Notas iniciais
Oii ~~ Nossa. Eu estava realmente ansiosa para postar esse capitulo. E cá está ele. Devo dizer que a primeira vez que escrevi ele foi na recepção de um casamento. aushuas pq a inspiração tava a mil né?! Vamo combinar. Mas aí, praticamente nada doq eu escrevi naquela epoca eu usei. Pq? Porque eu fui em outros e aí resolvia mudar, e mudar, e mudar. Bem, nesse capítulo temos duas coisas as quais eu morro e mato de ciumes. aushaus a musica e a imagem de capa. Significados até as estrelas ambas têm para mim. :3 A musica pq realmente foi feita para eles dois, e o Matt diz uma coisa no capitulo que foi o que eu pensei, tudo bem que ele se referi ao Mello e eu aos dois. Mas tem o mesmo sentido. E segundo a imagem. É mais dq lindo, um se apoiando no outro enquanto caminham em direção a uma trilha que eles não vêm o fim, em uma linha tão fina onde um precisam do outro para se manter nela, e firme. Mas a musica com certeza é minha paixão. Desde que ouvi a primeira vez não tem uma que não me faça ficar emocionada! PQP! A music: http://letras.mus.br/one-ok-rock/1698362/ Cara, eu vou dar um trabalhinho a vcs, se puderem, claro, só solta a musica quando rolar os trechos dela, fica mais facil de acompanhar. Não sei escrever casamentos, isso é um fato que eu concretizei, mas... Eu fiz oq pude pros meus dois nenens. Boa leitura ~~

Meu aniversário. Caramba. Hoje é o dia mais importante da minha vida, não porque eu faço anos, mas porque vou selar em matrimônio a minha vida com quem amo. E pensar que há uma semana isso tudo não passava de um sonho.

Estou dentro do carro, esperando que o sinal seja me dado para eu possa entrar na igreja. Meu coração bate forte, e acelera mais a cada pequeno segundo que passa. Apertei meus dedos e mordi meu lábio. Estou em total euforia por dentro.

Da janela ao olhar lá para dentro, vejo Matt, de pé no altar. Vestindo o terno branco, deixando seus fios mais compridos que o comum caírem levemente abaixo de seus ombros. Ele parece calmo. Mas acho que só parece. Com o lance de seus pais, ele também está tenso. Porém não demonstra, diferente de mim, que deixo transparecer meu nervosismo pelo olhar.

–- Respira Mello... -- falei para mim, apertando uma mão na outra.

–- Está muito nervoso? -- o motorista pergunta, virando pouco do seu corpo em minha direção no banco de trás.

–- Demais. -- sorri totalmente sem graça.

–- Há quanto tempo vocês se conhecem?

–- Há anos... Desde que éramos pequenos.

–- É o ruivo no altar, certo?

–- Sim. Ele mesmo.

–- Bom gosto o seu. E dele também. Não estou dando em cima, também sou casado e tenho um filho.

–- Tudo bem, e obrigado. -- sorri fraco.

“Pela manhã

O dia amanheceu mais brilhante do que qualquer outro dia que esse inverno tenha sido. A noite passada havia nevado bastante, e agora o sol que resplandecia derretia todo aquele palmo de neve acumulada sobre o chão e árvores.

Matt ainda dorme, meu coração palpita loucamente em meu peito. Ainda é apenas 6h da manhã, mas o nervoso que me toma parece que já estou no altar.

–- Bom dia. -- ele sussurra, me tirando dos devaneios.

–- Bom dia.. -- olho seus olhos sonolentos me encarando. Ficamos assim, até que suspirei para me pronunciar. -- Matt... Eu estou nervoso.

–- Por quê?

–- Ora, como por quê? Hoje eu vou ganhar o melhor presente da minha vida. -- o abracei. -- ‘To a ponto de me derreter em lágrimas. Acho que é a primeira vez que sinto tanta emoção.

–- Eu também estou feliz, Mello... Feliz demais devo ressaltar.

–- Sabe que às vezes eu acho estranho o fato de te olhar nos olhos e ainda sentir aquele mesmo sentimento... Eu te amo, muito.

Meu corpo fora apertado enquanto meus lábios eram selados.

–- Eu também te amo, e estou esperando ansioso a Lua de Mello. -- sussurrou.

–- Ora, ora, pervertido! Vai casar comigo pelo sexo. Hahaha. -- permaneci com meu rosto enterrado em seu pescoço.”

Um toque no vidro fume do carro me chamaram atenção de meu Flash Back matinal. Era o Near. Baixei o vidro e o encarei.

–- Mello, é a sua hora.

–- Boa sorte. -- disse o motorista.

–- Obrigado, -- me dirigi a ele. -- Near.

A porta do carro foi aberta pelo albino. As portas da igreja estavam fechadas. Só se abririam quando eu me pudesse atrás delas.

–- Fique calmo... E parabéns mais uma vez. -- ele abraçou-me. --- Ao longo desses anos ele provou que te merece.

–- Obrigado, Nate. Você não sabe o quanto é importante para mim ouvir isso. -- puxei ar. -- Nee, os pais dele estão?

–- Ainda não chegaram... -- me olhou nos olhos.

–- E espero que não cheguem.

–- Relaxa, homem. -- tentou me ajudar.

A adrenalina corre em minhas veias no lugar do sangue. Caralho, como eu estou nervoso! AH! Palavrões me ajudem a extravasar!

Me pus atrás da porta. Aspirei oxigênio, mas ele se entalou quando vi a porta sendo aberta. Há poucas pessoas do orfanato, fora o Raito, L, Beyond, Near, Sheila... E até Matsuda, estavam de pé, olhando para mim. Soltei o ar preso quando a marcha nupcial tocada por violinos ao vivo começou. Passo ante passo eu ia me aproximando cada vez mais dele. Eu apenas queria correr e me encontrar logo com o ruivo, mas o frio na barriga, e a consciência não me permitiam; a decoração era em vermelho vivo, algumas flores cor de leite se misturam aos buquês sobre as pilastras de vidro enfileiradas por cima do tapete carmesim que ando. Os detalhes além da fitas de laço que unia cada pilastra não vieram aos meus olhos, meu objetivo estava a poucos passos de distância. E quando eu finalmente cheguei seu sorriso me roubou o chão.

–- Está lindo, meu amor. -- sussurrou para que só eu ouvisse.

O padre nos cumprimentou com a cabeça e a cerimônia se iniciou, tentei ignorar seu comentário apertando sua mão.

–- Estamos aqui reunidos está noite para selar em matrimônio a vida de Mail Jeevas e Mihael Keehl (...).

Matt mantinha sua mão a minha. E de vez em sempre eu me pegava olhando para seu perfil. Corava levemente com as impurezas vindas à mente. Repreendia-me em mente, e tentava manter o foco nas palavras do líder religioso a nossa frente. Mas é tão difícil com ele ao meu lado. A abstinência a qual eu propus talvez não tenha sido uma ideia tão boa assim.

–- Fiquem de frente um para o outro.

Merda... Eu vou enfartar!

Estendi minhas mãos pra frente e ele as agarrou.

–- Antes de continuarmos com esse casamento, há alguém aqui que seja contra? Se sim, que fale agora ou cale-se para sempre!

Olhei aflito para a platéia, catando com os olhos o Senhor e Senhora Jeevas. Mas suspirei aliviado quando não os encontrei.

–- Mail você aceita Mihael como seu legítimo esposo?

–- Sim.

–- Promete amá-lo e respeitá-lo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe?

–- Com toda a certeza. -- colocava a aliança em meu dedo.

A voz dele parece tão firme, mas se eu der uma palavra... Choro...

–- Mihael você aceita Mail como seu legítimo esposo?

–- Sim. -- tenho certeza de que tremi a voz.

–- Promete amá-lo e respeitá-lo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe?

–- Sim. -- o nervoso é um filho da puta.

Segurei sua mão de modo trêmulo e comecei a encaixar o anel em seu anular.

–- Querem falar algo um para o outro?

–- Mello.

–- Fala nada não, Matt... Eu vou acabar chorando.

Um sorriso torto brotou em seus lábios. Sua mão veio a meus cabelos, uma mecha foi posta para trás de minha orelha.

–- Eu te amo. -- sussurrou.

–- Merda. -- não consegui segurar e uma única lágrima escorreu por meu rosto, apertei os olhos para então sussurrar. -- Eu te amo...

–- Pode beijar o noivo. -- o padre careca e de batina dourada deu a sentença.

Com a outra mão que ainda estava na minha, puxou meu corpo para colar no dele. Sua respiração estava forte. Seu peito empurrava o meu. Ele estava fazendo tanta cerimônia. Joguei meus braços por cima de seus ombros e finalmente descansei em seus lábios. Sua testa apoiou-se na minha.

–- Estou louco para tirar esse terno de você.

–- Matt, estamos em uma igreja!

(...)

Recebemos nossos cumprimentos quando chegamos ao espaço da recepção. Estou feliz pelo fato dos pais do outro não terem vindo, mais ainda pelo fato de que meu pesadelo simplesmente não se realizou.

Todos estão agitados na pista de dança. Até Matt resolveu se jogar. Dançando com os braços para cima segurando uma taça de champanhe. Eu estou aqui conversando com o Near e o BB. Mas sinceramente está meio difícil prestar atenção em suas palavras.

–- Entendeu, Mello?

–- Sim, claro.

–- Fale a verdade. Você não prestou atenção em nada que eu disse. Tá aí comendo o Matt com os olhos.

–- Desculpe por isso, e também a verdade é que eu o perdi de vista.

A música que tocava parou. O ruivo estava de pé perto do DJ e segurava o microfone.

–- Merda! O que ele vai fazer?

–- Relaxa, ele só deve mandar o povo se divertir.

–- Eu conheço o Matt, Near. Não é só isso que ele vai fazer.

Todos pararam as danças, e voltaram seus olhos para o palco.

–- Mello. -- sua voz ressoou no ar. -- Coisa linda do Matt. -- sorriu largo. -- Certo, sem brincadeira. -- pigarreou. -- Sabe às vezes eu me pergunto como que eu fui me apaixonar por você. Quando eu morava com a vizinha, minha visão do futuro de vez enquando era me casar com uma mulher e ter filhos. Mas aí quando fui pro orfanato vi você, lascando com fúria cada pedaço daquela barra de chocolate e, pronto, foi amor à primeira vista. -- olhou brevemente para os próprios pés, passando o fio do microfone por trás das pernas. -- Passamos por tanta coisa desde que nos conhecemos. Acho que a maior de todas as nossas provações foi aquele ano, faço de tudo para esquecê-lo, mas é uma forma de nós percebermos o quanto nos amamos. Que nem um ano longe foi suficiente. Foi difícil, muito difícil para mim, ficar sem você. Naquela noite em que você voltou eu quase nem acreditei. Fiquei puto, porque você estava na casa de certas pessoas. Mas hoje agradeço a ele por ter cuidado de você. E também agradeço pelos esforços em me ajudar nessa festa. Obrigado, Near. -- tomou fôlego, batendo uma continência pro albino. -- Eu adoro as suas ceninhas de ciúmes, você fica fofo quando tá bravo comigo por qualquer besteira. Mas eu não quero ficar falando, vem aqui Mello, quero te cantar uma coisa.

–- Filho da mãe! Cantar?!

Caminhei até o palco. Matt sentou em um banquinho branco ao lado do DJ, pegou um violão e posicionou sobre seu colo. Desde quando ele sabe tocar?

–- Olha. Quando eu ouvi essa música pela primeira vez, só pude pensar em você. Chame-me de maluco, mas você é minha obsessão. É o ar que eu respiro. Te encontrar foi a melhor coisa que já me aconteceu. -- olhava em meus olhos. -- Não chora não, amor. -- sorriu fraco. O DJ trouxe um banco em igual para que eu sentasse.

–- Não chorar? Poxa... Depois dessas palavras, é tão difícil.

–- Apenas ouça, tá? Eu a aprendi pela internet, -- sorriu amarelo. -- eu não podia dizer que ia sair para fazer aulas de violão, então quando você ia dormir eu estudava. As poucas vezes que você saiu, eu pude realmente fazê-la no violão. Obrigado por tornar essa coisa bastante difícil.

–- Isso é por esconder de mim. -- lhe fiz um bico e ele riu.

–- Agora é sério. Apenas. Ouça.

Alguns burburinhos foram ouvidos, antes das cordas do violão começar a ser testadas. E finalmente as primeiras doces e calmas notas foram tocas. O ruivo olhava para os dedos, até levantar a cabeça e silabar os primeiros versos para mim.

I’m telling you

(Estou te dizendo)

I softly whisper

(Eu sussurro baixinho)

Tonight, tonight

(Esta noite, esta noite)

You are my Angel

(Você é meu anjo)

Aishiteru yo

(Eu te amo)

Futari wa hitotsu ni

(Vamos nos tornar um só)

Tonight, tonight

(Esta noite, esta noite)

I just say...

(Eu apenas digo...)

Wherever you are, I always make you smile

(Onde você estiver, farei sempre você com que sorria)

Wherever you are, I’m always by your side

(Onde você estiver, estarei sempre ao teu lado)

Whatever you say, kimi wo omoi kimochi

(O que quer que você diga, estará sempre no meu pensamento)

I promise you “forever” right now

(Te prometo a eternidade neste momento)

Eu estava a ponto de pedir-lhe para parar de cantar, as lágrimas já rolavam em meu rosto, enquanto os soluços queriam vir à tona, mas isso eu ainda consegui segurar. Olhando para quem nos olhava, pude ver os pais do ruivo, o coração disparou, mas procurei apenas me concentrar nele.

I don’t need a reason

(Eu não preciso de motivo)

I just want you baby

(Eu só quero que você esteja, baby)

Alright, alright

(Bem, sempre bem)

Day after day

(Dia após dia)

Kono saki nagai kotto zutto

(Ainda temos um longo caminho à nossa frente)

Kouka konna boku to zutto

(Aconteça o que acontecer, sempre)

Shinu made Stay with me

(Até a morte, fique comigo)

We carry on

(Nós seguiremos em frente)

Wherever you are, I always make you smile

(Onde você estiver, farei sempre você com que sorria)

Wherever you are, I’m always by your side

(Onde você estiver, estarei sempre ao teu lado)

Whatever you say, kimi wo omoi kimochi

(O que quer que você diga, estará sempre no meu pensamento)

I promise you “forever” right now

(Te prometo a eternidade neste momento)

Wherever you are, I never make you cry

(Onde você estiver, eu nunca te farei chorar)

Wherever you are, I never say goodbye

(Onde você estiver, eu nunca direi adeus)

Whatever you say, kimi wo omou kimochi

(O que quer que você diga, estará sempre no meu pensamento)

I promise you “forever” right now

(Te prometo a eternidade neste momento)

Eu nunca esperava que alguma coisa desse tipo fosse acontecer. Passar parte da madrugada estudando na internet para me fazer essa surpresa... Pedir ajuda ao Near para que tudo desse certo. Passar por cima dos pais para manter o pensamento. Meu Zeus... Eu simplesmente, simplesmente... Sou completamente desmerecedor do tamanho do amor que ele doa, mas eu não posso deixá-lo ir. É meu. E somente meu.

Bokura ga deatta hi wa futari ni totte ichiban

(Para nós, o dia que mais deveríamos comemorar)

Me no kinen subeki hi da ne

(Foi aquele dia que nos encontramos)

Soshite kyou to iu hi wa futari ni totte niban

(Então, o dia que deveríamos comemorar a seguir)

Me no kinen subeki ni da ne

(É aquele que chamamos de “hoje”)

Kokoro kara itoshii hito

(Alguém que amo com todo o meu coração)

Kokoro kara aiseru hito

(Alguém que posso amar, do fundo do coração)

Kono boku no ai no mannaka ni wa

(Dentro deste meu amor)

Itsumo kimi ga iru kara

(Você sempre estará presente)

Wherever you are, I always make you smile

(Onde você estiver, farei sempre você com que sorria)

Wherever you are, I’m always by your side

(Onde você estiver, estarei sempre ao teu lado)

Whatever you say, kimi wo omoi kimochi

(O que quer que você diga, estará sempre no meu pensamento)

I promise you “forever” right now

(Te prometo a eternidade neste momento)

Wherever you are

(Onde você estiver)

Wherever you are

(Onde você estiver)

Wherever you are

(Onde você estiver)

As últimas estavam a ser tocadas, seu olhar novamente se desviou para seu dedos, dedilhando devagar até finalmente o som cessar. O violão fora posto de pé ao lado de seu banco.

–- Mello, eu -

–- Chega! Por favor. -- me joguei sobre seus braços, abraçando seu pescoço. -- E-Eu sei, e-eu sei, amor... -- os soluços já não mais eram contidos. -- Eu te amo também, amo, amo, amo.

Segurando meu rosto inundado de lágrimas, as secou inutilmente, para depois trazer meus lábios para os seus. Abraçando meu corpo de modo protetor.

–- Não fiz nada para você, me desculpe. -- sussurrei ao seu ouvido.

–- Claro que fez. Você aceitou casar comigo. É mais que suficiente. Agora não chora.

A salva de palmas atrás de nós cessou de forma abrupta.

–- Mail, Mihael. -- eu logo reconheci a voz, a mãe do Matt! Ainda virado para trás comprovei qual o motivo da pausa.

–- O que fazem aqui? -- Matt, ainda comigo em seus braços, levantou.

–- Calma, viemos em paz. -- a mulher era envolvida por um abraço do marido. -- Nós vimos tudo, estávamos no fundo da igreja.

–- Não vi vocês. -- franziu a testa.

–- Não tínhamos a intenção de interromper a cerimônia. E... Parabéns meu filho.

–- Não me chama assim. -- cortou-a antes que concluísse.

–- Matt... -- apertei seu paletó.

–- O que têm para dizer?

–- Eu estava errado sobre você Mihael. -- o homem se pronunciou. -- Achamos que seria apenas alguém que queria enganar o Mail, mas suas lágrimas provam o contrário.

–- Repito que nem por isso vocês o conhecem.

–- Mail estamos aqui com sinceridade. Por favor, colabore.

–- Sejam breves.

–- Queremos pedir desculpas. Sinceras desculpas.

–- Se estão aqui para repetir o mesmo discurso, por favor, poupem-se. Eu já sei o que vocês têm a dizer.

–- Estamos voltando à Inglaterra. Você... Não vem mesmo conosco?

–- Não... Estou feliz como, onde e com quem estou.

Eles se entre olharam.

–- O Mello pode vir.

–- Espera um minuto. Vocês estão querendo dizer que a proposta de antes não o incluía? Que se eu aceitasse seria para ir sozinho?!

–- Bem... Sim, mas -

–- Há, eu não acredito.

–- Nós não o conhecíamos, e ainda não conhecemos, então não queríamos considerar ele morando sobre nosso teto.

–- Ele indo ou não, eu não quero. Ainda não sei o que faz vocês pensarem que eu aceitaria...!

–- Nós também não, mas obrigada, Mail... Pela sinceridade quanto a isso... -- inclinou levemente a cabeça, escondendo as prováveis lágrimas. -- Sejam felizes. -- ela foi a primeira a se retirar, a mão envolta de luva cobrindo sua boca. A nossa frente o pai ainda se mantinha a nos olhar.

–- Eu não imaginava que nosso filho fosse casar com alguém do mesmo sexo, mas... -- suspirou. -- Não podemos fazer mais nada quanto há isso. Não digo que estou plenamente satisfeito, nós queríamos netos. Mas, é a sua escolha e diante de tudo não podemos interferir. Desculpem todo o transtorno que causamos. -- juntou as mãos ao lado do corpo, inclinando a cabeça em desculpas. -- Partiremos sem “mas”.

–- Espero que tenham uma boa viagem. -- limitou-se.

Mesmo com toda a turbulência em meio à festa, isso não fez com que as pessoas parassem o que fazia para se dedicar a fofocar sobre o assunto. Pelo contrário, ele logo fora passado para trás.

–- Venha, vamos lavar esse rosto. -- segurou minha mão, sorrindo para mim enquanto começava a me guiar. -- Falaremos com Watari depois.

–- Sim.

A porta do banheiro foi aberta e Near lavava suas mãos. Tinha os olhos levemente avermelhados, e a base destes também.

–- Olha só o que você fez com ele, Matt! -- tentava repreendê-lo, eu consegui rir.

–- Me desculpe. -- coçou a nuca. -- Não sabia que o efeito seria algo tão extremo.

–- O que posso falar? Você me fez chorar também. -- balançava a cabeça em negação.

Enchi as mãos em concha com água, levando ao rosto. A porta novamente foi aberta e quem adentrou foi Matsuda, fiz cara feia, voltando ao que fazia.

–- Não tive chances ainda de falar com você direito, parabéns, cara. -- abraçou o ruivo, eu via tudo pelo espelho grande a minha frente, enquanto que Near somente segurava o riso no canto da porta.

–- Obrigado. Mello não se afogue.

–- Ah, sim, parabéns a você também. Conseguiu um belo marido. -- estapeou de leve minhas costas curvadas.

–- Eu sei disso. -- Near me serviu de uma pequena toalha para enxugar a pele.

–- Pronto. -- Matt se aproximou de mim, tomando meu rosto nas mãos.

–- Matsuda, acho que deveríamos sair. -- o albino fez sinal com a cabeça. -- Estarei aqui na porta, fiquem quanto tempo acharem necessário.

–- Obrigado, Nate, mas seremos breves. -- respondi. -- O dia mais feliz de minha vida. -- encostei minha cabeça em seu peito. -- Não vou chorar de novo. Vai ficar comigo para sempre? Como disse na música?

–- Mais do que isso se me fosse permitido. -- beijou meus cabelos.

–- Obrigado, de verdade, por tudo até hoje. Desde as palavras, brigas, broncas, carinhos, cuidados, noites, filmes, chocolates quentes, viagens, abraços, sussurros, risos, sexo... Tudo. Desde aquele olhar na Wammy’s até esse abraço de agora.

–- Faremos tudo isso ainda, mais e mais. -- senti seu sorriso. -- Sou eu quem deveria agradecer, Mello. Você me salvou de uma futura vida suja.

–- Você me mostrou que até eu posso amar.

–- E você me mostrou o quanto é bom sermos retribuídos. Que existem amores que podem durar a vida inteira de duas pessoas.

(...)

–- Watari! -- o ruivo parecia feliz em ver o senhor. Tomando-o em um abraço.

–- Matt, Mello. Eu sempre desconfiei. Hahaha. -- os bigodes e cabelos brancos, os óculos sobre o nariz, ele não havia mudado nada. -- Ei, ei, Mello, venha você também. -- tomou-me nos braços finos. -- Seja feliz, pequeno. -- sussurrou para mim, apertei o terno em seu corpo, enterrando o rosto mais um pouco em seu pescoço enrugado.

–- Obrigado, velho.

–- Continua desrespeitoso, -- se afastou. -- ei, ruivinho, dê um pouco de educação a ele. -- fingiu estar o repreendendo.

–- Pode deixar, criarei técnicas infalíveis. -- piscou para mim, e é claro que eu sabia sobre o que ele estava falando.

Eles continuaram a conversar quando fui puxado pelo braço por aquela loira exibida da Sheila. O decote de seu vestido ia quase a seu umbigo, além do rosa quase vibrante. Os cabelos estavam ornamentados em um coque, que continha uma presilha de flor prata.

–- Admito que não levei fé quando você disse que estavam noivos. Só quando recebi convite.

–- Que ótimo. -- a ironia transbordava.

–- Adeus, Matt. -- fingiu choro. -- Mas estou feliz por você e mais ainda por ele. Você sabe o que eu sentia por ele não era bem amor, é só que ele é bonito, galante, carinhoso -

–- Caham! -- pigarreei. -- Menos com os elogios, por favor.

–- Desculpa, mas quando eu via vocês juntos, hahaha, eu achava que eram só amigos e que ele era apaixonado por você, mas que você não sabia ou fingia que não. Mas mesmo assim ele tinha todo aquele jogo, sabe? -- suspirou. -- Porém, repito que estou feliz, por vocês.

–- Isso também é ótimo.

–- Qual é Mello, não seja cruel. Desculpa pelas afrontas lá no restaurante, apesar de já termos feito nossa pequena trégua da ultima vez que vocês foram lá. Mas é só para reforçar. -- sorriu.

–- Tudo bem, ele mais que meu oficialmente agora. -- retribui o sorriso.

–- Não precisa jogar na cara.

Conversamos mais um pouco, apesar de eu não gostar muito dela. As malas para a nossa viagem estavam prontas, e o taxi estava a postos para nossa ligação e nos levar ao aeroporto. Estou louco para conhecer Paris, e mais ainda para aproveitar todos os vinte dias que passaremos lá.

Observei o ruivo de longe, preferindo deixá-lo a conversar com nosso ‘pai’. Sentei a mesa de Near e BB, Raito e L já estavam novamente sentados.

–- Nate! Eu não acredito que você estava metido nisso tudo!

–- Hahaha, não me culpe, o Matt foi lá pedir minha ajuda, com você no pé dele, bem não acho que ele conseguiria muita coisa.

–- Aquele! -- prensei um lábio no outro. -- Então era por isso que ele não me deixava ajudar. -- cruzei os braços.

–- Sim, era por isso. Mas a parte do violão, eu não tenho culpa nenhuma. -- levantou os braços.

–- Tudo bem, de qualquer forma, -- levantei. -- venha aqui. -- me aproximei de sua cadeira, o terno negro do albino estava deixando evidente toda a sua pele branca. Sorrindo largo ele se ergueu. -- Obrigado, Near. -- sussurrei quando o abracei. -- Por tudo, desde que estávamos lá no orfanato, até hoje.

–- Estarei aqui sempre que quiser encher meu saco. -- apertou mais os braços finos.

–- Oi, oi, e então, o que está rolando aqui? -- Matt chegou.

–- Está rolando que você e ele me enganaram direitinho. -- fiz bico.

–- Brigaremos sobre isso depois. -- riu de minha cara. -- Venha cá. -- me aproximei. -- Daqui a pouco temos que ir.

–- Sei, não vamos dançar um pouco?

–- E desde quando você gosta de dançar?

–- Desde que você dance comigo.

Abrindo um sorriso de lado, segurou minha mão, puxando-me em direção ao meio da pista. O DJ nos vendo trocou a música que tocava para a versão original daqui o ruivo havia cantado mais cedo.

Seus braços seus prenderam a cercar minha cintura, as minhas cercaram seu pescoço. Eu tinha um sorriso besta entrando nos lábios, que se manteriam se não fosse o beijo doce do outro, mantendo ainda o balanço lento que a música embalava.

–- Eu não sei dançar.

–- Você fala como se eu soubesse. Estou apenas, me balançando. -- girou comigo.

–- Devo repetir. Hoje é definitivamente o dia mais feliz da minha vida, seguido do dia em que te conheci, do dia em que você se declarou, dos dias que passamos juntos, dos dias que passaremos.

(...)

E aqui estamos nós apenas esperando pela decolagem do avião, finalmente. O frio na barriga é o que me move, haha, estou nervoso.

–- Paris, aqui vamos nós. -- Matt enlaçou nossos dedos.

Notas finais
E eu ainda não tive condições de terminar ele. Eu pretendia colocar as paradas tudo. Desde o casamento até a viagem em uma unica, mas não deu :v pq sou preguiçosa e quero fazer um lemon mais que bem feito auhsuahs ~~ verei se arranjo outra musica, mas de preferencia uma que eu não sinta ciumes pra colocar aushauhs ~~ musicas me ajudam a escrever :3 dlc Bem ~~ Até o proximo, fofos. A musica e a imagem são minhas, não as peguem. Brincadeira. Podem levar. Quer dizer... mas tah tudo bem se depois que vc salvar eu fazer uma visita a voce, não é?! Só para... Nos conhecermos... :3