Um Amor Shinobi

36 Batalha Final


Notas iniciais
AYOOOOOOOOOOOO~~~ Me desculpem pela demora, ok? Não me odeiem tanto ;-; ESSE É O PENÚLTIMO CAPÍTULO DE "UM AMOR SHINOBI!" Muitas emoções, muitas revelações, muitas tretas! E quero mandar um obrigada especial para Hachi-chan2 que recomendou minha fic! MUUUUITO OBRIGADA MESMO! Adorei a recomendação, fiquei muito feliz! *u* Boa leitura!

A explosão foi tão grande que fez com que tudo voasse para longe; pôde ser vista até mesmo nos países vizinhos.

A luz azul iluminou o mundo.

É o fim.

Naruto sentiu o peso de seu corpo sumir.

Ele estava leve como uma pluma. Era como se todo o peso de seu corpo sumisse, junto com todas as dores e todos os sentimentos ruins. Tudo se foi.

Naruto estava em sua forma mais pura. Ele percebeu que seu espírito já havia se separado de seu corpo.

Devagar, ele abriu os olhos. Uma forte luz invadiu sua visão. Aquele lugar... Naruto não conseguia raciocinar o que era. Ele sentia que era um lugar que vivos não podiam entrar. Era um lugar que não poderia ser encontrado no mundo, e nenhum humano poderia achá-lo enquanto em vida. Era um lugar puro. Era impossível descrever esse lugar com palavras.

Naruto baixou os olhos e encarou suas mãos. Estavam limpas e curadas. Uma fina aura brilhante envolvia seu corpo.

Ele sentia uma profunda... paz.

Então, esse é o sentimento de estar morto?

– Naruto.

Naruto arregalou os olhos quando escutou alguém chamá-lo. Aquela voz... Levantou a cabeça e viu a pessoa parada a alguns metros dele.

Era Kushina.

Naruto sentiu uma alegria invadir seu corpo. Ele correu em direção à mãe e a abraçou com força; Kushina riu.

– Kaa-chan! Como me encontrou? – ele perguntou, animado, se afastando de Kushina para poder olhá-la.

A ruiva abriu um sorriso doce.

– Eu vim te orientar, meu filho.

Naruto olhou ao redor.

– E onde está meu pai?

O tom de voz de Kushina ficou estranho.

– Ele não pôde vir, Naruto.

O loiro franziu o cenho, sem entender. Apertou os lábios.

– Espere... se nós nos encontramos... significa que eu estou mesmo morto?

Kushina assentiu com a cabeça.

– Você está praticamente morto... seu corpo está tão fraco que não conseguiu mais segurar seu espírito. É por isso que você está aqui.

– “Praticamente morto” não significa morto.

Kushina balançou a cabeça.

– Está certo, você ainda não morreu por completo. Mas se não estivesse quase morto, não conseguiria entrar aqui.

Naruto coçou a cabeça.

– E o que é aqui?

Kushina abriu um sorrisinho.

– É para onde os espíritos vão depois de mortos. Mas você não precisa saber disso, por enquanto. – O sorriso dela aumentou. – Mas vamos falar sobre você! Minato me contou sobre o que fez! Você se tornou ainda mais forte que seu pai! Estou muito orgulhosa ‘ttebane!

Naruto riu e sentiu os olhos ficarem marejados. Ele sentiu uma imensa alegria ao escutar isso da mãe.

– Não pense em chorar, Naruto! Você tem que ser forte agora. – Naruto franziu o cenho e olhou a mãe, confuso. Ela estava séria agora. – Eu disse que você ainda não estava morto, não disse?

Naruto pendeu a cabeça para o lado, confuso.

– Mas disse que meu corpo estava muito fraco para suportar meu espírito.

– Isso não significa que você está morto. – Kushina colocou a mão no rosto de Naruto carinhosamente. – Ainda não chegou sua hora, Naruto. Você ainda tem muito para viver. Ainda há muitas coisas pra você fazer na Terra antes de vir para cá; eu e seu pai jamais permitiríamos que partisse sem se tornar Hokage.

Quando Naruto escutou as palavras da mãe, lembrou-se de algo. Uma dor terrível invadiu seu peito, e toda a paz de outrora se fora.

Hinata...

Como ele poderia voltar à Terra se viver não mais fazia sentido? Era neste lugar que Hinata estava. Naruto não queria voltar para onde ele não poderia encontra-la nunca mais. Ele abaixou a cabeça, sentindo um enorme peso nos ombros. Era como se ele estivesse carregando o céu nas costas. Era insuportável.

– Kaa-chan... E-Eu não posso fazer isso...

O loiro arregalou os olhos, surpreso, quando recebeu um tapa na testa da mãe. Ela olhava-o, brava.

– Como pode dizer isso? Francamente! Você é o rapaz que lutou contra a própria Kaguya! Você não tem o direito de desejar a morte! O que Hinata-chan pensaria de você se o escutasse agora?!

Naruto arregalou os olhos, surpreso.

– C-Como você...

Kushina abriu um sorriso maroto.

– Eu sei de mais coisas do que você imagina.

O queixo do Uzumaki começou a tremer; seus olhos encheram-se d’água. Ele apertou as mãos como se fosse uma criança. A imagem dele nesse estado era simplesmente... desconcertante.

– M-Mas, Kaa-chan... O que eu vou fazer agora? E-Eu...

Kushina sentiu uma onda de sofrimento invadi-la quando viu tamanha dor que o filho estava sentindo. Ela abraçou-o; Naruto escondeu o rosto na curvatura do pescoço dela, tendo que abaixar-se por ser mais alto que ela.

Então, ele se permitiu chorar. A muito tempo não chorava desse jeito. Lembrou-se dos dias solitários de quando era criança, quando ele se sentia sozinho, desamparado, sem esperanças. Imaginar sua vida sem Hinata era exatamente a mesma coisa.

E o pior de tudo, era que ele se culpava pela morte dela. Carregaria essa culpa para o túmulo.

Naruto não sabia a quanto tempo estava chorando, mas isso também não era importante. Era como se o tempo não passasse nesse lugar; era uma coisa diferente da Terra, algo inexplicável. Seu único consolo era que ele estava sendo reconfortado pela mãe, coisa que por muito tempo ele pensou que jamais aconteceria.

Depois de algum tempo, quando Naruto não tinha mais lágrimas para soltar, ele se afastou de Kushina para poder olhá-la. Percebeu que a Uzumaki também havia chorado. Ele tinha os olhos inchados de tanto chorar.

Kushina colocou a mão em seu rosto carinhosamente.

– Oh, meu filho... Me dói tanto te ver nesse estado... Mas você deve ser forte. O perigo ainda não passou. Eu sei que é difícil, mas você deve voltar. Seu amigo Sasuke não está em condições de lutar; a vida dele também está por um fio. Konoha e todo o mundo estão em perigo. Você é a única chance que eles têm.

Naruto lembrou-se de Sasuke e Sakura, à beira da morte. Lembrou-se de Konoha, de todas as outras vilas.

Kushina estava certa. Ele não podia desistir de tudo agora.

Apesar de toda a dor esmagadora, ele assentiu devagar.

– Como... Como faço para voltar?

A ruiva abriu um pequeno sorriso.

– Seu corpo está muito fraco, não conseguirá segurar seu espírito... Por isso, nós juntamos o pouco do chakra que ainda nos restava para dar a você.

Naruto franziu o cenho.

– “Nós” quem?

– Como assim, “nós quem”? Eu estou morto por tão pouco tempo e você já se esqueceu de mim?

Naruto arregalou os olhos quando escutou aquela voz. Olhou para além de Kushina.

Era Jiraya.

– E-Ero-sennin!

Jiraya revirou os olhos.

– Mesmo depois de morto, você continua a me chamar desse jeito?

O mais velho aproximou-se de Naruto; Kushina deu um passo para o lado. Antes que Naruto pudesse dizer algo, Jiraya abraçou-o com uma força esmagadora, dando “tapinhas” um pouco fortes demais em suas costas.

– Estou orgulhoso, moleque.

Ele não precisou dizer mais nada.

Depois que Jiraya se afastou, Naruto viu outras figuras, um pouco mais longe: viu Chiyo, Nagato, Asuma. Ele presumiu que os Kages não tinham mais chakra para oferecer, por isso não estavam lá – inclusive seu pai.

De repente, Naruto sentiu-se imensamente grato. Mesmo depois de mortas, aquelas pessoas estavam ajudando-o. Ele devia voltar à Terra e terminar de fazer o que tinha que fazer. Foi isso que ele fez durante toda a sua vida: seguiu em frente.

Naruto sabia que teria que viver sem Hinata, e isso causava-lhe dor. Mas ele sabia que algum dia iria reencontrá-la.

Ele assentiu com convicção.

– Está certo. Eu devo voltar logo. – Naruto disse.

Jiraya abriu um sorriso.

– Esse é o velho Naruto!

Kushina assentiu e ergueu as mãos, pousando-as no peito de Naruto. As mãos dela começaram a brilhar; ele sentiu o chakra sendo transferido para seu corpo.

O Uzumaki olhou para cada um deles e sorriu.

– Obrigado. – ele murmurou.

Os olhos de Kushina já estavam cheios d’água de novo.

– Não se preocupe, filho. Nos reencontraremos de novo, mas agora não é a hora. Quando você tiver vivido tudo o que tem para viver, voltará. Seja feliz.

Naruto apertou os lábios. Ele não conseguiria ser feliz sem Hinata. Sabia disso.

Jiraya abriu um sorriso sereno na direção de Naruto. Ele nada disse. Palavras não eram necessárias; o loiro já sabia tudo o que ele queria dizer.

O Uzumaki começou a sentir que iria apagar.

– Eu te amo, filho. – Kushina falou.

Naruto abriu a boca para responder, mas não houve tempo. Seu espírito foi arrancado daquele lugar celestial com uma força arrebatadora.

Ele apagou completamente enquanto era enviado de volta à Terra.

Pode parecer estranho, mas a morte é melhor que a vida.

Quando Naruto estava morto, sentiu paz. Agora que estava de volta à vida, sentia todos os músculos do corpo doerem como se estivessem sendo assados em fogo lento.

Com uma dificuldade enorme, ele abriu os olhos. Sentia-se fraco, muito fraco. Nunca havia se sentido tão fraco quanto agora. Os sons pareciam distantes aos seus ouvidos; sua visão estava tão turva que ele não conseguia identificar o que estava à sua frente. Escutava uma voz latejante em sua cabeça. Só depois de algum tempo, conseguiu identificar que era a voz grave e gutural da raposa demônio:

Ande logo, moleque! Acorde! Você quase me matou de susto!

De dentro dele, ele viu Kurama olhando-o, com certa angústia no olhar. A raposa aproximou-se e ajudou Naruto se levantar com o focinho. Ele não tinha forças nem para se manter de pé.

– Eh... Ficou tão preocupado assim? – Naruto murmurou fracamente.

Kurama bufou.

Será possível que você nunca perde essa mania de fazer piadas em horas inadequadas?! Do jeito que você estava, eu não conseguiria me libertar do seu corpo! Sem contar que você usou todo o nosso chakra! Não posso te passar nenhuma gota!

Naruto apertou os lábios – e acabou engolindo um pouco de sangue. Até respirar machucava: ele sentia um peso terrível pressionando seu tórax.

Foi por pouco que você não morreu de vez! Foi graças àquela menina!

Naruto franziu o cenho... Sakura! Ela devia tê-lo protegido. Naruto começou a sentir certo desespero; ele sabia que Sakura era forte, mas ela não seria capaz de lutar contra aquele demônio.

– Kurama... Me ajude a levantar... – ele disse, referindo-se ao seu verdadeiro corpo.

Kyuubi bufou de novo.

Não sei como vou conseguir fazer isso... Mas vou dar um empurrãozinho...

Dessa vez, Naruto acordou em seu corpo físico.

Abriu os olhos com dificuldade, sentindo cada milímetro de seu corpo doer. Uma luz azul muito forte fez seus olhos doerem. Ele não sabia se conseguiria se levantar nesse estado; tinha que conseguir ajuda logo, mas não sabia como. Talvez conseguisse ajuda com Katsuyu. Pelo que ele sabia, uma parte da lesma ainda estava com Sakura, ou talvez com Shizune, mas ele desconfiava que a morena deveria ter fugido por causa da luta...

Naruto sentiu um perfume conhecido invadir seu olfato.

A luz azul diminuiu, de modo que a visão de Naruto começou a entrar em foco.

A primeira coisa que ele viu foram longas mechas de cabelo azul.

Naruto piscou. Será possível que sua mente começaria a brincar com ele dessa maneira terrível?

Então, ele sentiu mãos macias e quentes tocando seu corpo, colocando sua cabeça no apoio de um colo. Sua visão voltava cada vez mais.

Ele encarou o rosto preocupado de Hinata, sem palavras.

Ela estava mesmo viva...?

Sua audição começou a voltar. Ainda estava abafada, como se algo a obstruísse, mas ele já podia ouvir.

– Naruto-kun? Consegue me ouvir?

Naruto sentiu uma onda de felicidade invadir seu corpo.

Hinata estava viva!

Ela parecia perfeitamente bem, a não ser a estranha aura azul que rodeava seu corpo. Seus lindos olhos perolados estavam transbordando de preocupação.

– Acalme-se, Naruto-kun... eu vou te dar algum chakra. – ela murmurou.

Ela posicionou uma mão no peito de Naruto e outra em sua testa. Imediatamente, ele sentiu as ondas de chakra penetrando seu corpo, dando-lhe forças. Hinata fechou os olhos, concentrando-se na transferência.

Isso! – Kurama falou. – Se ela continuar transferindo esse chakra, eu vou conseguir concentrar o meu!

Naruto ficou um pouco confuso. Hinata estava passando uma quantidade absurda de chakra para ele; uma quantidade tão grande que estava ajudando a Kyuubi a se recuperar. Desde quando ela tinha reservas de chakra tão grandes? Aliás, desde quando ela sabia fazer transferências de chakra?

No momento, isso não tinha tanta importância assim.

– Hinata... – Naruto murmurou fracamente, sentindo a garganta doer ao fazê-lo.

– Shhh, não diga nada. – ela falou. – Poupe suas energias.

– C-Como...? – ele gaguejou, ignorando o conselho dela.

Aquilo era impossível. Naruto sentiu quando o chakra de Hinata desapareceu completamente; ele viu a vida se esvair do corpo dela. Como era possível que ainda estivesse viva?

Hinata apertou os lábios.

– Eu percebi quando o Fuuin de Amanojaku começou a me matar. – ela começou. – Sabia que Akuma iria conseguir sair naquele momento. Eu não pude impedir... o Fuuin era poderoso demais. O máximo que eu pude fazer foi tentar me manter viva. Utilizei uma das técnicas secretas dos Hyuuga, que só pode ser realizada em casos extremos de vida ou morte. Enquanto o Fuuin me possuía e Akuma escapava, eu concentrei todo o meu chakra ao redor do coração e o comprimi, criando uma espécie de escudo protetor. Aquilo fez com que eu ficasse num estado de quase morte, pois todos os meus órgãos pararam de funcionar e o coração batia muito devagar... por causa disso Akuma conseguiu sair. – Hinata abaixou a cabeça. Naruto sabia que ela se sentia culpada. – Mas toda a quantidade de chakra que eu concentrei não poderia ficar comprimido o tempo todo ao redor do coração; isso faz parte da técnica Hyuuga. Todo o chakra foi impulsionado pelas veias com toda a força, o que serviu como uma espécie de ressuscitação. – Hinata abriu um sorrisinho. – Mas eu só consegui sobreviver porque “roubei” uma grande quantidade do chakra de Akuma. É por isso que estou conseguindo fazer essa transferência para você e ainda estou com essa aura está aqui.

Naruto estava pasmo. Ele tinha muita, muita sorte em ter uma mulher tão inteligente ao lado dele.

Depois de mais alguma quantidade de chakra, Naruto já sentia que poderia conseguir se levantar. Com a ajuda de Hinata, ele se sentou, ainda sentindo o corpo todo doer.

A Hyuuga arregalou os olhos em surpresa quando Naruto a abraçou de súbito. Ela retribuiu o abraço sem questionar.

Naruto vivenciou a pior experiência possível: viu a coisa mais preciosa em sua vida quase morrer. Ele não conseguia colocar em palavras toda a sua felicidade e alívio. Ele separou o abraço e encarou Hinata:

– Hinata... tenho uma coisa muito importante para te dizer agora...

Hinata colocou um dedo sobre os lábios de Naruto, impedindo-o de falar.

– Agora não é hora, Naruto-kun. Temos que impedir o demônio; ele ainda está vivo. Eu consegui impedir que você morresse junto com aquele jutsu, mas Amanojaku e Akuma também sobreviveram, porém estão muito fracos. Temos que ser rápidos agora.

Naruto engoliu em seco e assentiu. Hinata estava certa; eles ainda estavam no meio de uma luta, afinal.

Ela colocou o braço de Naruto ao redor de seus ombros e o ajudou a se levantar. Naruto olhou ao redor e viu duas pessoas caídas no chão, a trezentos metros de distância.

Sasuke e Sakura.

Naruto sentiu um aperto no peito. Ele precisava encontrar ajuda rapidamente; não sabia se os dois ainda estavam vivos, mas se ele fosse rápido, talvez conseguisse salvá-los. Não podia deixar seus amigos morrerem. No momento em que começou a criar aquele jutsu mortal, estava cego de ódio; não mediu as consequências que poderia trazer. Agora, se sentia arrependido por isso.

Naruto, preste atenção! – Kurama falou. Ele estava sentado em posição de meditação. – Eu consegui concentrar uma boa quantidade de chakra, mas você só terá uma chance! Você e a Hyuuga terão que fazer isso juntos...

Naruto escutou atentamente enquanto Kurama lhe passava as instruções. Ele virou-se para Hinata e explicou o que eles teriam que fazer.

– Nós só teremos uma chance, então não podemos errar. – ele concluiu. Hinata assentiu seriamente. O corpo de Naruto foi envolvido pelo chakra dourado; seus olhos ficaram vermelhos. – Está pronta?

Ela assentiu novamente.

Naruto entrou em posição; os dois começaram a criar um jutsu. No começo, parecia que os dois estavam realizando um simples Rasengan, mas logo foi perceptível que era uma coisa maior, de cor dourada. Era um jutsu muito, muito poderoso.

Amanojaku tentava se recuperar à distância; o demônio se levantou, trêmulo. Ele não conseguia controlar o poder de Akuma, não conseguia controlar sua essência, e isso fora sua ruína. Sua ideia inicial era se sacrificar para que Akuma pudesse possuir seu corpo por completo, mas ele jamais poderia imaginar que o poder do demônio iria fulminá-lo dessa maneira; no fim das contas, o Fuuin que deveria matar Hinata foi a única coisa que a manteve viva. Como Akuma estava dentro do corpo da Hyuuga, seu poder estava aprisionado, portanto era possível mantê-lo sob controle. Amanojaku recebeu o espírito puro dentro de seu corpo; e aquela concentração de poder maligno era forte demais para ser suportada.

Os cabelos de Hinata começaram a voar pra trás com a força do jutsu. Os dois se entreolharam e assentiram na mesmo hora.

Juntos, começaram a correr na direção de Amanojaku.

O demônio não conseguia mover o corpo direito; deu um passo para o lado, tentando raciocinar o que estava acontecendo. O poder de Akuma queimava cada canto de seu corpo, e ele sentia que estava perdendo a consciência: se Akuma conseguisse possuir seu corpo de vez, ele conseguiria lutar.

Mas não haveria tempo.

Hinata e Naruto pularam ao mesmo tempo, elevando-se à vários metros do chão; começaram a cair na direção do demônio. Ambos soltaram um grito de guerra enquanto se aproximavam.

Amanojaku não conseguiu desviar.

A luz da explosão ofuscou o brilho do Sol. O impacto varreu tudo o que havia pela frente; por sorte, os civis que ainda estavam no país fugiram o mais rápido que puderam por causa da luta.

Naruto não conseguiu ver nem ouvir nada por alguns longos segundos. Quando sua visão voltou ao normal, ele arregalou os olhos.

Havia um portal à sua frente para uma outra dimensão: gigantes portões dourados estavam abertos, e lá dentro, tudo o que ele conseguia ver era um lugar escuro e frio que emanava uma aura de ódio e sofrimento.

De repente, uma grande luz dourada brilhou. Quando A luz amenizou-se, Naruto viu o grande dragão dourado que, na luta contra Katsuo, ajudou-os a vencer.

Uzumaki Naruto, filho do Quarto Hokage e de Uzumaki Kushina, Naruto escutou a voz do dragão em sua mente; Esta é a prisão construída pelo próprio Rikudou, a qual o demônio foi aprisionado. Você, criança, está destinado a aprisioná-lo dentro desta prisão novamente. Cumpra sua missão.

Naruto engoliu e seco e assentiu. Ele viu o demônio caído no chão, sem forças. Naruto pegou o demônio pelos ombros com força; Amanojaku/Akuma gritaram em agonia quando Naruto lançou-os com violência para dentro daquela dimensão sombria.

– Fechem-se os portões! – Naruto gritou, e os gigantes portões dourados obedeceram seu comando. Um selo apareceu na fechadura com o kanji para “prisão” escrito.

O dragão Tianlong lançou um olhar para Naruto.

Está feito. O demônio foi domado. Não voltarei à esta dimensão por um longo tempo, mas aviso-te, criança: a presença de Akuma neste mundo despertou muitas outras forças profundas, e estas devem ser derrotadas. Essas forças o perturbarão por muito tempo e perturbarão à tua prole; e quando esse dia chegar, tu não terás ajuda das Forças Divinas. Mas, por enquanto... viva em paz, criança.

Naruto apertou os lábios.

– Eu... Eu compreendo. – Naruto diz.

Tianlong assentiu com a cabeça solenemente. Outra vez a luz dourada brilhou, ofuscando a visão de Naruto. Quando a luz desapareceu, o dragão e a prisão haviam desaparecido.

Imediatamente, Naruto caiu no chão, completamente sem forças.

Ele acabava de aprisionar o demônio mais poderoso de todos os tempos, e aquilo havia esvaído suas forças completamente. Naruto viu Hinata, também caída no chão e de olhos fechados. Ele tentou levar sua mão até o rosto dela, mas não conseguiu.

Sentiu as pálpebras ficarem pesadas. Se sentia tão cansado... escutou uma voz chamar seu nome, mas a voz parecia estar muito longe. Viu o vulto de uma mulher loira...

Tudo o que Naruto queria era poder descansar...

Dormir...

Hinata...

Apagou.

Notas finais
É ISSO! O último capítulo de UAS já está quase pronto~~~ Dessa vez eu REALMENTE vou tentar postar rápido, já que a fic está no final ;-; Ainda mereço comentários? Recomendações e o caralho a quatro? Até a próxima o/