Um Amor Sem Limites

25 A minha pequena


Eu não podia acreditar no que estava acontecendo. O empurrei e recomecei a gritar.

— Eu não... – ele me interrompeu, beijando-me novamente.

O empurrei e fortemente e respirei fundo. Senti meu rosto ficar vermelho.

— VOCÊ VAI SE CASAR! – gritei.

Saí do quarto, nervosa e encontrei Melissa no meio do caminho.

A garota me perguntou o que havia acontecido e eu não respondi.

Ouvi a porta do quarto se abrir e Thiago saiu de lá gritando.

— Não entendo você! – ele gritou.

Virei-me e olhei para ele do andar de baixo.

— E eu quero NUNCA mais te ver! – gritei de volta e saí da casa.


Estava triste e chateada pelo meu emprego perdido. Estava confusa e com raiva de Thiago e de Miguel. Principalmente de Thiago. Como posso gostar de alguém que mesmo de casamento marcado, me beija? Mas ainda assim, com todos esses meus problemas malucos, estava concentrada e tudo o que eu queria agora, era encontrar a minha irmã.

Prometi a mim mesma, só sair daquele quarto quando descobrisse algo àquele diário.

Li muitas coisas e vi o quanto minha mãe gostou de estar em sua lua-de-mel com meu pai.

No mês de abril, ela descobriu que estava grávida. Foi emocionante para mim, ver o quanto ela estava animada.

Se ela estava tão animada, porque a bebê sumiu?

Continuei lendo até que cheguei ao dia do parto. Vinte de novembro de 1998. Ela estava tão feliz e a mesma pergunta ainda estava em minha mente.

Seu nome era Melissa.

Gelei.

Com pressa, avancei alguns dias para saber o que ela fez com a criança.

No fim de dezembro, em uma viagem arriscada vieram de volta para casa.

“Ainda não sabíamos o que fazer com Melissa, nossa pequenina. E sabíamos que a viagem era super arriscada. Mas o que podíamos fazer?

Chegando a nossa cidade, ficamos em um hotel por lá até decidirmos, porém no dia seguinte já sabíamos o que fazer.

Fomos cedo a casa de um de nossos mais grandes amigos e pedimos, ou melhor – imploramos, esse favor.

Foi difícil deixar Melissa ali, mas não tínhamos condições de cria-la, já que tínhamos Manuella. Sofri. Mas sabia que a Sra. Maria Clara e o Sr. Rafael cuidariam muito bem de minha pequenina.”.

Com lágrimas nos olhos, não conseguia acreditar no que lia. Precisava falar com Melissa.

Notas finais
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Um beijo.