Notas iniciais
Yooo ~|~ Ah é, eu estava sentindo um pouco de falta do Near ~~ okay, isso é uma mentira, sim!~~ Mas eu tinha que pôr ele novamente na fic, sei lá, uma necessidade estranha disso me consumiu. E foi o que eu fiz. o/ Mas isso tem aquela leve consequência do porque quê eu fiz isso. aushuahsuahushau E o por que é?! Porque esse capítulo é o ponta pé inicial para o final da fic, definitivamente agora. Aí vcs me perguntam: "Mas Fuyuka vc não disse que essa fic só iria acabar quando vc tivesse terminado a outra?!" Bem... Era pra ser assim, mas se eu continuar enrolando nessa eu não teria assunto para estar ponto o tempo todo, o que acaba deixando o capítulo um pouco... Repetitivo. Então, prefiro dar um basta nela, e continuar escrevendo a outra, mas não é 100% certeza de que essa acabe antes que a outra esteja pronta. De qualquer forma, Near está de volta, trazendo todo o seu espirito barraqueiro nas costas aushaushuasa Boa leitura o/

–- Oe, Near. – a voz de BB rasgou o silêncio no quarto.

–- Sim?

–- Faz um tempo que quero te perguntar.

Eu já sabia o que viria depois, há um tempo que eu venho me esquivando dessa pergunta, mas não creio que agora eu consiga...!

–- E o que seria? – saí do banheiro, sentando ao seu lado na cama.

–- Quero saber o que o Matt veio conversar com você naquele dia. – seus olhos estavam em mim.

–- Isso é hora de conversar sobre isso? Já estamos nos arrumando para dormir. – me aconcheguei em seu abraço.

–- Near...! – sua voz me repreendeu, eu estremeci.

–- Está bem... – suspirei.

Flash Back on

Acordei com o barulho da campainha, BB estava enrolado em meu corpo, e foi um pouco difícil sair de seu abraço de urso. Olhei para o horário no relógio eram apenas 8h da manhã. Quem era? Quase nunca recebemos visitas... Ainda mais a essa hora da manhã.

Desci, coçando a nuca e bocejando. A cara de sono não negava que eu havia tido uma bela batalha com a cama e o coberto para poder descer me arrastando aqueles degraus. Quando abri a porta tive a minha bela surpresa ruiva. O que o Matt estava fazendo ali?

–- Bom dia. – sorria amarelo.

–- Bom dia, e o que você pensa que está fazendo aqui, nesse horário?

–- Eu realmente preciso falar com você. – seu olhar era sério.

–- Não poderia deixar para mais tarde? – bocejei.

–- Não, não quero que o Mello saiba. – coçou a nuca, envergonhado.

–- Ah... Está bem, entre. – dei passagem para ele.

–- Desculpe te acordar. – sentou.

–- Agora que já acordou não adianta, né verdade? – segui à cozinha. Peguei um pouco de suco e voltei. – E então, o que quer?

–- Quero pedir algo que só você pode fazer... – sustentava meu olhar, mas eu poderia ver que ele estava um apreensivo, talvez seu pedido fosse algo que ele me imaginasse recusando.

–- Pois diga logo do que se trata... – dei mais um gole no copo em minha mão.

–- Quero que me ajude com a organização do casamento...!

O quê? Ah, agora eu entendo o seu olhar de apreensão.

Sorri de lado, realmente eu não estava acreditando no que ele havia me pedido. Aquilo era brincadeira, certo?

–- Então, era por isso que o Mello não poderia saber?

–- Sim...

–- E o que ele faz agora que não sabe onde você está?

–- Dorme...! O Mello nunca acorda cedo. A não ser que haja necessidade ou que ele se dê conta da minha falta de presença na cama. Ou seja, temos até o meio dia, ou até no máximo às 9h.

–- E por que acha que eu concordaria?

–- Eu não acho... Só que, eu não sei como fazer isso... Quer dizer... Ah! – ele estava se atrapalhando nas palavras, se via que não havia preparado um tipo de roteiro ou algo parecido, estava nervoso, mas não demonstrava querer desistir.

–- Quer minha ajuda?

–- Muito...! – eu poderia apalpar a sinceridade em suas palavras. – Olha, eu sei que nunca realmente nos damos bem por causa dos nossos sentimentos pelo Mello. Mas... – suspirou. – Se você não estiver disposto a isso eu vou entender, quer saber, eu acho que foi desaforo demais eu vir aqui pedir uma coisa dessas... Me desculpe. – baixou a cabeça, apertando os dedos entrelaçados.

–- Eu não encaro assim... Sei que nunca fomos melhores amigos, mas também não acho que seja desaforo o que você fez. Você, -- quase mordi a língua para falar a frase seguinte. – ama o Mello, eu sei disso, embora antes não aceitasse... Então, eu posso fazer esse sacrifício por vocês. Pela felicidade dele, eu faço. – sorri com a minha própria decisão.

Os olhos verdes do ruivo sorriam como os lábios dele. Levantei-me para levar o copo e recebi os braços do outro sobre meu corpo, apertando forte meu corpo.

–- Obrigado...! – sussurrou.

–- De nada. – suspirei, retribuindo o gesto dele, ficaríamos ali se não fosse o telefone dele que tocou.

–- Mello... – suspirou. – Oi, amor...

Segui à cozinha, não ouvindo mais parte do seu dialogo com o loiro. Apoiei-me na pia, pensando no que eu acabara de fazer. Estaria ajudando meu melhor amigo e eterno amor a se casar com outro... Tudo bem, eu já superei isso, ainda amo o Mello, claro, ele foi a primeira pessoa a quem eu me apaixonei, mas não mais sou como antes... Estou me policiando e o BB faz isso também, muito bem eu diria, me mantendo em uma tênue linha de pensamento... Ainda não escorreguei. E creio que, aceitando isso vai me fazer ver a minha realidade, de que o Mello nunca me pertenceu.

–- Estou voltando para casa. Continue deitado, chego logo com seu café. – pelo que ouvi, ele estava fazendo de tudo para não mentir. -- Não, eu não vou demorar, eu prometo. – sorria feito bobo, olhando para os próprios sapatos. – Beijo...!

O celular foi desligado, mas ele permaneceu olhando para seu visor ligado. O sorriso idiota ainda dançava em seus lábios, até que ele pareceu voltar à realidade. Guardando o celular e me encarando.

–- Acho que você tem que ir. – dei de ombros.

–- Sim, o patrão espera.

–- Vi o esforço que você fazia pra não inventar uma mentira.

–- Por menor que seja, eu não gosto de enganá-lo com mentiras...! Não sei se isso é bom ou ruim, nunca parei para refletir sobre, mas continuarei assim... Near... Tem certeza do que acabou de aceitar?

–- Bom, certeza eu não tenho. – sorri de lado. – Porém, se é pela felicidade dele eu topo.

–- Eu não sei como agradecer. – olhou para o chão.

–- Cuide dele, já é uma boa parte do pagamento. – dei dois tapas em seu ombro. – Agora vá para casa, ele está esperando você. – sorri abrindo a porta da frente.

Matt abriu um grande sorriso, se apressando em passos longos para chegar até e cruzar a porta. Me deu um breve adeus, repetindo um outro obrigado enquanto segurava em um aperto firme a minha mão. O observei montar sua moto e finalmente sumir de minha vista em uma única arrancada.

Flash Back off

–- E então?

–- O Matt… Ele me pediu para ajudá-lo nos preparativos do casamento dele com o Mello... – eu não o encarava.

–- E o que você disse?

–- Eu disse que sim. – ele suspirou fundo, como se não acreditasse que eu realmente havia feito isso.

–- E por quê?

–- Porque o Mello é meu amigo, foi meu tudo o que sue sempre desejei ter em mãos... Hoje quero o bem dele com aquele que ele ama, não havia motivos para que eu dissesse não...

–- Motivos havia Near. Você sabe!

–- Sei que eles me fizeram sofrer por conta desse amor não correspondido, mas nunca foi diretamente culpa deles. Eu escolhi sofrer daquele jeito, achando que um dia o Mello me amaria... Sempre estive errado, e acreditado que fazendo isso eu me redima comigo mesmo e pelo mau que eu causei aos dois...

–- Ah Near, Near... – apertou os braços em minha volta, aspirando fortemente meus fios albinos. – Por que fez tanto suspense quanto a isso?

–- Achei que você fosse ficar bravo, achando que foi uma ofensa o ruivo vir aqui pedir esse tipo de coisa.

–- Sabe o que eu acho? Que ele confia em você, confia que você já esqueceu de vez o loiro dele... E acredito eu que isso seja verdade, não é?

–- BB... Isso é verdade... Em parte, você sabe que eu não serei capaz de esquecer completamente ele... Que apesar de tudo o fato de sermos amigos, de como ele me trata sempre vai me fazer reconsiderar os meus sentimentos. Mas acima de tudo eu amo você. Disso não tenha duvidas, apesar de tudo que eu sinto pelo Mello, sei que ele não me pertence, ok?

–- Isso me deixa feliz, pelo fato de que você não vai mais ficar chorando pelos cantos... Por lembrar-se do quanto poderia ter sido feliz se o Mello estivesse com você, senti vontade, uma enorme vontade de largar você, eu me doava por inteiro e ainda assim os seus pensamentos ficavam em outros... Ah Near, como aquilo doía.

–- Cada vez que você fala disso, eu me sinto pior... Sinto muito pelo que fiz. – me encolhi para dentro de seu corpo.

Ele riu uma risada gostosa, realmente sincera.

–- Ah, Near! – segurou meu rosto entre as duas mãos. – Como eu amo você. – selou meus lábios aos dele. – Eu realmente amo, amo você! – mantinha um enorme sorriso.

Aquilo sempre me constrangia. Desde a maneira como me olhava, até a maneira como as palavras saiam de sua boca. Por mais que eu dissesse que ainda sentia algo pelo Mello, ou por mais que eu dissesse que ele ainda não dominava totalmente os meus pensamentos ele nunca deixou de fazer isso... Mesmo antes, quando eu tinha que dividi-lo com o irmão, que agora mora com o Raito perto daqui, suas palavras e gestos quando se tratava disso nunca mudaram.

–- Talvez você seja meu Mello... De um jeito estranho, totalmente diferente, mas é assim que eu o vejo. Talvez, eu não seria tão feliz assim se estivesse com o Mello.

–- Deixe-o para lá, -- aproximava os lábios dos meus. – Eu estou com você, não ele. Eu quero te fazer mais feliz a cada segundo, não ele. Eu amo você de verdade, não ele. – me beijou de forma terma.

Eu pisei na bola, inúmeras vezes, mas nem por isso ele deixou de ficar ao meu lado. Hoje era para eu ainda estar sozinho, olhando para a parede e fantasiando sobre como seria lindo o meu futuro ao lado do chocólatra, e não duvido nada que eu estivesse feliz com isso... E hoje vejo que eu provavelmente acabaria em um hospício, chamando pelo Mello a cada vez que estivesse sem ser dopado. Um fim nada feliz para um gênio. É, gênio tendem a ficar loucos. E eu enlouqueci... Enlouqueci pelo BB... Me dopo com suas palavras, e pelos prazeres que por ele é me oferecido... E enquanto lúcido encaro a minha felicidade ao seu lado... A realmente e quase palpável felicidade.

Notas finais
auhsuhaus o google me chateou, u_u Procurei uma imagem que tivesse somente o Near e o Matt, mas só tinha yaoi :@ e porra, todo mundo sabe que o Matt é do MELLO! quantas vezes é preciso que eu diga isso? u_u Até o proximo o/