Um Amor Para A Vida Inteira?!
67 Lua de Mello
Notas iniciais
Ao passar da soleira do quarto reservado, os sapatos foram tirados. O gelo do chão frio fez correr um arrepio nas espinhas dos dois. Sua mão ainda na minha, levava-me adiante. A decoração é clássica, com lustres pendurados, tapetes bem bordados, as paredes pintadas de um leve bege, enquanto que os móveis contrastam perfeitamente com ela em suas tonalidades de vermelho vivo.
–- Lindo, não? -- sentou sobre o braço do sofá, puxando-me para abraçar meu corpo.
–- Sim, muito. -- rocei meu nariz no dele. Segurando seu rosto, selando nossos lábios pela primeira vez desde que embarcamos.
Sua boca desceu. Caminhando lenta pelo formato de minha mandíbula. Arrastando-se pelo comprimento do pescoço, até se deparar com o empecilho do paletó. As mãos abriram cada botão por sua vez, devagar. Até ambos estarem sem as partes de cima, os peitos ainda cobertos pela última, mas já aberta pela metade, peça de roupa.
–- Venha, vamos conhecer o resto do quarto. -- sorri para ele, estendendo a mão e o levando para outro cômodo.
–- Oh, Mello, não estraga o clima. -- riu de leve.
A cama estava coberta por um belo lençol preto de seda. Travesseiros brancos com fronhas de babado terminavam a decoração. Nossas malas estavam perto da janela, e guarda roupa, e ao lado do colchão uma pequena banquinha continha um pequeno abajur, e junto a ele um balde com gelo, vinho e champanhe. Fui empurrado contra a cama, sentindo as mãos do outro em cócegas.
–- Para, Matt! Por favor. Hahaha. -- o riso saía divertido, trabalhando para se livrar das mãos que insistiam em mover os dedos freneticamente.
Cambalhotas foram dadas para tentar se livrar dos apertos e assédios do outro, até meus pulsos serem segurados acima de minha cabeça. O ruivo tinha seu peso sobre mim, e o olhar fixo ao meu. Apenas nos encarávamos. Ninguém se atrevendo a perder o contato.
–- Quietinho. -- e finalmente beijou-me com amor. Sua mão ainda me segurando, mas não mantendo o aperto. -- Eu amo você, Mello... -- seus lábios se prensavam a minha orelha, para logo mordiscar meu lóbulo, e descer um pouco mais, ainda se mantendo nessa região.
Os beijos eram discretos, mas nem por isso deixavam de arrancar um suspiro pouco mais profundo por minha parte. Desvencilhei meu pulso de suas falanges, abraçando sua cabeça com os dedos firmes em seus cabelos. Deixei meu pescoço cair para trás, liberando toda a carne que ele tivesse as condições de consumir em apenas um momento. Minha respiração é um misto de asmático e surpreso de tão oscilante.
–- Quer vinho? -- sussurrou.
–- Quem é o corta clima agora, e eu adoraria. -- saiu de mim, dando um selinho de deboche.
Trazendo duas taças se ajoelhou ao meu lado, tirou a rolha e antes que ele pudesse preencher os vidros tomei a garrafa de sua mão, o ruivo piscou algumas vezes, e sorriu logo que me viu levá-la aos lábios.
–- Direto da garrafa é ótimo.
–- Está agindo como um bêbado. -- tomou-a de minha mão, bebendo um gole.
–- Ah, Matt, Mail Jeevas, me deixe bêbado, embriagado com seu amor. -- joguei-me para trás, abrindo os braços no colchão. -- Nee, -- olhei para ele, virava mais uma vez a garrafa na boca. -- me dá isso aqui. -- não era isso que eu pretendia falar ou fazer, mas devido às circunstâncias foi necessário.
–- Eu estava tomando.
–- Estava. Conjugação perfeita. Agora eu estou. -- passei a mão esquerda por sua nuca, prendendo os dedos firmemente em seus cabelos, e o beijei transmitindo toda a necessidade de consumação do momento. Seus braços me abraçaram a cintura, as mãos sobre meu bumbum apertou-o com força.
Não era mais necessários palavras, frases, textos ou qualquer coisa que necessitasse de dicção. Somente a troca de olhar e os toques certeiros demonstravam tudo. E assim transcorreu. Suas mãos habilidosas terminando de tirar ambas as blusas, para só então o calor de nossos peitos entrarem em contato.
A língua levemente tingida de vermelho deslizou sobre minha pele, correndo por meu pescoço mais uma vez, porém desta a intenção de parar não estava contida. Minha clavícula recebeu mordidas, até que o alvo eram meus mamilos, presos entre sua arcada dentária, e/ou o polegar e indicador.
Fiz o líquido da garrafa escorrer novamente por minha garganta, deixando-o escapar pelos lados da boca, pingar sobre onde o ruivo trabalhava. O botão da calça foi aberto, e meu membro acariciado dali. Mordi o lábio inferior, proferindo um grunhido enquanto rebolava levemente contra sua intimidade. Mordi seu lóbulo, descendo somente um pouco mais e marcando com chupões, sua pele se arrepiava a cada investida. Continuei a trilha, fazendo metade do formato de sua mandíbula a chegar ao queixo, e subir para o norte a fim da sua boca mais uma vez. Fui recepcionado com gentileza, porém havia o contraste dos toques devassos nas minhas partes baixas, fui obrigado a gemer e apartar o ósculo.
Joguei-me para trás, e o puxei pelos cabelos para que me acompanhasse, pegando de minhas mãos a garrafa, colocou-a de volta dentro do balde, voltando sua atenção para mim logo depois. Suas calças se moveram para fora do corpo, juntamente a minha, a sensação de prazer ao ter suas unhas correndo de leve em minha virilha fez-me sorrir e suspirar. Tomando meu pé direito em uma das mãos, levou-o aos lábios, beijando seu torço e subindo, não pude deixar de rir fraco, ele estava realmente fazendo isso? Olhando em meus olhos desse jeito? Sua carícia alcançou minha coxa, e o caminho inverso foi feito na outra perna. Descendo, até encontrar meus dedos. Suas mãos me tomaram pelas costas dos joelhos, fui puxado e choquei contra seu ventre, sentindo seu falo tocar minhas nádegas. Apoiando ambas as mãos ao lado de minha cabeça, beijou-me novamente. Investindo devagar contra mim, mesmo que ambos estivessem cobertos.
Sua provocação estava sendo magistral, investidas lentas e dolorosamente gostosas, indo e vindo, indo e vindo, apenas se roçando e voltando. Seus dedos encontraram meu membro por baixo do pano da boxer, a pele levemente molhada pelo pré-gozo da excitação de ser testado. Ele sorria, olhando para baixo, movimentando agora seus dedos em volta de mim, já fora da malha. E com sorrisos ainda maiores ele escorreu na cama, beijando meu umbigo, brincando com minha virilha, agonizando meu falo apenas em suas falanges. Pulsante e desejando estar em sua boca. Dois próprios dedos dele entraram em contato com sua saliva, para em seguida eles serem substituídos finalmente pelo pedaço de carne pedinte a sua frente, enquanto os dedos deslizavam para meu interior.
Agarrei seus cabelos em desespero pelo prazer múltiplo. Dobrei minhas pernas, gemendo pouco mais alto que antes. Tudo se movia em sincronia, sua boca, seus dedos. Diferente de minha respiração e coração. Que cantam em total falta de sintonia. Fui tocado diversas vezes em minha próstata, sua cabeça movendo-se mais rápido, seus dentes arrastando sobre a fina pele.
–- P-Pare! Não me faça gozar sem ter você em mim! Matt!! -- puxei seus fios de modo a tirá-lo de mim, a saliva escorria de seus lábios, nos ligando em uma fina linha, e deuses, essa cena foi sexy em extremo.
O orgasmo estava batendo na porta, as pernas tem leves espasmos, e a visão já é turva. Movi de modo a ficar por cima. Sua boxer ainda residia ali, mas não por mais que dez segundos depois que percebi o fato. Matt sentou e puxou-me para seu colo, segurei seu membro guiando-o até se esconder completamente em mim. Arfamos juntos, nos encarando em seguida. Tirei os cabelos que me privavam de uma visão melhor de seus olhos. Selei nos lábios em um selinho e fui abraçado pela cintura.
Com meu próprio consentimento do sentimento comum e único de estar sendo preenchido comecei a me mover.
O ruivo abrir a boca para falar, pus o indicador entre ela e balancei a cabeça negado que fizesse tal coisa. Declarações são desnecessárias nesse momento. Teremos o relógio ao nosso dispor quando terminarmos.
Abracei seu pescoço, seu rosto se deitou na curva de meu pescoço beijando-a quando os gemidos deixavam que isso fosse possível. O choque de nossas peles ecoava em meus ouvidos, o cérebro pecando em se situar, e apenas sentindo todas as sensações adquiridas de uma vez.
–- Eu amo você. -- sentei em suas coxas, o suor escorrendo em minhas costas.
–- Não me deixou falar, mas você tem todo o direito?! -- ergueu a sobrancelha.
–- Sim, eu tenho. -- me afastei, deitando. -- Vem. -- ergui os braços, tomando seu corpo neles quando se aproximou.
Suas mãos fizeram a trilha dos lados de minha anatomia, tocando com carinho, até chegar às coxas, e segura-las firme para entrar em mim outra vez. Corri as unhas ao longo de seu lombo, sentindo o suor na ponta dos dedos, e suas investidas tirando o foco de meus pensamentos. Até respirar era difícil, principalmente com seus lábios nos meus.
–- R-Rápido, Matt.
–- Não, você me sentirá por inteiro. -- beijou minha testa, reduzindo ainda mais a velocidade que suas cadencias iam e vinham.
–- Isso é tortura, filho de uma mãe.
–- Shii, lembra?! -- pôs o dedo entre meus lábios. Voltando-se a mim com força, meus olhos brilharam.
Permanecendo parado, segurou em minha cintura, rebolei contra, mordendo meu lábio inferior, provocando-o a continuar naquela situação.
–- Seja safado, amor. -- silabei.
Com um sorriso para lá de malicioso, enlaçou nossos dedos e ergueu minhas mãos acima de minha cabeça.
–- Você quer? -- roçava o ar em minha orelha.
–- Vai me dar?
–- Isso não responde a minha pergunta. -- investiu forte mais uma vez.
–- Hum, cada vez que eu responder errado, ganho uma?
Ele piscou algumas vezes, para logo sorrir.
–- Não, não é assim que funciona.
–- Que pena. -- puxei seus cabelos. -- Você perguntou se eu quero... -- mordi seu lábio. -- O que acha? Agora, me dê tudo de você. Não economize.
Ele riu rouco no fundo da garganta. E naquela mesma posição puxou o quadril para trás, voltou com intensidade, mantendo-se nesse ritmo frenético.
Eu ria, gemia entre o riso divertido que compartilhávamos, minhas mãos eram frenéticas em arranhões e apertos. Mas tudo se perder quando as entranhas apertaram, as investidas certeiras causando delírio. Apenas pude me entregar, ainda mais. Agarrando-me a tudo que era possível para aliviar a sensação que a cada milésimo de segundo me consumia mais e mais.
Afastando pouco mais de mim, tomou meu membro em mais, acariciando-o de acordo com que investia, e nessa de estímulos variados me desfiz gloriosamente entre seus dedos. Apertando seu corpo estranho dentro de mim, mas que mesmo na dificuldade do aperto ainda investia furioso.
Seus dedos deslizaram em sua língua, um por um, seu olhar lascivo me devorando enquanto fazia. Porém sua face logo se contorceu de modo a me indicar seu ápice. Puxei-o para um beijo, e em nossa luta de línguas meu interior se encheu de sua essência. As estocadas ficaram débeis, até que ele se retirou completamente.
–- Eu quero você selvagemente até o fim da nossa lua de mel. -- me arrastei até seu peito.
–- Apenas a primeira noite, aquiete-se.
(...)
Passamos quinze dias em Paris. Visitamos a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, vimos a Monalisa e a Última Ceia no Museu do Louvre, e andamos de barco no Rio Sena. Não poderia ter sido mais perfeito.
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