Notas iniciais
Yooo ~|~ Pois eh...! Escrever MattxMello, minha paixão de sempre ºuº Mas eu sei, sou a escritora mais cara de pau de aparecer aqui assim '-' Caraca, ultimamente estou numa puta falta de imaginação, mas creio que fui por culpa da semana de provas! Porém, entretanto, pretendo estar realmente de volta a ativa o/ Escrevendo toda a semana u_u Pois eh, eu pretendo isso, com ou sem imprevistos! Por isso, boa leitura o/

Outro dia, e felizmente os acontecimentos de dois dias atrás não me assombram a mente. Haha, e deveria? Eu apenas estava defendendo e protegendo o que é meu. Não vejo nenhum mau nisso. Controlei-me para não ser muito grosseiro e tudo mais. O Matt não ficou chateado, pelo menos demonstra que não...

–- Amor... – sussurrei.

–- Hum? – não me olhou.

–- Você tá fazendo greve de palavras?!

–- Por que a pergunta?

–- Está calado desde que acordamos...

–- Bom, isso não tem muito tempo. – consegui arrancar um sorriso seu. – Mas não é nada ao que você tenha que se preocupar, eu apenas ainda estou com um pouco de sono.

Ok, foram suas últimas palavras até eu perceber que ele dormia novamente. Levantei, saí, comprei o que tinha que comprar para o café da manhã, comi... E saí novamente. Deixando o café do outro pronto.

Certo, talvez essa minha atitude tenha sido a mais idiota possível, mas até eu precisava pensar sobre o que tinha acontecido naquele dia, não que eu me importe com o Matsuda, mas me importo com o Matt o suficiente para ao menos saber que eles dois devem ter se tornado amigos. Experimentei a mesma sensação que o Near, provavelmente... A única diferença é que o moreno não foi explicito o suficiente para demonstrar suas más intenções. E se fosse não teria saído inteiro de nossa casa.

No banco da praça pouco movimenta me sento só. Observando as folhas das arvores caindo ao vento brando e frio, e forrando o chão de tons amarelados, e róseos. Não deixei nem um bilhete avisando que saí, eu deveria voltar... Só deveria, porque não vou fazer isso. Sei estou sendo orgulhoso e insensato, mas desculpe, é meu jeito, não posso evitar mesmo que eu tente.

Alguns pingos em minha cabeça e sobre o chão, percebo que começou a chover. Ótimo... Realmente ótimo. Olho para cima, recebendo alguns pingos no rosto. Suspiros, relutante levanto.

–- É, parece que vou ter que voltar mais cedo para casa.

Sigo a passos mais curtos do que quando saí, os pingos grossos que caem já me encharcaram. E chegando perto de casa minha barriga se esfria... Tocando a maçaneta ela é aberta antes de mim. Recebo um intenso olhar verde.

–- Oi... – sussurro, abaixando o olhar, mantendo as mãos dentro da calça molhada. Não esperava que ele já tivesse acordado. Quanto tempo eu levei na praça?

–- Onde você estava? – me deu passagem enquanto me censurava com as palavras.

–- Na praça. – eu somente sussurrava.

–- E por que não deixou nenhuma mensagem? Um bilhete, qualquer coisa, droga. – seu tom era realmente bravo.

–- Eu achei que voltaria antes de você acordar...

–- Mello! – ele passou a mão furiosamente pelos cabelos compridos, os bagunçando, ele estava sexy, mesmo que estivesse brigando comigo. E por isso notei que meu nome foi mais um chamado para ele mesmo que para mim. – Sabe quantas merdas passaram em minha cabeça?! – quase recuei com seu olhar.

–- Achei que estivesse puto comigo... – suspirei. -- Por causa de tudo aquilo com Matsuda...!

–- Puta que pariu! O que eu faço com você? – me olhou, furioso. -- O que eu faço?! – veio caminhando pesado para cima de mim, cerrei meu olhos, estava vendo a hora dele gritar como nunca gritou. – Que droga, amor... – abraçou meu corpo molhado. -- Vê o que você faz comigo? Eu fico louco... Desse jeito não vou durar muito tempo. Ainda vou enfartar com esses seus surtos...!

Enterrei meu rosto em seu pescoço.

–- Desculpe... – minha voz não mais do que um sussurro em meio ao silêncio que se formara.

–- Eu não estou puto com você... Se lhe pareceu isso, me desculpe. Entendo seus motivos para não ter gostado dele, sei que o que fez foi somente em instinto de proteção... Eu não ligo... Você sabe disso. – segurou meu rosto em meio às mãos.

–- O dia ontem foi monótono, você quase não falou comigo... Ficou lá em cima, jogando... Achei que estivesse muito chateado.

–- Poderia ter ido falar comigo, ao invés de sair desse jeito e me deixado aqui, a ver navios, sem saber o porquê você não estava em casa. Ou se eu havia feito algo que fez você ir embora... Sabe quantas besteiras me passaram na mente por esse tempo?!

–- Não foi porque eu quis... Quero dizer foi, mas...

–- Tentar se explicar só vai complicar as coisas, sabe disso. – me sorria ternamente. – Você sempre foi péssimo nessas coisas.

(...)

Eu preferi não tocar mais no assunto. Ficar remoendo as coisas só iria piorar tudo. Mesmo que nada de mais estivesse acontecendo, eu simplesmente tive algo que turvou meus olhos e a interpretação que eu tive de tudo foi algo que na realidade não estava acontecendo.

–- Nunca mais ouvimos falar do Near...! – me pronunciei, ainda com a boca cheia de chocolate.

–- Termina de mastigar, Mello... – falou em tom divertido, apoiando o cotovelo na mesa e sua bochecha sobre a mão.

–- Ah! – fiz bico. – Mas então, nunca mais o vimos, nem ele liga mais. Acho estranho...! Talvez eu devesse fazer uma visita, ou uma ligação para ao menos saber se ele ainda vive.

–- De fato, vai ver o Beyond está policiando ele. – bebeu o chocolate quente em sua xícara. -- Só não quero que você fique gripado, ouviu?! – mudou de assunto.

–- Gripado? – tombei a cabeça para o lado, sentindo meus cabelos coçarem pouco abaixo dos meus ombros.

–- Você tomou chuva sem necessidade. Chegou aqui todo molhado, -- balançou a cabeça em reprovação. – e se não fosse eu para cuidar de você?! – me sorria, quase não mostrando dente nenhum.

–- Não acho que vou ficar, mas de qualquer forma, ainda tenho meu médico particular mesmo. – dei de ombros à situação sugerida.

–- Ora, ora, já estamos assim? – levantou da cadeira, levando a xícara a pia. – Ainda está chovendo, a noite vai ser fria. – secou as mãos no pano.

–- Feliz ou infelizmente?! – indaguei.

–- Para nós, felizmente. Pros solteiros, já não sei. – passou por mim, dando um beijo em minha cabeça subiu.

Suspirei fundo quando me vi sozinho, apertei a caneca com pedaços mais inteiros do que de chocolate derretido. E pensar nas besteiras que eu já fiz e nem por isso ele deixou de me amar ou de me tratar como sempre tratou. Talvez não exista como ele em nenhum outro canto do mundo. É meu, e é único. Preciso cuidar, a tantos gaviões ao meu redor que chego a sentir medo a cada passo em falso que dou. Se ele soubesse o tamanho do medo que tenho de perdê-lo, de que ele me deixe por outro... Sinto uma gota quente em meu rosto, e só então percebo que estou chorando involuntariamente. Tão bobo quando se trata desses assuntos, delicados, acho que se deve classificar assim... Nada menos do que delicados.

–- “Vamos Mello recomponha-se, nem eu me conheço mais”. – dou leves tapas em minhas bochechas. – “O que está acontecendo com você? O amor te deixou bobo?!”

Subo com a xícara de chocolate ainda nas mãos, não sei como, mas ela ainda sobrevive. Talvez porque o Matt estava conversando e o fato da conversa me empolgar eu esqueci que tinha o que comer.

–- Ainda não acabou de tomar isso?! – levantou o olhar da tela do PSP em mãos.

–- Não.

–- Incrível. – sorria. – Vem, senta aqui comigo. – apoiou o vídeo game em cima do criado mudo.

Me aproximei, aconchegando-me dentro de seu abraço. Um suspiro me escapou quando fui pouco apertado.

O som da chuva lá fora embalava o silêncio dentro do quarto. A carícia em meus cabelos e meus dedos correndo aleatório pelos curtos fios de cabelo em seu braço. Eu queria tomar a iniciativa de começar a falar, mas simplesmente nada me surgia na cabeça.

–- Matt...

–- Pois não...?

–- E se por um acaso eu desisti de casar com você, desistisse de tudo...?

–- Desistir de casar comigo, de tudo? Bom, eu não sei... Seria a coisa mais surpreendente que aconteceria na minha vida, mas eu acho que sobreviveria... Eu acho. – suspirou. – E se fosse o contrário?

–- Não sei... Você é minha base, e se a base some... O que tem em cima dela desmorona, e é o que aconteceria comigo. Sempre me pego pensando em um mundo meu sem você, e não dá. Não sei afirmar se isso é bom ou não, mas eu só espero que não aconteça mais o que aconteceu naquele ano... Só isso.

–- Se depender de mim sabe que não vai acontecer... – levantou meu rosto por meu queixo. Seus olhos tinham aquele brilho de medo, de que eu fizesse novamente...

Puxei suas mexas caídas pela frente de seu rosto e o beijei, melhor coisa que fiz/senti no dia. Aproveitar seus lábios nos meus, se movendo lentamente e aproveitando o sabor que eu cedia. Sentei em seu colo, meus braços sobre seus ombros, meus dedos cruzados uns nos outros. Suas mãos em minha cintura, apertando com um pouco de força. A necessidade em mim era grande e eu não deixava de demonstrar isso.

–- Me desculpe por tudo que eu já te fiz, ok? – deitei minha cabeça em seu ombro, suas mãos me trazendo para perto e me mantendo ali. – Eu te amo muito, para querer ver você de um jeito que não seja sorrindo. -- ele riu. – Ei! Não me faça de idiota! Está rindo de quê?

–- Ah amor... Você e esses seus repentes sentimentais são um pouco inconstantes, então, eu nunca estou preparado para quando eles vêm. Isso me deixa um pouco fora de mim, um pouco bobo talvez. Não é sempre que você realmente fala de seus sentimentos, e eu faço questão de aproveitar quando você está disposto... Então, se quiser, continue falando.

–- Você simplesmente não existe! – enterrei a cabeça em seu pescoço. – O que eu não faço por você?! Comecei a jogar vídeo game, falo do que eu sinto... É, você fez um bom trabalho ruivinho. – arrastei meus lábios aos seus ouvidos. – Tão bom quanto faz na cama. – mordi seu lóbulo, minha bunda foi apertada.

–- E como você consegue passar de sentimental para sexy assim tão rápido? – seu nariz roçou o meu.

–- Eu tenho o dom. – ri um pouco.

–- Eu amo seus dons. – mordeu de leve meu lábio.

Mais cedo estávamos chateados uns com o outro sem motivos. E agora estamos roçando nossas peles suadas e marcadas umas nas outras, enquanto os lençóis se embolam sobre a cama que range junto a nós que gememos. Seus dedos tocando meu corpo do jeito que só ele sabe, correndo a palma da mão em minhas costas, puxando meus cabelos em um gesto romântico, mas selvagem. Ah, claro, isso nunca pode faltar quando se trata de mim e dele.

–- Eu ainda não te ouço direito. – sua estocada foi profunda, e o som de minha garganta entalado.

–- Talvez você não esteja fazendo dire- – tentei zombar, mas fui interrompido na metade da frase, engolindo minhas próprias palavras em um gemido estridente.

–- Eu não ouvir o final de sua frase.

–- Seu idiota. Isso foi golpe baixo.

Como as frases saíam completas eu não sei. Só posso garantir que depois de uma “briga” fazer o que fiz com ele durante a noite fria foi uma das melhores coisas acontecidas.

–- A noite está fria, percebeu? – meu corpo se encontrava quase montado ao dele, seu peito ainda tinha suor e linhas vermelhas pelo tórax, sua respiração já normal e sua mão deslizando sobre meus cabelos.

–- Sim, ainda bem que tenho minha lareira particular.

–- Lareira particular? – minhas sobrancelhas se arquearam para dentro.

–- Você, Mello. Você. – ele disse rindo, uma risada gostosa e desinibida.

–- Hahaha, você pensa em cada coisa. – acompanhei sua gargalhada. – A chuva não vai parar tão cedo. – bocejei.

–- Creio que não...! Deveria ir dormir, nos cansamos...! – sua voz era mais um sussurro.

–- Não diga isso só para mim, sabe que a maior parte do esforço é seu, eu quem deveria estar dizendo para você ir dormir. Então, vai dormir, Matt.

–- Prefiro observar você dormindo. – beijou minha testa. – Agora durma.

Por algum motivo não precisou que ele falasse mais de duas vezes... O sono me levou, talvez eu devesse ter resistido um pouco mais, conversado por mais alguns minutos, mas ainda sim eu não consegui resistir... Eu estava mais cansado do que realmente achei que estava.

–- Boa noite, Mello... – foi à última coisa que ouvi.

Notas finais
:3 Nyah, como eu ia dizendo no capitulo anterior, eu tenho uma outra fic MattxMello que esta em andamento nas escuras...! hahaha! Pretendo postar ela provavelmente no inicio do outro ano, que é o tempo em que eu adianto a maior parte do roteiro, que para a minha surpresa eu consegui desenvolver todo :o, sem pôr e nem tirar :o, pois eh, e talvez tbm seja isso que esteja sugando a minha imaginaçao para escrever essa. De qualquer maneira, até o proximo o/