Um Amor Para A Vida Inteira?!
46 Apenas o primeiro dia.
Notas iniciais
~|~ há!
aushaushua eu meio que desacostumei até a escrever as notas. :p Também depois de tanto tempo sem postar, só acho que perdi a prática. '-'
Coisa tosca isso, não?!
;-; Bom boa leitura. o/
Certo... Tudo realmente está certo. O que eu faço sem ele aqui?! Era somente isso o que eu me perguntava abraçado ao travesseiro com o cheiro do ruivo. A paisagem bege do teto parecia uma coisa linda de se ver no momento.
Flash Back on
“– Bom, estamos de volta à nossa casa. – Matt sorria apoiando as malas no chão da sala.
-- É estamos de volta, a um passo de você me deixar. – eu o acompanhei sorrindo.
-- Menino otimista você, hein?! – o tom de ironia em sua voz quase me fez querer bater nele.
-- Cala a boca Matt. – me sentei no sofá, jogando a cabeça sobre o encosto. Virei à cabeça para o lado e apenas vi o homem me observando com um pequeno sorriso de canto. – O que foi?
-- Nada. – sentou ao meu lado.
-- Nada? Realmente pretende me fazer acreditar que não foi “nada”. – consertei minha coluna e fiquei a mirá-lo.
-- Sim. – mantinha um tímido sorriso nos lábios. Maldito sorriso, e malditos lábios.
-- Sabe Matt... – desviei meu olhar para minhas pernas cobertas pelo pano do jeans escuro.
-- Hum...?
-- Eu não queria dizer o que eu estava pensando lá no hotel, por que eram apenas besteiras que a minha mente zoada cria...
-- Suas besteiras podem ser importantes para mim.
-- Mas é que, como tudo que nós já passamos, não acho que seja certo eu continuar a criar esse “Mundo Paralelo” de sentimentos.
-- Mundo Paralelo? Você só está me confundindo.
-- É, não ter certeza do que sente, mesmo sentindo e sabendo do que se trata.
-- Isso realmente tinha que partir de você. – bagunçou meus cabelos.
-- Não tira sarro, isso é sério.
-- Eu sei. Sei muito bem disso, mas é que sua cabeça é uma coisa impressionante. Não consigo compreendê-la, por mais que eu tente e me esforce para entender como que ela consegue formular certas coisas, como que as atitudes de alguém são reproduzidas aí, eu não consigo.
-- Diz isso, mas sabe interpretar muito bem o que eu sinto, mesmo quando eu me recuso a dizer.
-- A convivência faz isso, né?!
-- Eu acho que sim. – sorri.
-- Então era isso? Você estava preocupado com os seus próprios sentimentos?! – abaixou o rosto para procurar o meu meio escondido aos fios loiros.
-- Sim... Era isso. – sinto minhas bochechas corarem. – O fato de eu te amar, tem horas quê... Que me deixa tão confuso. São tantos sentimentos que te envolvem. São tantas coisas que eu jamais achei que poderia existir. – suspirei. – Não quero que você vá, mas tenho que te deixar partir.
-- Falando assim parece que eu nunca mais voltarei.
-- Você não seria idiota o suficiente para me deixar sozinho...?! – levantei meu rosto e o encarei. Absorvendo todas as cores de seus olhos. – Não me olha assim!
-- Assim? – pareceu surpreso.
-- É, assim. Com essa cara de garoto apaixonado.
-- Desculpa, Mello. Mas essa é a única cara que eu tenho quando olho para você.
-- Me permita te odiar por isso. – dei uma gargalhada. – Realmente você não existe. – segurei seu rosto selando nossos lábios. – Não existe... – juntei nossas testas. – Será que você não é o meu sonho? Meu perfeito e amável sonho infantil?
-- Então não vamos acordar... Ok?!
-- Nunca.”
Flash Back Off
Provavelmente serão duas semanas sem sua presença, nem ao menos ligações são permitidas... Duas semanas... Muito tempo? Talvez não para quem não ame.
Near... Imagino o que ele fará ou faria se descobrisse que o Matt não está. Se ele acompanha as noticias sabe do concurso, e provavelmente desconfia que o ruivo vá participar, ou achará que eu não permiti, mesmo sabendo que eu não faria algo assim?! O Nate é meio imprevisível quando se trata de saber o que ele esta a pensar sobre uma situação.
Como ficará a minha rotina? Não acordarei com o brilho dos olhos verdes me encarando, nem com a voz sonolenta dando-me bom dia. Será estranho. No mínimo.
Flash Back on
“-- Pegou tudo que você precisa?! – me abraçava.
-- Preciso de você, mas não posso levá-lo. – falava no meu tom de sussurro.
-- Estamos no meio de um aeroporto lotado, não me faça chorar. – apertei seu casaco nos dedos. – Sinto sua falta.
-- Não diferente de mim. Pensarei em você. – tirou meu rosto de seu peito e me beijou. – Eu te amo.
-- Pensarei em você. – repeti quando ele começou a se afastar. – Eu te amo...”
Flash Back off
-- Mal colocamos os pés em casa e eu estou sozinho. -- suspirei. – Qual é Mello?! Duas semanas não pode ser tão ruim, certo?! – sentei na cama. – Aê, Mihael, pensa positivo!
Levantei, tomei banho e desci. O Matt não havia dito nada se por um acaso o campeonato seria transmitido pela internet ou canal fechado. Mas depois de um lanchinho não custa nada sair procurando foi louco por todos os canais possíveis na TV e sites de gamers na internet.
Não me custou muito a achar, somente pela internet. Menos mal, o notebook ficaria ligado 24h, ou pelo menos até os meus olhos não aguentarem mais ficar abertos.
Sábado. Dia em que serão apresentados os participantes. E lógico eu não poderia deixar de estar com uma enorme vasilha cheia de tudo que é doce para comer enquanto assisto ao inicio das apresentações.
Na primeira girada de câmera, avistei o ruivo em meio à multidão que estava espalhado por um amplo auditório. Tenho uma pequena impressão que ele era o único de cabelos coloridos. Isso me fez sorrir, pelo menos seria fácil identificar ele naquele aglomerado de pessoas.
O orador começou com aquele discurso de sempre, agradecendo a todos os que estavam ali presente e aos que se inscreveram, mas que por motivos pessoais não puderam comparecer. Logo, logo ele já estava chamando a todos para subir no palco por ordem alfabética. E o nome que eu mais esperava ouvir iria demorar um pouco a chegar.
-- “Ok, Mello, acalme-se. Ele nem sabe que você o está assistindo.” – respirei fundo. – “Estamos ainda na letra F”.
Todos que subiam respondiam a uma série de perguntas aleatórias feitas pela assistente de palco. Eu já não aguentava mais ouvir todos aqueles viciados em jogos elogiando aquela morena magra e alta.
-- Ao palco, por favor, pela primeira vez no All Gamers, Mail Jeevas. Natural da Inglaterra, morador daqui do Japão desde pequeno.
Não posso deixar de citar que tive um pequeno surto quando ouvi seu nome ser pronunciado. Se bem que a parte de meus olhos queimarem quando a pôs o braço por cima do ombro dele. Se bem que, pelo que eu percebi ele pediu para que ela não fizesse aquilo, isso me fez sorrir mais do que largamente.
-- E então, Jeevas, aparentemente o único ruivo de todo o campeonato, sua primeira vez?
-- Sim. – respondeu, e eu acho que ele está nervoso.
-- Confiante?
-- Demais!
-- Uou, e de onde vem tanta confiança?
-- Não posso decepcionar que me colocou aqui e me espera em casa.
-- Ah, então tem alguém a sua espera?! Sabe se ela está assistindo?
-- Do jeito que ELE é? Deve ter caçado todos os sites e canais possíveis para acompanhar a programação. – deu um risinho no final.
-- Ora, ora. Então, nada de paquerar a nossa querida assistente?
-- Não, não. – levantou os braços. – Apesar de ela ser uma bela morena, tenho amor a minha vida e aquele que me espera. – sorriu.
-- “Seu idiota!” – eu não estou lá, mas sinto as minhas bochechas pouco mais quentes do que o comum.
As apresentações foram para seu fim. E logo estavam girando a roleta eletrônica para saber quem jogaria contra quem nas preliminares. Matt caiu na segunda coluna. Jogaria na terça.
Eu teria apenas que esperar a cobertura dos quartos, só assim eu poderia vê-lo por mais uma vez.
-- “Mello, Mello, você está parecendo um stalker.” – eu dei um risinho para mim mesmo. – “Bom, pelo menos ele fez o que deveria ser feito antes de partir, e devo dizer que fez bem até demais.” – joguei-me para trás, tombando o corpo no colchão.
Notas finais
Será que eu ainda sei escrever lemon?! '-'
Ah, isso é óbvio, acho que ninguém perde a prática assim, né?!
Até o/
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