Um Amor Quase Impossível
13 Conhecendo o inimigo
Bruna narrando...
Fomos nos sentar próximos a passarela e quando nos sentamos João cismou de ir ao banheiro e acabou levando o Daniel junto. Como já estava para começar o desfile preferi não ir atrás e me sentei. Fiquei ali observando cada mulher que entrava no salão, eram todas lindas com vestidos incríveis, me senti um peixe fora d'água com o meu simples vestidinho.
Se passaram alguns minutos e nada deles voltarem, eu já estava ficando preocupada. Dei uma olhada por todo o salão e nem sinal dos dois, já estava disposta a ir procura-los quando as luzes ficaram mais fracas e coloridas e um cara alto, bem bonito entrou anunciando o começo do desfile.
Voltei minha atenção para a passarela e logo senti alguém sentar-se ao meu lado, quando olhei era o Daniel .
–Cadê o seu irmão? -Falei sem tirar os olhos da passarela onde as modelos começavam a entrar-
–Minha mãe passou mal e ele teve que ir vê-la
–Mas ela esta bem? O que aconteceu? -Virei-me para ele-
–Não é nada grave, é apenas da doença mesmo. Se acalme
–Ok -Respirei aliviada- Mas não seria melhor irmos ficar com ele?
–Não — Ele falou mais alto me assustando- É que não é necessário, ela está bem
–Então tá
Voltei a prestar atenção no desfile, logo a minha Lívia entrou. Ela estava linda, sua maquiagem ressaltou seus olhos azuis, a roupa estava impecável e seu cabelo preso em um coque bagunçado. Ela estava realmente linda! Que orgulho!
Depois do desfile liguei para a Lívia e ela disse que eu poderia entrar no camarim. Entrei com o Daniel e vi que ele ficou encantado com ela.
–Parabéns amiga! Você estava linda -Falei lhe abraçando-
–Obrigada morena -Falou sorrindo-
–Realmente estava linda a minha namorada -Leandro falou a abraçando por trás-
–Aff nunca me deixa com ela –Brinquei em tom sério-
–Não consigo -Leandro disse lhe dando um selinho nela.
–Não briguem, tem Lívia para os dois -Rimos-
–Gente esse é o Daniel, irmão do João -Falei apontando para Daniel que estava parando ao meu lado com as bochechas vermelhas de vergonha-
–Prazer -Lívia disse sorrindo e lhe estendeu a mão-
–Prazer Lívia -Ele retribuiu a simpatia-
–Fala ae brother -Leandro disse tocando em sua mão-
–Eae
–Em falar no João. Cadê ele? -Lívia perguntou-
–A mãe dele passou mal e ele foi vê-la
–Entendi, mas é algo grave? -Lívia perguntou olhando para o Daniel-
–Não -Daniel respondeu-
–Então vamos comemorar né? -Leandro falou animado-
–Boa ideia -Lívia concordou-
–Boa comemoração para vocês, eu vou para casa. Estou cansada!
–Nem vem, você vai com a gente -Lívia me contrariou-
–Mas... -Relutei, mas fui interrompida-
–Não tem mais e nem menos, vamos -Lívia saiu me puxando corredor a fora-
–Onde vão querer ir? -Leandro perguntou-
–Vamos naquele barzinho aqui perto que fomos outro dia -Lívia deu a ideia animada-
–Pode ser -Leandro concordou-
–Eu vou para casa -Daniel falou-
–Ei cara! Vamos com a gente -Leandro disse-
–Melhor não. Vou ir ver minha mãe
–Entendo -Leandro concordou-
–E como você vai Dan? -Perguntei preocupada-
–Vou pegar um táxi, não se preocupe -Ele respondeu-
–Nada disso, eu te levo -Leandro prontificou-se-
–Não precisa cara
–Claro que precisa, entra ae -Leandro disse abrindo a porta do carro-
Entramos todos no carro do Leandro e fomos levar o Daniel.
–Valeu gente -Daniel disse saindo do carro-
–Não foi nada -Leandro disse simpaticamente-
–Será que o João ainda esta ai? -Perguntei doida para ir vê-lo-
– A... Não... Sei... Ele... deve estar dormindo-
–Verdade. Só diz a ele que se precisar é só me ligar ok?
–Esta bem, beijos e boa noite para vocês -Ele disse fechando a porta do carro-
–Boa noite -Falamos todos juntos.-
Fomos para o tal barzinho e nos sentamos em uma mesa perto do palco. Um grupo de pagode estava tocando, não gosto muito,mas não reclamei.
–O que vão querer? -Leandro perguntou-
–Cerveja -Lívia respondeu-
–Vodca -Pedi-
–Vai começar bem em Bruninha -Leandro me zombou-
–Faz tempo que não tomo uma dose, deu vontade -Respondi-
Leandro foi buscar nossas bebidas e eu fiquei com a Lívia observando o lugar.
–Aqui é bonito né? -Ela puxou assunto-
–Uhum, só não curto a música -Falei fazendo careta-
–Ah! Um pagodinho é tão bom
–Aff Li -Reclamei e ela riu-
–Poxa o João podia estar aqui para você ficar menos mal-humorada
–Podia estar mesmo, mas não estou mal-humorada -Indaguei-
–Não, imagina -Ela disse irônica-
–Aqui está -Leandro disse colocando as bebidas sobre a mesa-
–Obrigada -Agradeci virando a bebida na boca-
–Uou -Ele riu- Do que estavam falando? -Perguntou se sentando a mesa-
–Do quanto a Bruna esta mal-humorada -Lívia respondeu-
–Eu já disse que não estou mal-humorada -Falei com raiva e eles riram-
–Deixa ela Li -Leandro me defendeu-
–Concordo com o Le, me deixa Lívia -Falei-
–Ta, parei -Ela disse rindo-
–O que acha da gente dançar um pouquinho amor? — Leandro perguntou passando as mãos no rosto dela-
–Amei a ideia. Vamos -Lívia disse levantando e o puxando-
–Eba! Vou ficar sozinha -Falei ironicamente revirando os olhos-
–Posso me sentar aqui ? -Um cara alto, de cabelos claros, de olhos azuis (lindo), perguntou se sentando ao meu lado-
–Pode sim -Sorri de lado-
–Por que uma mulher tão linda está sentada em uma mesa de bar? Pior ainda, sozinha? -Ele disse me encarando com um sorriso misterioso-
Puta que pariu! Ele é tão sexy. -Pensei-
–Não estou sozinha, meus amigos estão ali dançando -Falei apontando para Livia e Leandro que se divertiam no meio de várias pessoas-
–Hum... Será que você gostaria de fazer o mesmo que eles?
–Obrigada, mas não estou muito afim
–Poxa! Poderia me falar pelo menos o seu nome?
–Bruna, e o seu?
–Gabriel
–Muito prazer -Sorri-
–O prazer foi meu. Pode me passar o seu número?
–Acho melhor não ok, tenho namorado -O cortei, estava sem saco para aguentr homem no meu pé-
–Hum... Te dou o meu e se precisar é só me ligar. Pode ser?
–Ok, pode ser -Concordei para me livrar de uma vez-
Entreguei meu apelho celular para ele e ele adicionou seu número aos meus contatos e se levantou.
–A gente se vê gata -Falou dando uma piscadela-
–Tchau -Falei curta e grossa-
Ele deu um beijo em meu rosto e se foi.
Abusado! -Pensei-
–Nossa! Que gato era aquele amiga? -Livia disse se sentando novamente com Leandro a mesa-
–O nome dele é Gabriel -Respondi indiferente-
–Ei! Vão ficar falando de homem na minha frente? É isso mesmo? -Leandro reclamou-
–Larga a mão de ser ciumento amor, sou muito mais você -Livia disse lhe dando um selinho-
–Acho bom mesmo -Disse fazendo bico e eu ri-
–Gay -Impliquei-
–Vá se cata Bruna -Ele reclamou e ri mais ainda-
–Você se deu bem amiga -Lívia mudou de assunto-
–Nada a ver Livia, você sabe que eu amo o João
–Eu sei bocó, só estou te zoando
–Mais bebida? -Leandro perguntou-
–Uhum, mais uma cerveja -Lívia pediu-
–E eu outra dose de vodka -Pedi-
–Ok, já volto -Leandro se levantou e foi pegar as bebidas-
–Será que a mãe do João já está bem? -Livia perguntou-
–Não sei, será que pega mal eu ligar para ele agora?
–Claro que não, liga logo
Peguei meu celular na bolsa e fui para o banheiro, lá seria melhor para ouvi-lo. Disquei seu número, chamou, chamou, chamou, mas ele não atendeu, o que me deixou preocupada.
–Será que aconteceu algo mais grave com a mãe dele? -Pensei-
Como não sei o número do Daniel deixei recado no do João mesmo.
[Recado]
–João, como sua mãe esta? Estou preocupada. Tentei te ligar, mas você não atende, assim que ouvir o recado me liga por favor. Beijos
[...]
–Eai? Como ela está? -Livia disse dando uma golada em sua cerveja-
–Não sei, ele não atendeu -Respondi-
–Hum...
–Se não se incomodam vou indo, estou cansada -Falei me levantando-
–Ok amiga, o Le te leva
–Não, não precisa pego um táxi
–Claro que não, não vou deixar minha maninha ir sozinha -Leandro argumentou-
–É sério gente não precisa, curtam a noite de vocês ok -Mandei beijos no ar e sai-
Demorou um pouquinho para passar um táxi, mas consegui.
João narrando...
Depois que fui para casa o desanimo me tomou, eu estava com raiva de mim mesmo por ter me colocado nessa situação. Fui ao quarto de minha mãe, lhe dei um beijo de boa noite e depois fui ao de Daniel que me contou como foi o desfile, ou melhor como a Bruna estava. Depois voltei para o meu quarto e me joguei na cama.
–Não posso continuar fazendo isso, meu Deus me ajude a achar uma solução para isso
O que eu faço? Fico com a Bruna que eu amo ou fico com a Débora que me da apoio e me ajuda à tanto tempo? -Me perguntei-
Em meio aos meus pensamentos meu celular tocou, o peguei sobre o criado-mudo e era a Bruna, preferi não atende-la. Não queria mentir mais para ela, pelo menos por hoje não queria inventar mais histórias. Ela desistiu e um toque de mensagem soou, era mensagem de voz. Ouvir a voz dela preocupada comigo fez com que eu me sentisse um lixo.
O dia que seria perfeito se tornou um pesadelo. Será que ainda pode ficar pior? -Falei irônico-
Coloquei o celular sobre o móvel novamente, me virei para o outro lado e adormeci.
Que amanhã seja tudo diferente!
Capítulo 12
Conhecendo o inimigo
No outro dia …
Acordei 8h, me levantei, fiz minha higiene e fui para a cozinha. Minha mãe e Sônia já estavam sentadas a mesa.
–Bom dia família -Falei me juntando a elas-
–Bom dia querido -Sônia disse sorrindo-
–Bom dia fillho
–Daniel ainda está dormindo? -Perguntei pegando uma xícara-
–Sim -Sônia respondeu-
–Preguiçoso como sempre -Falei rindo-
–Eu ouvi isso em, mas hoje acordei cedo -Daniel disse entrando na cozinha-
–Oh God! Que milagre -Zombei-
–HAHA muito engraçado -Ele disse irônico-
–Como foi ontem? -Perguntei-
–Não fiquei lá por muito tempo, assim que acabou o desfile vim embora -Disse se sentando-
–E a Bruna, ficou bolada comigo? -Perguntei com um certo receio-
–Não, ela só ficou muito preocupada
–Depois ligo para ela
–Um toque maninho. Ela é incrível, não faz ela sofrer não -Falou piscando-
–Eu sei -Concordei e olhei para baixo decidindo ir vê-la assim que eu terminasse meu café-
–Licença gente -Falei me levantando- Vou ir ver a Bruna, preciso conversar com ela
–Boa sorte -Daniel desejou-
–Obrigada -Sorri-
[…]
–Bom dia Lívia -Desejei ao vê-la diante a porta-
–Bom dia João -Ela respondeu sorrindo-
–A Bruna esta ai?
–Esta sim, acho que ainda não acordou, mas pode entrar
–Obrigada! Vou para o quarto dela, ok?
–Ok -Ela concordou fechando a porta-
Entrei em seu quarto e ela ainda dormia como Lívia havia dito. Sentei-me em seu lado na cama e fiquei a observando. Tão linda! Parecia um anjinho.
Levemente passei meu polegar em seu rosto e ela se mexeu, tirei minhas mãos rapidamente para não acorda-la, mas ela já estava acordada me encarando.
–João? -Ela indagou esfregando seus olhos-
–Oi amor, desculpa te acordar
–Não tem problema. Que horas são? -Perguntou se sentando na cama-
–9:30h -Respondi-
–Hum... Já volto -Ela se levantou e foi para o banheiro, demorou uns 10 minutos e voltou- Pronto já
estou apresentável -Falou se sentando na cama e sorrindo-
–Estava linda de pijama amor -Falei lhe dando um selinho-
–Mentiroso que dói -Disse rindo. Mas o que te trouxe aqui tão cedo?
–Você -Respondi rindo-
–Mas já está com saudades?
– Uhum -Fiz bico-
–Own -Disse segurando meu rosto e me beijando-
A deitei na cama e ficamos nos beijando por alguns minutos, mas logo ela interrompeu e a encarei.
–E sua mãe? Já está bem? -Perguntou preocupada-
–Esta bem -Respondi com um certo medo de demonstrar que estava mentindo-
–Ah, que bom! Fiquei tão preocupada ontem
–Você é perfeita sabia? -falei a encarando.-
–Você me deixa sem graça João -Ela riu e corou ao mesmo tempo-
–Só estou dizendo a verdade -Lhe beijei-
–Vamos tomar café? Estou morrendo de fome
–Comi em casa, mas lhe acompanho
–Então vamos -Disse se levantando-
[...]
–Bom dia casal -Lívia falou da sala sorrindo-
–Bom dia amiga -Bruna respondeu indo até ela e lhe dando um beijo na testa-
–Você perdeu ontem amiga -Lívia falou em tom de fofoca e eu ri-
–O que? -Bruna perguntou se sentando a mesa-
–Aquele gato cantou depois no grupo de pagode, ele tem uma voz linda
–Que gato? O Gabriel?
–É, ele mesmo
–Que gato? Gabriel? Quem é esse? -Perguntei enciumado-
–Um cara que conheci ontem no bar onde fomos comemorar o sucesso do desfile -Bruna respondeu-
–Hum... E esse ''gato'' -Fiz aspas com os dedos- Deu em cima de você? -Perguntei e ela não
respondeu- Responde Bruna -Respondi-
–Deu
–E você...
–Não, eu não fiquei com ele se é isso que você quer saber
–Hum... -Resmunguei emburrado-
–Você não confia em mim né?
–Confio sim
–Mas não é o que parece. Esta estampado na tua cara que você não acredita que não rolou nada entre mim e o Gabriel -Ela disse e fiquei quieto- Se for para ser assim não vai dar para continuar, namoro sei confiança não rola
–Não Bu! Eu confio em você. Desculpa, é que fiquei enciumado poxa
Ela ficou quieta e meu celular tocou, era a Débora.
–Já volto -Falei me levantando e indo para um canto da sala.-
–Fala Débora
–Oi amor, esta em casa?
–Não
–Poxa! Eu ia ir te ver
–Mas não da Débora, estou meio ocupado agora
–Ta né
–Vou desligar aqui, tchau
–Beijos, tchau
Voltei para a cozinha e a Bruna não estava mais ali.
–Onde ela foi Livia?
–Quarto -Ela respondeu sem tirar os olhos da TV-
Fui para o quarto e bati na porta.
–Posso entrar? -Perguntei aguardando ela me autorizar a entrar.
–Pode -Respondeu indiferente-
Entrei e me sentei de frente para ela na cama e a encarei.
–Ei! Não fica triste comigo, só fiquei com ciúmes -Falei segurando em seu queixo-
–Ok, mas fico triste por você não confiar em mim -Ela reclamou olhando em meus olhos-
–Mas eu confio em você, só não confio é nesses caras
–Esta bem
–Vem cá, vem -A puxei para um abraço e ela se aconchegou em meus braços-
Bruna narrando...
–Vamos dar uma volta pela praça? -João perguntou animado-
–Vamos sim -Sorri- Só vou tomar um banho e me arrumar
–Ok, estou lá na sala te esperando
–Ta -gritei do banheiro-
Tomei um banho rápido, coloquei uma roupa simples, passei uma maquiagem leve, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e já estava pronta para sair. Peguei meu celular na mesinha no computador e sai do quarto, João estava sentado com a Lívia no sofá.
–Vamos? -Falei-
–Vamos -Concordou se levantando-
–Bom passeio para vocês -Lívia disse e voltou a olhar para a TV-
–Obrigada(o) -Falamos juntos-
Saímos de mãos dadas caminhando até a praça onde sentamos em um banquinho. Ele passou seu braço envolta do meu ombro e me aconcheguei.
–É tão bom ficar assim com você -Ele disse alisando meu rosto-
–Faço de suas palavras as minhas -Sorri-
–Semana que vem quero te levar para conhecer minha mãe
–Sério? -Falei empolgada e ao mesmo tempo um pouco triste-
–Uhum. Não gostou da ideia? -Ele indagou confuso-
–Não, claro que gostei. Fico muito feliz por você fazer isso
–Então porque a carinha triste?
–Me lembrei que não posso fazer o mesmo -Falei com os olhos cheios d'água-
–Não fique assim meu amor! -Concordei com a cabeça e limpei as lágrimas- O que aconteceu com eles? Você nunca me falou deles
–Me abandonaram, cresci em um orfanato
–Nossa! -Ele falou incrédulo.
–Vamos mudar de assunto por favor -Pedi.
–Ok, quer algodão doce? -Ele perguntou olhando para o moço que estava vendendo em frente a praça.
–Sim
–Vou ali comprar então -Ele se levantou e foi em direção ao senhor.-
Fiquei ali esperando e senti que alguém se sentou ao meu lado, me virei e vi que era o Gabriel.
–Mundo pequeno não? -Ele disse olhando para frente-
–Pois é -Concordei-
–O que faz por aqui? -Ele se virou e me encarou-
–Estou passeando com meu namorado
–E onde esta ele?
–Ali -Apontei para o João.-
–Algodão doce? -Ele riu-
– É, eu gosto
Ele soltou uma gargalhada e olhou para o lado oposto a mim.
–Por que riu? -Falei sem entender-
–Você já é uma mulher, mas tem o jeitinho de uma menina ingênua e frágil
–Hum...
–Aqui o seu algodão -João falou me entregando-
–Obrigada -Peguei sorrindo-
–Não vai me apresentar seu amigo? -João perguntou-
–Ah! Me esqueci. João esse é o Gabriel e Gabriel esse é o João
–Prazer -João falou estendendo a mão para ele-
–Igualmente -Ele sorriu irônico- Já vou indo, não quero atrapalhar o casal. Tchau João, tchau Bruna, nos esbarramos por ai qualquer dia -Ele disse piscando e se foi-
–Então esse é o tal Gabriel ou melhor o ''gato''? -Ele perguntou se sentando ao meu lado-
–Aham -Concordei-
–Ele não é isso tudo
–Ciumento -Gargalhei-
–Não sou
–Aham, sei
–Só estou sendo sincero
–Sei -Ri e lhe puxei para um beijo-
–Faz de novo? -Ele pediu-
–O que? -Olhei confusa-
–Me beijar -Ele falou com voz de criança-
–Nunca mais faça essa voz, é assustadora -Ri-
–Ta bom, mas quero beijos
–Quando quiser -Lhe beijei-
Comi meu algodão calmamente, mas de repente o João cismou de ir embora, não entendi nada mas fomos. Ele me deixou em casa, se despediu com um selinho e se foi.
Quando subi a Lívia estava na sala abraçada com o Le.
–Boa tarde gente -Falei entrando em casa-
–Boa -Lívia respondeu-
–Boa tarde maninha
–Não vou atrapalhar vocês estou indo para o meu quarto, beijos -Joguei beijo no ar e fui para meu quarto onde passei o resto do dia, saindo só para jantar.
João narrando …
Depois de conhecer o tal Gabriel que não tem nada de gato, continuei sentado abraçado a Bruna que comia seu algodão doce calmamente. Mas longe avistei uma amiga da Débora e ficar ali seria perigoso, então inventei uma desculpa qualquer para sairmos dali antes que a garota nos visse.
A levei em casa e depois fui para o meu apartamento. Em casa liguei para o Dan dizendo que não passaria por lá hoje e ele concordou, me perguntando como foi com a Bruna, contei tudo que havia acontecido e ele mais uma vez me disse ''não faça ela sofrer''. Cada vez que ouvia aquilo me doía mais, mas que raios de indecisão era essa? Não conseguia terminar com a Débora. E pra ajudar ainda aparece esse cara, será que ele vai ficar aparecendo em todo lugar agora?
–Droga!
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