Um Amor Na Terra De Ooo
8 Capítulo 8 - Emboscada
Notas iniciais
Marceline's POV
Abracei a princesa. Estávamos em seu castelo, e algo estava loucamente errado. Ela pegou minha mão, e começou a correr, indo para a sala de monitoramento, onde achamos algo brutalmente ruim: dois guardas banana pulverizado. Ou é isso que pareciam... A expressão da princesa se fechou, mantendo o temor dela em apenas uma expressão de pavor e desespero, e um sussuro:
-Oh meu glob...
Ela correu e me abraçou. Mas não só abraçou, ela me segurou com bastante força, reprimindo o medo nos meus braços. Beijei sua testa, e sussurrei:
-Calma, tudo vai ficar bem, Bonnie.
-Eu... Eles... Se machucaram por minha causa, se não fosse por minha causa...
-Calma Bonnie, calma meu anjo açucarado.
Afaguei seus cabelos de chiclete, suaves e sedosos, e pouco depois, ela se afastou de mim e falou decididamente:
-Não vou deixar mais ninguém se ferir.
Ela sentou numa das cadeiras, observou as diversas telas que rodeavam uma só parede. Pelo que parecia monitoravam todo o castelo, exceto lugares secretos, banheiros e entendi que o quarto da Jujuba podia ter monitoramento alterado com uma senha dela ou algo do tipo. Puxei uma cadeira e me sentei ao lado dela, que começou a digitar rapidamente nos controles e checar câmeras incessantemente.
-E então? -Perguntei, atenta aos seus esforços.
-Nada. Mas acho que sei aonde pode ter algo ruim. Vamos para as masmorras.
-Certo, eu te levo.
Sem nem ouvir os protestos dela alegando que ela podia andar sozinha, peguei seus braços e flutuei rapidamente até a porta das masmorras. A porta seguinte era trancada por um sistema mágico, e tive de me virar para ela novamente falar as palavras secretas. Levantei ela novamente e corremos pelos corredores, úmidos e escuros exceto pelas tochas que chamuscavam uma brasa fraca e constante. Ao avançar escadas abaixo, ratos-doces corriam pelo chão, e chegamos na parte em que os prisioneiros eram mantidos presos. Várias celas fechadas apareciam rapidamente em minha visão, com esqueletos presos de todas as formas e tamanhos.
~É, ela não é tão boazinha e perfeita como todos acham -pensei.
Passamos por vários metros adiante, e enfim chegamos a um beco sem saída escuro. Parei de imediato, quase batendo de cara na parede. Desci ao chão e resmunguei:
-Podia ter avisado sobre a parede...
-Ok, foi mal, essa freada também embrulhou meu estômago.
-Por que me mandou vir até aqui? Aqui não tem absolutamente NADA! -Falei impaciente.
Aquele drama real ou o que quer que fosse me deixava estressada. Mas era melhor eu ir com a PB para me assegurar que ela acabaria bem.
Ela então começou a tatear as paredes, em busca de algo. Perguntei:
-O que está fazendo?
-Vem, me ajuda a procurar um pequeno buraco perfeitamente redondo na parede -Disse ela, me puxando de supetão.
Apalpei as paredes com ela, e enfim senti um pequeno buraco, pouco maior do que uma cereja. Trouxe Jujuba para mais perto, e, ao tocá-la, ela voltou para perto das tochas, e retirou sua tiara. Tocou-a, falou algo que eu não entendi, em outra língua talvez, e a pedra preciosa em seu topo saiu facilmente ao seu toque. PB rolou-a entre os dedos, observando a bela gema. Encaixou-a então entre o pequeno vão na parede, e uma porta secreta se levantou diante de nós. Caminhamos até a entrada, cercada por várias tochas. As paredes ali eram brancas e claras, quase doíam os olhos de enxergar. Haviam várias mesas com vidros, anotações e produtos alquímicos e sabe-se lá o que mais, estantes com livros, aparelhos incrivelmente complexos, quadros negros com anotações e contas algébricas, e um tipo de frigorífico nos fundos. O teto da sala era em formato esférico. Ela caminhou até o centro da grande sala e falou:
-Esse é o lado arrumadinho dos meus engenhos. Vamos, preciso checar as outras salas.
Ela correu até outra porta, enquanto eu observava as complicadas anotações de pesquisa dela. Um barulho me fez voltar a focar na porta aberta pela Princesa, mas... A porta estava aberta, e ela não estava lá. Estranhando o sumiço, gritei:
-PB? VOCÊ ESTÁ AÍ?
Nada. Nem o som de um suspiro.
Andei até a entrada da porta, aonde alguma coisa acertou minha cabeça com força, e comecei a me sentir zonza. Ia apagando enquanto ouvia vozes, mas na minha mente só ecoava-se:
~Droga, foi uma emboscada!
Tentei me recompor, mas caí no chão, tonta, e foi quando tudo ficou escuro...
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