana. Uma garota que assim como muitas outras já se viu iludida com varios casos fajutos de amor (culpa minha? Talvez...), mas que também nunca se fechou para o mesmo. Bom, creio que vocês entenderão melhor a história pelo ponto de vista dela. Afinal, nada melhor que uma história contada por quem a viveu.

*****

- Chuva mais segunda-feira. Realmente um dia perfeito pra trabalhar.- Resmungo entediada esperando o ônibus no ponto enquanto me encharco aos poucos.

Já perceberam como esses guarda-chuvas de bolsa são minúsculos e frágeis? Eu percebi a meia hora quando o primeiro vento bateu forte quase levando meu único abrigo pra chuva. O que eu não consegui impedir foi que o pobre se quebrasse inteirinho.

- Eu não quero saber Nathália, você começou essa merda e é você quem vai termina-lá!- Vociferou o homem ao meu lado.

Olhei assustada para ele. Difícil seria dizer que eu não havia percebido a sua presença, um homem daqueles realmente chama a atenção, ainda mais com aquela lona de circo que ele deve chamar de guarda-chuva. Pra ser sincera eu o noto a muito tempo. Por ele pegar o mesmo ônibus que eu no mesmo horário sinto como se ele fizesse quase parte da minha rotina, apesar de nós nunca termos sequer trocado um "bom dia!". Pois é, nem ao menos o nome dele eu sei.

Apesar de saber que ele não sabe da minha existência, em um mundo perfeito, ele no mínimo dividiria o guarda-chuva imenso dele com a pobre coitada que está se ensopando ao lado. Seria muito cavalheiro e romântico. Isso no mundo perfeito... pena que isso aqui é a vida real.

Se bem que apesar de eu estar me preparando psicologicamente a mais de uma semana pra me apresentar pra ele, eu tenho a bela desculpa de que hoje não é um bom dia MESMO pra ninguém pelo que eu posso perceber. Meus cachos devem estar parecendo pelos de um cachorro molhado e pelo telefonema dele o humor não deve estar aquelas coisas... Sem falar na droga que vai ser secar a roupa no secador de mãos do banheiro feminino, sinceramente eu deveria estar em casa debaixo das cobertas quentinhas.

Um homem passou por nós apressado esbarrando em quem se encontrasse na frente, inclusive no cara da lona de circo ao meu lado que o encarou pronto pra matar.

- Atchin! — Espirro secando o nariz com a manga da camisa. Nada higiênico, sei, mas esse dia está perdido mesmo...

Olho pra cima quando percebo que a chuva parou de me molhar e vejo aquele guarda-chuva preto em cima de mim. O dono dele havia dado um simples passo pro lado me cobrindo também.

Segurei a vontade de comemorar e como a pessoa normal que sou disse:

- Obrigada, eu estava me sentindo o Leonardo Dicaprio no Titânic quando estava lá congelando no mar... err... Obrigada. — Droga, não consigo falar um simples obrigada sem desatar a falar besteiras!

- Não é nada...- Respondeu ele distraído. Bom pelo menos não deve ter prestado atenção no que eu disse.

Olhei pra rua e vi o bendito ônibus que logo agora, depois de horas resolveu aparecer...

Mas enfim, parece que o dia não estava assim tão perdido, afinal.

SEGUNDO ATO.

Bernardo realmente não pretendia fazer aquilo, não por ser egoísta e não gostar de dividir guarda-chuvas. Mas simplesmente por ter tantas coisas na cabeça que acabou não notando a moça molhada ao lado.

Digamos que ele nunca foi a pessoa mais atenciosa do mundo como você pode perceber, mas há momentos na vida em que todos precisam daquele empurrãozinho...

*****

Droga, o dia esta indo de mal a pior, o ônibus atrasou, um tapado me empurrou e Nathália quer levar até a minha alma nesse acordo infeliz. Maldita hora em que eu pensei estar apaixonado por aquela mulher!

- E eu acho melhor você não estar pensando em levar a coleção do Elvis, porque eu tenho certeza que você tem amor a sua sanidade!- Gritou Nathália apontando pra MINHA coleção do Elvis, da qual eu demorei anos pra encontrar disponível em estoque!

- Sanidade! Ta ai uma coisa que eu não tenho a muito tempo! Você está maluca se acha que vai ficar com a minha coleção pra vender e gastar o MEU dinheiro com aquele seu namoradinho.- Gritei de volta.- Pedofilia é crime sabia Nathália? Vou te denunciar pro juízado de menores pra ver se você some da minha vida!

- Ha, Ha, Ha! Bernardo eu acho melhor você sair daqui antes que eu queime tudo o que é seu!- Ela disse calmamente em fúria. Nossa discussão já durava meses, não sei como não fomos parar nas páginas policiais ainda.

- A casa é minha sua maluca! Mas eu vou sair sim, por que sei que isso nós só vamos resolver na frente de um juiz. E também por que sei que se te expulsasse daqui você não teria pra onde ir! Já que a mãe do seu namorado certamente não gostaria de abrigar a "ficante" dele. — Disse pegando algumas das minhas coisas e jogando na mochila e outras na mala.

Me dirigi a porta e respirei fundo pra impedir que aquela mágoa que havia grudado em mim não voltasse a superfície novamente. Apesar de hoje saber que não a amo mais, doeu ve-lá na nossa cama com outro.

- Pois saiba que ele é muito melhor que você, seu babaca!.- Ela deu a ultima facada.

Abri a porta e antes de bate-la disse:

- Não minta pra si mesma.

TERCEIRO ATO.

Tá certo, as vezes vocês acham que aquela é a pessoa certa e que foi atingido pela flecha do cupido e blá, blá, blá! Mas pode ter certeza que eu não atirei flecha nenhuma nesses dois ai.
Eu lavo minhas mãos. Tem vezes que a culpa não é do Cupido aqui galera.

Mas a culpa pode ser quando eu quero, e vai ser...

*****

Meu Deus que fome, preciso achar algum lugar aberto e de preferência que venda qualquer coisa comível por menos de 2 reais. O dia foi pesado, mal cheguei no escritório e uma pilha de tudo que você pode imaginar foi jogado na minha mesa. Sem contar que o secador de mãos que eu imaginei ser a minha salvação pras roupas molhada estava quebrado. E agora gastei quase todo o dinheiro com o qual sai de casa em um guarda-chuva novo todo High-Tech e com aqueles trequinhos de aço.

Encontro uma lanchonete aberta no caminho e minha barriga começa a roncar animada com a ideia de adiantar um lanchinho, entro no estabelecimento um senhor entra no meio do meu caminho.

- Desculpa mocinha, está fechado.

Encaro o senhor com as sobrancelhas franzidas. Realmente não havia ninguém na lanchonete, mas ainda não é tão tarde pra estar fechando.

- Eu só queria comprar uma coisinha moço, é rapidinho. Prometo!- Praticamente implorei.

- Desculpe.- Disse ele me empurrando porta fora. Eu ein moço, sei andar sozinha!

- Sabe se tem alguma lanchonete não muito longe daqui?- Perguntei esperançosa.

- Todas estão fechando.

- Ok. já entendi.- Gentileza passou voando por aqui. Sai de vez da lanchonete.

Imagino que não tenha nenhuma barraquinha de comida aberta por aqui no meio dessa chuva toda, a melhor coisa que devo fazer mesmo é ir pra casa e requentar o jantar de ontem. Decido ir de vez ao ponto ônibus.

Alguns minutos depois com os pés molhados porém, com o corpo todo protegido pelo meu novo guarda-chuva, chego ao ponto de ônibus e surpresa percebo que tem um único homem sentado no banco desprotegido da chuva, provavelmente deve estar congelando. Quando me aproximei o bastante pra ver quem era me surpreendi ao notar que o homem molhado era o mesmo homem que a meses eu venho tentando falar, o mesmo que hoje dividiu seu guarda-chuva comigo.

Ele parecia arrasado e estar todo molhado e com os ombros caídos só me fez reforçar a ideia de que ele não estava nada bem. Ao seus pés havia um mala e uma mochila. Ele pareceu não notar quando eu sentei ao seu lado.

Talvez eu possa tornar o dia dele menos ruim, se ao menos retribuir o favor que ele me fez mais cedo, concluí.

Fiquei lá, sentada ao lado dele por minutos sem dizer uma palavra. Somente dividindo meu abrigo com ele e nada mais, talvez por medo de falar bobagens ou até mesmo por ele não ter dito nad...

- Obrigado, mas não precisa fazer isso.- Disse ele de repente interrompendo meus pensamentos.

- Não é nada.- Sorri.- Só estou retribuindo o favor que você me fez hoje cedo. Me salvou de uma provável hipotermia.

Ele sorriu de leve e eu me alegrei de ter feito isso. Acho que ele lembra de mim! Aeeee!

- Então...- Puxei o assunto novamente pra não deixar a conversa morrer, afinal, progredi mais nesse dia do que em um mês inteiro.- Dia ruim?

- Hum, dia ruim é apelido pro dia que eu tive hoje. E você arrumou um ótimo guarda-chuva.- Comentou.

- Paguei um absurdo nele, mas valeu a pena. Só não é tão grande quanto o seu. Aliás, cade sua lona de circo portátil?- Perguntei.

Ele fechou a cara de repente e eu me perguntei se disse alguma coisa errada.

- Deixei na casa de um Demônio.- Respondeu sério.

Não consegui conter o riso. E percebi ele me encarando, quando parei com a risada o encarei também.

- Seus olhos são bonitos...- Disse ele mudando bruscamente de assunto, me surpreendendo.

- O que? não são, não! eles são simples olhos castalhos lamacentos.- Arregalei os olhos e aproximei o rosto do dele.- Deve ser a luz da rua que está mudando a cor, olha!

Ele virou o rosto e cara! como eu sou idiota! Eu não posso chegar e enfiar o rosto tão perto das pessoas.

Mas espera... Ele está rindo?

- Você é divertida, como eu nunca te reparei antes?- Perguntou sorrindo, e eu sorri mais ainda!

- Não sei, faz alguns meses que pegamos o mesmo ônibus, mas você sempre me pareceu muito ocupado...

- Tem sido um mês complicado, na verdade eu diria que está sendo uma ano difícil. E admito que é uma poucas vezes que alguém me faz sorrir a tempos. Obrigado.

- Todo dia a essa mesma hora se você precisar de uma horinha de stand-up grátis, estou aqui. — Sorri simpática.

- Acho que irei precisar sim... — Ele me lançou um olhar que MEU DEUS. Será que eu posso desmaiar agora?

Só fui sair do meu mundo de imaginação quando um ônibus parou em frente a nós e abriu a porta. Sempre na hora certa!

Me levantei, ainda o cobrindo com o guarda-chuva e disse:

- Acho melhor eu ir agora...

- Espera, ao menos me diz o seu nome...

- Prazer, Diana.- Respondi estendendo a mão.

Ele levantou e assim como em todos os dias que eu o encontrei, pude admirar a beleza de seus olhos verdes, porém o mais belo no momento não eram seus olhos, mas sim seu sorriso que eu queria que iluminasse meu caminho a vida todinha. Sei, um pouco cedo pra estar imaginando isso... Mas uma garota pode sonhar, não é?

- Bernardo e o prazer é todo meu.

O ônibus já havia ido embora e isso pouco me importava. Não quero nem pensar na minha cara de boba olhando ele nesse momento. Mas com cara de boba mesmo eu fiquei quando a minha barriga resolveu querer chamar atenção. Ela precisa ser alimentada...

Não sei por que, a minha barriga roncando foi o motiva da sua gargalhada. Mas foi, e eu fiquei vermelha de vergonha.

- Você não pode ir antes de comer alguma coisa comigo.- Disse ele. Meu Deus, além de ser tudo isso ainda está me oferecendo comida! Tá bom de mais pra ser verdade.

- Mas eu nem te conheço, vai saber se você não é um psicopata ou sei lá.- Olhei com desconfiança, na verdade tentei. Por que apesar de estar duvidando dele eu estava mesmo é querendo acreditar muito que os céus estão finalmente olhando pra mim.

- Juro que sou um mocinho, afinal eu te salvei de morrer de Hipotermia- Respondeu com as mãos levantadas em sinal de rendimento, mas mantinha aquele sorrisinho no canto da boca.

- Pois saiba que eu voltaria pra te assombrar.

- Digamos que seria adorável ser assombrado por tamanha beleza.

- Engraçadinho- Respondi dando um soco em seu braço- Agora vamos voltar pro papo da comida...

- Eu pago.- Quase pude ouvir minha carteira soltando um suspiro de alívio quando ele disse isso.

- Olha que eu dou prejuízo...

E ele gargalhou novamente.

Acho que me apaixono fácil. Constatei.

Quarto Ato.

Não é lindo quando tudo dá certo? é verdade que eu tive que intervir algumas vezes, mas podem ter certeza que eles acharam um belo restaurante aberto. Muito romântico por sinal e eu claro não tive nada a ver com essa escolha, por que é claro que havia muitos outros restaurantes abertos...

Algumas vezes na vida precisamos daquela ajudazinha. Precisamos de algo que abra os nossos olhos e que nos faça olhar pro lado pra encontrar não aquilo que procuramos, mas sim aquilo que precisamos.
Todos querem ser amados.
Todos querem estar apaixonados.
E se depender de mim muitas novas histórias serão contadas das formas mais diversas. Afinal, esse é o trabalho de um Cupido.

Notas finais
E ai???? Querem mais? Gostaram? Digam nos comentários!