Notas iniciais
Oiii Bom, antes de começar a falar gostaria de agradecer a paciência de vocês que esperaram esse tempo todo para postar. Mas a situação tava tensa em relação a conseguir escrever o final asuahsu Tanto que acabei hoje antes da aula. '-' Então, eu comecei a fic primeiramente lá no AS 05-12-2012... e depois aqui 13-12-2012 iria fazer dois anos mês que vem. E apesar de lá no AS ter um nome diferente, é a mesma coisa... :3 É, é um pouco triste marcar as fics como terminadas, principalmente quando ela já tem esse histórico de te acompanhar sempre, e ter aquela responsabilidade de estar sempre pensando em algo para completar o capítulo, e a pressa para postar o próximo e aquela agônia que sentimos quando atrasamos por não ter conseguido escrever de forma legivel e relativamente boa. Mas, o que quero dizer é, eu não teria, de forma alguma, continuado essa fic sem o apoio de cada uma das pessoas que começaram a ler e que até hoje me suportam. Sempre foi muito importante os comentários que recebi, de forma a me incentivar a continuar postando e a cada vez me empenhar mais para postar um novo capítulo. Resumindo tudo: Obrigada a todos e todas que leem. :'3

Há seis anos casei. Há mais de dez encontrei a pessoa que queria levar para sempre em meus caminhos. Mail Jeevas não só me ensinou que até um ignorante e cheio de birra como eu poderia amar, mas também mostrou que havia alguém para que eu pudesse descobrir isso. Esse pensamento só me veio na mente pela trigésima vez na noite que passei praticamente o dia todo relembrando nossa cerimônia. Desde a hora que Near me chamou no carro, até quando Matt cantou pra mim. Foram momentos únicos, e que mesmo registrados em fotos e vídeos, nunca me esquecerei.

Para mim também não foi nenhuma novidade quando depois de um ano de casamento nosso, Nate fora também pedido em casório pelo BB. E hoje eles estão de aliança há três. Assim como Matsuda e ninguém menos que a Sheila estão de rolo. Eles se conheceram no dia do casamento, e decidiram sair, não é nada oficial, pelo que sei. Mas se duas pessoas saem há quase um ano, acredito que haja algo a mais. Por tanto que eles esqueçam o Matt está tudo ótimo. Verdade... O Raito e o L, soube que ainda estão juntos, mas que não pretendem casar ainda, apesar do tempo de união.

–- O que você tanto pensa? Está olhando o teto faz meia hora. -- ria de leve saindo do banheiro.

–- Hum... Pensando nas pessoas ao nosso redor, todas têm alguém.

–- Bom, não é?

–- Sim. -- suspirei.

Matt ainda estava de pé em frente ao banheiro. Ergui os braços o convidando a deitar, e com um leve sorriso caminhou até mim.

Como presente de casamento os pais dele nos deram uma casa. Sinceramente achei que ele não fosse aceitar, mas acho que como uma aceitação ao pedido de desculpas dos velhos, resolveu fazer uma gracinha. Às vezes cartas deles chegam pelos correios, mas o ruivo nunca as responde, era de se esperar. Claro, seu pensamento é que eles não achem que são amiguinhos.

Nesses seis anos muitas coisas aconteceram. Nada mudou muito em relação ao nosso relacionamento de namorados. A grande diferença é que agora ele é meu oficialmente. Tivemos brigas, ficamos sem nos falar durante um, dois dias... Fizemos viagens, visitamos o orfanato para passar o Natal lá, comemoramos todos os anos os aniversários de casamento, e assim seguimos como se fosse antes.

–- São sete da noite, não deveria estar se arrumando para dormir.

–- Cala a boca, Matt. -- me ajeitei mais em seu abraço, o ruivo acendeu um cigarro que permanecia queimando sobre o cinzeiro do criado mudo, sua fumaça sendo vista através da lâmpada do abajur. -- Se fossemos um casal hétero... Estaríamos com filhos agora?

–- Você gostaria de tê-los?

–- Não. -- levantei a cabeça.

–- Então não teríamos.

–- E se acontecesse?

–- Eles seriam amados. -- franziu a testa. -- Por que isso agora?

–- Nada, -- pus a língua para fora sorrindo. -- curiosidade sobre se você gostaria de ser pai.

–- Não penso nisso desde que te conheci, Mello.

–- Eu nunca pensei, estamos pelo mesmo caminho. -- juntou nossas mãos, fazendo uma pequena guerra com nossos polegares.

–- Sempre estivemos. Estou com a mão esquerda, isso não é uma luta justa. -- ele ria, levando o cigarro nos lábios.

–- Você também nunca joga plenamente limpo comigo, então sim isso torna a luta de agora justa. -- acabei rindo, deixando nossos polegares ainda em pé. -- Estava pensando em irmos visitar o orfanato. O que acha?

–- Não íamos no inicio do ano que vem, outra vez?

–- Eu não sei, da última vez fora você quem decidiu o dia da viagem.

Ele me encarou, balançando a cabeça como se não compreendesse a situação, sorriu antes de pôr o cigarro na boca. A fumaça que se dissipou no ar fora espalhada mais rapidamente pelo ventilador de teto e a janela aberta. Matt tateou a bancada ao lado da cama, ouvi sua aliança se chocar contra o cinzeiro, ouviu-se um resmungo. Até o embrulho da barra de chocolate ao leite fazer barulho. “Finalmente”, foi o que ele disse ao encontrá-la.

Foram longos dias, desde que nos encontramos pela primeira vez no orfanato até o dia em que finalmente começamos a namorar, o dia em que fizemos a nossa primeira viagem. O dia em que saímos para a vida além dos portões da Wammy’s, ou o dia em que fui pedido em casamento. Tudo parece tão distante de ser lembrado dessa forma, mas ao mesmo tempo acolhedor daquela maneira boa. Acolhedor da maneira de mostrar as diversas formas de se amar alguém, e isso é bom. Realmente muito bom. Sou extremamente grato por isso.

Creio que finalmente o Near aprendeu isso também; aprendeu que não adianta ficar sofrendo e se ajoelhando diante de amores perdidos ou que não se valha à pena. Por mais que se ame, o sofrimento de “largar” o que nunca foi ou será seu é menos doído do que continuar a se martirizar por algo não correspondido. Nem sei por que estou pensando nisso, essa é a verdade, o Nate deve estar bem. O BB é um bom rapaz.

–- Irei gritar Mello. -- ele ria de leve.

–- Gritar? Ficou maluco?

–- Ah, sim. Vou gritar para que o mundo ouça que eu amo você. -- ria mais alto dessa vez, apertando cada vez mais os braços ao meu redor.

–- Fizemos uma vez isso, lembra?

–- Sim, eu lembro, foi numa manhã, tínhamos acabado de acordar, certo? -- saía da cama, indo à janela. -- Venha até aqui. -- apoiou os cotovelos na soleira.

–- Vai realmente fazer isso?

–- Com toda a certeza. -- havia um sorriso maroto em seus lábios.

Caminhei até me encontrar ao seu lado, apoiando da mesma maneira que ele, olhando para baixo e para as poucas pessoas que transitavam às oito da noite.

–- Está tarde para os nossos vizinhos, não deveria fazer isso. -- olhei para o ruivo.

–- Ah, sim, eu farei, e não irei incomodar ninguém com isso.

–- Como que se grita sem incomodar? -- franzi a testa.

–- Assim. -- aproximou de meu rosto, mais precisamente de minha orelha, meu cabelo estava todo preso e por isso nada impediu a chegada direta de seu hálito em minha pele. -- Eu amo você. Mihael. –- riu mais uma vez.

–- Era para o mundo... Que você disse que faria. -- sentia a quentura em minhas bochechas.

–- Hahaha, quantas vezes terei que repetir que você é meu mundo, e foda-se as outras pessoas? -- não sorria mais, porém sua face ainda era divertida. -- Ah, e até quando irá corar quando digo que amo você ou quando fazemos amor?

–- Até quando você parar de ser idiota, Mail. -- abracei seu pescoço, juntando nossos lábios em um termo beijo de tabaco e chocolate. -- E isso parece que não vai mudar tão cedo, você nasceu assim, -- esfreguei nossos narizes. -- e eu amo você dessa forma e mais nenhuma. -- o beijei novamente.

(...)

Matt

O ar ainda era rarefeito por mais que o orgasmo já tivesse acontecido há pouco mais de dez minutos; Mello ria um pouco por motivos que nem eu ainda havia notado. Minha respiração parcialmente controlada levantava de leve o tronco dele. Seus dedos brincavam com as mexas desgrenhadas de meus cabelos. Corri as palmas pelo meio de suas costas, desenhando ao subir o formato pouco curvado de sua cintura.

–- Que horas são? -- sua voz quase não saía.

–- Pouco mais das dez.

–- Ainda é cedo. Quer comer? -- ergueu a cabeça apoiando com o queixo em meu peito.

–- Você vai cozinhar?

–- Achei que você fosse. -- riu de leve.

–- Vamos pedir pizza. -- tateei pelo celular no criado mudo.

–- Irei tomar banho, enquanto isso.

–- Não vai não. -- girei nossos corpos, sentando sobre sua cintura para não deixá-lo ir. -- Deixa que eu faça o pedido, daí nós vamos. -- Mello apenas riu com graça.

O limite de entrega foi de trinta minutos. Tomamos banho, descemos para preparar o filme, levamos os travesseiros para o sofá, junto com cobertores. Atendi a porta, e assim que o loiro vinha descendo com mais uma colcha, a largou quase no meio do cainho para atacar a caixa.

–- Ei. -- praticamente berrou pelo tapa nas costas da mão. -- Estou com fome, sabia?

–- Sei, vai lavar a mão.

–- Está bem, minha mãe. -- deu língua antes de sair.

–- Já deveria ter aprendido, filho praticante de incesto.

–- Pois eu sou um filho rebelde. -- secava as mãos na barra do casaco comprido.

–- Ah, Mello, existe toalha. -- apontei de palma aberta para ele, deitando a cabeça de lado quase numa verdadeira repreensão.

–- Você está me saindo uma mãe muito chata hoje. -- encheu o copo de refrigerante.

–- Estou? -- sorri largo, quase rindo. -- Vem, senta. Vou dar play. A mãe chata aqui agora vai esquentar suas pernas nuas com o edredom, e encher essa barriga de pizza, refrigerante e chocolate.

Talvez Michael pense o mesmo, mas encaro que nosso relacionamento não mudou em termos de degradantes desde que nos casamos. Ou até mesmo pelo tempo que já temos juntos.

Acendendo o isqueiro colocou na ponta de meu cigarro, olhei em seu rosto, e depois que ele voltou à cabeça em meu ombro, apertei a nicotina no cinzeiro, mordendo do chocolate em suas mãos.

–- Que foi? Direto você faz isso agora.

–- Comer chocolate?

–- Não, apagar o cigarro.

–- Ah, eu não sei. -- dei um riso sem dentes. -- Algo com isso?

–- Sabe que não ligo, então nenhum. Só é um pouco incomum.

–- Vamos subir? -- beijei sua têmpora.

–- O filme ainda não acabou.

–- Desde quando se importa com isso?

–- Desde quando se importa em subir para fazermos algo?

–- Desde quando ganho mais liberdade por isso, a cama é espaçosa.

–- O chão também. -- ele próprio não se conteve no riso alto.

–- Ah, Mello. -- abracei seu pescoço beijando sua bochecha. -- Quarto, banheiro, cozinha. -- contava nos dedos. -- Carro, hum, temos uma grande variedade de locais. Não acha?

–- Você é realmente pervertido. -- foi a minha vez de rir. -- Mas isso é bom. Não deixar na mesma de estar na cama com você.

–- Mas eu gosto da cama também. É confortável e da para sentir você direitinho, desde os abraçado até... -- suas bochechas coraram, passando um braço por minhas costas para me abraçar. -- No colchão é onde você é carinhoso. Não que não seja em outros lugares, pelo contrário, sempre é. Mas lá é... -- pensou um pouco, seu nariz deslizava em minha pele próxima ao ombro. -- É gostoso.

–- Eu gosto do sofá também. Tanto quanto a cama.

–- Por quê?

–- Não é tão grande, nossa mobilidade é menor, e por isso estamos o tempo todo juntos. -- ele me encarava, sorriu em seguida.

–- Talvez seja uma boa ideia permanecermos aqui. -- deslizou a mão pelos meus fios, os olhos em meus lábios enquanto se aproximava, até a testa estar na minha. -- Eu amo você. Muito. -- me deu um selinho. -- Muito. -- selou outra vez. -- Muito. -- sorria.

–- Eu amo muito você também.

Finalmente cedi a minha vontade de beijá-lo sendo prontamente correspondido. E ali mesmo ficamos.

Desses anos para cá foram tantas juras de amor. Tantos carinhos. Tantos abraçados. Tantos beijos. Algumas brigas. Reconciliações. Desculpas mesmo que a culpa não fosse nossa. Tanto sexo, claro, isso é uma coisa que Mello nunca negou ou irá negar na vida, não importa o quão bravo esteja ou o quanto esteja chateado comigo; será preciso muito mais que uma discussão ou uns bons tapas enraivecidos e desordenados enquanto brigamos para me fazer desistir desse amor. Acho que é isso o que podemos chamar de para a vida inteira.

Para quando estivermos jovens,

Adultos,

Coroas,

Velhos...

Ou mortos...

Notas finais
Então, está o final de uma série que eu simplesmente amei de paixão escrever. Esse não é o meu último projeto MattMello, de jeito nenhum. Tenho 3 capítulos prontos de Sexual Toy, a qual vinha dizendo a vocês. Mas ela ainda não será postada; como eu vinha dizendo que postaria quando está aqui estivesse finalizada. :3 Bem, mais uma vez, povo, obrigada, de coração mesmo, mesmo!! s2 E até a próxima fic. :'3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!