Um Amor Para A Vida Inteira?!
45 Só mais um dia...
Notas iniciais
Depois de tantos seculos sem postar... Cá estou eu, viva o/ Saindo das profundezas do Tartaro. o/
;-; espero que todos tenham visto o recado que eu deixei sobre o por que de eu não postar. Meu pc queria morrer e se jogou do beliche, fiquei um mes sem ele pq ele foi para assistencia. :c
Mas não vamos lembrar de coisas triste. o/ O que importa é que eu voltei ;-; e to postando o/
Eu estava verdadeiramente em panico por nao postar e nem escrever. Escrever de lápis e papel ou tela de celular é chato, né?! Chega batia desanimo acessar os sites de fics :c
Mas chega de drama! o/
'3' Boa leitura o/
Ao abrir meus olhos vi o pouco de sol que adentrava o quarto pelas cortinas. O ambiente estava silencioso. Matt tinha seu braço sobre meu corpo, mantendo o dele próximo ao meu. Virei-me de leve, na intenção de não acordá-lo, para ficarmos frente a frente. Sorri bobo ao olhá-lo.
Encarei seu rosto calmo, as pálpebras cobrindo os olhos verdes, o cabelo vermelho sobre a testa. Deslizei meus dedos sobre sua bochecha, contornando de leve seus lábios. Sempre cauteloso. Seu peito exposto subia e descia ritmicamente. Escorri meus dedos por seu pescoço, tocando de leve seu tórax e quase não sentindo seu coração, de tão fraco que ele batia. Apoiei meu ouvido sobre sua pele, ouvindo as batidas calmas e ritmadas. Um. Dois. Três. Quatro. Passaria o tempo contando, se não fosse uma inspiração funda dele que me assustasse e fizesse com que eu perdesse a conta e observasse rápido seu rosto, achando que eu o tinha acordado. Foi a minha vez de suspirar. Aliviado por ele permanecer em sono.
Olhando novamente seu rosto, tentando de forma impaciente conter a vontade de atacar-lhe os lábios pouco abertos que puxavam ar. Totalmente em vão a minha vontade por controle sobre meus atos. Aproximei-me devagar, roçando os meus nos dele. Encontrei seus olhos atentos ao abrir os meus.
-- Oi... – sussurrou.
-- Oi... Desculpe te acordar.
-- Nada. Quanto tempo está aí? – pouco me apertou.
-- Suficiente para te observar os detalhes. É bom te observar dormir.
-- Diz isso porque não pode se ver dormir. – sorria.
-- Ora, não diga isso. – senti minhas bochechas pouco quentes.
Tudo foi dito em sussurro, até, por fim, as palavras cessarem. Apenas nos encarávamos, sorrindo com os olhos. Minha testa foi selada de leve, minhas bochechas se elevaram, meus olhos se serraram para aproveitar à leve caricia.
-- Vamos tomar banho? – olhava para mim.
-- Sim, apesar de que eu não quero sair daqui. – me encolhi em seu corpo.
-- Como se eu quisesse.
Por mais que a preguiça e a cama macia nos seduzissem a ficar deitados, cobertos e enrolados um no outro, levantamos e seguimos a passos de tartaruga até o banheiro. A banheira já se enchia, e a pouca roupa que carregávamos no corpo ajuda a não ter “trabalho” para retirar as peças. Matt foi o primeiro a entrar na vasilha de porcelana, estendendo a mão para que eu o acompanhasse. Sentei dentro de suas pernas. Recebendo cafuné enquanto ele lavava meus fios.
-- O que quer fazer hoje?
-- Não sei, algo diferente?
-- Diferente?
-- É, passar à tarde só nos dois. – deitei a cabeça sobre seu peito para ter o shampoo tirado.
-- Me parece uma ótima ideia. Aqui pertinho há um pequeno monte, dentro do próprio hotel. Podemos passar o por do sol lá.
-- Eu acho ótimo. – ergui meus braços, baixando a cabeça dele para lhe selar os lábios. – Vem, sua vez de lavar os cabelos. – sorri de leve.
Tocamos de lugar, e após tudo encerrado, ainda permanecemos dentro da banheira. Um pouco distantes um do outro, apenas nos encarando, e sorrindo de leve. Algumas coisas passavam por minha mente, coisas do tipo como eu consigo amá-lo e vice versa. Recostei minha cabeça sobre a borda e olhei para o teto cor de creme. Suspirando fundo senti minha barriga roncar. Dei uma gargalhada e vi o rosto interrogativo de Matt sobre a minha atitude.
-- Vamos comer, estou faminto. – eu disse ainda sorrindo.
-- Ah, claro. Vamos. – saiu da banheira primeiro, me entregando uma toalha, logo após me ajudar a sair.
Fomos para o quarto, ambos enrolados em toalhas. Matt procurava roupas para vestir, enquanto eu secava meus cabelos. A toalha dele estava apenas caída sobre sua cabeça, mesmo com seus fios ainda pingando sobre o piso. Sequei-me, vesti a roupa e fui até ele.
-- Não se secou direito? – falei em um tom de falsa repreensão – Vai ficar resfriado deste jeito. – comecei a secar-lhe o cabelo. Vendo a nossa pequena diferença de altura. – Imagino se um dia vou secar seus cabelos e a toalha vai sair colorida.
-- Tinta? Hahaha, Mello, que mente fértil a sua. – sorria junto a mim.
-- Pronto. Agora vamos descer? Vamos naquela lanchonete a qual você comprou os doces ontem? São uma delicia.
-- Ah claro.
Sentei na ponta da cama para esperar o ruivo acabar de se vestir, penteava os cabelos, coisa que eu não via nenhuma necessidade para fazer. Mas tudo bem, não vamos falar nada.
Acabando todos os preparativos, estávamos fora e descendo de elevador para o térreo. Logo quando o elevador se abriu avistei a “barraca da alegria” cheia de gostosuras de chocolate. Agarrei o braço do Matt, puxando-o em direção ao balcão.
-- Ora, ora, se não é o ruivo de ontem.
Ergui meu corpo, ao qual eu havia curvado para ver melhor o que tinha nas prateleiras de baixo e apenas a encarei.
-- E então o que faz aqui hoje? – ela perguntou, eu somente desviei meus olhos para Matt.
-- Somente o acompanho. – apontou para mim com o nariz.
-- Qual a intimidade, hein, loira? – apoiei meu cotovelo no mármore frio e fiquei a encará-la.
-- Intimidade? – se fez de desentendida.
-- É, se eu fosse você não dava em cima dele, sabe?! É perigoso. – sussurrei para que só ela ouvisse a última palavra. Matt segurou o riso e eu lhe lancei um olhar feio, ele pigarreou para recompor-se.
-- Haha, desculpa amor, mas acho que não estamos falando a mesma língua. Quem é você?
-- O noivo daquele a quem você corteja, com os peitos quase saltando do avental. – ela passou a mão de leve sobre o colo.
-- Me desculpe, mas não era a minha intenção seduzi-lo.
-- Sedução é uma coisa, ser vulgar é totalmente diferente, aprenda isso. – sorri para ela – E a propósito, eu quero um pedaço de torta de chocolate e uma de baunilha, quero dois cupcakes e duas barras de chocolate ao leite.
-- Amor, que isso?! – Matt se interpôs.
-- Que isso o quê? Eu nem fui ignorante. – olhei para ele.
-- Não falo disso, sobre isso, por mim, você faz o que quiser. Me refiro a quantidade de doces. – tombou a cabeça para o lado.
-- Sabe que não vou comer só. Você vai comer comigo. – abracei seu pescoço. – Porém, as barras são só minhas. – sorri.
-- Você fala como se eu gostasse de chocolate.
-- Gostando ou não, come do mesmo jeito. – selei de leve seus lábios. – Estou errado?
-- Não, e também não deixando de ressaltar que dos seus lábios o sabor sempre é melhor. – tocou a ponta do meu nariz com o dedo indicador.
-- Senhor, seu pedido. – a moça colocou uma sacola de papel com as minhas coisas.
-- Obrigado, onde eu pago?
-- No caixa aqui atrás. Obrigada pela preferência. – tentava manter um sorriso forçado. Não procurando encarar nem a mim e nem ao ruivo.
(...)
O café da manhã já passou, o almoço também. O fim de tarde se aproxima e o nosso por do sol está sendo cortado por umas nuvens que tornam o céu cinza. Suspiro, debruçado sobre a sacada do nosso quarto. Vendo alguns casais andando de mãos dadas lá em baixo na calçada. Não que eu quisesse estar como um deles. Todo que eu quero está sobre a cama lendo um livro. Vejo uns guarda chuvas se abrirem, olho para o céu e recebo gotas em meu rosto... Droga! Passeio realmente adiado.
Sinto braços em minha cintura, jogo minha cabeça erguida para trás e a apoio sobre o ombro do outro. Tenho meus lábios tomados quando me aconchego.
-- Passeio adiado?
-- Oficialmente agora...
-- Sinto muito.
-- Não sinta. – virei-me para abraçá-lo.
Às vezes eu sinto muito. Talvez eu não te ame como você me ama. Apertei de leve sua jaqueta. Ele se separou de mim, olhando em meus olhos, sabia que eu estava pensando, mas que eu realmente não queria que ele soubesse. Desviei meu olhar. Não procure em meus olhos a resposta, por favor.
-- Ei... – sussurrou.
-- O que foi?
-- Eu quem deveria lhe perguntar isso, não acha?!
-- Não é nada, apenas queria que o passeio ocorresse, somente isso.
-- Como se esse realmente fosse o motivo.
-- Idiota, me deixa esconder algo de você. – sorri um pouco, enfiando meu rosto na curva de seu pescoço.
-- Eu já disse que te amo hoje?
-- Não, e não precisa, Matt, eu sei... – sussurrei. – E isso acaba comigo.
-- Me deixe ser feliz, amor... Ei, olha para mim. – segurou meu rosto nas mãos quando ergui meu pescoço.
-- Isso não é justo...
-- Eu te amo. Certo? – selou meus lábios.
-- Certo. Eu também te amo. – voltei minha cabeça para seu peito.
-- Vem, vamos entrar, a chuva está engrossando e não queremos resfriado.
-- Eu cuido de você se ficar doente. – me puxava para dentro do quarto pela mão.
Deitando na cama me pôs sobre seu corpo. Talvez o lugar mais seguro onde eu fico desde que o conheci, dentro de seus braços. Sua mão deslizava devagar sobre meus cabelos, coçando de leve.
(...)
-- Matt? – sussurrei. Olhando para cima notei que ele dormia. Cocei os olhos e peguei o celular para ver as horas, 18h. Não dormimos muito.
Preferi não acordá-lo. Apenas levantei, puxei uma cadeira para a sacada e fiquei a admirar a lua.
-- O que faz aqui sozinho? – sussurrou ao meu ouvido.
-- Por que levantou? Volte a dormir...
-- Não, não sem você lá... – bocejou. – Levanta.
-- Pra quê?
-- Só obedece.
Mesmo estranhando sua atitude, levantei, ele sentou em meu lugar, puxando-me pelo braço para sentar em seu colo e me aconchegar em seu peito.
-- Não devia me mimar desse jeito... – aspirei seu pescoço.
-- Por que não? É bom, e eu gosto.
-- Mas talvez eu não goste.
-- Como se fosse verdade. – olhou em meus olhos. – Não vou te forçar a dizer o que estava te incomodando mais cedo. Pode ficar tranquilo, quando quiser falar, estarei aqui. Sinta-se à vontade.
Toquei seu rosto de leve, contornando sua bochecha com meus dedos, encaixando meus dedos por trás da sua orelha; nada eu disse, apenas terminei de diminuir a distância que separava nossos lábios.
Eu poderia falar, mas não vamos estragar o clima com as minhas besteiras de insegurança com relação aos meus próprios sentimentos. Quem em sã consciência não sabe o nível de amor que sente?! Eu devo ter algum problema, só pode.
Colei nossas testas.
-- Eu perco as contas de quantos eu te amo você me diz no dia... – sorri.
-- Gosto de como isso soa quando é para você. – segurei suas bochechas e selei nossos lábios.
-- Sente fome?
-- Sinto, mas não de comida. – coloquei o dedo sobre os lábios dele.
-- Shii, não precisa completar.
-- O que vai fazer?
-- Não quero sexo, amor... Sério mesmo. Às vezes sinto como se nós nos resumíssemos a isso. O que eu sei que não é verdade.
-- Então nada disso, hoje?
-- Não... Tudo bem?!
-- Claro, não sou movido a seus gemidos... Apesar de que é sempre bom ouvi-los. – sorriu perverso, apertando um pouco mais meu corpo contra ele.
-- Você vai partir... – sussurrei após uns minutos de silêncio.
-- Sim, vou. – me acompanhou no tom de voz.
-- Sinto saudades. – sorri ao final de minha frase.
-- Acha que comigo é diferente? – levantou meu rosto de seu peito.
-- Creio que não. Mas quem sabe. – rocei meu nariz ao seu.
-- Você sabe, eu sei... – forçou o queixo para frente, encontrando de leve meus lábios.
A brisa estava fria por causa da chuva da tarde, porém o céu estava limpo, com uma grande e brilhante lua no seu centro escuro.
Talvez o silêncio que se instalou no momento fosse à melhor coisa que poderia acontecer a nós.
Notas finais
Meu note não vai mais tentar se matar pq ele sabe o quanto que eu amo ele. Então ateh semana que vem :3
'3' Kissus
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