Um Amor Quase Impossível
12 Noite perfeita? Só que não
Notas iniciais
Bruna narrando...
Fomos nos sentar próximos a passarela e quando nos sentamos João cismou de ir ao banheiro e acabou levando o Daniel junto. Como já estava para começar o desfile preferi não ir atrás e me sentei. Fiquei ali observando cada mulher que entrava no salão, eram todas lindas com vestidos incríveis, me senti um peixe fora d'água com o meu simples vestidinho.
Se passaram alguns minutos e nada deles voltarem, eu já estava ficando preocupada. Dei uma olhada por todo o salão e nem sinal dos dois, já estava disposta a ir procura-los quando as luzes ficaram mais fracas e coloridas e um cara alto, bem bonito entrou anunciando o começo do desfile.
Voltei minha atenção para a passarela e logo senti alguém sentar-se ao meu lado, quando olhei era o Daniel .
–Cadê o seu irmão? -Falei sem tirar os olhos da passarela onde as modelos começavam a entrar-
–Minha mãe passou mal e ele teve que ir vê-la
–Mas ela esta bem? O que aconteceu? -Virei-me para ele-
–Não é nada grave, é apenas da doença mesmo. Se acalme
–Ok -Respirei aliviada- Mas não seria melhor irmos ficar com ele?
–Não — Ele falou mais alto me assustando- É que não é necessário, ela está bem
–Então tá
Voltei a prestar atenção no desfile, logo a minha Lívia entrou. Ela estava linda, sua maquiagem ressaltou seus olhos azuis, a roupa estava impecável e seu cabelo preso em um coque bagunçado. Ela estava realmente linda! Que orgulho!
Depois do desfile liguei para a Lívia e ela disse que eu poderia entrar no camarim. Entrei com o Daniel e vi que ele ficou encantado com ela.
–Parabéns amiga! Você estava linda -Falei lhe abraçando-
–Obrigada morena -Falou sorrindo-
–Realmente estava linda a minha namorada -Leandro falou a abraçando por trás-
–Aff nunca me deixa com ela –Brinquei em tom sério-
–Não consigo -Leandro disse lhe dando um selinho nela.
–Não briguem, tem Lívia para os dois -Rimos-
–Gente esse é o Daniel, irmão do João -Falei apontando para Daniel que estava parando ao meu lado com as bochechas vermelhas de vergonha-
–Prazer -Lívia disse sorrindo e lhe estendeu a mão-
–Prazer Lívia -Ele retribuiu a simpatia-
–Fala ae brother -Leandro disse tocando em sua mão-
–Eae
–Em falar no João. Cadê ele? -Lívia perguntou-
–A mãe dele passou mal e ele foi vê-la
–Entendi, mas é algo grave? -Lívia perguntou olhando para o Daniel-
–Não -Daniel respondeu-
–Então vamos comemorar né? -Leandro falou animado-
–Boa ideia -Lívia concordou-
–Boa comemoração para vocês, eu vou para casa. Estou cansada!
–Nem vem, você vai com a gente -Lívia me contrariou-
–Mas... -Relutei, mas fui interrompida-
–Não tem mais e nem menos, vamos -Lívia saiu me puxando corredor a fora-
–Onde vão querer ir? -Leandro perguntou-
–Vamos naquele barzinho aqui perto que fomos outro dia -Lívia deu a ideia animada-
–Pode ser -Leandro concordou-
–Eu vou para casa -Daniel falou-
–Ei cara! Vamos com a gente -Leandro disse-
–Melhor não. Vou ir ver minha mãe
–Entendo -Leandro concordou-
–E como você vai Dan? -Perguntei preocupada-
–Vou pegar um táxi, não se preocupe -Ele respondeu-
–Nada disso, eu te levo -Leandro prontificou-se-
–Não precisa cara
–Claro que precisa, entra ae -Leandro disse abrindo a porta do carro-
Entramos todos no carro do Leandro e fomos levar o Daniel.
–Valeu gente -Daniel disse saindo do carro-
–Não foi nada -Leandro disse simpaticamente-
–Será que o João ainda esta ai? -Perguntei doida para ir vê-lo-
– A... Não... Sei... Ele... deve estar dormindo-
–Verdade. Só diz a ele que se precisar é só me ligar ok?
–Esta bem, beijos e boa noite para vocês -Ele disse fechando a porta do carro-
–Boa noite -Falamos todos juntos.-
Fomos para o tal barzinho e nos sentamos em uma mesa perto do palco. Um grupo de pagode estava tocando, não gosto muito,mas não reclamei.
–O que vão querer? -Leandro perguntou-
–Cerveja -Lívia respondeu-
–Vodca -Pedi-
–Vai começar bem em Bruninha -Leandro me zombou-
–Faz tempo que não tomo uma dose, deu vontade -Respondi-
Leandro foi buscar nossas bebidas e eu fiquei com a Lívia observando o lugar.
–Aqui é bonito né? -Ela puxou assunto-
–Uhum, só não curto a música -Falei fazendo careta-
–Ah! Um pagodinho é tão bom
–Aff Li -Reclamei e ela riu-
–Poxa o João podia estar aqui para você ficar menos mal-humorada
–Podia estar mesmo, mas não estou mal-humorada -Indaguei-
–Não, imagina -Ela disse irônica-
–Aqui está -Leandro disse colocando as bebidas sobre a mesa-
–Obrigada -Agradeci virando a bebida na boca-
–Uou -Ele riu- Do que estavam falando? -Perguntou se sentando a mesa-
–Do quanto a Bruna esta mal-humorada -Lívia respondeu-
–Eu já disse que não estou mal-humorada -Falei com raiva e eles riram-
–Deixa ela Li -Leandro me defendeu-
–Concordo com o Le, me deixa Lívia -Falei-
–Ta, parei -Ela disse rindo-
–O que acha da gente dançar um pouquinho amor? — Leandro perguntou passando as mãos no rosto dela-
–Amei a ideia. Vamos -Lívia disse levantando e o puxando-
–Eba! Vou ficar sozinha -Falei ironicamente revirando os olhos-
–Posso me sentar aqui ? -Um cara alto, de cabelos claros, de olhos azuis (lindo), perguntou se sentando ao meu lado-
–Pode sim -Sorri de lado-
–Por que uma mulher tão linda está sentada em uma mesa de bar? Pior ainda, sozinha? -Ele disse me encarando com um sorriso misterioso-
Puta que pariu! Ele é tão sexy. -Pensei-
–Não estou sozinha, meus amigos estão ali dançando -Falei apontando para Livia e Leandro que se divertiam no meio de várias pessoas-
–Hum... Será que você gostaria de fazer o mesmo que eles?
–Obrigada, mas não estou muito afim
–Poxa! Poderia me falar pelo menos o seu nome?
–Bruna, e o seu?
–Gabriel
–Muito prazer -Sorri-
–O prazer foi meu. Pode me passar o seu número?
–Acho melhor não ok, tenho namorado -O cortei, estava sem saco para aguentar homem no meu pé-
–Hum... Te dou o meu e se precisar é só me ligar. Pode ser?
–Ok, pode ser -Concordei para me livrar de uma vez-
Entreguei meu aparelho celular para ele e ele adicionou seu número aos meus contatos e se levantou.
–A gente se vê gata -Falou dando uma piscadela-
–Tchau -Falei curta e grossa-
Ele deu um beijo em meu rosto e se foi.
Abusado! -Pensei-
–Nossa! Que gato era aquele amiga? -Livia disse se sentando novamente com Leandro a mesa-
–O nome dele é Gabriel -Respondi indiferente-
–Ei! Vão ficar falando de homem na minha frente? É isso mesmo? -Leandro reclamou-
–Larga a mão de ser ciumento amor, sou muito mais você -Livia disse lhe dando um selinho-
–Acho bom mesmo -Disse fazendo bico e eu ri-
–Gay -Impliquei-
–Vá se cata Bruna -Ele reclamou e ri mais ainda-
–Você se deu bem amiga -Lívia mudou de assunto-
–Nada a ver Livia, você sabe que eu amo o João
–Eu sei bocó, só estou te zoando
–Mais bebida? -Leandro perguntou-
–Uhum, mais uma cerveja -Lívia pediu-
–E eu outra dose de vodca -Pedi-
–Ok, já volto -Leandro se levantou e foi pegar as bebidas-
–Será que a mãe do João já está bem? -Livia perguntou-
–Não sei, será que pega mal eu ligar para ele agora?
–Claro que não, liga logo
Peguei meu celular na bolsa e fui para o banheiro, lá seria melhor para ouvi-lo. Disquei seu número, chamou, chamou, chamou, mas ele não atendeu, o que me deixou preocupada.
–Será que aconteceu algo mais grave com a mãe dele? -Pensei-
Como não sei o número do Daniel deixei recado no do João mesmo.
[Recado]
–João, como sua mãe esta? Estou preocupada. Tentei te ligar, mas você não atende, assim que ouvir o recado me liga por favor. Beijos
[...]
–Eai? Como ela está? -Livia disse dando uma golada em sua cerveja-
–Não sei, ele não atendeu -Respondi-
–Hum...
–Se não se incomodam vou indo, estou cansada -Falei me levantando-
–Ok amiga, o Le te leva
–Não, não precisa pego um táxi
–Claro que não, não vou deixar minha maninha ir sozinha -Leandro argumentou-
–É sério gente não precisa, curtam a noite de vocês ok -Mandei beijos no ar e sai-
Demorou um pouquinho para passar um táxi, mas consegui.
João narrando...
Depois que fui para casa o desanimo me tomou, eu estava com raiva de mim mesmo por ter me colocado nessa situação. Fui ao quarto de minha mãe, lhe dei um beijo de boa noite e depois fui ao de Daniel que me contou como foi o desfile, ou melhor como a Bruna estava. Depois voltei para o meu quarto e me joguei na cama.
–Não posso continuar fazendo isso, meu Deus me ajude a achar uma solução para isso
O que eu faço? Fico com a Bruna que eu amo ou fico com a Débora que me da apoio e me ajuda à tanto tempo? -Me perguntei-
Em meio aos meus pensamentos meu celular tocou, o peguei sobre o criado-mudo e era a Bruna, preferi não atende-la. Não queria mentir mais para ela, pelo menos por hoje não queria inventar mais histórias. Ela desistiu e um toque de mensagem soou, era mensagem de voz. Ouvir a voz dela preocupada comigo fez com que eu me sentisse um lixo.
O dia que seria perfeito se tornou um pesadelo. Será que ainda pode ficar pior? -Falei irônico-
Coloquei o celular sobre o móvel novamente, me virei para o outro lado e adormeci.
Que amanhã seja tudo diferente!
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