Um Amor Shinobi

28 Proteger Quem Eu Amo


Notas iniciais
Oi c: Finalmente consegui postar o/ Fiquei tanto tempo sem postar porque eu tava sem criatividade mesmo, sem nenhuma ideia de que rumo fazer essa fic tomar. Foi bastante difícil encontrar inspiração porque eu ando meio chateada. Poucos views e poucos comentários, ando sentindo a falta de alguns leitores, mas sei que a culpa é minha por não estar sendo pontual. Não me odeiem, ok? Mas no momento estou feliz. Insônia é algo realmente produtivo pra mim, porque foi por causa dela que eu tive várias ideias novas e já sei o que fazer. Finalmente as coisas estão começando a se encaixar na minha mente. Espero não decepcioná-los. Boa Leitura

[...]

– Aonde você vai? -Ela perguntou, com a voz já carregada de sono.

O Uchiha colocou a mão na testa de Sakura, o olhar continuava estranho — de um jeito que ela nunca vira antes.

– Apenas durma, Haruno.

Quase que imediatamente, ela sentiu o sono pesar em si.

Sua última visão foi a de um par de orbes ônix que pertenciam a um homem que agora era só seu.

[...]

Sakura foi acordada pelo forte feixe de luz que fazia seus olhos doerem.

Sua visão entrou em foco; ela estava em seu quarto, obviamente. Espreguiçou-se e observou a hora no despertador que ficava ao lado de sua cama, no criado-mudo. Já passava das oito da manhã, ela logo iria partir para o hospital. Sentou-se na cama e sentiu que seu corpo estava levemente dolorido — inclusive lá.

Arregalou os olhos com as lembranças da noite anterior.

Sasuke.

Passou a mão pelos cabelos, exasperada. "Kami-sama... eu fiz aquilo mesmo? E se eu estiver errada quanto a fazer o Sasuke-kun mudar...?" Abraçou as pernas, escondendo sua face contra elas. "No final das contas, ele continua me fazendo confusa!"

– Não, Sakura... você não tem tempo pra pensar nisso. — Ela disse pra si mesma, repetindo a frase na cabeça como um mantra.

Levantou-se da cama, saindo da proteção aconchegante das cobertas para o frio que fazia naquela manhã. Os pedaços de tecido azul que outrora foram sua camiseta de dormir jaziam no chão, juntamente com aquela calcinha preta vergonhosa. O cheiro de Sasuke estava em toda a parte, agora ainda mais intenso que anteriormente. Passou pela cabeça de Sakura que ele fazia isso propositalmente, para que nunca saísse de sua mente.

Sakura franziu o cenho. "Por que será que ele não dormiu aqui?" Balançou a cabeça, afastando tais pensamentos. "Ele tem a vida dele, oras... E eu também não devo ficar desejando isso. Não posso dar tanta liberdade ao Sasuke-kun."

Mais liberdade do que você já deu?, a vozinha do subconsciente de Sakura falou, inquisitiva.

– Cale-se! — Ela gritou inconscientemente, depois se sentiu uma retardada por estar falando sozinha.

Tomou um rápido banho quente, vestiu-se. Parou á frente do espelho, analisando-se, e encontrou uma enorme mancha roxa no próprio pescoço.

– Droga! O que vão pensar de mim se virem essa coisa?! — Disse, desesperada. Encontrou um cachecol vermelho qualquer e colocou-o em volta de seu pescoço. — Isso deve resolver.

Saiu apressada de casa, já estava atrasada para iniciar seu turno no hospital. Enquanto corria, trombou com alguém, derrubando a pessoa no chão.

– Ai, me desculpe... Hinata?! — Sakura disse, ajudando a garota a levantar-se. — Aonde você vai com tanta pressa?

A Hyuuga parecia frágil ao toque. Sakura percebeu que ela tinha os olhos levemente inchados, como se houvesse chorado bastante. Olhava para os lados como se quisesse fugir. A garota não usava suas vestimentas habituais, sua calça e moletom eram pretos, o que indicava estado de luto.

– P-pressa? E-eu não estou com pressa... Tenho que ir... — Tentou ser o mais evasiva possível, já distanciando-se, mas Sakura segurou-a pelo pulso, com um misto de preocupação e curiosidade.

– Hinata, tem certeza que está tudo bem? Não me diga que o baka do Naruto te fez algo...

– Não! — Ela disse de repente, assustando a rosada. — Naruto-kun não fez nada... Ele não tem culpa de nada. Por favor, não diga a ele que você me viu... Eu tenho que ir! — Hinata disse, desvencilhando-se de Sakura e correndo para longe.

Sakura observou até que a Hyuuga houvesse sumido de seu campo de visão.

– Tem algo errado aí... — Ela comentou para si mesma, depois voltou a caminhar até o hospital.

***

Hinata suou frio. Ela pretendia passar despercebida para que ninguém que a conhecesse a visse, mas isso fora arruinado. "Droga... tenho certeza que a Sakura-san vai contar ao Naruto-kun que me viu... Ele não pode ficar sabendo!"

Os parentes de Hinata não queriam que ela saísse de casa, por isso ela havia fugido sem ser vista. Por quê? A noite anterior fora a pior de toda a sua vida.

Os demônios entraram em seu quarto, fizeram-na ter alucinações e todos os tipos de torturas mentais possíveis. Hinata chegou ao ponto de gritar e espernear como se estivesse sendo espancada; metade do clã assustou-se e foi até a mansão ver se tinha algo errado. Ela precisou ser sedada para enfim se aquietar.

A única pessoa que ela queria que estivesse ao seu lado não estava. Naruto.

Hinata chegou a implorar para Neji ir mandar chamá-lo, mas este não o fez, o por quê ela não sabia. Ela precisava vê-lo desesperadamente depois de todas as ameaças implantadas em sua mente; imagens de Naruto sendo torturado das piores formas imagináveis. Imagens dele morto, em estado de decomposição.

–V-vocês não podem fazer isso... N-Naruto-kun não se deixaria ser vencido tão facilmente... — Ela disse por entre os soluços.

Uma risada macabra foi a resposta.

"Não nos subestime; não é porque o seu namoradinho é o Jinchuuriki da Kyuubi que ele é imune ao nosso poder."

Aquela frase ecoou na mente de Hinata pelo resto da noite. Se algo acontecesse com Naruto, menor que fosse, ela jamais iria se perdoar. Era por esse motivo que estava dirigindo-se para o prédio do governo para falar com Tsunade. Não se importava mais com o que Akuma dissera, as coisas estavam passando dos limites. Ela tinha que arrumar um jeito de proteger Naruto e o seu clã.

"Está na hora de pôr um fim nisso tudo, e vai ser hoje!"

A garota adentrou o prédio do governo a passos apressados. Parou à frente da sala da Hokage e respirou fundo, tomando coragem. Logo depois bateu levemente na porta, que foi prontamente atendida por Shizune. A morena não escondeu a surpresa ao ver a presença de Hinata. Tsunade encontrava-se sentada em sua mesa conversando seriamente com dois ANBUs, mas estes calaram-se ao perceber a visitante.

–Hinata, o que a traz aqui? — Tsunade perguntou, fez um sinal com a cabeça para que ela entrasse na sala.

A Hyuuga fez uma rápida reverência e entrou na sala, temerosa. Parou de pé a alguns metros da mesa da Hokage.

– Eu tenho algo importante para dizer... Algo realmente importante que não pode ser adiado.

Tsunade tomou uma expressão de interesse, pois ela sabia que algo estava acontecendo. Voltou-se para os dois ANBU:

– Estão dispensados. Aguardem novas ordens — Os dois sumiram rapidamente, depois a Hokage fez sinal para que Hinata se acomodasse na cadeira à sua frente. — Ah, aceite meus pêsames. É uma fatalidade que tantos membros de seu clã tenham falecido.

Hinata olhava para qualquer ponto da sala, menos para Tsunade. O olhar da Hyuuga tremia enquanto era observada de forma rígida pela loira.

–E se... E se isso não foi uma fatalidade? E se foi causado por algo ou alguém?

A Hokage inclinou-se na cadeira, pois Hinata havia tomado sua completa atenção.

–O que quer dizer com isso?

A Hyuuga começou a torcer nervosamente a barra de seu moletom.

– Tsunade-sama... Eu não posso contar... Pelo menos não tudo, ou coisas ruins vão acontecer. Da última vez em que tentei explicar para alguém, a vila foi invadida... À três meses atrás.

– O que disse?! — A mulher sobressaltou-se, depois tomou uma expressão séria. — Mas se não pode contar, porquê veio até aqui?

As duas mulheres espantaram-se ao ver o rosto de Hinata ser tomado pelo desespero. Lágrimas rapidamente acumularam-se em seus olhos, mas esta secou-os rapidamente com a manga da blusa.

– P-porque eu não aguento mais... Não aguento mais isso... — Agora a garota estava mais desabafando para si mesma do que conversando com Tsunade; enfim colocando para fora tudo que estava entalado em sua garganta por tanto tempo. — E-Eles vêm falar comigo todas as noites, me ameaçar... Tantos parentes meus pagaram o preço... Eles vêm e ameaçam tirar todos que eu amo de mim... É tudo culpa minha!

Hinata enterrou a face em suas mãos, tentando esconder as lágrimas que teimavam em escapar. Tsunade e Shizune trocaram um olhar significativo; elas não eram burras. Já haviam entendido tudo o que estava acontecendo.

–Isso é bastante sério. Temos que pensar em algo rapidamente. — Tsunade disse, a expressão séria. A mulher ficou parada por bastante tempo, de testa franzida, pensativa. Quase era possível ver as engrenagens funcionando em sua cabeça enquanto ela tramava um plano. Depois de longos minutos, sua face iluminou-se, e ela rabiscou alguma coisa num pedaço de papel.

–Shizune, procure isso nos arquivos — Ela disse, entregando a folha para a morena, que saiu apressada da sala. Depois, a Hokage voltou-se para Hinata. — O que você disse é algo que não pode ser ignorado. Tive uma ideia, é bastante arriscada, mas até agora não vejo outra saída.

Uma pontinha de esperança apareceu no rosto da Hyuuga.

– Que ideia?

Antes que a loira pudesse responder, Shizune voltou à sala (era impressionante a velocidade com que ela era capaz de realizar certas coisas) com um pergaminho em mãos, que continha um lacre com a palavra "Arquivo" em kanji.

Tsunade pegou o pergaminho das mãos de Shizune, rompendo o lacre e rapidamente começou a procurar algo por entre as inscrições. O papel estava amarelado, o que provava a antiguidade do documento. Parou com o dedo indicador em um ponto, apontando para as duas outras.

– Este é um arquivo feito por mim de alguns anos atrás. Trata-se de quando me encontrei com Uzumaki Akiyo na época das guerras.

– Uzumaki?! — Hinata disse, sobressaltada.

– Sim, Uzumaki. — A loira continuou. — Ela é perito em Fuuinjutsus, talvez a maior kunoichi especializada nesta área. Durante as guerras, todas as batalhas na qual Akiyo se encontrava era vitória garantida. Por esse motivo ela era vista como um perigo pelas outras vilas, e isso significava que deveria ser eliminada. As pessoas que a queriam morta colocaram uma recompensa de milhões para quem trouxesse sua cabeça, e isso fez com que ela virasse alvo de hordas de shinobis, inclusive alguns Uzumaki traidores, por isso ela teve que fugir. Quando Uzushiogakure foi destruída, todos pensaram que Akiyo estava morta, mas na verdade ela se escondeu e está viva até hoje.

Shizune aproximou-se e leu algo no pergaminho, franziu o cenho logo depois.

– No País das Fontes Termais? Não é um país turístico?

– Ninguém nunca pensaria que Akiyo estaria ali. Ela vive como uma civil comum, apenas eu e mais algumas pessoas sabemos sobre sua verdadeira identidade.

– Mas o que esta mulher tem a ver com o seu plano? — Hinata perguntou.

– Você vai até Akiyo para que ela retire Akuma de você. — Tsunade pronunciou, decidida.

Hinata pareceu ter ficado ainda mais pálida do que já estava.

– O quê?! Não pode fazer isso! É exatamente o que ele quer!

– Sei disso, Hinata. Não vamos botar o plano em prática descuidadamente. — Tsunade disse, numa tentativa de tranquilizar a Hyuuga. — Vou mandá-la até Akiyo para que ela analise o Fuuin que Katsuo usou em você. Como eu já disse, ela é perito em Fuuinjutsus complexos; se encontrar alguma brecha, vai agir, ou pelo menos, dar informações valiosas. Assim que tivermos uma ideia sobre o que fazer, procuraremos mais ajuda. Não será algo fácil, pois nunca existiu outro Jinchuuriki desse tipo, mas daremos um jeito.

– Essa é uma decisão bastante inesperada. Vai ter que consultar os Anciões antes de mandá-la até a Uzumaki. — Shizune disse.

– Sei disso, vou contatá-los. Mas não importa o que eles digam, Hinata irá para o País das Fontes Termais. — Tsunade voltou-se para a Hyuuga. — E Hinata, é de suma importância que ninguém fique sabendo dessa missão, entendeu? Nem mesmo seus familiares e amigos.

– Hein? Mas o Naruto-kun... — Interrompeu-se no meio da frase enquanto era observada pelas duas mais velhas, lembrando-se que ninguém sabia do seu relacionamento. Abaixou a cabeça, corada.

A Hokage suspirou.

– Hinata, você sabe como Naruto é impulsivo... Não se ofenda, mas ele poderia pôr tudo a perder. Essa é uma missão sigilosa, nem mesmo nossos aliados podem saber dela por hora; se eu colocar Naruto nessa missão todos vão ficar sabendo, já que ele agora é muito famoso.

– M-mas... Mas ele não pode nem ficar sabendo...? — Perguntou, tímida.

– Acho que você sabe tanto quanto eu que ele jamais ficaria parado sabendo dos riscos dessa missão, não? — Tsunade disse com a sobrancelha arqueada. — Bom, está decidido. Naruto não será envolvido nisso. Você irá partir hoje mesmo ao cair da noite acompanhada por um esquadrão da ANBU, portanto prepare-se. Mandarei uma parte de Katsuyu para que eu fique informada sobre os acontecimentos. E não se preocupe quanto ao seu clã, eu mesma conversarei com Hiashi.

Hinata agora sentia seu estômago contorcer-se de ansiedade. Ela foi dispensada, já que Tsunade tinha de contatar os Anciãos.

Saiu do prédio do governo sentindo que havia retirado um peso enorme das costas. Caminhou sem rumo pelas ruas de Konoha, que já se encontravam movimentadas pelos moradores que começavam suas rotinas matinais.

"Sinto que fiz a coisa certa. Não vou voltar atrás com isso, não importa o que aconteça... Tenho que proteger quem eu amo!"

Voltou para a mansão Hyuuga sem ter a mínima vontade de realmente voltar. Os membros do clã sobressaltaram-se ao ver a garota, pensando que ela estava em sua casa. Todos olhavam-a como se Hinata fosse voltar a gritar novamente, sem motivo; mas Hinata não importou-se com isso. O fato que deixava-a triste era a que todo o clã usava roupas pretas similares às suas, mostrando o luto. Isso só a fazia sentir-se ainda mais culpada.

Entrou em seu quarto e começou a arrumar seus equipamentos. Como seria uma longa viagem, ela preparou suas vestimentas de inverno e armas extras. Depois de passar bastante tempo organizando-se, abriu uma das gavetas e encontrou algumas peças de roupa que não eram suas.

Retirou-as de lá, lembrando-se de que não havia devolvido ao Naruto. Aproximou as roupas do rosto; "Ainda tem o cheiro dele..." Suspirou, lembrando-se de que não deveria deixar que ele soubesse sobre a missão. Colocou as roupas dentro de uma sacola, decidida a devolvê-las.

Saiu da mansão novamente, dirigindo-se até o apartamento do loiro. As pessoas olhavam-a de soslaio, era evidente que todos da vila comentavam sobre os falecimentos no clã Hyuuga. Alguns até diziam que o clã iria terminar do mesmo jeito que os Uchiha, depois de tantas mortes repentinas.

Foi até o apartamento de Naruto, dando leves batidas na porta. Ninguém respondeu e ela ficou parada por vários minutos, a preocupação envolvendo-a. Pulou para o telhado do prédio ao lado, logo depois dando um salto de volta ao prédio de Naruto a fim de ir até a janela do apartamento.

A garota relaxou ao encontrá-lo dormindo tranquilamente. A cama ficava bem ao lado da ampla janela, que encontrava-se aberta. O rapaz tinha o rosto sereno, deitado de bruços, os braços seguravam o travesseiro por baixo enquanto seu cobertor só cobria seus pés. Era estranho o fato dele estar dormindo sem camiseta se fazia tanto frio. Os cabelos dourados estavam graciosamente bagunçados e movimentavam-se levemente com a brisa fria que entrava pela janela.

Hinata entrou no quarto silenciosamente e perdeu totalmente a coragem de acordá-lo. Sentou-se no chão ao lado da cama e ficou observando-o dormir, o movimento de seu tórax subindo e descendo conforme a sua respiração era tranquilizador.

Silenciosamente retirou as roupas da sacola e colocou-as bem arrumadas em seu criado mudo. Procurou um pedaço de papel e escreveu algumas palavras, pondo a folha acima das roupas.

– Não se irrite comigo... Estou fazendo isso pelo seu bem. — Ela sussurrou. Sabia que Naruto não acordaria tão facilmente, por isso aproximou-se e depositou um beijo doce em sua testa. Cobriu seu corpo com o cobertor e, relutante, saiu do apartamento pela janela.

Hinata só tinha uma certeza; iria até o fim do mundo para protegê-lo.

***

Naruto teve um sonho estranho de que uma pessoa desconhecida havia beijado sua testa.

Espreguiçou-se e continuou deitado em sua cama por bastante tempo, sem querer levantar. Observou o despertador que marcava quatro horas da tarde.

– Nossa... Eu dormi tanto assim? — Ele disse, esfregando os olhos.

Percebeu que acima do seu criado mudo havia algumas peças de roupa que ele não havia deixado ali. Levantou-se, meio desnorteado. Observou que a muda de roupas estavam cuidadosamente dobradas — coisa que ele nunca faria. Abriu um sorriso.

– Hinata entrou aqui?

Encontrou um pedaço de papel, e nele encontrava-se um recado na caligrafia impecável da Hyuuga. Mas o rapaz franziu o cenho com o que encontrou ali, pois a mensagem era muito vaga e deixou-o com um pressentimento ruim:

Me desculpe.

Eu te amo.

– Hinata

Notas finais
Quem aqui leu o mangá de ontem? Kishimoto desgraçado ta quase assassinando Naruto e o Sasuke ;u; Pq não muda logo o nome do mangá pra Madara Shippuuden? Já ta na hora desse Uchiha safado morrer ;u; Leitores fantasmas, eu estou vendo vocês ( ͡° ͜ʖ ͡°)