Um Amor Shinobi

34 Amanojaku


Notas iniciais
VOLTEI ~le vocês vindo me matar~ ok, eu aceito o seu ódio ;-; eu sou a pior autora do mundo ;-; Boa Leitura!

Sequer houve tempo de reagir antes que a parede explodisse.

As três shinobis caíram no chão com o impacto da explosão. A cortina de fumaça impedia a visão delas; Sakura entrou em desespero, pensando que Amanojaku havia feito aquilo.

Mas Hinata sabia que não.

Ela sentiu alguém se abaixar ao lado dela e reconheceu as mãos firmes e macias no momento que entraram em contato com sua pele. Sentiu quando ele colocou seu próprio casaco em seus ombros, agilmente ajudando-a a vesti-lo e fechando o zíper antes que alguém visse seu corpo nu.

A fumaça dissipou-se e Hinata enfim pôde ver o par de olhos vermelhos que a fitavam com preocupação.

– Está tudo bem com você? – Naruto perguntou, a voz baixa e controlada.

Hinata assentiu fracamente. Naruto já estava em seu Modo Kyuubi, a pele brilhando em dourado, os olhos vermelhos. Ela percebeu que ele observava as estranhas marcas em seu corpo sem entender, mas não perguntou nada. Pegou-a no colo e fez com que ela colocasse suas mãos em volta de seu pescoço.

– Eu não vou deixar que nada aconteça a você. – Naruto disse, no mesmo tom calmo de voz. Hinata não havia entendido como ele fora capaz de fazer tudo isso sem que Amanojaku houvesse os atacado, mas ela enfim entendeu que era como se o tempo estivesse parado. Naruto estava usando algum tipo de poder novo para que isso fosse possível.

Ele não estava no Modo Kyuubi, mas sim usando os poderes de “Ashura”.

O tom de voz de Naruto estava estranho. Era hesitante, contido.

Ele estava com medo. Havia desobedecido Akyio apesar de tudo e ficado perto da sala, de modo que seus sentidos aguçados puderam escutar tudo que aconteceu lá dentro.

Ele havia escutado quando Akyio dissera que Hinata iria morrer.

E ele ia fazer de tudo para impedir que isso acontecesse.

– Eu vou te proteger, Hinata... Juro que vou. Não vou te perder. – Naruto disse, fitando-a nos olhos. Sua voz estava cheia de convicção.

Hinata assentiu.

– Eu acredito em você, Naruto-kun – ela disse, quase que num sussurro.

Naruto aproximou-se de Hinata e deu um beijo doce em sua testa. Antes que ela pudesse dizer algo mais, ele havia sumido. Tudo havia sumido; ela estava em um lugar completamente desconhecido.

Aquele era o lugar mais estranho que ela já vira em toda a sua vida: era como se ela estivesse em uma floresta gigante. Havia uma fonte ao longe, rodeada por estátuas de sapos. Era um lugar tão estranho que ela não conseguia nem descrever.

– Então, essa é a Jinchuuriki do Akuma? – Ela escutou uma voz muito grave dizer.

Sentiu um estrondo como se uma coisa muito pesada houvesse caído ao seu lado — e de fato havia caído. Era um sapo. Ele cerrou os olhos, analisando-a.

– Como uma menina tão magrinha conseguiu ser a Hospedeira desse demônio por tanto tempo? – o sapo disse.

– Cale a boca, Gamakichi! – outra pessoa disse, ou melhor, outro sapo. Aquele tinha o tamanho de um sapo normal e usava uma capa roxa ao redor do corpo. A voz dizia que era uma fêmea.

A pequena sapa saltou até Hinata, que estava completamente confusa e assustada. O animal saltou até o ombro da Hyuuga e sorriu.

– Não precisa se assustar, Hinata. Somos amigos. Meu nome é Shima.

– C-Como sabe meu nome? – Hinata perguntou.

Shima soltou uma risada rouca.

– Naruto fala o tempo todo sobre você! Eu estava curiosa em conhece-la. – Shima respondeu, depois tomou um tom sério. – Faz muito tempo nós permitimos que uma humana qualquer entrasse no Monte Myoboku, mas Naruto nos fez prometer que iríamos protege-la. Você estará segura aqui.

Hinata engoliu em seco. Naruto havia feito com que ela ficasse longe da luta.

De repente, a Hyuuga sentiu uma forte pontada na cabeça. As marcas em seu corpo começaram a brilhar naquela mesma cor azul-marinho.

– O que está acontecendo?! – Shima exclamou.

Hinata não tinha forças para responder.

Ela caiu no chão inconsciente antes que alguém pudesse socorrê-la.

Naruto ainda sentia uma estranha dor no peito por ter deixado Hinata sozinha no Monte Myoboku, mas ele não tinha escolha. Não podia perde-la. Tinha que mantê-la longe desse demônio.

Demônio que agora estava muito irritado.

O tempo que o Uzumaki gastou para tirar Hinata de lá por meio de Kuchyose não durou mais que alguns milésimos de segundo no tempo real, de modo que ninguém conseguiu ver para onde Hinata foi. Mas Naruto sabia que Amanojaku não era burro e logo perceberia o chakra da Hyuuga em algum lugar.

O que significava que ele devia acabar com aquela luta rapidamente.

Amanojaku fitava Naruto com ódio transbordando dos olhos.

– Você foi bem rápido, Uzumaki. Mas se pensa que escondendo a Hospedeira de mim vai conseguir alguma coisa, está muito enganado. – O demônio murmurou.

Antes que Amanojaku pudesse fazer alguma coisa, um pergaminho se enrolou por suas pernas como uma cobra e cobriu todo o seu corpo, fazendo com que ele parecesse uma múmia.

– Cale e essa boca, demônio – Akyio disse, segurando outro pergaminho na mão.

Naruto arregalou os olhos.

– Isso foi muito bom, obaa-chan! – O loiro exclamou. A ruiva lançou-lhe um olhar maligno.

– Eu não sou sua avó, moleque!

De repente, o pergaminho começou a se rasgar com uma estranha luz escura, até que caísse no chão em frangalhos, libertando Amanojaku novamente. Ele tinha o corpo envolto pela mesma luz.

– Um Fuuin fraco desse nunca iria me prender, Uzumaki. – Ele disse antes de partir para cima de Akyio.

Foi tão rápido que Naruto sequer pôde reagir. Um segundo depois, Amanojaku estava voando para cima, o telhado da sala foi completamente destruído enquanto ele caía novamente.

Shannaroo! Não me subestime! – Sakura gritou, o punho fechado.

– Você realmente acredita que pode me vencer apenas com força bruta? – Sakura sentiu um calafrio subir sua espinha quando escutou Amanojaku dizer bem atrás dela.

Naruto não conseguiu chegar à tempo antes que Sakura fosse atingida por um chute nas costas – um chute tão forte que a fez ficar inconsciente. Ela voou vários metros para longe mas, antes que pudesse cair no chão, uma enorme mão roxa segurou-a – um Susano’o. Ele colocou o corpo de Sakura cuidadosamente no chão.

Sasuke lançou um olhar sanguinário para Amanojaku.

– É hora de morrer, demônio.

Amanojaku soltou uma risada.

– É o que veremos.

O demônio voou vários metros para fora dali. A esse ponto, a saleta já estava completamente destruída. Os outros saltaram atrás de Amanojaku, que parou em um gigante campo aberto – campos daquele tipo era coisa que tinha de sobra no País das Fontes Termais.

O tempo começou a fechar; espessas nuvens surgiram em uma velocidade impressionante. Raios começaram a cair ao redor deles. Naruto, Sasuke e Akyio estavam contra Amanojaku, à vários metros de distância.

– Uzumaki, saia daqui. – Sasuke disse, referindo-se à Akyio. – O nível dessa luta será alto demais.

– Eu não vou à lugar algum, moleque. Essa luta também é minha. – A ruiva grunhiu.

Amanojaku abriu um sorriso de canto. Seria bonito se não exalasse tanta crueldade.

– Essa luta é completamente desnecessária. – Ele falou, alto o suficiente para que os outros escutassem. – A Hospedeira já está à beira da morte.

Naruto arregalou os olhos e apertou os punhos.

– O que você quer dizer?! – ele gritou.

Amanojaku olhou-o com escárnio.

– Escondê-la naquele monte dos sapos não ajudou em nada; eu conseguiria sentir a aura de Akuma-sama se ele estivesse do outro lado do mundo. A Hospedeira está ficando cada vez mais fraca. Vai morrer em questão de minutos.

– Naruto, não acredite no que ele diz. – Sasuke falou, sem tirar os olhos do demônio. – Ele quer tirar sua atenção.

– Eu não ignoraria tão fácil assim se eu fosse você. – Amanojaku falou.

A chuva começou a cair. Então, o trio atacou.

Em questão de segundos, aquele campo foi devastado. A força deles era sobre-humana. Akyio também não brincava em serviço: os fuuinjutsus dela eram de altíssimo nível. Não era à toa que ela era a melhor com fuuinjutsus.

Mas nem isso tudo era suficiente.

– Será que ele absorve ninjutsus? – Naruto perguntou, enquanto fazia uma pausa em seus ataques.

– Não... – Sasuke murmurou, de cenho franzido. – Ele não sofre dano algum. Eu não entendo.

– Temos que continuar atacando até encontrarmos alguma brecha! – Akyio falou. Dos três, era ela quem parecia mais cansada, obviamente.

De repente, Amanojaku soltou um berro – um berro tão alto que penetrou os ouvidos de Naruto e o forçou a cobri-los com as mãos. A luz escura que envolvia o demônio começou a ficar mais forte; começou a espessar-se. A chuva pareceu ter ficado pior; as casas ao longe começaram a ser destroçadas pela força do vento. Aquele não era um bom sinal.

Amanojaku soltou uma gargalhada de delírio.

– Ajoelhem-se, mortais! Meu pai está de volta! A Hospedeira está morta!

Naruto sentiu o pânico apoderar-se dele. A Hospedeira... morta?

– Naruto, acho que ele não está blefando. – Sasuke disse, a voz tensa.

O loiro engoliu em seco.

– Não pode ser verdade... Precisamos impedi-lo! – Ele exclamou.

– Naruto, um chakra muito forte está se apoderando do corpo de Amanojaku. Tem algo errado acontecendo.

Naruto voltou a encarar o demônio. Ele não precisava ter o Sharingan para saber que Sasuke dizia a verdade; ele podia sentir. Aquele chakra era enorme. Maligno.

O mesmo chakra que sentiu quando Katsuo colocou o Akuma em Hinata.

– Eu preciso ir até o Monte Myoboku. – Naruto falou subitamente.

Sasuke olhou-o, incrédulo.

– Você está falando sério?! Precisamos pará-lo!

– Hinata pode estar morta agora! Isso não é só uma questão pessoal; se ela morrer, o Akuma será libertado. Eu posso impedir isso se chegar a tempo! – O loiro gritou.

Sasuke avaliou Naruto por alguns segundos. Ele tinha razão.

– Está certo. Volte o mais rápido possível. – Ele falou.

Naruto assentiu. Ele nem precisou fazer os selo do Kuchyose; desapareceu em fumaça em direção ao Monte Myoboku.

Sasuke encarou Amanojaku. O chakra enorme se apoderava do corpo dele – era quase surreal que aquilo fosse possível.

O Uchiha estalou as juntas dos dedos, sem tirar os olhos do oponente. Akyio estava ao lado dele.

– Akyio-san, preciso que faça algo para mim. – Ele falou.

A Uzumaki olhou-o de testa franzida.

– O que é?

Sasuke apertou os olhos antes de continuar.

– Vá atrás de Sakura e tire ela daqui. Leve-a para o mais longe possível... Um lugar seguro.

Akyio encarou-o com raiva.

– Você quer me tirar da luta?!

– Eu não me importo com você. – Sasuke grunhiu. – Eu me importo com Sakura. E vamos ser realistas, você não está no nível daquele demônio. Ninguém está.

Akyio arregalou os olhos. Ele estava querendo se sacrificar?!

Percebendo o que se passava na mente da Uzumaki, Sasuke se adiantou:

– Eu sou a pessoa que lutou contra Madara e Kaguya e saiu vencedor. Eu tenho condições de manter essa batalha até Naruto voltar para que possamos destruí-lo. É por isso que vou ficar.

Mas Akyio percebia que Sasuke também cogitava a possibilidade de sair morto dali. E mesmo assim, ele queria que Sakura saísse viva.

– Está certo. – Akyio enfim cedeu. Ela estava prestes a sair dali quando virou-se e murmurou: — Você deve amar muito aquela garota.

Sasuke não respondeu.

Akyio saltou para longe. Foi até onde Sasuke havia deixado Sakura deitada, ela ainda estava inconsciente. Ela ajeitou a garota nas costas. Antes de partir, olhou o Uchiha pela última vez.

A única coisa que ela podia fazer por ele era proteger Sakura.

Akyio correu de lá o mais rápido possível.

Quando Sasuke percebeu que a Haruno e Akyio estavam longe o suficiente, viu que era hora de agir. Ele entrou em posição de batalha.

– Se essa é a última vez que vou lutar, tenho que sair vitorioso. – Sasuke murmurou, um sorriso psicótico nos lábios.

Então, atacou.

Naruto chegou ao Monte Myoboku já beirando o desespero.

Lá também chovia; fortes ventos derrubavam as plantas, raios destruíam tudo por onde passavam.

Mas o que o deixou desesperado não foi isso,

Ele não conseguiu sentir o chakra de Hinata.

Correu pelo lugar, procurando-a.

– Naruto-kun! – Ele escutou alguém gritar. Viu Shima lutando contra o vento para alcança-lo. O rapaz foi até a sapa, pegando-a com as mãos.

– O que aconteceu?! – ele perguntou.

– Não sei! – ela falou. – Estava tudo bem, então de repente a garota desmaiou e coisas estranhas começaram a acontecer!

– Que coisas? – Naruto franziu o cenho.

– As marcas pelo corpo dela...

Shima não conseguiu terminar de falar quando um grito cortante ecoou pelo Monte.

– Hinata! – Naruto gritou, soltando a sapa e correndo na direção do grito.

O que encontrou fez seu coração parar.

Hinata flutuava à alguns metros do chão. As marcas brilhavam em uma luz escura estranha – a mesma luz que envolvia o corpo de Amanojaku. Da boca dela, uma aura azul escura saía; uma aura escura, maligna.

Era o espírito de Akuma.

Sem pensar, Naruto fez uma Rasenshuriken e lançou na direção da aura azul. Ela parou de sair da boca de Hinata, e a garota começou a cair.

Naruto correu até ela e a pegou no colo antes que ela se estatelasse no chão. A garota estava imóvel, mas ele podia sentir sua respiração fraca. Os batimentos cardíacos dela estavam fraquíssimos.

Ele aproximou sua mão direita do coração dela, com a intenção de curá-la. Sua palma começou a brilhar com uma luz branca.

– Vamos lá, Hinata... Vai ficar tudo bem... – ele murmurou.

Mas aquilo não estava funcionando. A respiração dela parou. Seu corpo ficou mole.

Naruto sentiu quando o chakra de Hinata se apagou completamente.

Ele a chacoalhou pelos braços.

– Ei, Hinata, acorde! – Ele berrou. Balançou-a com mais força. Seus olhos ficaram marejados. – Fique comigo!

Mas ela não respondia. Não se movia.

A primeira lágrima caiu de sua bochecha.

Hinata! – Ele berrou com todas as suas forças. Todo o mundo podia sentir enquanto o pior demônio de todos se reerguia.

Ela se foi. Seu amor se foi.

Hyuuga Hinata estava morta.

Notas finais
Comentários? Recomendações? Eu sei que não mereço, mas sacomé, né... Até a próxima!