Um Amor Shinobi
21 Confissões
Notas iniciais
[...]
– Vocês acham que isso é o suficiente para me derrotar?! Pois esperem só! Eu não terminei de mostrar meus truques! Vocês todos vão...
Katsuo não conseguiu terminar de falar.
De repente, ele começou a cuspir sangue. Olhou para baixo, trêmulo. A sua própria katana fora fincada em seu peito — alguém o apunhalou por trás.
Os olhos de Katsuo estavam arregalados.
– Apunhalando-me pelas costas... Mei... você... mudou muito... — o homem disse, fazendo esforço.
A Mizukage Mei segurava com força o cabo da katana, a expressão firme, porém seus olhos estavam marejados.
– Me desculpe, Katsuo. Mas eu te tornei nisso... e agora, eu devo terminar o que causei.
–
FlashBack ON
Foi durante a época da Academia Ninja que tudo aconteceu.
Um garoto simples que não era de nenhum clã importante e uma garota de uma família nobre. Ela era possuidora de Kekkei Genkai, o que amedrontava a muitos, mas não se importava. Ele era um desconhecido que acabou se destacando por ser um ótimo ninja.
A terrível tradição de ter que matar um colega como exame final em Kirigakure já não mais existia. Os dois foram colocados no mesmo time, junto com mais um. E viraram amigos.
Era incrível como o garoto conseguia ser um ninja tão bom sem sequer pertencer a um clã importante; ele era um gênio. Por várias vezes salvou a garota durante as missões e, sem que percebessem, começaram a se apaixonar.
"Eu vou me tornar o Mizukage e vou refazer os laços com as outras vilas", o garoto sempre dizia. "Vou acabar com todos os conflitos que existem em Kirigakure e trazer a paz ao nosso país."
A garota sorria e dizia:
"Sim, você vai. Eu sempre vou te apoiar"
E assim foi. Os dois treinavam incansavelmente todos os dias. Sem que a garota percebesse, o rapaz estava criando uma obsessão por poder. Ela o amava tanto que não conseguia enxergar tal mal em seu coração; nunca deixava de colocar esperanças na mente do garoto. Os dois foram elevados para os cargos de ANBUs, fazendo missões perigosas. O rapaz tornou-se muito cruel, mas ela estava tão cega que não percebia.
Os dois tornaram-se muito destacados em Kirigakure. O reinado de Yagura havia acabado; era hora de encontrar um novo Mizukage. O rapaz estava confiante de que iria tornar-se o tal, e a garota o incentivou ainda mais.
Ele e mais alguns ninjas foram convocados. Os anciãos de Kirigakure observaram atentamente — o rapaz sem dúvida era o mais forte de todos, mas ele tornou-se alguém cruel que não teria condições de reger a vila. Eles foram dispensados, e o rapaz estava cheio de si, dizendo que seria o escolhido.
Mas, o escolhido para tornar-se o Mizukage... fora a sua namorada.
O rapaz não podia acreditar naquilo. Ele discutiu com a garota, dizendo para ela não aceitar o cargo e dar para ele, mas ela recusou. Disse que não podia fazer isso, mas que iria fazer do rapaz alguém extremamente importante na vila.
Mas ele não aceitou. O rapaz decidiu ir embora da vila. Ele, inclusive, convidou a moça, mas esta recusou. O rapaz logo virou um homem frio, cruel e rancoroso, um criminoso de Rank-S, talvez o pior da história de Kirigakure.
Mas ambos não sabiam que sua história terminaria assim.
FlashBack OFF
A multidão assistia atônita àquela cena.
Katsuo começava a fraquejar, e caiu de joelhos. A katana que Mei cravara em seu peito tinha o poder de sugar todo o chakra do corpo da pessoa e fazê-la morrer mais rápido.
A Mizukage soltou a katana e pegou o homem antes que ele se estatelasse, e pôs seu corpo com delicadeza no chão, ajoelhando-se ao lado dele.
Era evidente que a mulher queria chorar. Ela não mais se importava se havia uma grande platéia observando.
– Você me surpreendeu... Mei...- Katsuo disse, fraco.
– Não diga mais nada.- Mei falou, enxugando uma maldita lágrima que teimava em escapar.- Era pra ser assim, Katsuo... não havia outra maneira.
O homem permaneceu quieto, tentando sugar o ar para dentro dos pulmões que já paravam de funcionar.
– No final... você mostrou ter sido... uma boa líder... realizou tudo o que eu sonhei... quando era ingênuo...- o homem sussurrou.
– Shhh. Descanse agora... me desculpe.
A Mizukage abaixou-se e deu um beijo na testa de Katsuo. O homem fechou os olhos, tendo várias lembranças boas... e ruins.
E parou de se mover.
De repente, as Quimeras e "Formigas" começaram a dissolver-se em uma poeira preta, como cinzas. A chuva cessou quase que imediatamente, e as espessas nuvens escuras começaram a se abrir, deixando a luz do sol poente passar. O chão estava pintado de poças de sangue misturado com água; dezenas de cadáveres jogados e num estado cruel e deplorável. E, em contraste com tanto desastre, um lindo arco-íris formou-se.
– Está feito.– Tianlong anunciou.
Takahashi Katsuo estava morto.
Normalmente, os shinobis deveriam comemorar, mas agora não. Ninguém estava realmente feliz com aquela cena. Terumi Mei acabava de ser obrigada a matar seu único amor verdadeiro. A Mizukage levantou-se, a expressão triste, mas ao mesmo tempo firme. Não era hora para fraquejar.
– Ele... morreu mesmo?- Naruto perguntou, desconfiado, mas ele já sabia a resposta, pois sentiu que o chakra de Katsuo havia apagado.
O chakra de Akuma que envolvia o corpo de Hinata dissipou-se, e as pernas da Hyuuga fraquejaram. Ela teria caído no chão se Naruto não houvesse segurado-a á tempo.
– Hinata! O que foi?- o loiro disse, preocupado, vendo a palidez da garota que havia desmaiado.
Tsunade rapidamente aproximou-se, assim como Hiashi, Neji, todos os membros do clã Hyuuga presentes, e os amigos dela.
– Hinata está muito desidratada e ferida. — Tsunade disse, analisando-a. — Coloque-a no chão com cuidado.
Todas aquelas pessoas aproximavam-se, fazendo um círculo ao redor de Hinata.
– Ei, ei, minna! Deem espaço! Ela precisa respirar!- Sakura disse, aproximando-se e abaixando-se ao lado da mestra. — Precisamos levá-la para Konoha logo.
– Sim... os primeiros socorros não vão ser suficientes. Ela está com febre e muito enfraquecida.- Tsunade disse, preocupada. Depois voltou-se para Sakura e os outros — Vocês precisarão levá-la para Konoha o mais rápido possível, eu ainda tenho muito o que tratar.
Os Hyuuga rapidamente se agitaram em levar Hinata em segurança de volta á Konoha. Sakura iria também, para adiantar o tratamento durante a viagem, e o resto dos amigos de Hinata acompanhariam simplesmente porque queriam ir.
Quando Naruto estava prestes a seguir os outros, escutou a voz do dragão Tailong em sua mente:
– Uzumaki Naruto, ficas atento quanto á pequena Hyuuga. Agora jaz em seu corpo um demônio poderoso; o perigo logo virá ao encalço da menina.
Tailong mantinha um olhar de aviso para o loiro. Como ninguém pareceu ter se importado, significava que o dragão dourado havia dito isso especialmente para ele. Naruto lançou um olhar significativo para Tailong e assentiu, mesmo sem ter entendido muito bem.
Naruto não ficou para ver o que aconteceria agora, não queria saber o que os Kages fariam perante tal situação, não queria ver como os dragões voltariam para a sua dimensão original. A única coisa que reinava em sua mente era a Hyuuga. Nada mais importava.
***
A cabeça de Hinata tinha uma dorzinha irritante.
Ela sentiu que estava deitada em uma cama confortável, a cabeça apoiada em um travesseiro macio — coisa que sentia muita saudade. Abriu os olhos. Uma brisa leve refrescava seu rosto, a luz do sol invadia o quarto pela ampla janela que ficava ao lado de sua cama. O suave movimento das cortinas brancas era muito familiar.
"Enfim, de volta ao lar."
A garota percebeu que havia um pequeno jarro com água ao lado da janela, e nele pairava um lindo lírio branco. Hinata escutou a porta do quarto se abrir, e a garota de cabelos rosa e jaleco branco entrou, segurando uma prancheta.
– Ah, você acordou.- Sakura disse, sorrindo.- Sente-se bem?
Sakura ajudou Hinata a sentar-se na cama.
– Uh... acho que sim... minha cabeça dói um pouco.- ela disse.
A rosada pôs a mão na testa de Hinata, realizando o Iryou ninjutsu, e a Hyuuga sentiu-se melhor imediatamente.
– Obrigada. — Hinata agradeceu, enquanto Sakura começava a analisar o estado da garota. — Por quanto tempo eu fiquei apagada?
– Pouco mais de vinte e quatro horas. Na verdade, sua recuperação foi bastante rápida.- Sakura deu uma risadinha.- Tem um bando de familiares seus na recepção querendo te ver. Eles estão realmente preocupados, mas eu já os tranquilizei. O horário de visitas ainda não começou.
Hinata queria ver toda a sua família o mais rápido possível. O que a fez pensar, se nenhum de seus familiares ainda não haviam vindo visitá-la, que foi que deixou aquele lírio?
– Eh, Sakura-san... você sabe quem deixou essa flor aqui?- ela perguntou, apontando para o lírio com o dedo.
Sakura deu um sorriso divertido, e disse como quem não queria nada:
– Ah, foi o Naruto. Ele ficou a noite toda socado no seu quarto, mas eu tive que expulsá-lo, já que ele também precisava se recuperar.- Hinata corou ao ouvir aquilo, fazendo Sakura querer rir, mas conteve-se.- Bom, você já está praticamente curada, mas vou mantê-la em observação, tá? Até logo.- a rosada ia se retirando do quarto, mas antes de abrir a porta, virou-se e disse:- Ah, Hinata... seja boazinha com o baka, ok? — ela deu uma piscadela e retirou-se.
Sakura caminhava pelo corredor com um sorriso no rosto, lembrando-se do que dissera mais cedo para Naruto:
FlashBack ON:
– Mas o que você está fazendo aqui? Precisa descansar! Vá já pro seu quarto!- a garota disse, ao encontrá-lo no quarto de Hinata.
O rapaz passou a mão pelos cabelos dourados.
– Eu sei... mas não quero ficar longe dela... é como se Hinata fosse desaparecer de novo...
Sakura olhou-o e suspirou, derrotada.
– Eu sei como se sente... mas você precisa se recuperar. Vá dormir um pouco.- Naruto ia saindo do quarto, mas antes, Sakura chamou:- Naruto! Eu não preciso dizer o que você deve fazer quando ela acordar, preciso?
Sakura riu quando o loiro ficou corado, mas ele assentiu e se retirou, deixando uma rosada sorridente com aquela situação. "Eles podem ser bem fofinhos juntos!"
FlashBack OFF
Hinata ficou paralisada na posição. Mas o que aquilo significava? Ela ficara corada só de pensar.
Tomou um susto quando deu de cara com Naruto entrando pela janela do quarto hospitalar. O rapaz tinha alguns curativos e usava a roupa verde-água de paciente. Olhou-a e sorriu:
– Finalmente você acordou! Ah, desculpe por entrar pela janela do quarto, força do hábito — ele disse, sorrindo e coçando a parte de trás da cabeça.
– Eh... t-tudo bem, eu não me importo... m-mas e você, Naruto-kun, sente-se melhor? — ela perguntou.
– Sim, na verdade eu nem tava muito machucado. Mas e você? O corte na sua testa melhorou?
O rapaz disse isso e aproximou-se, querendo ver o machucado enfaixado na testa de Hinata. Naruto sempre foi assim, não se importava muito com o quesito "aproximação exagerada", por isso chegou perto até demais, fazendo Hinata parecer uma pimenta. Naruto logo percebeu o que fizera e afastou-se sentando-se na ponta da cama, corado, sem querer que ela percebesse.
– Eh... desculpa de novo...- ele disse, sem jeito.
Hinata sentia-se estranha, não sabia por quê. Levantou-se da cama e pôs os pés frios no chão, caminhou até a janela, pensando em qualquer coisa para prolongar a conversa.
– E-então... eu desmaiei e não me lembro de nada depois disso... aconteceu alguma coisa importante?- ela perguntou, tentando quebrar o gelo.
Naruto lembrou-se do estranho aviso de Tailong, e decidiu omitir isso dela. Hinata acabava de voltar á Konoha, ele não queria que ela se preocupasse.
– Não, não aconteceu nada.- ele disse, fingindo naturalidade.- Seiryuu e Tailong foram embora, e Katsuo morreu mesmo. Não sei como a Mizukage pôde um dia gostar de um cara como ele...
– As pessoas não escolhem por quem se apaixonam, Naruto-kun... simplesmente acontece.
Hinata não disse aquilo com segundas intenções, mas acabou deixando um clima estranho, porque Naruto ficou encarando-a profundamente depois que ela disse isso.
– É... você tem razão. Mas alguns são idiotas o suficiente pra acabarem percebendo isso depois que já é tarde demais.- Naruto disse.
Hinata voltou a corar. O que ele queria dizer com isso?
– N-naruto-kun, eu...
– Não, espera, me deixa falar. — Naruto interrompeu-a, aproximando-se novamente. Ele estava bastante nervoso, mas não ia fraquejar agora. — Hinata... me desculpe... é sério. Eu fui um idiota. Eu sei que você vai dizer para eu não me culpar, mas eu acho que a culpa foi minha, sim, por você ter sido capturada. Eu deveria ter te protegido como você sempre fez comigo.
Hinata paralisou. Naruto nunca havia falado coisas desse tipo para ela.
– Espere, Narut...
Naruto não deixou-a falar, pois estava no embalo.
– É incrível, sabe? Você sempre apareceu nas horas que eu mais precisava de alguém... eu te achava um pouquinho esquisita na verdade, mas depois comecei a ver a boa pessoa que você é. Você nunca desiste, não importa qual seja o obstáculo... isso é admirável.
– M-mas eu sou assim por sua causa... — ela tentou dizer, mas Naruto não a deixava falar de jeito nenhum, pois se não ele ia perder o acesso repentino de coragem.
– Não, não ponha o mérito em mim. Não fui eu quem te disse para me proteger do Pain, mas você foi mesmo assim... eu nunca vou esquecer daquele momento, Hinata. Mesmo sabendo que você não era párea para lutar contra ele, foi assim mesmo — não que eu esteja te chamando de fraca, que isso fique bem claro! E também, na hora que você se colocou na minha frente para me proteger durante a Guerra... se você tivesse morrido naquela hora... não gosto nem de pensar. Você sempre se arriscou por mim, Hinata, e eu não pude te proteger quando você precisou.
Naruto passou a mão pelos cabelos loiros. Ele estava meio que desabafando com Hinata, botando para fora tudo que havia segurado por tanto tempo. A Hyuuga estava atônita, não sabia que rumo aquele desabafo ia tomar.
– Você sempre esteve ao meu lado, Hinata. Como no dia do Chuunin Shiken, quando nós conversamos e você levantou minha auto-estima... ou quando eu lutei contra o Pain, você apareceu e disse que me amava... eu sei que a situação não era boa, mas na verdade eu fiquei feliz com aquilo! Foi a primeira vez que alguém me disse algo assim... e, depois, eu nem te procurei, eu fui idiota também, mas é que eu não sabia como te encarar depois daquilo, sabe? É sempre assim, eu sempre acabo adiando as coisas quando o assunto é você, sempre te fazendo esperar... sempre agindo feito um otário quando estou ao seu lado... não quero mais agir assim com você, Hinata... já chega de fazer isso!
Naruto começava a aproximar-se mais de Hinata, e a cada passo dele, ela ia para trás, por impulso. Agora a garota tinha o rosto totalmente ruborizado por causa do olhar penetrante do Uzumaki.
– Você ficou pouco tempo longe de mim, mas foi o suficiente para eu entender como você é importante na minha vida... — o rapaz agarrou o pano da blusa onde ficava o coração. — Doeu, Hinata... eu nunca tinha sentido isso antes... só por ter ficado longe de você... eu não conseguia dormir, não conseguia comer, não conseguia pensar em qualquer outra coisa que não fosse você. O tempo que você passou longe de mim serviu para que eu percebesse que eu não posso... não quero... ter você como amiga.
Agora, Hinata estava encurralada na parede por Naruto. O coração dela batia num ritmo muito acelerado enquanto ela escutava o que o loiro dizia — porém a sua última frase a assustou. "Ele não me quer por perto?!" Seu rosto encheu-se de tristeza.
– V-você quer que eu saia da sua vida...? — ela disse, num fio de voz.
– Não... eu não quero que você seja apenas minha amiga. Hinata... eu preciso de você... por favor, me deixe ficar ao seu lado... eu juro que vou te proteger, eu não quero falhar com você. Eu não quero te ver longe novamente... fique comigo.
Pareceu faltar ar nos pulmões de Hinata; ela simplesmente não conseguia acreditar no que ouvira. Naruto estava tão perto, olhando-a com aqueles olhos azuis com tanta intensidade que parecia ser capaz de enxergar através dela. Hinata sequer tinha voz para responder á ele — mas mesmo se ela tivesse voz, não ia conseguir responder, porque o loiro não lhe deu chance.
Naruto quebrou completamente a distância e beijou-a.
O loiro colocou as mãos em cada lado do rosto de Hinata e foi de encontro aos lábios dela. No começo foi apenas um selinho, mas logo tornou-se um beijo de verdade. Naruto desceu uma das mãos até a cintura de Hinata, segurando-a firmemente. Esse era o primeiro beijo de Hinata, por isso não sabia muito bem o que fazer, mas ela sequer se importou com esse detalhe — a garota não conseguia nem pensar direito. Quantas vezes havia sonhado com esse momento? Por quanto tempo ansiava pelos lábios de Naruto?
O beijo do loiro era completamente viciante: feroz e quente, mas ao mesmo tempo ele segurava-a com delicadeza e firmeza. Hinata era bem mais baixa que ele, por isso Naruto enlaçou-a e a levantou do chão, fazendo com que os pés dela pairassem no ar; Hinata agora abraçava seu pescoço, pondo a mão timidamente em seus cabelos rebeldes e loiros. Ela havia imaginado aquilo muitas vezes, mas viver aquele momento era centenas de vezes melhor do que jamais poderia pensar — os lábios, o toque, o cheiro de Naruto, tudo nele fazia amá-lo ainda mais.
Ambos estavam tão felizes que poderiam ter ficado ali para sempre, naquele momento que ninguém jamais poderia interromper ou arrancar de suas memórias. Finalmente estavam juntos... depois de tantos anos de espera.
E Naruto jurou para si mesmo que nunca mais deixariam que alguém arrancasse a sua Hinata de perto dele.
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